30/outubro/2009 - sexta-feira
Fortes emoções no mercado de ações
Quem acompanha de perto, ou está com uma carteira de ações montada, pensou que o pesadelo do segundo semestre do ano passado estava começando novamente, mas aparentemente foi só para testar o coração. E olha que o “stress test” não foi tão leve como costumou ser durante este ano, já que a bolsa brasileira despencou 11% da sua máxima em questão de dias, só na terça e quarta-feira a queda foi superior a 7,50%. Cenário que não víamos desde setembro do ano passado. Já na quinta-feira, o céu de brigadeiro se formou novamente e os investidores deixaram de lado o mau humor que afetou os mercados durante toda a semana.
O mau humor começou na bolsa brasileira com a taxação do IOF para investimento estrangeiro, que como já falei na semana passada, trouxe muitas dúvidas ao investidor estrangeiro, que ficou inseguro sobre novas mudanças das regras do jogo, o que já ocorreu outra vezes. Estas dúvidas levaram a uma forte saída de capital de investidores estrangeiros aplicado na Bovespa, além de prejudicar o IPO (Oferta Inicial de Ações) da CETIP, que teve seu preço de lançamento no nível mínimo da expectativa, 13 reais por ação. Além do preço de abertura ter saído abaixo das expectativas, o primeiro dia de negociação ocorreu na quarta-feira, dia que a bolsa caiu 4,75%, colaborando ainda mais para que o papel tivesse forte pressão de venda e trabalhasse com 10% de baixa em sua abertura. Na quinta-feira, com o mercado mais calmo, o papel subiu cerca de 5% durante o pregão.
Além da quebra de confiança, também tivemos dados econômicos nos EUA bastante pessimistas em relação a recuperação econômica americana, que as bolsas de valores em todo o mundo vem sinalizando nos últimos 6 meses. Os dados divulgados durante a semana mostraram que a recuperação econômica não está no nível estimado pela bolsa americana, que vem tendo fortes altas nos últimos seis meses, mas que aparentemente as empresas não irão conseguir entregar estes resultados estimados. Essa sinalização de problemas econômicos nos EUA afetou a bolsa brasileira, que já tinha seus investidores desconfiados desde a semana passada. Assim a realização ocorreu em 3 dias com uma intensidade bem acima da que foi vista nos últimos 10 meses. E a recuperação nas cotações também ocorreu em boa parte na quinta-feira, quando os investidores voltaram a comprar. O volume financeiro também foi muito bom, sinalizando que a alta foi embasada em forte volume de recursos.
Esperamos que o mercado volte a seus dias de baixa volatilidade, pois altas e baixas muito fortes não trazem conforto para os investidores, que acabam ficando na dúvida se realmente o mercado voltará a tendência de alta que tinha anteriormente. Particularmente, não acredito que a tendência de alta tenha acabado, mas devemos ter algumas nuvens e trovoadas no caminho até os 70 mil pontos.
Bons negócios a todos.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do código penal. Conheça a Lei 9610.












