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30/julho/2008 - quarta-feira

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BOI GORDO – Luis Adriano Teixeira

Os fatos se sobrepõem aos boatos
Como os especialistas falaram nesta última semana, o saldo líquido de contratos comprados em aberto passou da ponta fraca (pessoa física) para ponta forte (institucional), e agora o fôlego para agüentar as oscilações de mercado é maior.
Mas o acontecimento mais importante da semana, na minha opinião, é que novamente os fatos se sobrepõem aos boatos, e todos já sabem muito bem que o fato principal é que falta boi para abate. Mataram a fábrica, e como um cliente me disse hoje, boi não é como pão, que é só bater a massa, fazer mais uma fornada, que em 15 minutos esta pronto.
O consumidor pode reclamar do aumento do custo, mas não é só a carne que subiu, é uma tendência de todos os alimentos. Concordo que tem um limite, já que a carne tem uma grande resposta elástica à renda do consumidor, ou seja, se a renda cai o consumo de carne também cai. Mas até o fim de junho e começo de julho o consumidor pagou por um boi que valia ao redor de R$ 95,50 a arroba, então por que ele não haverá de pagar agora e até outubro, quando naturalmente a oferta é menor que a safra, se é que existiu safra este ano.
A “grande” escala que os frigoríficos alegavam na semana passada acabou. Em várias unidades de São Paulo tem indústria que trabalha para a escala de sexta-feira dia primeiro. Com isto o mercado futuro da BM&F e também o indicador Esalq já reagiram. Tivemos boas altas com a cotação de outubro já passando dos R$ 95,00/@. Novamente entramos em novos preços de alta e os produtores devem ficar atentos para alguma oportunidade de travamento de Hedge.

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