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29/abril/2009 - quarta-feira

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MILHO – Rodrigo Zobaran

A origem das influências

Quem se move primeiro, o analista é quem influencia o mercado ou o mercado é que influencia o analista? O tema aqui proposto é para tentar elucidar um grande mistério, se os analistas de mercado agrícolas e suas previsões fundamentadas movem os mercados, ou se os movimentos de preços cada vez mais complexos acabam sendo justificados pelos analistas.

Qualquer relatório em torno do mundo aponta para fundamentos baixistas para o milho, influenciando inclusive a mim que vos escreve. Altos estoques, redução da demanda e baixo fluxo exportador, resumem os fundamentos baixistas do milho para 2009. Mas o que vêm ocorrendo semana a semana, e em plena safra de verão, é a clara visão de um mercado com preços estáveis e algumas vezes até altista. Daí, mesmo sem essa previsibilidade por parte de quem analisa, chegam as explicações: seca no sul do Brasil, protecionismo na Argentina, contratos de opção, atraso no plantio norte-americano, etc.

Vamos ser sinceros. É muito difícil adestrar todos os fundamentos que hoje permeiam os mercados das diversas commodities agrícolas. A lista envolve câmbio, etanol, petróleo, mercado financeiro, clima, e tantos outros fenômenos não identificados que com maior ou menor grau definem o comportamento dos preços. Até a gripe suína, que correram para batizar de Mexicana, influencia o mercado de milho. E por falar em gripe suína, a falta de informação é tão grande em torno da epidemia, que alguns países anunciaram o embargo à carne suína, quando está comprovado que a carne não transmite a doença.

Na última segunda-feira as bolsas responderam ao anúncio da Gripe Suína com queda nas cotações, mas na terça já foi registrado recuperação em função do atraso do plantio de milho no meio oeste americano por causa das chuvas.

Acredito que os níveis de preços da BM&F ontem para os meses de setembro/09 e novembro/09, R$ 24,41 e R$ 25,38 respectivamente, representam um ponto de venda interessante para os produtores realizarem um hedge e garantirem estes preços para o segundo semestre.

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