30/abril/2010 - sexta-feira
Tsunami europeu assusta o mercado
Lembrando o nosso presidente Lula, a Grécia passou de “marolinha” a tsunami em uma semana, ajudado por mais dois países europeus que tiveram os seus ratings de dívida cortados. Depois de várias semanas tumultuando o mercado, a Grécia afetou as cotações em todo o mundo após uma agência de avaliação de rating levar a graduação dos títulos gregos para o nível de especulação. Em seguida também foram cortados os ratings de Portugal e Espanha, o que contribuiu consideravelmente para as fortes turbulências que foram verificadas essa semana nas bolsas em todo o mundo.
No inicio desta semana, as agências de rating decidiram que era hora de colocar os títulos dos países europeus problemáticos no seu devido lugar. Ou seja, já que o país está com problemas e tem dificuldade de “rolar” suas dívidas, nada mais correto que cortar as avaliações se segurança de pagamento destes títulos. Sempre fica a dúvida, quando ocorrem estes cortes de rating, se estas agências não erram na questão de dia correto para soltar estas informações no mercado. Mas não iremos entrar no mérito desta questão que sempre levanta dúvidas. Com o corte do rating, as bolsas em todo o mundo sofreram fortes quedas, diante da falta de garantias de que estes países europeus têm capacidade de recuperação. Espanha e Portugal não tiveram seus títulos levados a nota “especulação” mas também tiveram cortes em suas avaliações de risco.
A salvação para as bolsas em todo o mundo foram os bons números corporativos que temos verificado na temporada de balanços. As empresas americanas têm mostrado forte recuperação em seus números, sinalizando que a economia dos EUA cresce em ritmo menor que o esperado, mas segue crescendo. Este potencial de crescimento permanente da economia americana mostra que por mais que disseram em 2008 que os Estados Unidos não voltariam a ser novamente uma grande economia, os cidadãos americanos mostram o contrário e continuam movimentando a roda gigante da economia.
Uma grande corretora brasileira foi vendida esta semana para o banco suíço UBS, que saiu do país em 2008 e já esta de volta. Isto mostra que o país continua sendo um dos principais alvos das empresas de investimento e bancos de todo o mundo. Todos querem participar da euforia brasileira, que teve um novo aumento nos juros para evitar um superaquecimento da economia. Muitos, como sempre, criticam o excesso de conservadorismo do Banco Central brasileiro, mas temos que concordar que no período de crise, esse conservadorismo foi extremamente importante.
Bons negócios a todos.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do código penal. Conheça a Lei 9610.












