29/janeiro/2010 - sexta-feira
Agronegócio, internet, jovens e reputação
Você já ouviu falar de “Colheita Feliz” ou “Farmville”? Se não, pergunte ao seu filho, que ele certamente já ouviu falar. Aliás, mais que isso, ele deve estar bem familiarizado com os termos acima. “Colheita Feliz” e “Farmville” são games virtuais disponíveis em redes sociais da Internet, como, por exemplo, Orkut e Facebook.
E o que isso tem a ver com o agro? Tudo! Com um mundo absolutamente conectado, a formação de percepções sobre as coisas tornou-se muito mais veloz. Seja para o bem, seja para o mal. E a rede mundial de computadores é o maior canhão de comunicação disseminador de ideias, oportunidades e negócios. Tudo isso associado à presença cada vez maior de internautas – como você – faz da rede um lugar fundamental para estar e usar.
Soma-se a isso, a presença dos jovens na Web, o que nos faz questionar. Que tipo de relacionamento o agronegócio tem com os jovens? A garotada do Youtube, do Twitter, do MSN é quem vai formar opinião e tomar decisão muito em breve, brevíssimo. Quer dizer, minto. A garotada já influencia as decisões hoje. Quem já não pegou um produto da gôndola do supermercado porque seu filho ficou implorando pela compra?
Pois bem, então, marcar território e fazer da Internet um processo de comunicação eficiente para o agro com seus públicos estratégicos é primordial. Para quem duvida do poder da comunicação, nunca é tarde para lembrar Winston Churchill: “Não existe opinião pública, existe opinião publicada.”
O jogo do agro contra mitos, preconceitos e desinformação praticado por ONGs, algumas autoridades, parcelas da sociedade, grupos de pressão não ocorre apenas nos corredores do Congresso ou nos editoriais dos grandes jornalões. É preciso estar atento e ativo, como no caso da Internet.
Voltando ao “Farmville”, quero compartilhar coluna que li nesta semana no jornal “Folha de S. Paulo”, que me inspirou para este texto e que traz um questionamento e uma proposta digna de reflexão para o agronegócio brasileiro. Leiam abaixo e depois comentem no nosso mural. Até a próxima semana amigos.
“Farmville real
por Ronaldo Lemos
Se você frequenta o Facebook, já ouviu falar do Farmville. É um game em que o jogador cuida de uma fazenda virtual, com plantas e animais. Além de ser um grande sucesso entre quem tem um trabalho chato e quer fazer o tempo passar, o game é também uma maneira curiosa de competir e de colaborar com os amigos. Para se ter uma ideia, há mais de 73 milhões de usuários de Farmville (é o aplicativo mais popular do Facebook).
Na onda desse sucesso, fazendeiros de verdade na Itália tiveram a ideia de criar uma espécie de Farmville do mundo real. Ele acontece pelo site Le Verdure del Mio Orto (as verduras da minha horta). O objetivo é aproximar quem vive nas cidades do cultivo de alimentos. Para isso, cuidam da fazenda como se fosse um game.
O primeiro passo é escolher um pedaço de terra para transformar em horta. A partir daí, decidir que verduras vão ser plantadas. O site oferece 39 tipos, de beterraba a brócolis, passando por cebola e vários tipos de tomate. Dá para escolher também o lugar de cada verdura na horta. A partir daí, os fazendeiros reais cuidam da plantação e entregam as verduras semanalmente (só para quem mora perto de Milão!).
O serviço básico custa o equivalente a R$ 1.700 por ano. E há ainda outras opções para incrementar a horta. É possível plantar flores, encomendar um álbum de fotos com o crescimento das verduras e até mesmo comprar um espantalho, deixando os pássaros longe da plantação. Não é a primeira vez que surge um projeto como esse.
Em 2006, dois jovens ingleses alugaram a ilha de Vorovoro, em Fiji. Desde então, criaram uma espécie de comunidade real, em que pessoas do mundo inteiro compram um pedaço virtual da ilha e administram à distância tudo o que acontece por lá, inclusive elegendo os líderes locais. Por mais insano que pareça, a coisa vem dando certo.
Se esse Farmville de verdade vai pegar, é cedo para dizer. Mas é um projeto que dá o que pensar sobre a linha cada vez mais tênue entre real e virtual. Será que algum fazendeiro no Brasil se habilita?”
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do código penal. Conheça a Lei 9610.












