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	<title>Agroblog - O Blog do Agronegócio &#187; Açúcar</title>
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	<description>Um time de grandes Agroblogueiros disponibilizam semanalmente análises e informações privilegiadas sobre o agronegócio.</description>
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		<title>AÇÚCAR &#8211; Arnaldo Corrêa</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 06:59:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Açúcar]]></category>

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		<description><![CDATA[Mãos estranhas O mercado de açúcar em NY fechou a semana cotado a 23,12 centavos de dólar por libra-peso no vencimento março/2012, com pequena baixa de 6 dólares por tonelada. Os vencimentos maio e julho de 2012 também mostraram queda pequena. Para os vencimentos de outubro de 2012 em diante, todos os meses fecharam em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Mãos estranhas</strong></h2>
<p>O mercado de açúcar em NY fechou a semana cotado a 23,12 centavos de dólar por libra-peso no vencimento março/2012, com pequena baixa de 6 dólares por tonelada. Os vencimentos maio e julho de 2012 também mostraram queda pequena. Para os vencimentos de outubro de 2012 em diante, todos os meses fecharam em alta entre 2 e 6 dólares por tonelada. Em 31/12 passado, o março de 2012 fechou a 23,76 (a queda no ano foi de 2,7%).</p>
<p>O mercado de açúcar continua em mãos estranhas, ou seja, hoje temos que ficar muito mais atentos ao desenrolar das questões macroeconômicas mundiais que afetam as commodities e potencializam a reação de preços do que propriamente aos fundamentos. Estes só vão dar as caras depois que a poeira assentar. O duro é saber quando. Para piorar o clima, esta semana, uma importante instituição financeira francesa com profundas raízes no agronegócio informou que decidiu parar a comercialização e o financiamento de commodities, numa atitude de reavaliação de riscos imposta pela crise europeia. Em novembro passado, outra instituição também anunciara sua saída do mercado de commodities. E parece que a coisa não vai parar aí. A falta de participantes de tal magnitude além de deixar o crédito escasso vai torná-lo seletivo. No mercado de açúcar, usinas com histórico de crédito ruim terão dificuldade ainda maior de negociar ou renegociar contratos, bem como dificilmente terão um prazo muito extenso para a fixação de preços do que ainda tem para embarcar. Se hoje as tradings reduziram para 45-90 dias de fixação antes da data do embarque, com fortes restrições no horizonte, a tendência desse prazo e estreitar ainda mais.</p>
<p>Dezembro tem sido, até agora, um péssimo mês para as commodities: o algodão caiu quase 16%, o milho derrete 10%, o café 8%, o açúcar 7% e a soja 6%. No acumulado do ano, o açúcar está em um &#8220;honroso&#8221; terceiro lugar com perdas de 28,6% logo atrás do cacau, com 28,9% e do algodão com quase 40%. Annus horribilis para as commodities.</p>
<p>Muito alinhada com nossa opinião externada no último comentário semanal, a UNICA também acredita que o mercado internacional de açúcar tem importante suporte ao redor de 22 centavos de dólar por libra-peso equivalente FOB, pois abaixo desse valor &#8220;haveria uma migração para a produção de etanol&#8221;.</p>
<p>Na contramão, enquanto o governo trabalha com uma perspectiva de estoque de passagem zero para o hidratado na entressafra &#8211; ou até mesmo de falta do produto &#8211; muitos traders acreditam que teremos estoque suficiente para mais de um mês na entressafra, colocando pressão nas cotações.</p>
<p>O presidente da UNICA, Marcos Jank, fez uma recapitulação do que ocorreu com o setor nos últimos anos. Uma desaceleração da produção de cana de 2008/2009 para cá, em função da crise financeira mundial, dos problemas climáticos enfrentados nas últimas 3 safras e da perda de competitividade do etanol em relação à gasolina. O que impressiona nos números apresentados por ele, é que nos últimos seis anos, em menos de 20% do período analisado o preço do etanol para o consumidor esteve acima da paridade de 70% do preço da gasolina C, apesar da falta de regras claras por parte do governo para a formação de preço da gasolina.</p>
<p>O mais impressionante dos dados apresentados é que o preço do etanol para o produtor nesse mesmo período, em mais de 2/3 das ocasiões esteve abaixo do custo de produção. Ou seja, o produtor de cana é quem subsidia a gasolina e paga a conta da incapacidade do governo de fazer uma política de energia limpa que remunere o produtor adequadamente, não via subsidio ou esmola, mas dando transparência ao mercado, deixando que a lei da oferta e procura prevaleça. No entanto, a gasolina está com o preço congelado desde setembro de 2005.</p>
<p>A UNICA acredita que para atender ao consumo doméstico de açúcar, manter a fatia que o Brasil possui no mercado internacional e atender pelo menos 50% da frota de veículos leves e uma exportação de etanol prevista pelo mandato americano em 2020, o Brasil vai precisar moer 1,2 bilhão de toneladas de cana em 2020/2021, necessitando aproximadamente 120 novas unidades.</p>
<p>Para expansão sustentada do setor, segundo Marcos Jank, teríamos que programar a desoneração tributária para o etanol, a readequação da CIDE (imposto sobre combustíveis), o financiamento de plantio e estoques reguladores, incentivos à bioeletricidade e transparência na política de formação de preços da gasolina no longo prazo. Este, em nossa opinião, o mais importante de todos, pois sem transparência o etanol jamais vai ser uma commodity.</p>
<p>O contrato de etanol na BM&#038;F Bovespa está com uma posição em aberto de 9.061 lotes em futuros mais 2.295 lotes em opções. Muitos traders olham com atenção o crescimento desse mercado que possibilita a trava de margens e eventuais negócios referenciados na bolsa.</p>
<p>A volatilidade do mercado continua caindo, com exceção da de 20 dias cuja média há um mês era 23,78% e agora pulou para 33,66%. A de 50 dias, caiu para 31,53% (há um mês 37,50%) e a de 100 e 200, 35,64% e 39,73% (eram 38,29% e 43,11%), respectivamente. </p>
<p>Tenham todos uma excelente semana com muitos negócios.</p>
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		<title>AÇÚCAR &#8211; Arnaldo Corrêa</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 05:10:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Açúcar]]></category>

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		<description><![CDATA[22 centavos e nada menos? O mercado de açúcar em NY fechou a semana praticamente com preço inalterado no vencimento março/2012, cotado a 23,40 centavos de dólar por libra-peso, e entre 13 e 30 pontos nos vencimentos referentes à safra 2012/2013. Muito pouca fixação de preços por parte do Brasil, que está atrasado percentualmente em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>22 centavos e nada menos?</strong></h2>
<p>O mercado de açúcar em NY fechou a semana praticamente com preço inalterado no vencimento março/2012, cotado a 23,40 centavos de dólar por libra-peso, e entre 13 e 30 pontos nos vencimentos referentes à safra 2012/2013. Muito pouca fixação de preços por parte do Brasil, que está atrasado percentualmente em relação ao ano passado. Ninguém se anima em travar preços nesses níveis. Preferem esperar o tempo passar até que a situação real da cana para o próximo ano fique mais transparente. A estratégia parece acertada. Nas recentes quedas, o que se viu foi interesse de compra nas baixas e quase nenhuma fixação por parte da origem.</p>
<p>Olhando os preços do etanol no mercado interno, a paridade (respeitando-se os 70% do preço da gasolina) com NY está próxima a 22 centavos de dólar por libra-peso o que de certa forma indica que esse deve ser o suporte de longo prazo para o açúcar, pois abaixo dele teríamos uma migração para o etanol. São conjecturas, mas fazem a diferença na hora de se balizar a tomada de decisão. Lembrando que o valor acima foi encontrado baseando-se numa taxa de dólar média 1,8053 nos últimos 30 dias. Se o dólar apreciar, aquele valor cai. Capito?</p>
<p>A desconfiança de que a Europa não conseguirá resolver seus problemas fiscais e que a situação pode piorar deixam os mercados em compasso de espera e fez com que o açúcar em NY despencasse na quarta-feira para uma baixa de dez semanas. O cenário macro acaba ficando com o papel principal, varrendo para baixo do tapete os fundamentos, os quais, diga-se de passagem, pouco mudaram nesses últimos dias.</p>
<p>Para jogar fogo na fogueira, além do exposto acima, comentou-se também que a queda acentuada devia-se ao que parecia ser o desfazimento de posições por parte de uma trading de açúcar que demitira seu principal executivo no dia anterior. &#8220;A empresa queria ir para um lado e ele insistia em ir para outro&#8221;, disse uma fonte liga à empresa. O mercado mergulhou de cabeça no pregão de quarta-feira, caindo 25 dólares por tonelada, mas recuperando no dia seguinte após as tais posições supostamente terem sido liquidadas. Difícil dizer se a força motriz por trás da queda teria sido essa, mas a vida corporativa costuma ser cruel para o executivo quando ele começa a perder grandes somas de dinheiro. Você é tão bom quanto seu último negócio.</p>
<p>Continua a discussão sobre a extensão de horas de negociação dos contratos futuros de açúcar na bolsa de NY. O comitê consultivo da bolsa, cujas opiniões/recomendações a ICE não tem nenhuma obrigação em seguir, teme que esse alongamento de horas dilua a liquidez do mercado além de propiciar, com pouco volume, oportunidades para que as negociações por computador (os demoníacos algoritmos) movam o mercado para a direção que lhes aprouver enquanto os traders de NY e London ainda estão dormindo. Deixar uma ordem do dia para a noite pode ser uma péssima ideia. O argumento da ICE é que estendendo as horas, NY poderá se sobrepor ao horário de funcionamento da bolsa chinesa de açúcar, permitindo nesse período a arbitragem entre as duas bolsas.</p>
<p>Um executivo de Ribeirão Preto, conhecido pelo apurado senso de humor e irritado com essa possibilidade &#8220;ameaça&#8221; iniciar um movimento de protesto &#8220;Ocupe a ICE&#8221;, nos moldes do recente &#8220;Ocupe Wall Street&#8221;, sugerindo levar cartazes com os dizeres: &#8220;Não para a extensão de horas&#8221;; &#8220;ICE gananciosa, quando isso vai parar??&#8221;, ou ainda &#8220;Chega! Já se negocia o bastante!! Eu tenho família&#8221;. Olha que pode pegar.</p>
<p>A ANP aprovou a regulamentação (não publicada ainda no momento que escrevo esse relatório) do mercado de etanol anidro tendo como foco evitar grandes oscilações de preço e o risco de desabastecimento. Assim, a partir de 1º de abril de 2013, as distribuidoras serão obrigadas a manter estoque de anidro suficiente para 15 dias, enquanto os produtores terão que assegurar suprimento para cerca de 40 dias. Os dois terão obrigatoriamente que apresentar para a ANP os contratos que envolvam anidro. A ANP acredita que com isso conseguirá &#8220;evitar que falte anidro e que o preço chegue ao pico, como aconteceu neste ano&#8221;. Cada um acredita no que quiser. </p>
<p>O fato é que o governo obriga as usinas a carregar um estoque sem financiar nem pagar nada por isso. Numa economia de mercado cada um produz aquilo que lhe dá maior retorno e deixa que o mercado ajuste as distorções via preços. A medida inócua da agência é mais um daqueles faz-de-conta com os quais nós brasileiros estamos acostumados. </p>
<p>Como ninguém quer comprar volatilidade, os prêmios das opções de açúcar em NY despencam despudoradamente.</p>
<p>O custo de produção do anidro e do hidratado, de acordo com o modelo desenvolvido pela Archer Consulting, é de R$ 1,1893 e 1,1417 por litro na usina, respectivamente. Comparando com o fechamento da BM&#038;F Bovespa, o hidratado apresenta uma rentabilidade média de 10,5% sobre o custo de produção para os primeiros 3 meses de vencimento de 2012.</p>
<p>Reserve na sua agenda: o XVII Curso Intensivo de Futuros, Opções e Derivativos da Archer Consulting está confirmado para os dias 27, 28 e 29 de março de 2012, em São Paulo. Mais de 500 profissionais do mercado no Brasil e no Exterior já fizeram o Curso.</p>
<p>O Fundo administrado pela Archer Consulting, que esperamos disponibilizar para mais investidores brevemente, está rendendo para o investidor de 57,4617% líquidos ao ano, em seus 249 dias de existência. </p>
<p>Bons negócios e uma excelente semana para todos.</p>
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		<title>AÇÚCAR &#8211; Arnaldo Corrêa</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 05:26:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Açúcar]]></category>

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		<description><![CDATA[Recuperação tímida O mercado de açúcar em NY fechou a semana com ligeira apreciação depois de várias semanas em queda. O cenário macro ajudou e as commodities &#8211; com exceção do café e do cacau &#8211; encerram a sexta-feira em território positivo. O vencimento março 2012 em NY fechou com alta de 60 pontos (13,23 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Recuperação tímida</strong></h2>
<p>O mercado de açúcar em NY fechou a semana com ligeira apreciação depois de várias semanas em queda. O cenário macro ajudou e as commodities &#8211; com exceção do café e do cacau &#8211; encerram a sexta-feira em território positivo. O vencimento março 2012 em NY fechou com alta de 60 pontos (13,23 dólares por tonelada), a 23,50 centavos de dólar por libra-peso. Os meses que compõem a safra 2012/2013 fecharam entre 47 e 64 pontos de alta (entre 10 e 14 dólares por tonelada). Para a 2013/2014, houve acréscimo de 15 dólares por tonelada em média. Uma recuperação tímida.</p>
<p>Com o dólar médio dos últimos 30 dias e assumindo que o açúcar negociaria no mercado físico internacional sem prêmio, a média de liquidação para a safra 2012/2013, baseando-se no fechamento de sexta-feira é de R$ 43,23 por saca posto usina. Para a 2013/2014, a média pula para R$ 45,76 por saca posto usina. Os valores maiores desta última são em função de uma taxa de dólar mais alta ao longo da curva de preços.</p>
<p>A ICE, indo na contramão do que pensa a maioria esmagadora do mercado, quer estender o horário de negociação do contrato de açúcar, começando às 21 horas até às 15.30 horas do dia seguinte. Ou seja, o trader que tiver exposição na bolsa vai ficar mais zureta ainda. Um executivo de uma multinacional desabafou outro dia que as horas de negociação &#8220;são demasiadamente longas, matando a liquidez do mercado e destruindo meu casamento&#8221;. Precisa dizer mais? Lamentavelmente, a reputação que a ICE tem hoje no mercado é a pior que se tem noticia no passado recente das commodities. A desculpa que se ouve por parte deles é que extensas horas trariam maior liquidez para o mercado com a entrada de alguns participantes que passariam a fazer arbitragem entre a bolsa de açúcar da China com NY. Pouca gente acredita nisso. Vamos conferir.</p>
<p>A Archer Consulting teve acesso a um trabalho irreprochável elaborado pela BioAgência, estabelecendo vários cenários para a safra 2012/2013. Estabeleceram três cenários em que a safra de cana seria a mesma de 2011/2012 variando até 530 milhões de toneladas. Depois, combinou-se cada um dos cenários com variações do câmbio (imprescindíveis, como apresentado no nosso comentário da semana passada) entre 1,7000 e 1,9000; seguem-se mais 21 parâmetros de variação que impactam no preço (desde inflação, preço de etanol dos EUA, CIDE, etc). O que interessa é a linha de baixo do citado trabalho. Ou seja, o preço mínimo equivalente NY no pior cenário possível de todas as combinações dos parâmetros considerados. Vamos lá: 19,73 centavos de dólar por libra-peso equivalente FOB Santos.</p>
<p>O custo de produção do açúcar apurado pelo modelo da Archer Consulting, considerando o CONSECANA médio da safra e o dólar médio dos últimos 30 dias, está em 36,4635 reais por saca na usina, sem custo financeiro. </p>
<p>Coisa de gângster: uma tradicional trading cujas operações de açúcar estão baseadas na Europa com participação de quase 40% em uma refinaria na Síria foi tomada de surpresa por uma ação legal claramente orquestrada por um elemento local que transferiu para si as ações dessa trading, declarando junto à Corte síria que agia com o consentimento dela. Enquanto isso, sua mulher também fazia a mesma trambicagem lesando outro acionista da mesma refinaria. Não foi dado o direito de apelação para ambas as vítimas, suspenso pela Corte antes mesmo que elas fossem notificadas. Inacreditável. </p>
<p>A volatilidade do mercado continua caindo. Com menor interesse pelas commodities e volume declinante, parece difícil vermos uma recuperação nos prêmios. Por outro lado, fique de olho em oportunidades de compra de proteção contra queda ou contra subida de preços, pois pode ser atraente.</p>
<p>Tenham uma boa semana.</p>
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		<title>AÇÚCAR &#8211; Arnaldo Corrêa</title>
		<link>http://www.agroblog.com.br/acucar/bolas-de-cristal/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 04:20:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Açúcar]]></category>

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		<description><![CDATA[Bolas de cristal E o mercado de açúcar em NY continua com sua trajetória ladeira abaixo, influenciado por notícias baixistas de todo calibre, e alarmado pela profusão de bolas de cristal que trabalham a todo vapor vomitando previsões de preço apocalípticas. Horrores para todos os gostos. Escolha como você prefere morrer: 18 centavos, 20 centavos. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Bolas de cristal</strong></h2>
<p>E o mercado de açúcar em NY continua com sua trajetória ladeira abaixo, influenciado por notícias baixistas de todo calibre, e alarmado pela profusão de bolas de cristal que trabalham a todo vapor vomitando previsões de preço apocalípticas. Horrores para todos os gostos. Escolha como você prefere morrer: 18 centavos, 20 centavos. Se as previsões se efetivarem vai ser um festival de &#8220;eu avisei&#8221;, &#8220;só não viu quem não quis&#8221;, &#8220;estava na cara que isso ia acontecer&#8221; e por aí afora.</p>
<p>A queda na semana foi de 24 dólares por tonelada no vencimento março/2012 que encerrou a curta semana em 22,90 centavos de dólar por libra-peso. Os demais meses fecharam com baixa entre 49 e 96 pontos, 8 e 21 dólares por tonelada. No ano, o vencimento março/2012 já caiu 3,6%. Em compensação, o março/2013, no mesmo período, subiu 12,6%.</p>
<p>Um importante executivo do setor ironizou os gurus de plantão: &#8220;Passaram a semana toda tentando me convencer de que Deus havia se mudado para a Rússia e que havia se tornado plantador de beterrabas e eu tenho minhas dúvidas&#8221;. Também tenho as minhas e acredito que o mercado exagerou na baixa por outros fatores que não o açúcar, como o câmbio, para citar apenar um.</p>
<p>Prever preços no mercado de commodities demanda obrigatoriamente a análise da trajetória do câmbio senão a coisa se perde. Em geral, mais sentindo falar sobre preços em reais. Desvalorização do real frente ao dólar derruba o preço do açúcar no mercado internacional, mas encarece a importação de gasolina para atender à demanda não atendida pelo etanol; se o real se valoriza, o custo de produção do açúcar em dólares sobre. Qual o preço mais baixo que vimos do açúcar equivalente em reais nos últimos meses? Continue lendo.</p>
<p>Em 31/10 o mercado encerrou-se a 25,77 centavos de dólar por libra-peso e o dólar a 1,6938; na quarta-feira dia 23/11 o mercado fechou a 23,09 centavos de dólar por libra-peso e o dólar a 1,8650. A queda real foi menor do que parece. Mantida a mesma taxa de dólar é como se os 25,77 tivessem virado 25,42, apenas.</p>
<p>Façamos ou outro exercício. Qual foi a última vez que o mercado em NY negociou abaixo de 23 centavos de dólar por libra-peso? Dia 1º de junho deste ano, NY fechou a 22,46 centavos de dólar por libra-peso. E o dólar naquele dia estava a 1,5961. Ou seja, comparativamente ao dólar de hoje, o valor negociado em 1º de junho equivaleria hoje a 19,18 centavos de dólar por libra-peso! Tranque a janela.</p>
<p>Nos últimos 12 meses o preço mais baixo em reais (cotação de NY em centavos de dólar por libra-peso vezes taxa de câmbio do dia) foi alcançado em 6 de maio deste ano, NY a 20,47 centavos de dólar por libra-peso e dólar a 1,6169. Aquele valor, ao câmbio de hoje, seria 17,74 centavos de dólar por libra-peso. Calma.</p>
<p>Quando o mercado negociou os valores acima, não se sabia ainda o tamanho ridículo da safra do Centro-Sul, tinha-se já uma ideia da safra indiana, embora não se soubesse então do superávit russo. Uma coisa acaba compensando a outra, pendendo mais para o excesso de oferta olhando em retrospecto. </p>
<p>E de lá para cá o que ocorreu? O agravamento do cenário macroeconômico, com Grécia, Itália e Espanha no olho do furacão. Um voo para a qualidade por parte dos investidores abandonando os mercados de riscos (ações e commodities) e atracando seus navios em portos seguros. A safra do CS abaixo dos 490 milhões de toneladas do lado altista. Do lado baixista estão: o crescimento na produção da Tailândia para 100 milhões de toneladas de cana; a Índia podendo produzir 26,5 milhões de toneladas de açúcar, Rússia crescendo, UE aprovando 700 mil toneladas fora da quota, quebrando as regras comerciais (Brasil e Austrália protestam). Se o cenário macro continuar a recrudescer, é evidente que veremos as commodities despencando enquanto o dólar se valoriza. Nesse caso, menores valores em centavos de dólar por libra-peso podem ser vistos, sim, mas, não quer dizer que serão os menores valores em reais. Para piorar o cenário, adicione ao bolo a vexatória situação ocorrida com o MF Global, com o sumiço de 600 milhões de dólares, que afugenta o investidor/especulador. </p>
<p>O acumulado de exportação de açúcar pelo Brasil neste ano, até setembro, é de 21,03 milhões de toneladas de açúcar e 1,511 bilhão de litros de etanol. Em doze meses, o acumulado é de 26,109 milhões de toneladas e 1,871 bilhão de litros.</p>
<p>O Modelo desenvolvido pela Archer Consulting que estima as fixações de preço contra NY para a safra 2012/2013 aponta um volume entre 6,17 e 7,63 milhões de toneladas fixadas ao preço médio de 25,15 centavos de dólar por libra-peso. </p>
<p>Uma pergunta importante que você deve fazer a sua corretora: se ela tem posição proprietária, ou, no popular, se ela especula no mercado como parte de sua atividade regular. Corretoras que não negociam por conta própria, em tese, são mais seguras do que aquelas que apostam com o dinheiro do cliente.</p>
<p>A Top Hint Solutions, em parceria com a Archer Consulting está disponibilizando no YouTube um vídeo que demonstra o funcionamento do software para gestão de posições em futuros, opções e derivativos que é muito fácil de usar. Verifique no link a seguir e contate-nos se tiver dúvidas: http://www.tophint.com.br/tophintarcher/thss.html .</p>
<p>O Sugar Dinner a bordo do navio foi um clamoroso sucesso. Grande parte dos participantes disse que o evento superou as expectativas mais otimistas. O clima foi de total descontração. Parabéns à diretoria do Sugar Club. Não há notícias de que alguém tenha se atirado da prancha em virtude dos preços baixos do açúcar, como se falou. Ô gente, viu.</p>
<p>Tenham uma boa semana.</p>
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		<title>AÇÚCAR &#8211; Arnaldo Corrêa</title>
		<link>http://www.agroblog.com.br/acucar/estamos-todos-no-mesmo-barco/</link>
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		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 05:27:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estamos todos no mesmo barco O mercado de açúcar em NY encerrou a semana em queda pela quinta vez consecutiva. Desânimo completo com o quadro macro geral que acaba potencializando os problemas do açúcar. A semana que vem será encurtada pelo feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos além do grande número de pessoas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Estamos todos no mesmo barco</strong></h2>
<p>O mercado de açúcar em NY encerrou a semana em queda pela quinta vez consecutiva. Desânimo completo com o quadro macro geral que acaba potencializando os problemas do açúcar. A semana que vem será encurtada pelo feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos além do grande número de pessoas do mundo sucroalcooleiro que estará no Brasil por ocasião dos eventos da Semana do Açúcar. Ou seja, espere volume baixo e mercado sonolento. A menos que haja alguma emoção escondida por aí.</p>
<p>Na semana, o mercado caiu quase que em paralelo comparativamente aos meses de vencimento. As baixas ficaram entre 14 e 20 dólares por tonelada. O cenário macro mundial continua deteriorando enquanto os mercados de ações e de commodities despencam. Existe uma preocupação crescente de que mais instituições financeiras estejam usando dinheiro dos clientes e o que ocorreu com a Man Financial Global (nada a ver com a trading EDF Man) seja apenas a ponta do iceberg. A máxima agora é &#8220;Conheças teu corretor e teu membro de compensação como a ti mesmo&#8221;. Um IB americano (IB é um corretor de futuros, que tem uma relação direta com um cliente, mas delega o trabalho de negociação e execução/compensação das operações para outra casa corretora) postou em seu blog esta semana que estava fechando sua empresa porque não podia ter certeza se o dinheiro depositado pelos clientes junto a casa corretora e as posições que eles tinham em futuros estavam devidamente protegidas. E ele continua: &#8220;E isso não vale apenas para meus clientes, mas para todas as contas de futuros e opções nos Estados Unidos. Todo o sistema foi totalmente destruído pelo colapso da MF Global. Dada esta triste realidade, eu não poderia, em sã consciência, dar mais um passo como corretor de commodities, sugerindo operações que sejam inseguras ou cujos recursos financeiros estejam em perigo&#8221;. A que ponto nós chegamos.</p>
<p>O problema pode ser sistêmico e não restrito a apenas uma empresa. Isso é preocupante. Alguns analistas creem que a MFG estava alavancada em 100:1. A primeira coisa que nos vem a cabeça é sobre o significado da palavra &#8220;segregado&#8221;. Se a grana é realmente separada como é que chegamos nesse imbróglio?</p>
<p>A posição em aberto do açúcar está minguando, menos de 500.000 lotes para um mercado que chegou a ter pouco mais de 1,1 milhão de contratos em aberto. Menos contratos significam que muita gente liquida posições, evidentemente, mas que os especuladores estão saindo. Menos contratos também significam aumento da volatilidade numa situação de estresse. Um conceituado corretor de NY lembrou que a posição em aberto das puts (opções de venda) até o preço de exercício de 20 centavos de dólar por libra-peso é de mais de 80.000 lotes. Se der um susto nesse mercado, embora ainda seja cedo para isso haja vista que estamos ainda há 3 meses da expiração, pode ser um estresse daqueles.</p>
<p>A volatilidade do mercado desliza. A média da volatilidade histórica de 20 dias há um mês era 39,40%, agora está 23,78%. A de 50 dias, caiu para 37,50% (há um mês 41,21%) e a de 100 e 200, 38,29% e 43,11% ( eram 41,89% e 44,72%), respectivamente. </p>
<p>Um trader comenta que dever-se-ia olhar &#8220;a questão da alta carga tributária incidente sobre o etanol, descrevendo a incidência de impostos diretos e indiretos de toda a cadeia produtiva desde a matéria prima até o produto final indicando o percentual sobre os preços de venda na usina bem como no preço ao consumidor final&#8221;, para termos uma clara ideia de como esse quesito &#8220;impacta diretamente na margem operacional do setor, limitando a capacidade de investimento para atender a expansão da demanda interna&#8221;.</p>
<p>Outro leitor, executivo de uma usina, comentando sobre o número da próxima safra, observou que &#8220;no nosso caso, de nossos vizinhos, e de outras usinas com as quais conversamos, em nenhuma hipótese, a próxima safra será maior do que a atual&#8221;. Ele argumenta que muitas usinas &#8220;com receio de ter suas linhas de crédito reduzidas pelos bancos, não abrem a terceiros o que está acontecendo. Assim, acho que estes números provavelmente não serão compartilhados num primeiro momento, mas refletirão em breve a real e geral situação&#8221;.</p>
<p>Essa opinião tem outro lado importante. Quando o mercado se der conta de que o número de produção uma vez mais não vai ser adequado às necessidades, os preços e principalmente a curva, vão inverter novamente, fortalecendo os spreads. 24 centavos de dólar por libra-peso, ainda parece ser um excelente nível de compra. Mas quem tem peito?</p>
<p>A manchete desse comentário foi tomada emprestado do presidente do Sugar Club, Alexandre Aidar, que promove no dia 24 novembro, a 6ª edição do Sugar Dinner Brasil, que este ano será celebrado a bordo de um navio zarpando do porto de Santos. Não apenas grande parte do mundo sucroalcooleiro vai literalmente estar no mesmo barco, mas também a frase de Aidar é um alerta de que o setor precisa unir esforços para vencer as pedras de vários tamanhos no meio do caminho. Que as águas sejam calmas.</p>
<p>Tenham todos uma excelente Semana do Açúcar, com muitos negócios, mas não abuse do etanol!!</p>
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		<title>AÇÚCAR &#8211; Arnaldo Corrêa</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 05:43:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Açúcar]]></category>

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		<description><![CDATA[Receita para matar O mercado de açúcar fechou em queda pela quarta semana consecutiva. Uma vez mais a pressão foi sobre os primeiros vencimentos. Março, Maio e Julho de 2012 encerram a semana com quedas de 13, 8 e 2 dólares por tonelada, respectivamente. Março encerrou cotado a 25 centavos de dólar por libra-peso. Nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Receita para matar</strong></h2>
<p>O mercado de açúcar fechou em queda pela quarta semana consecutiva. Uma vez mais a pressão foi sobre os primeiros vencimentos. Março, Maio e Julho de 2012 encerram a semana com quedas de 13, 8 e 2 dólares por tonelada, respectivamente. Março encerrou cotado a 25 centavos de dólar por libra-peso. Nos últimos dez pregões, no entanto, o mercado praticamente não mudou, gravitando entre 25 e 26 centavos de dólar por libra-peso. Mas, observe o seguinte, em quatro semanas, os vencimentos de março 2013 em diante, ou seja, meses correspondentes ao início da safra 2013/2014 subiram de 6 a 8%. Sem barulho. O que o mercado está fazendo é bem diferente do que alguns participantes estão pregando.</p>
<p>As commodities agrícolas com pior desempenho este ano são: o algodão, com queda de 31,4%; o farelo de soja, com 16,9% e o açúcar com 16%. Trigo, soja e cacau seguem com quedas próximas de 12%. Na outra ponta estão o milho, com alta de 13,2%; o café com 12,7% e o suco de laranja com 8,3%.</p>
<p>As primeiras tímidas previsões para a safra de cana no Centro Sul para 2012/2013 apontam para números que vão desde a manutenção do volume da safra corrente (em torno de 490 milhões de toneladas) até mais otimistas (560 milhões de toneladas), muitos desses últimos no esteio de que o crescimento nos tratos culturais dos canaviais este ano, da ordem de 15%, vai se refletir numa safra maior. Ainda é cedo, mas o número com o qual o mercado trabalha está entre 520 e 540 milhões de toneladas.</p>
<p>Nos últimos 3 anos a média anual de crescimento do consumo de combustíveis no Brasil foi de 7,39%. Nos últimos doze meses, cresceu 3,83%, quase 1,7 bilhão de litros no total divididos num aumento de 3,6 bilhões de litros de gasolina A (pura, sem anidro) e diminuição do etanol em 1,9 bilhão de litros. Devemos encerrar 2011 com um consumo total de combustível de 46,2 bilhões de litros, acréscimo de apenas 2,86% em relação à 2010.</p>
<p>A produção de etanol no Brasil, atualmente, é insuficiente para atender a demanda potencial no país vinda, principalmente, dos veículos flex. Esse ano mesmo o país teve que importar etanol dos Estados Unidos para fazer frente à necessidade de consumo. Coloca-se a culpa no setor sucroalcooleiro porque os &#8220;usineiros não cumpriram seu papel&#8221;, dizem alguns burocratas fronteiriços do governo. No entanto, com essa política míope que vemos aí, acenando com o retorno intervencionista do morto-vivo Instituto de Açúcar e do Álcool e a total falta de transparência para com o investidor, não há como haver crescimento sustentado. Ironicamente esse cenário ocorre no momento em que o setor se moderniza e agrega novos participantes com poder de caixa para promover a expansão necessária.</p>
<p>Quanto o país perde no longo prazo pelo, ora descaso, ora interferência, ora a combinação execrável desses dois ingredientes? Se assumíssemos um factível cenário que combinasse a mistura de anidro na gasolina em 18%, o crescimento da venda de veículos leves em 2% ao ano e a escolha por etanol por parte dos proprietários de carros flex em &#8211; conservadoramente &#8211; 55%, o Brasil chegaria à safra 2019/2020 com uma necessidade de moagem beirando 900 milhões de toneladas. Para alcançar esse patamar, o setor precisaria alocar investimentos de US$ 45 bilhões na construção de pelo menos 40 usinas em oito anos.</p>
<p>Com esses investimentos, em 2020, atenderíamos a um consumo estimado de 83,4 bilhões de litros de combustível dos quais 49,8 bilhões seriam de etanol anidro e hidratado e 33,6 bilhões de gasolina A, que abasteceriam uma frota aproximada de 48 milhões de veículos, 72% dos quais, flex. Infelizmente, esse quadro pintado pelo modelo da Archer Consulting, usando dados da ANFAVEA, Bioagência e Sindipeças na construção dos números, é por demasiado róseo, dada a falta de planejamento de longo prazo e miopia estratégica do governo, que fazem os investimentos desaparecer. Hoje, muitos usineiros e produtores de cana acreditam que esse lamentável estado de coisas vai nos levar ao sepultamento do etanol hidratado e o Brasil passará então a ser um produtor de anidro para atender apenas a mistura do combustível à gasolina. </p>
<p>Qual o preço desse descaso e da falta de uma voz uníssona no setor? Vamos assumir, sob a mesma visão de longo prazo até 2019/2020, que o Brasil conseguisse crescer em cana e em área, o equivalente a 4% ao ano para as próximas 8 safras. Chegaríamos em 2019/2020 moendo 725 milhões de toneladas de cana. Para que os números batam, evidentemente que o percentual de proprietários de veículos flex que escolhessem etanol teria que baixar pela metade do que é hoje.</p>
<p>Na somatória desse período objeto de nossa análise, o Brasil iria consumir 60 bilhões de litros a mais de gasolina substituindo 100 bilhões de litros de etanol que deixariam de ser produzidos, equivalentes a 1 bilhão de toneladas de cana. Quantos empregos diretos e indiretos são gerados por 1 bilhão de toneladas de cana? Qual o custo para o meio-ambiente da substituição de 100 bilhões de litros de combustível verde renovável por 60 bilhões de litros de gasolina? Qual o custo para a saúde? Qual o custo para o bolso do contribuinte considerando que o Brasil importa gasolina mais cara do que vende na bomba? Qual o custo para o país de se manter o preço da gasolina congelado desde 2005 em detrimento à expansão de um combustível limpo?</p>
<p>O governo parece acertar na receita de bolo de como matar um setor pujante como é o caso do sucroalcooleiro. Os ingredientes sobejam: incompetência, descaso, miopia e falta de planejamento estratégico. A solução é simples, embora politicamente complicada: liberação total do preço dos combustíveis, incentivo à indústria automobilística na pesquisa de melhor desempenho dos motores e política não intervencionista por parte do governo. Se a paridade passasse de 70% para 75%, o etanol remuneraria melhor 7%. Tudo muito difícil. </p>
<p>Reserve na sua agenda: o XVII Curso Intensivo de Futuros, Opções e Derivativos da Archer Consulting está confirmado para os dias 27, 28 e 29 de março de 2012, em São Paulo. Mais de 500 profissionais do mercado do Brasil e do Exterior já fizeram o Curso.</p>
<p>O Fundo real administrado pela Archer Consulting, que esperamos disponibilizar para mais investidores em um ano, está rendendo para o investidor de 78,5107% líquidos ao ano, em seus 224 dias de existência. </p>
<p>Bons negócios e um excelente final de semana para todos.</p>
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		<title>AÇÚCAR &#8211; Arnaldo Corrêa</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 17:08:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Açúcar]]></category>

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		<description><![CDATA[Aborrecido e sonolento A semana foi de queda no mercado de açúcar, com o vencimento março/2012 encerrando a semana cotado a 25,55 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 60 pontos, equivalentes a 13 dólares por tonelada. Os demais meses também fecharam em quedas que ficaram entre 2 e 16 dólares por tonelada. Mercado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Aborrecido e sonolento</strong></h2>
<p>A semana foi de queda no mercado de açúcar, com o vencimento março/2012 encerrando a semana cotado a 25,55 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 60 pontos, equivalentes a 13 dólares por tonelada. Os demais meses também fecharam em quedas que ficaram entre 2 e 16 dólares por tonelada. Mercado está aborrecido e sonolento.</p>
<p>O plano de resgate europeu para tirar a Grécia do buraco negro no qual se enfiou repercute nas commodities, enquanto não houver notícias melhores. No início da semana passada, após a euforia inicial com os entendimentos na Europa sobre a situação crítica da Grécia, o mercado entendeu que a salvação daquele país representaria um enorme cavalo de Tróia que os europeus &#8211; principalmente os alemães &#8211; ganhariam de presente. O fato é que isso respinga nas commodities. O mercado financeiro estima que os bancos teriam que liquidar posições de 2 trilhões de Euros nos próximos 18 meses. Adivinhe o que isso vai significar para as linhas de crédito de commodities? E para a redução de prazo que as usinas terão para fixar seu açúcar junto às tradings? </p>
<p>Não bastassem as &#8220;boas notícias&#8221;, o pedido de falência da Man Financial Global (sem nenhum vínculo com a trading de mesmo nome), na mesma data em que se comemorava o Dia das Bruxas, mina a confiança dos investidores, dá munição para maior intervenção dos governos no controle dos mercados de derivativos e aciona um volume de liquidações de posição em diversos mercados, que no frigir dos ovos dão de ombros para os fundamentos. É isso que ocorre com o açúcar também.</p>
<p>A volatilidade das opções despenca a olhos vistos. Bom para quem vendeu opções lá atrás, mas agora talvez não tão interessante para quem pretenda fazer novas estruturas que contemplem vendas de opções. Em um mês a volatilidade média derreteu 4 pontos percentuais. Na média de 50 dias ela está em 37,70%, a de 100 dias alcança 39,76% e a de 200, 43,69%. Percebe-se um achatamento rápido que pode ser explicado pela falta de noticias que tragam percepção de risco ao mercado e – portanto – empurra a necessidade de proteção com a barriga e a diminuição da exposição por parte de especuladores.</p>
<p>As correlações entre as cotações do açúcar negociado na bolsa de NY e o índice ESALQ para etanol anidro e hidratado caíram bastante essa safra comparativamente à safra anterior. O descolamento do preço do etanol acabou distorcendo a curva e prejudicando quem desejasse fazer hedge de etanol usando a bolsa de NY. De maio a outubro, a correlação do anidro com NY foi de 0,4987 enquanto que a do hidratado com NY atingiu 0,7444. Na safra passada, essa correlação atingiu 0,8112 e 0,8844 respectivamente. A correlação ótima de 250 dias corridos ocorreu entre fevereiro de 2010 e fevereiro de 2011 para o anidro (correlação de 0,9390) e entre final de janeiro de 2010 e fevereiro de 2011 para o hidratado (0,9171). Precisamos olhar com cuidado especial essas correlações para aproveitarmos oportunidades e alternativas de hedge para o etanol enquanto não existir uma bolsa líquida o suficiente para atender à demanda de proteção que o mercado procura.</p>
<p>O custo de produção do açúcar apurado pelo modelo da Archer Consulting, considerando o CONSECANA médio da safra e o dólar médio dos últimos 30 dias, está em 35,5382 reais por saca na usina, sem custo financeiro. </p>
<p>O consenso do mercado em relação ao número final de moagem da safra do Centro-Sul parece girar em torno de 485-490 milhões de toneladas de cana, com produção de açúcar de 30,7 milhões de toneladas e 20,3 bilhões de litros de etanol. Para o ano que vem, mesmo que cresçamos 15% em cana e esperando uma melhora na ATR, com um viés maior para o açúcar, o Centro-Sul produziria para a 2012/2013, 5 milhões de toneladas a mais de açúcar e 2,7 bilhões de litros de etanol. No entanto, para enquadrarmos a oferta e a demanda, o número de veículos flex no Brasil que optam por etanol teria que cair para abaixo de 48%. Vamos voltar nesse assunto com maior abrangência na próxima semana.</p>
<p>Interessante: a revista The Economist trouxe em recente edição a lista dos melhores MBA’s do mundo e o salário médio dos novos graduados. O número 1 é o Dartmouth College e a média salarial obtida pelos recém-formados é de US$ 106,578 anuais. Isso equivale a um salário de R$ 14.000 mensais no Brasil. Começa a fazer sentido importar talentos de fora comparativamente aos salários pagos aqui?</p>
<p>Tenham uma boa semana.</p>
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		<title>AÇÚCAR &#8211; Arnaldo Corrêa</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Oct 2011 05:37:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Açúcar]]></category>

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		<description><![CDATA[O rei está nu Continuando a saga num-dia-somos-felizes-noutro-miseráveis, após acordo sobre a dívida da Grécia na Europa, as commodities se valorizaram e o dólar recuou. O mercado de açúcar em NY fechou a semana com pequena baixa nos primeiros dois vencimentos de 33 pontos e 18 pontos no março/2012 e maio/2012, respectivamente, a 26,15 e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>O rei está nu</strong></h2>
<p>Continuando a saga num-dia-somos-felizes-noutro-miseráveis, após acordo sobre a dívida da Grécia na Europa, as commodities se valorizaram e o dólar recuou. O mercado de açúcar em NY fechou a semana com pequena baixa nos primeiros dois vencimentos de 33 pontos e 18 pontos no março/2012 e maio/2012, respectivamente, a 26,15 e 25,49 centavos de dólar por libra-peso. Nos meses mais distantes as altas ficaram entre um e 12 dólares por tonelada. Ou seja, já não se está tão pessimista em relação aos preços lá na frente. Um executivo do setor disse que há muito tempo o Centro Sul não vai experimentar uma entressafra tão longa. Todo mundo sabe que todo mundo sabe o que acontece em commodities quando temos um longo período de entressafra, com muitas incertezas sobre a mesa. Cautela.</p>
<p>O Rabobank apresentou suas tão esperadas perspectivas para o setor em Seminário disputadíssimo no começo da semana. No estilo que todos apreciam, o banco foi curto e direto ao ponto para uma plateia que contava com as principais lideranças do setor. Como destaque, o banco acredita que em 2012/2013 o mercado de etanol continuará apertado e deverá dar suporte aos preços do açúcar, num intervalo de preços entre 22 e 28 centavos de dólar por libra-peso, não se esquecendo de considerar o câmbio. </p>
<p>O acumulado de exportação de açúcar pelo Brasil neste ano, até setembro, é de 18 milhões de toneladas de açúcar e 1,264 bilhão de litros de etanol. Em doze meses, o acumulado é de 26,6 milhões de toneladas e 1,836 bilhão de litros.</p>
<p>Conforme amplamente divulgado pela imprensa, a estatal brasileira do petróleo teme não ter dinheiro suficiente para seguir com os projetos do pré-sal e pede reforço de caixa ao governo, por meio da redução da CIDE, imposto pago sobre a comercialização de combustíveis. Evidentemente, com a valorização do dólar e o aumento do petróleo no mercado internacional vis-à-vis o preço da gasolina que está congelado no Brasil desde setembro de 2005, não existe empresa que consiga planejar um orçamento sob um ambiente com tamanho artificialismo e falta de transparência. Não bastassem, os burocratas do ministério da energia (com letra minúscula mesmo) inventaram de reduzir a mistura de etanol na quantidade de gasolina como represália velada ao setor pelo aumento do preço do anidro. Espécie de &#8220;presta atenção&#8221; combinado com &#8220;puxão de orelha&#8221; de gente que não sabe o que é a lei da oferta e procura. Resultado: a estatal se viu obrigada a diminuir da mistura um produto que custa menos do que a gasolina, tendo que vender o combustível resultante da mistura pelo mesmo preço. Para compensar a quantidade menor de anidro que misturava, tinha que comprar gasolina mais cara lá fora e vender mais barato aqui dentro. E o minoritário que reclame para o Bispo.</p>
<p>Esse imbróglio não tem solução de curto prazo. O preço da gasolina é um preço político e o pensamento do governo, com os anacronismos que lhes são peculiares, coloca em risco o setor sucroalcooleiro. Já dissemos aqui por diversas vezes, que do G-20 (grupo formado pelas 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia) apenas o Brasil, a Índia e a China controlam o preço da gasolina. Aqui é pior, porque aqui se congela para efeitos fiscais.</p>
<p>A desculpa que se dá é que no passado, quando o petróleo atingiu US$ 145 o barril em julho de 2008, no velho estilo de cumprimentar com o chapéu alheio, dilapidando o patrimônio dos acionistas, o governo manteve o preço interno da gasolina inalterado. Indiretamente, com o preço interno da gasolina artificialmente baixo, o governo abortou o crescimento do setor sucroalcooleiro naquele momento. Fossem livres os preços dos combustíveis, o setor ganharia imensa competitividade no etanol, transparência para o investidor que considerava sua entrada na indústria e crescimento sustentado com um mercado consumidor crescente. Isso sem mencionar que tirando o entrave de mercado controlado, o etanol poderia então surgir finalmente como commodity na acepção da palavra.</p>
<p>Perceba que toda essa situação caótica se dissiparia caso tivéssemos um mercado livre. Ninguém acredita que esse quadro possa se reverter, pelo menos não enquanto as cabeças que tomam decisões continuarem povoadas de vento. As consequências dessa política errada podem transformar o setor em simples fornecedor residual de etanol, fincando uma estaca no coração do mercado de hidratado. Como a mídia, de uma forma geral, desconhece as raízes do problema, vai ser mais fácil jogar a culpa nos usineiros.</p>
<p>O setor precisa mudar sua abordagem. Ser mais agressivo na defesa de seus interesses. Quem sabe colocando o produtor de cana à frente dessa indignação. &#8220;Você não faz ideia do que é sentar-se à mesa de reunião com esses burocratas do governo&#8221;, desabafa um líder do setor. A questão é que, como disse um executivo, &#8220;é difícil encontrar consenso entre nós mesmos&#8221;. Tomando emprestada a frase de um conto de Andersen, o fato é que o Rei (governo e sua estatal) está nu, mas ninguém tem coragem de dizer para ele.</p>
<p>Quando assumiu a presidência em 1989, George Bush Pai saiu-se com essa pérola: &#8220;Assim como a Polônia teve uma rebelião contra o totalitarismo, eu estou me rebelando agora contra os brócolis. Agora sou presidente dos Estados Unidos e nunca mais irei comer brócolis&#8221;. Isso gerou uma queda acentuada nas vendas do produto em todo o país gerando muitos protestos dos agricultores, que despejaram toneladas da verdura em frente à Casa Branca. Deveríamos seguir o exemplo e levar algumas dezenas de treminhões carregados de cana e despejá-la em frente ao Alvorada. </p>
<p>O Modelo desenvolvido pela Archer Consulting que estima as fixações de preço contra NY para a safra 2012/2013 aponta um volume entre 5,3 e 6,7 milhões de toneladas fixadas ao preço médio de 25,62 centavos de dólar por libra-peso. No ano passado, esse número estava entre 4,7 e 5,8 milhões de toneladas com preço médio de 21,85 centavos de dólar por libra-peso. </p>
<p>A parceria da Archer Consulting com a Top Hint Solutions vem proporcionando aos nossos clientes sistemas de gestão personalizados para desktops e também para celulares. Estamos disponibilizando gratuitamente o aplicativo Sugar Converter 1.0 (para Android), que converte o valor do contrato de açúcar de centavos de dólar por libra-peso para dólares por tonelada, com o prêmio de polarização. Veja as imagens e instruções para instalação no seguinte endereço: http://www.tophint.com.br/tophintarcher/mobile/mobile.html. </p>
<p>Tenham um boa semana.</p>
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		<title>AÇÚCAR &#8211; Arnaldo Corrêa</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Oct 2011 05:30:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Açúcar]]></category>

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		<description><![CDATA[Sem lenço e sem documento O mercado começou a semana em território positivo, mas depois cedeu às noticias de que a situação na Grécia vai demorar mais tempo para encontrar uma solução, jogando um balde de água fria no mercado e fazendo os especuladores liquidarem suas posições tomando lucro. Também houve reação à notícia de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Sem lenço e sem documento</strong></h2>
<p>O mercado começou a semana em território positivo, mas depois cedeu às noticias de que a situação na Grécia vai demorar mais tempo para encontrar uma solução, jogando um balde de água fria no mercado e fazendo os especuladores liquidarem suas posições tomando lucro. Também houve reação à notícia de que a China vai crescer &#8220;apenas&#8221; 9.1% e que a Malásia demore um pouco mais para realizar suas compras de açúcar; que a Rússia não vai mais importar açúcar este ano e finalmente, o número revisado pela Canaplan disponibilizando mais açúcar Centro-Sul . Contrapondo-se a elas, às chuvas excessivas em países produtores asiáticos. Por fim, acabou fechando a semana com queda de 32 dólares por tonelada, com o março/2012 cotado a 26,48 centavos de dólar por libra-peso. Todos os demais meses fecharam com queda entre 51 e 120 pontos (11 a 26 dólares por tonelada) com os meses de vencimento mais curto sendo os mais pressionados.</p>
<p>A crise europeia afeta a negociação das commodities junto aos bancos franceses, principais financiadores das tradings, segundo executivos do setor, da ordem de estratosféricos US$ 114 bilhões. Os traders temem que os bancos franceses batam em retirada do mercado de commodities. Com crédito escasso, o custo do dinheiro vai aumentar, o trading proprietário (tomada de risco direcional por parte das tradings) diminui, a liquidez das bolsas de mercadorias cai, a volatilidade das opções derrete, o especulador foge, e o produtor paga parte dessa conta. Corremos o risco de ver apenas as grandes tradings sobrevivendo num cenário como esse, dizimando as tradings médias e pequenas. Tomara que não.</p>
<p>Ou seja, o mundo não mudou apenas em 11 de setembro de 2001, mas, principalmente, em 18 de setembro de 2008 quando o Lehman Brothers quebrou. As manifestações que ocorrem em Wall Street (Occupy Wall Street) e se espalham por todo o país podem fazer com que a classe politica (americana, europeia) aja por impulso criando restrições ao mercado que podem ter efeitos colaterais desastrosos, respingando nas commodities. O debate junto ao CFTC (órgão oficial que regula as negociações nas bolsas de commodities americanas) continua, mas duvida-se que os burocratas tenham avaliado de maneira adequada o tiro na culatra que restrições à excessiva especulação podem trazer. Primeiramente, como definir &#8220;excessiva especulação?&#8221;, ou como definir quando ela se torna excessiva, pergunta um dos membros do comitê que estuda a regulamentação, segundo o jornal Financial Times. </p>
<p>Tomando o exemplo apenas do açúcar, que deve terminar o ano negociando 28 milhões de contratos na bolsa de NY, o volume nas mãos dos especuladores será adequado? Se amanhã tivermos uma safra recorde de açúcar no mundo, o volume de negócios muda (em função dos hedges) e então qual seria o novo patamar &#8220;adequado&#8221;? Muito complicada essa discussão, difícil de resolver, o que colabora para que os traders mais experientes desacreditem em qualquer mudança. Se o pior ocorrer, no entanto, abre-se uma brecha para que as bolsas de mercadorias de outros países passem a ser o porto seguro dos traders mundiais. Essa regulamentação deve ser votada no primeiro trimestre de 2012.</p>
<p>Para quem não viu: a comissão europeia decidiu extinguir as cotas e liberar o mercado de açúcar após setembro de 2015. Quando comecei a trabalhar no mercado de açúcar em 1995, a conversa era que a liberação ocorreria até 2000. Segundo um atento leitor do relatório, baseado na Europa, &#8220;essa medida é muito positiva e trará um ambiente livre, em que poderemos buscar fornecimento fora daqui, precificando no mercado e se livrando desse preço fixo empurrado pelo sistema&#8221;.</p>
<p>Um dado interessante: de 1996 a 2000, em apenas 6,6% das vezes o mercado de açúcar em NY fechou acima de 12 centavos de dólar por libra-peso. No período entre 2001 e 2005 esse percentual caiu para 2,4%. Depois de 2005 (com influência das mudanças estruturais ocorridas no setor e o advento dos carros flex ), o mercado negociou acima de 12 centavos de dólar por libra-peso em 68% das ocasiões. Não há dúvida que depois de 2005 todos tivemos que reaprender e se adaptar a um novo mercado. Tem gente que ainda usa dados históricos observando as correlações de açúcar e etanol antes desse período. Não serve mais.</p>
<p>Há um mês dissemos aqui que ambiente macro hostil recomendava oportunidade de compra. De lá para cá o mercado subiu de 35 a 52 dólares por tonelada.</p>
<p>A volatilidade do mercado continua em baixa. A média de 20 dias baixou para 39,40%. A de 50 dias 41,21% e a de 100 e 200, 41,89% e 44,72%, respectivamente. Para quem tem vendido opção nos últimos meses a sensação é de “roubar” pirulito da boca de neném.</p>
<p>Lula deve estar de luto pela morte do ditador sanguinário Kaddafi, a quem chamou num encontro de países africanos, quando ainda era presidente, de &#8220;meu amigo, meu irmão e líder&#8221;. Para quem baba ovo para gente desclassificada como Mahmoud Ahmadinejad, Castro e Chavez, sem surpresas. Imagine o que aconteceria se algum político que não fosse da turma do PT fizesse uma declaração como essas. </p>
<p>Dilma defenestrou mais um ministro, dessa vez o do Esporte. O tal ministro é do PC do B, Partido Comunista do Brasil. O muro de Berlim caiu em 1989, mas ainda temos esses dinossauros por aqui. Para as Olimpíadas de 2016, o ouro olímpico na categoria corrupção, canalhice e deboche é do Brasil e ninguém tira.</p>
<p>Tenham todos uma excelente semana.</p>
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		<title>AÇÚCAR &#8211; Arnaldo Corrêa</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Oct 2011 04:34:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Prometeu e a águia</strong></h2>
<p>O mercado de açúcar fechou a semana com alta em todos os meses, reforçando nossa tese aqui expressa por diversas vezes de que quedas acentuadas nos preços do açúcar constituem-se na maior parte das vezes em excelentes oportunidades de compra. O vencimento março de 2012, se valorizou em 260 pontos na semana, ou 57 dólares por tonelada, encerrando o pregão de sexta-feira em 27,86 centavos de dólar por libra-peso, a maior alta em quatro semanas. Os demais vencimentos até outubro de 2013 valorizaram entre 190 e 240 pontos, de 43 a 53 dólares por tonelada. </p>
<p>Como pano de fundo dessa melhora no cenário fundamentalista temos o retorno do bom senso que mostra que a velha situação da oferta e demanda de açúcar por parte do Brasil continua sendo um problema que paira sobre a cabeça do mercado. Uma espada pendurada por um tênue fio. Na semana, as commodities deram um show de recuperação, e o açúcar foi a segunda que mais subiu (10.8%) atrás apenas do suco de laranja.</p>
<p>Corroborando com isso, o mercado físico na exportação tem ofertas de março mais 130/150 pontos para embarque em outubro FOB Santos. Para embarque novembro as ofertas estão entre 140/150 acima do março. As cotações são de corretores europeus.</p>
<p>O cenário macro mundial ajudou com Merkel e Sarkozy fazendo declarações de apoio ao sistema bancário europeu, deixando os investidores mais aliviados. Nos fundamentos do mercado açucareiro, noticias sobre enchentes na Tailândia, compras da Malásia e os números sem surpresa da UNICA alimentaram o apetite voraz dos altistas. Por outro lado, interessante o bastante, observa-se que a volatilidade das opções caiu na semana, o que mostra que muita gente vendeu opção para agregar valor às fixações e não acredita em recuperação da volatilidade em função da ausência de novos especuladores com tantas restrições que estão a caminho por conta de regulamentações a serem impostas pelos órgãos oficiais americanos. Veja mais abaixo.</p>
<p>Prometeu, na mitologia grega, era um titã, irmão de Atlas (aquele que foi condenado por Zeus a carregar o mundo às costas) e um defensor da humanidade. Dono de capciosa inteligência ele roubou o fogo de Zeus e o levou para os mortais que não conheciam o fogo. Zeus ficou fulo da vida e o puniu pela ousadia, deixando-o amarrado a uma rocha por toda a eternidade enquanto uma grande águia vinha lhe comer o fígado todo dia &#8211; que crescia novamente no dia seguinte. Quem está no dia-a-dia do mercado de açúcar, sente-se um pouco como Prometeu, tendo o fígado devorado todo o dia com noticias, oscilações e incompetências oficiais que nos deixam amargo até o dia seguinte, quando então retomamos novamente nossas energias para tentar descobrir para onde esse mercado vai. Prometeu somos nós, o mercado é a águia.</p>
<p>Na semana que vem o CFTC, órgão oficial americano que regula as bolsas de commodities, deve finalizar e votar os regulamentos finais que irão programar os limites de posições especulativas de uma série de commodities dentro do âmbito da lei Dodd-Frank. O CFTC, de acordo com a nova lei, cuja audiência no senado americano deve ocorrer em novembro, vai estabelecer limites nos contratos futuros e também de swaps, estes últimos deverão ser obrigatoriamente compensados pelas bolsas. A proposta é que o limite de posição especulativa seja de no máximo 25% da posição em aberto. Não sei até que ponto essas restrições não podem acabar com a liquidez dos mercados ou trazer a volatilidade para níveis que desencorajam a especulação e consequentemente afastam os investidores. </p>
<p>O mercado interno de açúcar experimentou queda de preços, mas segundo um experiente trader, algumas empresas com problemas de fluxo de caixa derrubaram os preços no mercado interno para honrar compromissos de curto prazo. Para ele, os números da cana são os mesmos e os preços deverão se recuperar muito brevemente. </p>
<p>No Brasil nada menos do que cinco ministérios são necessários para se tomar alguma medida no mercado de combustível. Uma verdadeira farra com o dinheiro do contribuinte. Está sendo discutido o financiamento do governo federal para estocagem de etanol que deverá ser colocada em prática entre janeiro e abril de 2013. Ou seja, o que deveriam ter feito em 2009, quando o setor estava com a corda no pescoço após a crise econômica mundial, entrará em vigor em 2013, depois de passar pelo crivo desse pessoal todo. Nosso exemplo de competência para o mundo.</p>
<p>Reserve na sua agenda para não perder a vez: o XVII Curso Intensivo de Futuros, Opções e Derivativos da Archer Consulting está agendado para os dias 27, 28 e 29 de março de 2012, em São Paulo. Mais de 500 profissionais do mercado do Brasil e do Exterior já fizeram o Curso.</p>
<p>O Fundo administrado pela Archer Consulting, que esperamos disponibilizar para mais investidores num futuro bem próximo, atingiu uma rentabilidade para o investidor de 101,0514 % líquidos ao ano, com apenas 196 dias de existência. </p>
<p>Bons negócios e uma excelente semana para todos.</p>
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