18/dezembro/2009 - sexta-feira
Carta de otimismo para 2010
Amigos, esta última coluna de 2009 é muito mais uma mensagem de otimismo para o novo ano do que propriamente um texto com nossas reflexões semanais sobre o agro, que foram feitas ao longo destes quatro meses.
Indicadores apontam que 2010 será melhor que este ano. O dinamismo da economia, especialmente, a interna é um sinal disso. Nosso mercado doméstico segurou as pontas em 2009 e tem tudo para crescer ainda mais nos próximos anos, com destaque para as regiões Norte e Nordeste.
Conversando com um colega jornalista nesta semana – profissional extremamente qualificado, com passagem como editor de “O Globo”, por exemplo, ele me falou: “Olha Ronaldo, um termômetro de que as coisas começam a melhorar são os taxistas. Basta puxar conversa numa breve corrida para sentir isso. Mais gente andando de táxi é sinal que há mais dinheiro girando.” Será que ele foi otimista demais? Não vou cravar, mas acho que não. Para um [sofrido] profissional de comunicação – que pleonasmo! – falar isso, algum fundo de verdade deve ter.
O fato é que 2010 marcará o arranque para a Copa do Mundo, para as Olimpíadas. Despindo-se de análises se o Brasil está ou não preparado para organizar eventos deste porte, a realidade é que eles serão aqui. E agora só nos resta trabalhar. E este é o grande ponto. O trabalho. As oportunidades de emprego, de prestação de serviço e de negócios – não negociatas – relacionadas a estes eventos serão inúmeras, com ramificações para todos os segmentos. Sairá na frente [empresas e pessoas] quem estiver cada vez mais preparado e com o radar ligado.
E por falar em atualização, a velocidade das relações nos dias de hoje cria e mata conceitos e modelos rapidamente. No meio desta avalanche de informação, um recente recado do consultor Roberto Shinyashiki me chamou atenção.
No Portal UOL, ele disse que as empresas não podem ter mais clientes, elas têm que ter fãs. O cliente – categoria na qual eu e você estamos -, disse Shinyashiki, é mercenário, vai sempre atrás do preço menor.
Basta pensarmos um pouco e veremos que muitos dos produtos que compramos, nós não adquirimos pelo preço, pela matéria-prima utilizada, entre outros atributos. Somos fiéis à esta ou àquela marca por valores intangíveis. E esta é uma mensagem direta para o agro. Para não continuar refém da gangorra dos mercados, é preciso investir muito em inovação, eficiência e também em comunicação.
O próximo ano também é de eleições. Sem medo de soar meio Policarpo Quaresma ou falar clichês, o pleito de 2010 é chance de dizer não ao mal da política brasileira chamado corrupção.
É isso amigos. Um Natal de luz e um 2010 de saúde, paz e sucesso. Nos encontramos lá!
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do código penal. Conheça a Lei 9610.












