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	<title>Agroblog - O Blog do Agronegócio &#187; Boi Gordo</title>
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	<description>Um time de grandes Agroblogueiros disponibilizam semanalmente análises e informações privilegiadas sobre o agronegócio.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 03 Feb 2012 09:07:49 +0000</lastBuildDate>
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		<title>BOI GORDO &#8211; Lygia Pimentel</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 09:06:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boi Gordo]]></category>

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		<description><![CDATA[Viabilidade do Confinamento em 2012 Nesta semana, teremos um texto diferente. Recebi o convite do amigo Rogério Coan para escrevermos um texto em &#8220;4 patas&#8221; sobre a viabilidade do confinamento em 2012 de acordo com o momento atual e com o potencial para este ano. Nunca é cedo demais para começarmos os preparativos para o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Viabilidade do Confinamento em 2012</strong></h2>
<p><em>Nesta semana, teremos um texto diferente. Recebi o convite do amigo Rogério Coan para escrevermos um texto em &#8220;4 patas&#8221; sobre a viabilidade do confinamento em 2012 de acordo com o momento atual e com o potencial para este ano. Nunca é cedo demais para começarmos os preparativos para o segundo semestre, menos ainda para enxergarmos se a rentabilidade estará ou não interessante. Para isso, demos uma olhada nos custos e no que nos indica o mercado futuro. Afinal de contas, sem isso não existe planejamento.</p>
<p>Espero que gostem!</em></p>
<hr />
<p>Se for para arriscar um palpite objetivo para explicar a diferença entre o sucesso ou fracasso no confinamento, o mais evidente seria a capacidade decisória. É a antecipação tanto dos problemas quanto das oportunidades que o negócio apresenta diante das variações do mercado. E olha que durante o ano são muitas as variações. É só acompanhar o mercado pecuário para ver.</p>
<p>Nesse sentido, para se elaborar uma decisão adequada, coerente, é preciso estabelecer critérios de planejamento, que envolvem uma séria de variáveis. Entre elas podemos citar algumas, como: número de animais a serem confinados, peso de entrada e saída, período de confinamento, ganho de peso almejado, alimentos disponíveis e preços, tipo de dieta (baixo concentrado ou alto) e, logicamente, a remuneração da arroba de boi gordo na época de venda. Essas são, portanto, informações básicas para que o pecuarista possa avaliar os custos e resultados do confinamento e decidir, sobre a utilização da tecnologia em menor ou maior escala naquele ano.</p>
<p>Quando falamos em menor ou maior escala é porque, nessa situação, estamos analisando o confinamento como uma estratégia para a entressafra, onde no período seco do ano &#8211; e estes têm sido drásticos &#8211; parte dos animais é terminada no confinamento, como forma de preservar as pastagens de uma taxa de lotação excessiva, o que resultaria em degradação das mesmas, caso isso acontecesse.</p>
<p>Bom, 2012 promete ser um ano pleno de incertezas e boa volatilidade. A começar pela oferta de animais, exportações, consumo interno, cenário macroeconômico e também variações do preço dos grãos, boi magro e remuneração do boi gordo, a dúvida que fica é: como fica a viabilidade do confinamento em 2012 nos principais estados confinadores? Para responder a essa pergunta temos que realmente simular os custos e resultados do confinamento. Para tanto, vamos analisar (Tabela 1) os preços dos principais insumos nos estados de São Paulo (SP), Minas Gerais (MG), Mato Grosso do Sul (MS), Goiás (GO) e Mato Grosso (MT).</p>
<p>Para o boi magro (12@), a cotação da Bigma Consultoria indicou para hoje em SP o valor de R$1.218,36, para MG R$1.1.31,36, para MS R$1.128,00, para GO R$1.094,52 e para MT R$1.104,60.</p>
<p>Em relação ao custo operacional, este foi estimado em R$0,85/cabeça/dia para todos os Estados.</p>
<p><strong>Tabela 1.</strong><br />
Preços dos insumos por estado.<br />
<div id="attachment_2645" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2012/02/boi030212a.jpg" alt="" title="" width="462" height="119" class="size-full wp-image-2645" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Diante das opções e preços dos insumos para cada estado, procurou-se desenvolver as dietas de mínimo custo e lucro máximo com o programa RLM 3.2. Os animais considerados no cálculo são da raça Nelore, com peso inicial de 360 kg (12@) e final de 515 kg (18,03 @ -RC: 52,5%), tamanho corporal médio, machos não castrados e com desempenho da ordem de 1,60 a 1,68 kg/dia. Com essas informações, realizamos o cálculo do custo da arroba produzida e da arroba engordada no confinamento, conforme podemos visualizar no gráfico 1.</p>
<p><strong>Gráfico 1.</strong><br />
Custo da arroba engordada e da arroba produzida no confinamento, por Estado.<br />
<div id="attachment_2646" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2012/02/boi030212b.jpg" alt="" title="" width="462" height="292" class="size-full wp-image-2646" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p><em>Obs.: É importante lembrar que os custos variam mesmo dentro do mesmo Estado. Portanto, o gráfico acima representa apenas um norte a ser seguido de acordo com uma situação padrão. Há de se considerar o tipo de alimentação, a eficiência no momento da compra do boi magro, o volume de animais, a diluição de custos fixos, juros, etc.</em></p>
<p>Ao analisarmos o gráfico 1, é possível avaliar que diante de uma maior precificação dos alimentos e também do boi magro para o estado de SP, maiores foram os custos da arroba produzida e também da arroba engordada. Situação contrária foi observada no estado do MT, onde tivemos os menores custos para estas variáveis, respectivamente. Em relação à composição dos custos operacionais totais no confinamento, no gráfico 2 podemos observar a representação dos mesmos, por estado.</p>
<p><strong>Gráfico 2.</strong><br />
Representação dos custos de produção no confinamento, por Estado.<br />
<img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2012/02/boi030212c.jpg" alt="" title="" width="462" height="437" class="size-full wp-image-2647" /></p>
<p>Ao analisarmos o gráfico 2, pode-se observar que quanto maior o preço do boi magro e dos alimentos, maiores foram as participações desses componentes no custo de produção total. Em SP, estado com maior precificação do boi magro e da nutrição, os alimentos representaram 24,22% e o boi magro 68,70% dos custos totais de produção. Observa-se que, de maneira geral, os alimentos representaram de 22,73% (MT) a 24,71% (GO) dos custos e o boi magro de 67,67% (GO) a 67,90% (MG).</p>
<p>Para o cálculo do lucro operacional (R$/cabeça) consideramos os preços dos alimentos e do boi magro, cotados em 30 de janeiro 2012. Para a remuneração da arroba, consideramos diferentes cenários, partindo de uma remuneração mínima de R$90,00/@ e máxima de R$110,00, com variação de $5,00/@. No gráfico 3 poderemos avaliar a estimativa do lucro operacional diante dessas variáveis.</p>
<p><strong>Gráfico 3.</strong><br />
Lucro operacional (R$/cabeça) do confinamento, diante de diferentes cenários.<br />
<div id="attachment_2648" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2012/02/boi030212d.jpg" alt="" title="" width="462" height="259" class="size-full wp-image-2648" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>No gráfico 3, podemos avaliar que com a remuneração mínima de R$90,00/@, em praticamente todos os Estados, com exceção do MT, a operação de confinamento implicou em prejuízo operacional. Com uma remuneração de R$95,00/@, somente no Estado de SP não foi possível viabilizar o confinamento, que para se tornar viável demandaria de uma remuneração mínima de R$100,00/@. Já com o mercado do boi gordo em R$105,00/@, em todos os Estados avaliados o confinamento se tornaria uma atividade interessante do ponto de vista econômico.</p>
<p>É importante lembrar que na entressafra conta-se com uma oferta mais restrita de bois magros. Com isso, é natural que os custos do confinamento aumentem no período, independentemente do Estado em que se localiza o confinamento. Além disso, conforme citado no inicio desse texto, para o pecuarista que usa o cocho como estratégia, dificilmente teremos os animais de 12 @ chegando ao confinamento tão precificados, ou seja, é natural que nos sistemas de recria/engorda ou ciclo completo o boi magro tenha um custo menor de produção, aliás é exatamente essa a vantagens desses sistemas, quando comparado com o confinamento negócio, que parte do principio de comprar os bois e os alimentos no mercado.</p>
<p>Vale a pena olhar para o mercado futuro e ficar &#8220;antenado&#8221; quanto aos preços dos alimentos, do boi magro e a remuneração do boi gordo, pois são eles que ditam as regras do jogo, independentemente do estado.</p>
<p>Aliás, o mercado futuro tem trabalhado com expectativas relativamente pessimistas neste início de ano, quando se considera o preço a ser pago na próxima entressafra. Ao longo da história, já fomos mais otimistas, mas os últimos anos têm mostrado pessimismo em relação ao período seco do ano. Observe:</p>
<p><strong>Tabela 2.</strong><br />
Mercado em janeiro: físico futuro em períodos passados.<br />
<div id="attachment_2644" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2012/02/boi030212e.jpg" alt="" title="" width="462" height="263" class="size-full wp-image-2644" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Um detalhe interessante a se observar: o ágio médio que o futuro desenha para o contrato de outubro nos meses de janeiro é de 6,64%, ou seja, a expectativa &#8220;normal&#8221; do mercado futuro no início do ano é de que a sazonalidade se faça valer e que o boi gordo se valorize na entressafra.</p>
<p>Outra observação importante é que desde o início da série, os anos mais pessimistas acabaram surpreendendo com valorizações fortes, exceto 2009 e 2011. O contrário também é verdadeiro e basta conferir observando o resultado de 2004, em que o mercado futuro esperava valorização de 14% para a entressafra, que decepcionou e subiu apenas 0,9%. Quem usou o futuro naquele ano certamente ficou satisfeito.</p>
<p>No caso de mercados pessimistas em que a queda se concretizou, temos algumas justificativas. Em 2009, o motivo foi o período pós-crise, que trouxe muita turbulência também ao mercado pecuário. Aliás, foi em 2009 que assistimos mais de 50 plantas frigoríficas entrarem em paralização ou pedido de recuperação judicial. Já em 2011, o reflexo da explosão de preços vista em 2010 trouxe um crescimento de 30% ao volume de animais confinados. A crise internacional e o dólar frouxo também tiraram a atratividade da nossa carne exportada diante dos clientes internacionais e a demanda interna viu dificuldades em expandir diante da inflação forte registrada entre 2010 e 2011.</p>
<p>Dito isso, fica claro que o mercado futuro normalmente aponta algumas oportunidades fabulosas à frente e que podem fazer toda a diferença no planejamento do confinamento.</p>
<p>Hoje, o contrato de boi gordo com vencimento em outubro tem um ágio de apenas 1,75% em relação ao físico. É a quarta menor remuneração desde o início da série histórica, o que pode desestimular quem pensa em confinar e trazer um reflexo de pouca oferta à frente. Sem falar que o ano passado não apresentou boa remuneração, com exceção da segunda semana de novembro. Isso também pesa no momento da decisão. O ponto é que neste momento fica difícil pensar em travar a produção com o mercado futuro. A melhor alternativa indubitavelmente seria o mercado de opções, que além de barrar a queda, permite aproveitar uma possível alta, mas tem um custo maior.</p>
<p><strong>Tabela 3.</strong><br />
Ágio do mercado futuro para outubro em relação ao mercado físico em diferentes períodos.<br />
<div id="attachment_2649" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2012/02/boi030212f.jpg" alt="" title="" width="462" height="293" class="size-full wp-image-2649" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Na tabela acima dá pra enxergar que o início do ano normalmente é menos otimista do que os meses à frente, mas deixa claro também que o planejamento começa agora.<br />
No caso da alimentação, as perdas devido à estiagem trouxeram alta volatilidade e nova preocupação a quem não fez estoque nem travou via bolsa (sem falar em quem ainda não conta com pastagens em boas condições e suplementa com energéticos no cocho). Afinal de contas, ainda estamos em janeiro. Assim sendo, mesmo com uma produção maior os preços continuam altos e interferem negativamente no resultado. Mesmo assim, o milho e a soja precificados na BM&#038;FBovespa já refletem a expectativa de aumento de área plantada para a safra de verão e a safrinha e algumas oportunidades começam a surgir.</p>
<p>Portanto, além do planejamento técnico, é fundamental que se faça o planejamento estratégico a fim de otimizar os ganhos com uma boa negociação, tanto por parte da produção como por parte dos insumos a serem comprados.</p>
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		<title>BOI GORDO &#8211; Lygia Pimentel</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 06:27:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boi Gordo]]></category>

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		<description><![CDATA[Troca melhor, preço pior Chegamos à segunda semana de janeiro, que é considerada o pior período do ano para a compra de carnes nos supermercados. Já comentamos sobre isso, o consumidor sem caixa e ainda tentando pagar as festas de fim de ano, as diversas contas do período, materiais escolares, presentes e viagens. De toda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Troca melhor, preço pior</strong></h2>
<p>Chegamos à segunda semana de janeiro, que é considerada o pior período do ano para a compra de carnes nos supermercados. Já comentamos sobre isso, o consumidor sem caixa e ainda tentando pagar as festas de fim de ano, as diversas contas do período, materiais escolares, presentes e viagens.</p>
<p>De toda forma, isso não dura pra sempre. Historicamente o consumo costuma mostrar ânimo na primeira quinzena de fevereiro, resultado do início do mês (quando o consumidor recebe seu salário), da volta às aulas, que aquece o consumo de proteínas e lácteos, e por causa do carnaval, que tira dias úteis e acaba dificultando um pouco a compra de gado.</p>
<p>Fora isso, temos algo mais pontual chamando a atenção. As escalas de abate. Há quanto tempo não chegavam aos patamares atuais?</p>
<p><strong>Gráfico 1.</strong><br />
Evolução das escalas de abate em Barretos – SP.<br />
<div id="attachment_2640" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/boi260112a.jpg" alt="" title="" width="462" height="306" class="size-full wp-image-2640" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Há mais de um ano não víamos situação semelhante. Sei que tem frigorífico grande que consegue comprar melhor, mas os pequenos estão com escalas ainda para dentro deste mês. Será que com a oferta nesses níveis e com o consumo melhor não teremos boas surpresas na próxima semana? É provável.</p>
<p>Olhando um pouco mais adiante para o longo-prazo, a relação de troca tem nos mostrado que está mais fácil comprar bezerro hoje. Aliás, o bezerro está sendo cotado em patamares que não se via desde a metade do ano passado, mostrando que a categoria perdeu um pouco da firmeza neste momento.</p>
<p>Em contrapartida, o boi gordo não tem acompanhado o mesmo movimento. Como comentamos anteriormente, o mercado segue firme neste momento.</p>
<p><strong>Gráfico 2.</strong><br />
Evolução da relação de troca entre o boi gordo e o bezerro de 12 meses.<br />
<div id="attachment_2641" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/boi260112b.jpg" alt="" title="" width="462" height="290" class="size-full wp-image-2641" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Quanto mais distante o bezerro estiver da arroba do boi gordo, pior estará a relação, ou seja, menos bezerros é possível comprar com a venda de uma arroba de boi gordo.</p>
<p>O gráfico acima nos traz várias informações interessantes. Em primeiro lugar, estabelecemos uma média histórica mais recente para a relação de troca em 2,17. Ocorre que esse indicador oscila dependendo da fase do ciclo pecuário em vigor.</p>
<p>Portanto, é interessante inserir uma média móvel para avaliar, ou seja, a média leva em consideração não o período todo, mas um período mais curto de tempo. Nesta análise, consideramos a média dos últimos seis meses. Conforme um novo valor se faz conhecido, movemos o período amostrado, fazendo com que a média se &#8220;movimente&#8221; e considere um período mais recente.</p>
<p>Assim traçamos essas linhas que acompanham o gráfico e nos indicam onde a relação de troca está dentro da normalidade da média recente e onde ela está alta ou baixa demais.</p>
<p>Certo, chega de &#8220;conversê&#8221;. Historicamente, temos um ágio médio do bezerro em relação ao boi de 9%. Hoje, este ágio está em 2%. O pior momento do ano passado foi maio, quando o boi caiu e o bezerro continuou firme. A relação ficou em 28% de ágio para o bezerro em relação ao boi gordo.</p>
<p>Como podemos observar, os atuais 2,3 de relação não indicam que este seja um mau momento para quem precisa realizar a troca.</p>
<p>O problema é que certamente não sou a única a reparar nessa informação, o que poderá aumentar a oferta de animais gordos nos próximos anos, conforme avança o ciclo pecuário atual &#8211; e conforme temos conversado nas últimas colunas.</p>
<p>Afinal de contas, já são seis anos desde o fundo do poço registrado no ciclo anterior.</p>
<p>Gráfico 3. Duração das fases dos ciclos pecuários e média geral, em anos.<br />
<div id="attachment_2639" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/boi260112c.jpg" alt="" title="" width="462" height="286" class="size-full wp-image-2639" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Ninguém sabe dizer ao certo quando será a virada do ciclo. Não dá pra adivinhar essas coisas. Além dos preços pecuários, dos investimentos na atividade e do descarte de fêmeas, ele depende também da demanda e da economia. De toda forma, já dá pra enxergar que estamos acima da média dos ciclos anteriores.</p>
<p>Um abração a todos e até a semana que vem!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>BOI GORDO &#8211; Lygia Pimentel</title>
		<link>http://www.agroblog.com.br/boi-gordo/firme-por-enquanto/</link>
		<comments>http://www.agroblog.com.br/boi-gordo/firme-por-enquanto/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 18:09:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boi Gordo]]></category>

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		<description><![CDATA[Firme por enquanto As coisas melhoraram um pouco, ao menos para o produtor. Na última semana, os preços do boi gordo perderam aquela flacidez com a qual trabalhavam desde o começo do ano e a falta de animais terminados tem dado o tom ao mercado. O Mato Grosso do Sul ainda conta com várias regiões [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Firme por enquanto</strong></h2>
<p>As coisas melhoraram um pouco, ao menos para o produtor. Na última semana, os preços do boi gordo perderam aquela flacidez com a qual trabalhavam desde o começo do ano e a falta de animais terminados tem dado o tom ao mercado.</p>
<p>O Mato Grosso do Sul ainda conta com várias regiões onde não choveu satisfatoriamente, o que dificulta a engorda. Assim sendo, ainda há demanda por suplementação e até mesmo alocação em boitel na tentativa de fazer caixa num prazo mais curto. Afinal de contas, é começo de ano e as contas têm que ser pagas. Pra quem não tem tanta pressa, resta esperar que um bom volume de chuvas favoreça a pastagem que ainda não conseguiu atingir seu verdadeiro potencial.</p>
<p>Estou falando do Mato Grosso do Sul porque essa é uma das praças de maior importância para o fornecimento de animais para São Paulo. Juntamente com Minas Gerais e Goiás, os animais sul mato-grossenses ajudam a preencher as escalas aqui, ou seja, influenciam o indicador que baliza os preços.</p>
<p>Essa semana fiz uma visita a um grande frigorífico do Mato Grosso do Sul. O pessoal lá foi muito receptivo e me levou pra visitar o curral de embarque. Tinha muito animal escorrido por lá, o que me surpreendeu, mas na verdade faz sentido, pois as escalas estão encurtando. Observe o gráfico:</p>
<p><strong>Gráfico 1.</strong><br />
Evolução da arroba do boi gordo em São Paulo (R$/@) e escalas de abate em Barretos (dias).<br />
<div id="attachment_2634" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/boi190112a.jpg" alt="" title="" width="462" height="329" class="size-full wp-image-2634" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Vejam só, este parece um texto que escrevi no ano passado, nesta mesma época. As escalas estão, por sinal, no exato patamar de janeiro de 2011 e atendem cinco dias, em média. A diferença, como comentei na semana passada, é que o boi está mais barato hoje (e os custos mais altos). Mas não vou repetir o que disse na semana passada. Peço que observe o último movimento das programações de abate juntamente com o último movimento dos preços do boi gordo. É um pra cima e o outro pra baixo.</p>
<p>De toda forma, o boi gordo subiu apenas R$1,00/@ por enquanto. Encontrou um piso.</p>
<p>Vocês têm notado que o mercado consumidor está de ressaca? Sim, ressaca das festas de fim de ano, das viagens, dos presentes e de toda a festança. O pessoal gastou bem no fim do ano e agora não tem mais o 13º salário pra aliviar a situação. Resultado: o frango registrou recuo de &#8211; pasmem -20%, o suíno de 9% e o boi casado, 4%.</p>
<p>E é aí que aquela minha parte chata vem alertar o amigo que lê esta coluna. Isso não é saudável. Esse movimento atual está estragando a margem dos frigoríficos, ou seja, boi em alta e carne em baixa. Tem gente que fica feliz com isso, mas eu vejo um impedimento para o boi ir muito além se a carne não reagir logo, ou então um recuo se aparecer boi em maior volume.</p>
<p><strong>Gráfico 2.</strong><br />
Evolução da diferença entre o valor apurado pela arroba do boi gordo e o equivalente físico.<br />
<div id="attachment_2635" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/boi190112b.jpg" alt="" title="" width="462" height="324" class="size-full wp-image-2635" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Na verdade, essa relação trabalha com uma média histórica de -5%, ou seja, historicamente, o equivalente físico está em bons patamares, já que hoje trabalha em -1% e chegou a registrar valores positivos, como podemos observar no gráfico acima. De toda forma, essa relação está longe de avaliar lucro ou prejuízo para o frigorífico. Em primeiro lugar porque não considera custos e em segundo porque também deveríamos levar em conta outras informações como as exportações, o dólar, o consumo, ICMS e outros fatores que ferem ou alavancam os resultados da indústria.</p>
<p>De toda forma, acredito que algo melhore no curto-prazo. Fevereiro é mês de volta às aulas e daqui duas semanas o início do mês provavelmente dará um alívio ao bolso do pessoal. É hora de ir às compras do mês. Historicamente, existe um bom movimento nesse período. Sem falar no carnaval, que reduz as escalas de abate pela baixa movimentação.</p>
<p><strong>Gráfico 3.</strong><br />
Variação dos preços do boi gordo e do equivalente físico entre a última quinzena de janeiro e a primeira quinzena de fevereiro.<br />
<div id="attachment_2636" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/boi190112c.jpg" alt="" title="" width="462" height="308" class="size-full wp-image-2636" /><p class="wp-caption-text">sa</p></div></p>
<p>E é aí que está a nossa chance de essa alta sair de um ambiente possivelmente tóxico para tornar-se mais saudável. A ideia é que quanto melhor for a margem para o frigorífico, mais teremos chances de ver esse benefício respingar sobre a arroba do boi gordo, ou seja, tirar a casquinha dessa margem aí.</p>
<p>Este ano está com muita cara de que será morno, sem grandes emoções, parecido com 2011. Ainda depende muito do clima também. Posso afirmar categoricamente que é cedo para tomarmos conclusões, mas ainda tem muito pepino pra ser resolvido antes de o consumo resolver disparar novamente ou então a oferta aparecer no segundo semestre (tenho visto muito boi magro sendo ofertado por aí).</p>
<p>Por isso reservo um espaço para avaliarmos o que o mercado futuro tem nos oferecido até o momento. É importante olharmos as chances que temos de fazer um bom negócio. Pode não ser o melhor negócio do mundo, mas cobrindo os custos e dando chances de lucro, já está de bom tamanho. O lema aqui é devagar e sempre.</p>
<p>Observe.<br />
<strong>Gráfico 4.</strong><br />
Curva dos contratos futuros negociados na BM&#038;FBOVESPA.<br />
<div id="attachment_2633" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/boi190112d.jpg" alt="" title="" width="462" height="265" class="size-full wp-image-2633" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Como é que estão os seus custos hoje? A bolsa consegue pagar o suficiente para cobri-los? Não sabe? Então corra fazer as contas e levantar esses dados, só assim é possível tomar decisões acertadas. E não se esqueça de que existem diversas modalidades de proteção disponíveis no mercado, tanto por parte das corretoras como por parte dos frigoríficos.</p>
<p>Até a semana que vem!</p>
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		<title>BOI GORDO &#8211; Lygia Pimentel</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 17:36:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boi Gordo]]></category>

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		<description><![CDATA[Fim de ano Chegou, pessoal! Mais um ano próximo do fim. Não foi um ano fácil, é o que temos comentado nas últimas análises. Agora o boi gordo parece ter encontrado um piso, o que significa um patamar próximo do qual o pecuarista não aceita vender o resultado da luta o do suor diário. Afinal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Fim de ano</strong></h2>
<p>Chegou, pessoal! Mais um ano próximo do fim. Não foi um ano fácil, é o que temos comentado nas últimas análises.</p>
<p>Agora o boi gordo parece ter encontrado um piso, o que significa um patamar próximo do qual o pecuarista não aceita vender o resultado da luta o do suor diário. Afinal de contas, chegou a um ponto em que não se consegue mais cobrir os custos. Ruim demais pra gente!</p>
<p>Mas quem faz o preço não é o custo de produção, mas o equilíbrio oferta vs. demanda. Hoje, há oferta na praça, resultado das chuvas e das crias das vacas retidas entre2007 e 2010. Sei que ainda tem regiões em que a situação das pastagens está complicada, mas mais cedo ou mais tarde as chuvas chegam e já começam a mostrar seu efeito benéfico. Daqui a pouco vai ter boi de pasto pronto. Não há como fugir da sazonalidade.</p>
<p>O que poderia equilibrar o cenário é uma demanda aquecida. Na verdade, ela está boa. O brasileiro continua gastando uma boa parcela de seu salário com as carnes, mas não está tão forte como no ano passado. De acordo com a CNC (Confederação Nacional do Comércio), o consumo neste Natal será mais fraco em reflexo ao cenário macroeconômico. Espera-se um incremento de 5,8% ante 10% vistos em 2010.</p>
<p>E aí vem o reflexo disso sobre a carne, observe o gráfico.</p>
<p><strong>Gráfico 1.</strong><br />
Evolução dos preços reais do boi casado no mercado atacadista de São Paulo – R$/kg.<br />
<div id="attachment_2627" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/12/boi221211.jpg" alt="" title="" width="462" height="306" class="size-full wp-image-2627" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Na verdade, hoje a carne está só 2% mais cara se comparada ao mesmo período do ano passado, como pode-se observar na linha pontilhada que representa dez/10. Mas a inflação castigou a gente neste ano e no ano passado, e no momento em que os preços baixaram no atacado, como ocorreu entre junho e julho, o varejo não repassou ao consumidor na mesma intensidade. Na cesta básica, a carne permaneceu cara. Com praticamente tudo mais alto e com um cenário macroeconômico complicado, a gente acaba colocando o pé no freio mesmo.</p>
<p>Quero dizer, a expectativa de crescimento para o PIB brasileiro ainda é motivo de inveja para muitos países em recessão, mas a situação está claramente mais difícil, com menos crédito na praça, mais inflação aqui dentro (apesar de começar a desenhar uma linha descendente) e menor participação da indústria entre os empregadores. Sinal clássico de desaceleração da economia.</p>
<p>Mas nem tudo é negativismo. A expectativa é de que não haja mais altas fortes para as commodities em 2012, o que pode ajudar no custo de produção, já que a área plantada com milho e soja foi maior neste ano e, tirando dezembro, as condições para o desenvolvimento das lavouras têm sido boas, o que trouxe expectativa de uma super safra para a próxima temporada. De acordo com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a previsão de cultivo para o milho primeira safra deve ser de 8.772,2 mil hectares, 10,8% maior que a safra anterior (7.916,3 mil). Já para a soja, a área cultivada com a oleaginosa em 2011/12, estimada em 24,35 milhões de hectares, corresponde a um crescimento de 0,7% ou 169,2 mil hectares sobre a área semeada na safra passada.</p>
<p>No mais, um de nossos mais importantes concorrentes, os Estados Unidos, liquidaram fortemente seu plantel devido à seca e altas temperaturas registradas neste ano. Resultado: provavelmente 2012 contará com uma recuperação de competitividade por parte das exportações brasileiras de carne bovina in natura, já que o produto será escasso nos EUA.</p>
<p>Mas não nos enganemos. Quanto antes assumirmos que 2012 poderá ser outro ano difícil, morno, mais tempo teremos para poder manobrar esse grande transatlântico que pilotamos. Precisamos de antecipação para tomar decisões que serão importantes para continuarmos no rumo certo. Aprender a aproveitar bons negócios quando batem à porta, mesmo que não sejam os melhores, é uma virtude que poucos têm e muitos precisam desenvolver.</p>
<p>E é isso. Na próxima semana estarei novamente por aqui. Nada de férias por enquanto.</p>
<p><strong>Desejo a todos os amigos boas festas junto da família, amigos e com muita fartura à mesa. Fartura de comida, sim, mas também de paz, saúde, amor, ética e amizade.</strong></p>
<p>Abraços!</p>
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		<title>BOI GORDO &#8211; Lygia Pimentel</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 06:37:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boi Gordo]]></category>

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		<description><![CDATA[Abate de fêmeas continua elevado Hoje foram divulgados os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre os abates trimestrais de bovinos no Brasil. Um lembrete importante é que esses dados referem-se apenas aos abates inspecionados, então tem muito mais cabeça sendo abatida por aí, mas os números nos ajudam a ter uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Abate de fêmeas continua elevado</strong></h2>
<p>Hoje foram divulgados os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre os abates trimestrais de bovinos no Brasil. Um lembrete importante é que esses dados referem-se apenas aos abates inspecionados, então tem muito mais cabeça sendo abatida por aí, mas os números nos ajudam a ter uma ideia do rumo que a pecuária nacional tem tomado.</p>
<p>À primeira vista, já temos uma informação bastante relevante: considerando o abate total, incluindo bois, vacas, novilhos, novilhas e vitelos no período de janeiro a setembro, houve retração de 2,9% do volume abatido total. Entretanto, ao categorizarmos os dados, podemos observar informações ainda mais importantes.<br />
O abate de fêmeas aumentou no mesmo período na proporção de 10,9%. Enquanto isso, o abate de machos caiu 10,7%. Para os vitelos e vitelas, houve aumento de 28,3%. Para esta última categoria, o motivo é que o Egito, mercado característico para esse produto, aumentou seus pedidos em 2011. Observe o primeiro gráfico:</p>
<p><strong>Gráfico 1.</strong><br />
Variação da proporção de machos e fêmeas abatidos em relação ao total – período de janeiro a setembro.<br />
<div id="attachment_2622" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/12/boi151211a.jpg" alt="" title="" width="462" height="300" class="size-full wp-image-2622" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Por que será que o pessoal tem abatido fêmeas em 2011? Dado o comportamento do total abatido, vê-se que a oferta de machos terminados não esteve lá grande coisa e que as pastagens não têm sido favorecidas pelo clima neste ano. Isso levou a um aumento do abate de fêmeas. Mas não é só isso, acredite.</p>
<p>Como conversamos na semana passada, 2011 não foi um ano fácil, mas sim algo parecido com um purgatório. Um ano de longa espera pela alta que só veio em novembro, e foi rápida. Não deu pra fazer muita coisa com ela.</p>
<p>Apesar de o boi ter se mantido em patamares historicamente elevados, os custos de produção não deram trégua e a arroba ficou longe de acompanhar a trajetória deles, que foi de alta. Portanto, mesmo com o preço do bezerro em patamares altos, o que aparentemente indica que a oferta dessa categoria não é abundante, a margem da atividade tem estreitado. É o que conversei nesta semana com meu amigo Fabiano Tito Rosa, do Minerva.</p>
<p>Além disso, a seca castigou o Centro-Oeste e certamente tivemos índices de prenhez prejudicados por esses fatores, o que ajuda a forçar a eliminação dessas vacas, principalmente no primeiro semestre do ano.</p>
<p>Aliás, o abate de fêmeas no primeiro semestre de 2011 aumentou 10,9% em relação ao mesmo período de 2010, porém, o número ainda não indicava uma liquidação forçada de plantel dado que 2010 ainda foi um ano de preços em ascensão, bom para a remuneração do pecuarista, principalmente para aqueles que conseguiram efetuar suas vendas no segundo semestre.</p>
<p><strong>Gráfico 2.</strong><br />
Evolução da participação de fêmeas abatidas em relação ao total.<br />
<div id="attachment_2621" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/12/boi151211b.jpg" alt="" title="" width="462" height="296" class="size-full wp-image-2621" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Entretanto, algo aqui que me chama a atenção.</p>
<p>Observe o gráfico 2. Nele, as fases de alta estão caracterizadas pelo fundo azul enquanto as fases de baixa são caracterizadas pelo fundo vermelho. Observamos que o abate continuou em patamares elevados nos meses seguintes, ou seja, o terceiro trimestre de 2011, comportamento que não é normal quando a atividade de cria remunera o pecuarista.</p>
<p>Levando em conta somente o período de julho a setembro, o abate de fêmeas sobre o total neste ano mostrou proporção de 38% contra 33% de média histórica, 35% de média para as fases de baixa do ciclo e 33% para as fases de alta. A máxima foi de 41% ocorrida em 2006, ano considerado o fundo do poço em termos de margem para a atividade.</p>
<p>Por que escolhi o terceiro trimestre do ano para fazer a comparação? Porque não é um período típico de descarte de fêmeas devido à repetição de cio ocasionada por condições ruins de pastagem. Esse período pode nos dar uma visão clara e imparcial de um padrão de início de abate forçado pela redução das margens da atividade.</p>
<p>Voltando à minha analogia dantesca, será que estamos às portas do inferno para o pecuarista, ou seja, a fase de baixa do ciclo? Infelizmente, a ideia faz sentido.</p>
<p>Algo importante que conseguimos observar no gráfico: historicamente, o movimento observado atualmente antecede a fase de baixa. O gráfico deixa isso bem claro.</p>
<p>Outra coisa interessante, repararam como a oferta de bois magros aumentou nos últimos tempos? Tem muita gente por aí falando que por causa desse índice elevado de fêmeas abatidas em 2010 vai faltar bezerro em 2011, mas fato é que a retenção entre 2007 e 2010 já gerou um número maior de bezerros que agora entram em cena como bois magros.</p>
<p>Sei que em algumas regiões as pastagens ainda estão ruins e que o boi com mais peso acaba pesando em lugares com menor capacidade de suporte, mas conversando com o pessoal pelo Brasil afora, percebi que o movimento é generalizado e o motivo cabível é que a oferta desse tipo de animal tenha crescido substancialmente como reflexo dessa retenção de fêmeas de anos anteriores. Uma hora ou outra o reflexo disso chega, não adianta tentarmos esconder.</p>
<p>Bom, resumidamente, esta foi uma semana de preços mornos, maior oferta de boi magro e publicação de dados importantes pra gente, que já nos ajudam a enxergar um pouquinho sobre o funcionamento do motor que move o mercado do boi gordo.</p>
<p>E por enquanto é isso, pessoal. A sugestão é sempre a mesma: ficar de olho nos custos e nas oportunidades que aparecem. Aparentemente, daqui para a frente manter a margem ou garantir algum lucro será cada vez mais difícil e, ao mesmo tempo, cada vez mais importante para segurarmos as pontas nos próximos anos. Pelo menos até a próxima fase de alta chegar.</p>
<p>Abraços a todos e até a próxima semana!</p>
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		<title>BOI GORDO &#8211; Lygia Pimentel</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 05:34:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boi Gordo]]></category>

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		<description><![CDATA[Um ano inteiro de espera Foi o que vivenciamos em 2011. Foi ou não foi? Começando pelo início da safra, em dezembro de 2010. Após a fabulosa escalada de preços ocorrida em outubro e novembro daquele mesmo ano, a safra demorou a aparecer com força e os preços permaneceram praticamente estáveis até abril de 2011. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Um ano inteiro de espera</strong></h2>
<p>Foi o que vivenciamos em 2011. Foi ou não foi?</p>
<p>Começando pelo início da safra, em dezembro de 2010. Após a fabulosa escalada de preços ocorrida em outubro e novembro daquele mesmo ano, a safra demorou a aparecer com força e os preços permaneceram praticamente estáveis até abril de 2011. É possível perceber que até o período citado, a linha de preços esteve sempre muito próxima da linha vermelha pontilhada, que representa a média de preços para aquela safra. Observe o gráfico.</p>
<p><strong>Gráfico 1.</strong><br />
Evolução do indicador Cepea/ESALQ à vista (R$/@) e preço médio nas safras e entressafras.<br />
<div id="attachment_2608" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/12/boi091211a.jpg" alt="" title="" width="462" height="326" class="size-full wp-image-2608" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>A partir de abril é que a coisa enfeiou. Os preços começaram uma trajetória descendente que partiu dos R$104,00/@ à vista em São Paulo e continuou até atingir os R$96,00/@ nas mesmas condições.</p>
<p>Façamos um parêntesis para prestar atenção em outra situação que se desenvolvia naquele momento: os preparativos para o confinamento. Depois da entressafra de 2010, muita gente apostava em uma arroba de R$115,00 novamente, ou até mais alta do que isso. É fácil ficar eufórico e otimista ao ver uma alta tão intensa como a ocorrida no ano passado.</p>
<p>Os preços da safra foram bons, considerando custos de produção de uma empresa com média aplicação de tecnologia. Naquele momento, considerando que a entressafra costuma registrar preços mais altos do que a safra e considerando também o rally vivido em 2010, este parecia um ano promissor.</p>
<p>O problema é que quando muita gente enxerga o mesmo cenário, as coisas se complicam.</p>
<p>Com os preços do boi em baixa (e com os custos em alta!) a partir de abril, o receio de entrar em uma atividade de risco mais elevado cresceu. Primeiro, otimismo. Depois, preocupação.</p>
<p><strong>Gráfico 2.</strong><br />
Variação dos preços do boi gordo, boi magro e milho entre dezembro de 2010 e maio de 2011.<br />
<div id="attachment_2609" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/12/boi091211b.jpg" alt="" title="" width="462" height="300" class="size-full wp-image-2609" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>E para piorar, naquele momento, o mercado futuro também não ajudava o pecuarista a enxergar um horizonte favorável.</p>
<p><strong>Gráfico 3.</strong><br />
Mercado físico na safra e apostas do mercado futuro para outubro no período (R$/@).<br />
<div id="attachment_2610" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/12/boi091211c.jpg" alt="" title="" width="462" height="322" class="size-full wp-image-2610" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Esse gráfico nos mostra que enquanto o físico estava caindo, o futuro permaneceu praticamente estável, prejudicando quem buscava proteção na bolsa na tentativa de garantir preços semelhantes aos de 2010. As apostas futuras no primeiro semestre de 2011 não chegaram nem perto do que o pecuarista esperava. Por sinal, 2011 foi o ano mais pessimista da história quando se fala em expectativa de valorização para o boi no segundo semestre.</p>
<p>Para resumir, o que essa situação gerou foi um excesso de oferta no primeiro turno do confinamento (julho a setembro) e falta de oferta no segundo turno (outubro a dezembro). Resultado: queda de preços forte em plena entressafra, ou mais especificamente em setembro. E esse boi só foi se recuperar no final de outubro, já que o pessoal achou melhor repensar o segundo turno e isso gerou uma oferta menor.</p>
<p>Mas para falarmos de mercado, temos que abordar a questão da demanda. Não existe preço em alta se o produto for escasso, mas em contrapartida ninguém o quiser.<br />
Em 2011, o frango se mostrou bastante competitivo em boa parte do ano, e quando o boi tá caro e o frango tá barato, a dona de casa prefere comprar nosso amigo penoso em detrimento da demanda por carne bovina.</p>
<p><strong>Gráfico 4.</strong><br />
Evolução da diferença entre o frango e o dianteiro bovino.<br />
<div id="attachment_2611" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/12/boi091211d.jpg" alt="" title="" width="462" height="358" class="size-full wp-image-2611" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Além disso, em 2011 a carne pesou na cesta básica como nunca antes e isso limitou o apetite do brasileiro. Não digo que tenha atrapalhado. Aliás, já repeti diversas vezes aqui que o consumo em 2011 não foi ruim, ele apenas encontrou um teto, uma limitação para ir além, já que os gastos com carne dentro da cesta não cederam. Na verdade, continuaram subindo.</p>
<p><strong>Gráfico 5.</strong><br />
Evolução da participação do custo com a carne considerando-se o total gasto com a cesta básica.<br />
<div id="attachment_2607" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/12/boi091211e.jpg" alt="" title="" width="462" height="308" class="size-full wp-image-2607" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>E voltando ao título do texto desta semana, passamos o ano todo esperando uma alta que praticamente não veio. Quer dizer, veio, mas de maneira rápida, intensa e que durou pouco &#8211; nem um mês, praticamente.</p>
<p>E agora não adianta reclamar, é assim que o mercado funciona. Se levarmos em consideração dados históricos, podemos dizer que a entressafra já acabou. Como o Rogério Goulart citou na Carta Pecuária desta semana, é mais difícil observarmos picos de preços em dezembro e janeiro.</p>
<p>Já tem chovido há algum tempo, apesar de algumas regiões ainda apresentarem pastagens em condições nada ideais para que o boi engorde.</p>
<p>No balanço do ano, não podemos dizer que foi ruim, mas, talvez, frustrante. Agora é pensar nas estratégias para a venda em 2012.</p>
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		<title>BOI GORDO &#8211; Lygia Pimentel</title>
		<link>http://www.agroblog.com.br/boi-gordo/ja-chega-ou-vai-mais/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 04:55:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boi Gordo]]></category>

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		<description><![CDATA[Já chega ou vai mais? Bom, nesta semana fui para Campo Grande &#8211; MS conversar com produtores sobre o uso do mercado futuro como ferramenta gerencial no curso Transforme sua Fazenda, uma iniciativa da Coan Consultoria e da Academia da Pecuária. A turma foi sensacional! Gostaria de deixar o meu abraço para eles e também [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Já chega ou vai mais?</strong></h2>
<p>Bom, nesta semana fui para Campo Grande &#8211; MS conversar com produtores sobre o uso do mercado futuro como ferramenta gerencial no curso Transforme sua Fazenda, uma iniciativa da Coan Consultoria e da Academia da Pecuária. A turma foi sensacional! Gostaria de deixar o meu abraço para eles e também parabenizá-los pela iniciativa de aprender mais sobre uma ferramenta que ajuda a fazer a diferença ao longo dos anos. Mas vamos ao mercado!</p>
<p>Mais uma semana de mercado frouxo devido à falta de sustentação da carne no mercado atacadista. Sim, neste momento esse é o motivo da queda, já que as escalas continuam oscilando entre 3 e 6 dias, nada de muito expressivo.</p>
<p>Na verdade, as escalas costumam se comportar de maneira bastante volátil e não foi diferente nos últimos dias. Com a queda, o pecuarista correu pra vender o gado em patamares mais elevados e elas chegaram a aumentar um pouco, mas agora se mantêm nesse patamar que acabei de comentar.</p>
<p>Agora chegou a primeira semana de dezembro. Com ela aumenta o apetite do consumidor, que recebe seus salários e vai às compras do mês. Mas dezembro tem um gosto especial, pois é mês festivo. Além disso, o recebimento do 13º salário ajuda a impulsionar a compra por cortes mais nobres. O movimento costuma ser mais duradouro nesse período.</p>
<p>Isso pode ajudar a sustentar os preços no atacado nestes próximos dias. E isso é extremamente importante para que o valor da arroba não caia ainda mais ou até mesmo se recupere um pouco. Tem gente falando que dezembro é fraco, mas não é o que a história nos diz. Observe o nosso primeiro gráfico desta semana:</p>
<p><strong>Gráfico 1.</strong><br />
Comportamento do boi casado no mercado atacadista nos meses de dezembro.<br />
<div id="attachment_2600" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/12/boi021211a.jpg" alt="" title="" width="462" height="297" class="size-full wp-image-2600" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>A figura mostra que nos últimos 6 anos, 67% das vezes o atacado reagiu em dezembro. Portanto, acho que temos uma boa chance de que 2011 responda positivamente a essa estatística. Não é regra. No mercado não existe certeza, mas é o que tem acontecido com maior frequência.</p>
<p>Aliás, hoje, dia 1º de dezembro, o atacado já mostrou sustentação próximo aos R$6,60/kg para o boi casado. Como é início de mês, acho que essa reação pode ter justificativa palpável. E lembram-se do gráfico da semana passada? Para quem não se lembra, vou colocá-lo novamente e atualizado. Acho que vale a pena acompanhar o movimento.</p>
<p><strong>Gráfico 2.</strong><br />
Evolução das escalas de abate, equivalente físico e indicador Cepea/ESALQ à vista.<br />
<div id="attachment_2601" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/12/boi021211b.jpg" alt="" title="" width="462" height="331" class="size-full wp-image-2601" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>A arroba tem acompanhado o atacado. Ele está ditando o caminho. O último movimento do atacado sugere um suporte. Levando em consideração o início do mês, fatores fundamentais e técnicos coincidem. Boa notícia!</p>
<p>As exportações não têm ajudado muito. Estão patinando. Volume e faturamento caíram 3% no último mês em relação a outubro. Isso não ajuda a escoar a produção e diminuir a pressão de baixa neste momento. E de acordo com os dados semanais, a última semana de novembro foi a pior do mês para a receita com carnes, o que faz sentido devido ao comportamento dos preços nos últimos dias. Na comparação ano-a-ano, entretanto, o cenário é bem melhor. A reação foi de 41% para o faturamento e 31% para o volume embarcado. Resultado de um dólar mais favorável.</p>
<p>Bom, além do atacado que poderá ajudar nos próximos dias, temos um fator técnico que também me faz pensar em suporte neste momento. Pra quem conhece, o Fibonacci nos mostra um suporte exatamente neste momento. Observe:</p>
<p><strong>Gráfico 3.</strong><br />
Evolução dos preços do boi casado no mercado atacadista de São Paulo (R$/kg).<br />
<div id="attachment_2599" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/12/boi021211c.jpg" alt="" title="" width="462" height="329" class="size-full wp-image-2599" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Bom, se o suporte nos 50% de retração se confirmar, podemos ver o boi firmar novamente nas próximas semanas.</p>
<p>O gráfico do preço da arroba está muito parecido com esse aí em cima. A diferença é que ele está próximo dessa linha do meio, os 50%, mas ainda não reagiu depois disso. Como o boi tem acompanhado o atacado, parece que o movimento será semelhante e os 50% serão respeitados.</p>
<p>Bom, pessoal. Por enquanto é isso. A correria foi forte nesses últimos dias de mercado. Vi muita gente falando sobre a arroba de um jeito que parecia que o mundo ia acabar. Mas não há mal que nunca acabe nem bem que sempre dure, não é o que dizem?</p>
<p>No nosso caso, não é diferente. Afinal de contas, pelo que tenho visto, o boi de pasto ainda não conseguiu ficar pronto num volume suficiente pra fazer as escalas ficarem com cara de safra. Basta o consumo dar a força necessária para o equilíbrio demanda X oferta pender pro lado que a gente gosta.</p>
<p>Abraços a todos e até a próxima.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>BOI GORDO &#8211; Lygia Pimentel</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Nov 2011 13:23:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boi Gordo]]></category>

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		<description><![CDATA[Atacado perde sustentação É, não tem jeito, o mercado não nos engana. Nós é que muitas vezes preferimos não enxergar seus sinais. Como tínhamos comentado, as escalas encurtaram, definitivamente. É o que tenho mostrado nos últimos textos: o gráfico com a evolução das programações de abate repetidas vezes. Procuro acompanha-lo de perto sempre. Mas o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Atacado perde sustentação</strong></h2>
<p>É, não tem jeito, o mercado não nos engana. Nós é que muitas vezes preferimos não enxergar seus sinais.</p>
<p>Como tínhamos comentado, as escalas encurtaram, definitivamente. É o que tenho mostrado nos últimos textos: o gráfico com a evolução das programações de abate repetidas vezes. Procuro acompanha-lo de perto sempre. Mas o fato é que já elas estiveram mais apertadas em outras ocasiões em que o boi não subiu como fez no último mês. Com a reação do consumo no início de novembro (e também com a reação recente do dólar), as margens dos frigoríficos foram mantidas mesmo com pagamentos mais altos pela arroba.</p>
<p>Quero dizer, aí sim valeu a pena pagar mais pelo boi, já que as escalas estavam encurtando. Imagino o pessoal no frigorífico pensando sobre isso: &#8220;Se posso escoar o produto por um valor mais alto, também posso pagar mais sem comprometer minha margem. O produto está escasso, então o caminho é esse mesmo&#8221;. E foi o que aconteceu. Observe o gráfico abaixo.</p>
<p><strong>Gráfico 1.</strong><br />
Evolução das escalas de abate, equivalente físico e indicador Cepea/ESALQ à vista.<br />
<div id="attachment_2586" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/boi241111a.jpg" alt="" title="" width="462" height="331" class="size-full wp-image-2586" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>No gráfico, observe a linha tracejada. Ela indica um suporte em relação à duração das escalas. Isso significa que quando as escalas se encurtam demais, entre 3 e 5 dias, os frigoríficos ficam apertados e precisam se mexer para comprar animais, para que as escalas saiam da zona de &#8220;perigo&#8221; e andem um pouco. O que quero dizer, é que essa linha tracejada já foi tocada mais vezes em um espaço mais curto de tempo no passado, o que deixa a média das escalas no período mais baixa do que está hoje. Para entender, observe o que ocorreu na metade do ano e compare com o que ocorre hoje. Em resumo, isso prova o que eu disse acima, que as escalas já estiveram em situação mais complicada em outras ocasiões.</p>
<p>Agora observe a linha azul, ou seja, o equivalente físico. Nele, existe uma seta indicando o momento exato em que a demanda fraquejou. Juntamente com a chegada do fim do mês (novembro), os altos preços fizeram o consumidor recuar e o equivalente físico não aguentou. O boi casado, que no ano passado teve máxima nos R$7,36/kg, chegou aos R$7,09/kg recentemente e a partir daí recuou.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o indicador continuou para cima, mas aí já tinha ficado claro que a alta não era &#8220;saudável&#8221;, pois comprometia a margem dos frigoríficos. É aí que a gente tem que ficar desconfiado. E foi só a carne cair que o jogo virou, o pessoal começou a chutar a canela dos pecuaristas. Hoje ligo no frigorífico e me oferecem até R$4,00/@ a menos em relação ao início da semana.</p>
<p>De toda forma, as escalas continuam curtas e temos outros indicadores que podem ajudar a manter a sustentação no início de dezembro. A começar pelo próprio recebimento dos salários, que costuma dar aquele empurrãozinho de no começo dos meses.</p>
<p>Em segundo lugar, o pessoal continuará recebendo o 13º salário. Alguns já receberam, outros receberão apenas na primeira semana de dezembro. Junte a isso as festas de fim de ano, que sempre estimulam o consumo de carnes nobres e temos um fator de suporte para a carne em breve.</p>
<p>As margens do varejo têm mantido um bom ritmo, isto é, após terem sofrido no ano passado, quando o boi gordo disparou até os R$115,00/@, aproximadamente. Mas recuperaram-se quando a arroba começou sua trajetória descendente e agora se mantêm. Observe o gráfico.</p>
<p><strong>Gráfico 2.</strong><br />
Evolução do ágio do varejo sobre a arroba (%) e do preço pago pela arroba (R$/@, SP).<br />
<div id="attachment_2587" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/boi241111b.jpg" alt="" title="" width="462" height="295" class="size-full wp-image-2587" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Bom, de toda forma, esse resultado vale para outubro. Espero ainda os números de novembro para acompanharmos mais de perto como ficou essa relação após a escalada de preços da carne no atacado.</p>
<p>E por último, o spread do dianteiro bovino com o frango:</p>
<p><strong>Gráfico 3.</strong><br />
Evolução da diferença entre o dianteiro bovino e o frango no atacado.<br />
<div id="attachment_2585" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/boi241111c.jpg" alt="" title="" width="462" height="335" class="size-full wp-image-2585" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>A diferença entre as duas carnes está equilibrada. Isso porque o bovino subiu, mas o frango reagiu em proporção maior recentemente, o que é bom, pois mantém uma diferença entre as duas carnes que não compromete ainda mais a competitividade da proteína vermelha. Para quem não sabe, quando a carne bovina sobe e o frango não acompanha, boa parte dos consumidores deixa de consumir carne vermelha e a substitui pela proteína do frango, que é mais barata.</p>
<p>Isso nos diz que o frango não está atrapalhando, então ainda podemos ter esperanças para o início de dezembro e um possível empurrão que virá do consumo de fim de ano.</p>
<p>Um abraço a todos!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>BOI GORDO &#8211; Lygia Pimentel</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 06:10:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boi Gordo]]></category>

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		<description><![CDATA[Olhos abertos O Rally da Pecuária 2011 chegou ao fim, pessoal, e foi muito interessante! Só conheci gente bacana, lugares bonitos e a organização está de parabéns. Iniciativas como essa devem ser aplaudidas de pé! Segue uma foto da última equipe: Se quiser, acompanhe mais fotos no www.rallydapecuaria.com.br Mas vamos ao mercado. Olha, eu estou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Olhos abertos</strong></h2>
<p>O Rally da Pecuária 2011 chegou ao fim, pessoal, e foi muito interessante! Só conheci gente bacana, lugares bonitos e a organização está de parabéns. Iniciativas como essa devem ser aplaudidas de pé!</p>
<p>Segue uma foto da última equipe:<br />
<div id="attachment_2578" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/boi171111a.jpg" alt="" title="" width="462" height="370" class="size-full wp-image-2578" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Se quiser, acompanhe mais fotos no www.rallydapecuaria.com.br</p>
<p>Mas vamos ao mercado. Olha, eu estou achando linda essa disparada dos preços do boi gordo. Em setembro confesso que fiquei bem pessimista com o volume de animais confinados que apareceu e com a queda de preços ao longo do mês.</p>
<p>O consumo estava forte, mas encontrava dificuldades em andar ainda mais e me perguntei se esta seria uma daquelas entressafras “exceção”, em que vemos preços mais altos no primeiro semestre em relação ao segundo.</p>
<p>Novembro veio pra provar a força descomunal que tem a entressafra e que ela não pode ser subestimada, mas já tenho uma pulga atrás da orelha aqui. O mercado está forte, tem muita gente por aí que até se ofende se eu falar em queda.</p>
<p>Não me refiro a mercado em baixa por enquanto, mas alguns sintomas já começam a me deixar de olho aberto.</p>
<p>Bom, as escalas encurtaram? Sim. Mas é claro que a falta de animais não faz nada por si.</p>
<p>Observem o primeiro gráfico.</p>
<p><strong>Gráfico 1.</strong><br />
Evolução das escalas de abate (dias) e dos preços do boi gordo em São Paulo (R$/@).<br />
<div id="attachment_2579" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/boi171111b.jpg" alt="" title="" width="462" height="381" class="size-full wp-image-2579" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>O que se observa é que as escalas já estiveram mais curtas do que estão hoje. Basta fazer a comparação entre o que acontecia com a linha preta na metade do ano e o que acontece agora. A linha preta representa a média das escalas em São Paulo no mês. Mesmo assim, a reação não vinha com a força que veio agora, e o motivo é a carne, que resolveu andar.</p>
<p>Bom, sobre isso já tínhamos conversado na semana passada. Qual é a novidade desta semana, afinal?</p>
<p>A novidade é que a carne voltou a pesar dentro da cesta básica em outubro. Isso significa que os gastos com carne voltaram a representar mais de 35% dentro do gasto total com a cesta básica, o que não ocorria desde fevereiro de 2011, quando o boi estava em R$105,00/@ em São Paulo e essa relação (carne/cesta básica) estava decrescendo, ou seja, saiu de 39% em dezembro para os seus 35% em fevereiro e manteve uma média de 35% durante o restante do ano.</p>
<p>O dado para novembro ainda não saiu, mas não há muita dúvida de que virá em alta forte. Observe a figura 2.</p>
<p><strong>Gráfico 2.</strong><br />
Representatividade do gasto com carne dentro do gasto total com a cesta básica (%).<br />
<div id="attachment_2580" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/boi171111c.jpg" alt="" title="" width="462" height="321" class="size-full wp-image-2580" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Outro detalhe que já citei há pouco, mas vale lembrar: o pico do ano passado foi de 39%. Não sei qual será a alta a ser registrada em novembro, nem afirmo que pulará de 36% para 39%, apesar de ser exatamente o que aconteceu entre outubro e novembro do ano passado (3 pontos porcentuais de alta).</p>
<p>De toda forma, já dá pra ficar de olho. Afinal de contas, contando apenas a primeira quinzena de novembro, a carne já subiu 12% ou R$0,73/kg.</p>
<p>E falando em carne, observe o gráfico 3.</p>
<p><strong>Gráfico 3.</strong><br />
Evolução do preço do boi casado no mercado atacadista de São Paulo (R$/kg).<br />
<div id="attachment_2581" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/boi171111d.jpg" alt="" title="" width="462" height="294" class="size-full wp-image-2581" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Vejo duas coisas nessa figura. A primeira é que o boi casado está quase chegando ao patamar máximo do ano passado. O topo, que ocorreu no dia 10/11 nos R$7,36/kg.</p>
<p>O segundo fator é a formação do gráfico propriamente dita. Algo no comportamento de hoje te lembra do mesmo período de 2010? A mim, sim.<br />
Por último, vamos falar sobre a inflação, que no mesmo período de 2010 era mais ameaçadora do que é hoje.</p>
<p>Bom, pelo menos é o que acha o Banco Central, já que deu início a uma rodada de diminuição dos juros à espera de reflexos da crise que aparecerão por aqui. De toda forma, fica claro que a pressão inflacionária está menos intensa neste momento, como é possível observar no gráfico 4.</p>
<p><strong>Gráfico 4</strong><br />
Evolução do IGP-DM mês a mês.<br />
<div id="attachment_2582" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/boi171111e.jpg" alt="" title="" width="462" height="307" class="size-full wp-image-2582" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Mas a carne pode ajudar a apertar a situação novamente em novembro. De toda forma, ontem li uma notícia boa: de acordo com o Serasa, a redução da pressão inflacionária fez diminuir a inadimplência no Brasil pelo segundo mês consecutivo após seis meses de aumento ininterruptos. Bom sinal!</p>
<p>Bom, aquela nossa conversa da semana passada ainda está valendo: o bom é vender na alta, gente.</p>
<p>Vender devagarzinho, compassadamente, nos melhores patamares possíveis para o momento, com calma para colocar na negociação o frete, o prazo, o pagamento à vista, enfim. Vocês devem saber melhor do que eu como aproveitar quando estamos com as rédeas nas mãos. Mas o que quero dizer é que é bom aproveitar enquanto a reação do consumo aos altos preços continua na inércia.</p>
<p>Ah, só mais um comentário. Ontem (16/11), o indicador subiu novamente, foi para os R$107,81/@. Na BM&#038;F, o vencimento novembro/2011 por enquanto estacionou no topo anterior de 2011, os R$108,90. Não conseguiu romper esse patamar ainda. Caso isso não ocorra amanhã e se o efeito da segunda quinzena do mês não for sentido, talvez esse topo possa ser rompido, mas cuidado.</p>
<p>Os osciladores mostram um pouco de divergência e o volume negociado hoje, quando os preços encostaram nessa barreira, foi considerável. Para quem especula, seria ideal um rompimento de topo anterior com volume e osciladores positivando.</p>
<p>Aliás, o mercado futuro já paga 108,40 para novembro, 107 para dezembro e 101,55 para janeiro. A curva está bem inclinada e isso me cheira a oportunidade.</p>
<p><strong>Gráfico 5.</strong><br />
Curva futura.<br />
<div id="attachment_2577" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/boi171111f.jpg" alt="" title="" width="462" height="234" class="size-full wp-image-2577" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Abraços a todos e até a semana que vem!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>BOI GORDO &#8211; Lygia Pimentel</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Nov 2011 05:44:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boi Gordo]]></category>

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		<description><![CDATA[Força, boi! Já adianto que este texto está repleto de fotos e comentários pessoais. Será como se encontrasse velhos amigos para contar as novidades. Bom, pessoal, cá estou novamente. Começo esse texto me desculpando pela semana passada, em que estive ausente. Foi uma semana corrida e atípica para mim. Vou me explicar e contar aos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Força, boi!</strong></h2>
<p>Já adianto que este texto está repleto de fotos e comentários pessoais. Será como se encontrasse velhos amigos para contar as novidades.</p>
<p>Bom, pessoal, cá estou novamente. Começo esse texto me desculpando pela semana passada, em que estive ausente. Foi uma semana corrida e atípica para mim. Vou me explicar e contar aos amigos o que tem ocorrido. Alguns já sabem, mas para outros ainda é novidade.</p>
<p>Após quase dois anos de muito aprendizado e crescimento, deixei a XP Investimentos por motivos particulares, mas com dor no coração, admito. Na semana passada, encerrei minhas atividades nessa empresa fantástica, que tem um potencial enorme e um brilhante caminho a percorrer pelos próximos 2 mil anos. Olha, sem exageros, posso dizer que a XP Investimentos foi e é, definitivamente, um lugar incrível para trabalhar. É também uma das grandes escolas pelas quais passei. Considero-me uma pessoa de sorte e sou infinitamente agradecida por ter tido a chance de conviver e aprender muito com pessoas competentes, extremamente trabalhadoras e inovadoras.</p>
<div id="attachment_2564" class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/boi101111a.jpg" alt="" title="boi101111a" width="240" height="252" class="size-full wp-image-2564" /><p class="wp-caption-text"> </p></div>
<p>Entretanto, chegou a hora de seguir em frente. Estou feliz com a decisão que tomei e não pensem que é minha intenção afastar-me do mercado. Negativo! Nossas conversas continuarão. Ainda escreverei textos periodicamente, conversarei com o pessoal que gosta realmente da pecuária, aqueles que a levam a sério, e também prestarei alguns serviços, mas desta vez através de parcerias. Em breve vocês saberão mais sobre elas.</p>
<p>De toda forma, fica aqui o meu grande abraço e eterno agradecimento ao pessoal da XP Investimentos! E meu último pôr-do-sol como cidadã carioca.</p>
<div id="attachment_2565" class="wp-caption alignleft" style="width: 260px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/boi101111b.jpg" alt="" title="boi101111b" width="250" height="186" class="size-full wp-image-2565" /><p class="wp-caption-text"> </p></div>
<p>Outra novidade é que esta semana embarquei no Rally da Pecuária, expedição organizada pelo meu grande amigo Maurício Palma Nogueira, da Bigma Consultoria, e pela Agroconsult. Conta também com o apoio de empresas grandes e fortes do agronegócio. Esse time é daquele tipo de gente que citei acima, aqueles que realmente levam a pecuária a sério.</p>
<p>Bom, pra quem não conhece o evento, vou contar um pouquinho sobre ele. O Rally da Pecuária é uma iniciativa privada, uma expedição que ao seu fim, terá visitado 85% da produção de carne brasileira. No total, são 8 equipes que percorrerão 22 mil quilômetros em 9 estados para buscar dados bastante detalhados sobre rebanho, propriedades, pastagem e estrutura da produção, entre outras informações.</p>
<div id="attachment_2566" class="wp-caption alignleft" style="width: 260px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/boi101111c.jpg" alt="" title="" width="250" height="210" class="size-full wp-image-2566" /><p class="wp-caption-text"> </p></div>
<p>Eu participo da última equipe e estamos em Minas Gerais, mais especificamente em Pirapora. Já foram muitos quilômetros de paisagens belíssimas, bois, pastos, terra, buracos, asfalto, boa companhia e muitos &#8220;quadrados&#8221; pra fazer. O &#8220;quadrado&#8221; é a medida de 1 metro quadrado (1&#215;1) que utilizamos para avaliar quantitativamente e qualitativamente as pastagens. Até agora, foram muitos quadrados, apesar de o pessoal me deixar sempre na prancheta, anotando os dados. Todos muito cavalheiros. Mas não vão pensar que eu tenho medo de serviço, hein!</p>
<p>Bom, por último, gostaria de parabenizar abertamente a Bigma e a Agroconsult pela organização do evento, que está perfeito. E também pelo enorme comprometimento da equipe para a obtenção de informações de qualidade que nos ajudarão a tomar decisões acertadas para melhorarmos a qualidade da nossa produção. A iniciativa é admirável e merece todo o nosso reconhecimento.</p>
<div id="attachment_2567" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/boi101111d.jpg" alt="" title="" width="462" height="479" class="size-full wp-image-2567" /><p class="wp-caption-text"> </p></div>
<p>Bom, e enquanto isso, pulando de cidade em cidade, tenho observado mais de longe o nosso amigo boi. Foi só eu sair de viagem que ele resolveu explodir de vez. Já tínhamos reportado aqui que apesar da lateralidade em outubro, as escalas estavam encurtando e estava cada vez mais difícil de o boi cair. Foi só a carne tomar aquele empurrãozinho de começo de mês pra ajudar a arroba a reagir mais forte.</p>
<p>Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras. Bom, a sabedoria popular costuma acertar, portanto, vou direto ao ponto.</p>
<p><strong>Gráfico 1.</strong><br />
Evolução das escalas de abate em Barretos – SP (dias) e arroba do boi (Cepea/ESALQ à vista).<br />
<div id="attachment_2568" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/boi101111e.jpg" alt="" title="" width="462" height="315" class="size-full wp-image-2568" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Bom, começarei explicando a linha azul. Ela foi o início de tudo. O ponto de partida para o atual movimento observado no mercado do boi gordo. Foi quando as escalas começaram a encurtar e o preço do boi gordo começou a ser pressionado para cima.</p>
<p>Já as retas vermelhas e tracejadas indicam a relação inversa entre escalas e preços. A segunda imagem do dia mostra o que aconteceu com a carne.</p>
<p><strong>Gráfico 2.</strong><br />
Evolução do preço do boi casado no mercado atacadista de São Paulo (R$/kg).<br />
<div id="attachment_2570" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/boi101111f.jpg" alt="" title="" width="462" height="299" class="size-full wp-image-2570" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Olha só a linha azul aí de novo, a virada da tendência de baixa que afligia os produtores. E olhe só o que ocorreu com os preços da carcaça casada nos últimos dias (retângulo vermelho). Isso sugere que a margem dos frigoríficos foi mantida, mesmo com a arroba em alta e traz uma pressão &#8220;saudável&#8221; aos preços da arroba. Portanto, olho nessa relação. A partir do momento que a carne encontrar uma forte barreira, pode-se criar algum tipo de dificuldade para que a pressão altista se mantenha.</p>
<p>E falando nisso, em alguns dias chegará a segunda quinzena do mês, mas logo virão os pagamentos dos 13os salários e também as festividades de fim de ano, que costumam aquecer muito o mercado interno.</p>
<p>Bom, em resumo temos um vácuo de oferta devido ao final da safra de animais confinados concomitantemente à falta de animais de pasto, que ainda não conseguiram engordar o suficiente para estarem prontos para o abate. Ao mesmo tempo, uma reação do consumo favoreceu pagamento mais alto pela arroba, mas o melhor nessas horas é ter cautela. Ganância demais é um grave defeito de quem vive de comercialização, em qualquer mercado.</p>
<div id="attachment_2569" class="wp-caption alignleft" style="width: 260px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/11/boi101111g.jpg" alt="" title="" width="250" height="202" class="size-full wp-image-2569" /><p class="wp-caption-text"> </p></div>
<p>E aqui faço um comentário bastante atrevido, pessoal: o bom mesmo é vender enquanto está subindo. Quem vende no topo é sortudo ou mentiroso, e sorte vai e vem. Quem vende na alta é sábio e consegue comercializar compassadamente. Quem vende na queda, em grande parte dos casos, já deixou a oportunidade passar. O segredo aqui é pagar as contas e tentar ao máximo proteger o lucro quando ele vem, e não necessariamente vender no preço máximo. Esse jogo pode ser perigoso. Portanto, se você vendeu e os preços continuaram subindo, não se preocupe nem fique chateado. O importante é manter sua margem.</p>
<p>Bom, espero que tenham gostado das novidades. Foi uma semana e tanto! Aproveito para convidá-los a participar ativamente das discussões através de e-mails e comentários. É sempre bom para enriquecer as análises.</p>
<p>Um grande abraço e até a semana que vem!</p>
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