29/outubro/2010 - sexta-feira
O mercado imobiliário em destaque
O setor imobiliário ocupa um lugar de destaque no mercado financeiro, com o cenário mostrando-se bastante favorável para investimentos na área. Nesta semana estive com investidores estrangeiros que querem atuar no mercado imobiliário brasileiro, pois estão acompanhando o boom de novas construções e as boas noticias que estão sendo divulgadas lá fora. Este cenário é muito importante, mas me trouxe uma certa preocupação com relação a uma possível bolha que poderia haver neste setor. Em conversa com uma pessoa de grande conhecimento na área, essa minha preocupação logo foi deixada de lado, já que segundo este especialista, o cenário das construções para a classe média encontram-se aquecidas, mas longe de caracterizar um sintoma de bolha. A única preocupação ficaria em torno do setor imobiliário para alta renda.
No segmento de alta renda é possível observar uma valorização agressiva nos preços, principalmente no eixo Rio-São Paulo. Nestas praças, o morador de um apartamento de luxo resiste em aceitar propostas de compras em virtude da dificuldade de encontrar no mercado um imóvel do mesmo padrão pelo mesmo patamar de preço. De acordo com um amigo que recentemente mudou-se para São Paulo, em apenas 6 meses após adquirir seu imóvel de R$ 600 mil, ele recebeu uma oferta de 1,5 milhão, mas até agora não pode aceitar a proposta porque não encontra mais um imóvel similar ao seu por este preço.
O mercado discute novas formas de financiamento de imóveis, tendo em vista que a poupança é utilizada para isso, e a taxa permitida para financiamento encontra-se bem próxima do seu nível mais alto. Ou seja, o Governo pode começar a ter dificuldades de financiar seu programa habitacional, caso não eleve a participação da poupança no financiamento imobiliário. Alguns produtos estão sendo lançados no mercado financeiro para permitir a participação do investidor pessoa física e jurídica neste modelo de negócio. Os Fundos Imobiliários mostram ganhos muito atraentes, apesar de ainda, em sua maioria, só financiarem áreas comerciais como shoppings e centros empresariais. Os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), estão financiando projetos para áreas residenciais com forte participação dos investidores pessoa física, que com o benefício de isenção de Imposto de Renda (IR), está gerando lucros muito maiores que os recebidos nas aplicações de CDB. O mercado reivindica ao Governo que a pessoa jurídica tenha direito a está mesma isenção de IR nas aquisição de CRIs, o que traria um grande volume de capital para o setor. Sem dúvida, o cenário é bastante favorável para o segmento, partindo da premissa básica de que todo brasileiro sonha em adquirir a sua casa própria.
Bons negócios a todos.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do código penal. Conheça a Lei 9610.











