29/maio/2009 - sexta-feira
Estrangeiros garantem mais uma semana de alta na Bovespa
A Bovespa continua sendo a vedete dos mercados acionários, mantendo-se com forte fluxo de recursos desde o início do ano. Os estrangeiros estão comparecendo em peso nos pregões, e levam a bolsa a um rendimento fantástico nestes primeiros cinco meses do ano. Neste ano, a bolsa subiu cerca de 39%. Os investidores continuam na ponta compradora, mesmo quando a bolsa americana, tradicional parâmetro da Bovespa, vai mal. Os dados econômicos brasileiros mostram que o Brasil não sofreu toda a intensidade da crise, como nos países do primeiro mundo, e isso tem permitido que as empresas brasileiras mostrem números ainda bem interessantes.
É claro que não podemos descartar novas turbulências econômicas, mas o fato é que a economia brasileira pode galgar bons passos durante este período de intempéries na economia mundial. Só dependemos de uma gestão acertada do Governo, que pelo menos na parte econômica está sendo feita, sob a batuta de Henrique Meirelles, Presidente do Banco Central. Por outro lado, na parte política continua a bandalheira que percebemos cada dia mais ser impossível de mudar. Na parte estrutural, acredito que os investimentos poderiam estar ocorrendo de forma mais acelerada, aproveitando a deixa dada pela crise econômica, para darmos um salto na retomada econômica. Mas esta parte ainda carece de ideais, o PAC anda a passo de tartaruga, e problemas com o Ibama e ONGs, barram obras importantíssimas para o país.
Não vou entrar no mérito da questão ambiental, que esta área é do meu colega de Agroblog Rangel Rodrigues, mas acredito que em alguns momentos da história um pouco de “cabeça racional” seria importante para adiantar algumas coisas neste país. O consórcio que ganhou a concessão da hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, corre o risco de ficar sem a licença ambiental, porque o Ibama deu parecer contrário a instalação da usina, e exige que sejam feitas mudanças na obra. Assim, as obras não podem ser iniciadas e a previsão de se antecipar em um ano a conclusão corre o risco de não ocorrer. Com isso, temos prejuízo para a empresa que cria uma equação financeira quando participa destas licitações, e com a antecipação da implantação da usina, que pretendia começar a vender energia mais cedo e retornar seu investimento. Sem contar o prejuízo no desenvolvimento da região e do país, este sim é incalculável, pois muitas áreas dependem de um potencial energético maior para se desenvolver. Assim corremos o risco de perder de novo o boom econômico e um lugar de destaque na economia mundial.
Vamos torcer para que nossos governantes tenham cabeça e clareza para administrar este momento que irá permitir que o Brasil deixe de ser a promessa e vire a realidade de uma potência econômica.
Bons negócios a todos.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do código penal. Conheça a Lei 9610.












