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	<title>Agroblog - O Blog do Agronegócio &#187; Café</title>
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	<description>Um time de grandes Agroblogueiros disponibilizam semanalmente análises e informações privilegiadas sobre o agronegócio.</description>
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		<title>CAFÉ &#8211; Rodrigo Costa</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 06:54:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Café]]></category>

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		<description><![CDATA[Dólar e café voltam de onde vieram Os ânimos esfriaram novamente com relação à situação da União Europeia. As reações são similares a injeções de estimulantes (quando da divulgação de alguma medida paliativa), que com o fim do efeito da dose faz os investidores cair na real e ficarem deprimidos novamente. Os mercados voltaram ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Dólar e café voltam de onde vieram</strong></h2>
<p>Os ânimos esfriaram novamente com relação à situação da União Europeia. As reações são similares a injeções de estimulantes (quando da divulgação de alguma medida paliativa), que com o fim do efeito da dose faz os investidores cair na real e ficarem deprimidos novamente.</p>
<p>Os mercados voltaram ao limbo com outra agência de risco falando em revisões negativas das dívidas soberanas, e de técnicos questionando a legalidade dos ajustes que serão &#8220;impostos&#8221; aos países da zona do Euro.</p>
<p>Sorte para aqueles que há algum tempo estão apostando contra a moeda comum. A posição vendida dos fundos estava inclusive tão grande que muitos não dormiam preocupados com uma recuperação provocada por uma eventual cobertura das vendas.</p>
<p>A consequência da fuga ao risco fez com que o dólar americano subisse forte na semana negociando aos maiores patamares desde janeiro deste ano.</p>
<p>Com isso as principais bolsas de ações do mundo caíram entre 3% e 7%, e os índices das commodities escorregaram 4% em cinco dias.</p>
<p>O café não ficou de fora e finalmente trabalhou abaixo de US$ 220.00 centavos por libra, encerrando a semana em Nova Iorque com queda de US$ 16.73 por saca. São Paulo caiu praticamente o mesmo tanto, também sentindo o efeito da desvalorização do real. Já em Londres o tombo foi menor, US$ 4.38 por saca.</p>
<p>Os preços internos do café no Brasil entretanto têm se mantido &#8220;tabelados&#8221;, principalmente para as qualidades melhores que não baixam de R$ 500.00 reais a saca. O resultado é a firmeza do diferencial.</p>
<p>Nas outras origens problemas climáticos têm atrasado a chegada de mais café, e problemas de qualidade têm sido mencionados por alguns participantes.</p>
<p>Com os embarques vagarosos dos suaves, e a concentração dos estoques em mãos fortes, os países consumidores não terão outra alternativa além de torrar o que estiver por perto. Triste, mais uma vez, que isto não impacte os certificados da ICE, que diferentemente do que eu tinha imaginado vão fechar 2011 acima de 1.5 milhões de sacas.</p>
<p>Enquanto isto novas estatísticas para a produção brasileira da safra de 2012/2013 continuam sendo divulgadas e nenhuma delas acredita em um número muito acima de 55 milhões de sacas. </p>
<p>Pouco resolve falarmos de fundamentos quando o macro dita o tom da música. </p>
<p>O fortalecimento da moeda americana, junto com uma figura técnica negativa para o café, e com os fundos colocando uma posição vendida nos seus livros, em nada ajudam o mercado a recuperar por ora, e com isto o nível de preço do final de 2011 está igual ao do fim de 2010.</p>
<p>Mas falar que a situação de disponibilidade de café é confortável e por isso empurra o mercado mais para baixo é exagero dos baixistas.</p>
<p>No ano que vem tem mais caros leitores. </p>
<p>Aproveito este último relatório de 2011 para desejar a todos vocês um Natal harmonioso e um excelente 2012, repleto de saúde e sucesso.</p>
<p>Obrigado por nos acompanhar por mais um ano.</p>
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		<title>CAFÉ &#8211; Rodrigo Costa</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 05:06:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Café]]></category>

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		<description><![CDATA[Físico calmo e futuro indefinido As agências de classificação de risco, que tantas críticas sofreram por não terem avaliado propriamente a situação das instituições em 2008, têm se mostrado mais ativas neste ano. Uma delas nesta semana além de rebaixar notas de alguns bancos europeus, também ameaçou diversos países da União Europeia em colocá-los em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Físico calmo e futuro indefinido</strong></h2>
<p>As agências de classificação de risco, que tantas críticas sofreram por não terem avaliado propriamente a situação das instituições em 2008, têm se mostrado mais ativas neste ano. Uma delas nesta semana além de rebaixar notas de alguns bancos europeus, também ameaçou diversos países da União Europeia em colocá-los em revisão-negativa.</p>
<p>Os mercados acionários entretanto se contentaram com as medidas do Banco Central Europeu em prover crédito ilimitado durante 36 meses para os bancos da zona do Euro, cortar o requerimento de reservas bancárias em 1% e incrementar o número de ativos aceitos como colateral para empréstimos cedidos pelo próprio BCE. </p>
<p>Os índices das commodities por outro lado cederam nos últimos cinco dias, pesando com o desempenho negativo de 7.45% do gás-natural, 6.33% do trigo, 4.63% do cacau, e 4.31 do suco de laranja. Na verdade dos componentes do CRB só o níquel subiu na semana.</p>
<p>O café em Nova Iorque não saiu de dentro do intervalo entre US$ 225 e US$ 240 centavos, mais uma vez devolvendo ganhos de uma sessão para a outra, com volumes negociados relativamente baixos.</p>
<p>Com a proximidade das festas do final de ano, com diversos jantares e comemorações acontecendo, e uma movimentação fraca nas origens, nos dá a impressão de que as necessidades de compras e vendas no mercado físico estão equalizadas para as próximas semanas.</p>
<p>A divulgação das exportações brasileiras de 2,99 milhões de sacas em novembro, geraram mais uma rodada de discussões com relação ao tamanho da safra-corrente, e por consequência do potencial da seguinte. Os baixistas apontam para o fato dos embarques nos cinco primeiros meses do atual ano safra serem o 2º maior da história, acima inclusive de Jul-Nov de 2002. </p>
<p>Os altistas contra argumentam que o volume alto exportado até agora, tornará ainda mais apertado o quadro na primeira metade de 2012, já que as exportações cairão muito. Apenas para referência, na safra 02/03 o país exportou 29.49 milhões de sacas, número que se repetido não causa sobras significativas.</p>
<p>Outro país que deve exportar bastante é o Vietnã, que em dezembro deve embarcar algo próximo de 2.5 milhões de sacas.</p>
<p>Do lado dos suaves os números absolutos de exportação ficam pequenos, ainda que percentualmente o incremento de um ano a outro seja grande, como por exemplo Honduras, que no mês passado embarcou 123 mil sacas, bem mais do que os 40 mil exportados no ano anterior. </p>
<p>A Colômbia deve decepcionar mais uma vez, com a produção de 11/12 eventualmente nem chegando à casa dos 8 milhões de sacas. </p>
<p>Como o amigo leitor pode notar, não há muito a ser falado de novo. Embora as commodities tenham aparentemente descolado um pouco do movimento de outros ativos de risco, creio que inevitavelmente o macro continuará influenciando.</p>
<p>Tecnicamente o mercado está vacilando demais para subir, mesmo com fundos montando uma pequena posição comprada, o que não é muito animador. Mesmo assim os US$ 220 centavos continuam intactos, e o Euro, sabe-se lá o porquê, tem se mantido firme. </p>
<p>Portanto, ficar vendido não parece uma posição confortável.</p>
<p>Uma ótima semana e muito bons negócios para todos.</p>
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		<title>CAFÉ &#8211; Rodrigo Costa</title>
		<link>http://www.agroblog.com.br/cafe/equilibrio-ameacado/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 05:24:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Café]]></category>

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		<description><![CDATA[Equilíbrio ameaçado As compras desenfreadas dos americanos durante o final de semana pós Thanksgiving (Ação de Graças), junto com a reunião dos ministros da economia dos países da zona do euro que aconteceu na terça-feira, e rumores de ajuda do FMI, fez com que os mercados acionários iniciassem a semana em forte alta &#8211; ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Equilíbrio ameaçado</strong></h2>
<p>As compras desenfreadas dos americanos durante o final de semana pós Thanksgiving (Ação de Graças), junto com a reunião dos ministros da economia dos países da zona do euro que aconteceu na terça-feira, e rumores de ajuda do FMI, fez com que os mercados acionários iniciassem a semana em forte alta &#8211; ainda que na prática nenhum plano ou operação tenha sido confirmado na Europa.</p>
<p>Então na quarta-feira um fato concreto ajudou os investidores a crer que os líderes dos países &#8220;desenvolvidos&#8221; estão se esforçando para juntos encontrarem um caminho que amenize a crise. A medida tomada em conjunto entre os bancos centrais dos Estados Unidos, Europa, Japão, Inglaterra, Suiça e Canadá, em diminuir a taxa de swap em 50 pontos básicos a partir do dia 5 de dezembro, na prática barateia o custo de tomar empréstimos em dólar, em um momento que há sede por dólares americanos. No fim não há uma mudança estrutural, pois estão tratando os sintomas da doença apenas.</p>
<p>De qualquer forma o resultado foi uma forte alta dos índices de ações entre 7% e 10% em cinco dias, enquanto os índices das commodities subiram entre 2.65% e 3.21%.</p>
<p>O café também tentou pegar carona no ânimo, mas falhou tecnicamente em romper os US$ 240 centavos por libra e encerrou a semana com queda de US$ 4 por saca na bolsa de Nova Iorque. Por outro lado São Paulo ganhou US$ 3.80 por saca e Londres subiu US$ 3.24 por saca.</p>
<p>Os participantes internacionais do mercado de café têm sido céticos com notícias do Brasil que apontam uma próxima safra abaixo de 55 milhões de sacas. </p>
<p>Eu acho que entre alguns motivos, a previsão de uma safra 12/13 que poderia ser maior do que 60 milhões de sacas, segundo vários analistas, fez com que a bolsa tenha caído para o intervalo de negociação entre 220 e 240 centavos. Desta forma se há ajustes a serem feitos que reduzam o potencial da safra, que parece ter acontecido por conta de uma fixação da florada menor do que esperada dado dias frios da primavera, o mercado futuro em algum momento vai ter que refletir isto. </p>
<p>Escrevemos neste espaço algumas vezes que mesmo que a safra fosse de 60 milhões de sacas o volume não seria excessivo, mas apenas serviria para compor parcialmente os estoques para uma 13/14 safra menor. O quadro simplesmente sairia de um aperto que estamos vivendo para um equilíbrio, frágil por sinal. Se de fato a safra 12/13 for 5 a 7 milhões de sacas menor do que o esperado, não gerará excedente necessário para o próximo ciclo de baixa, ou seja os preços devem voltar a subir. O problema é que de fato o número final só será sabido ao fim do ano safra, quando o volume exportado mais o volume consumido forem computados, e talvez o que seja mais chato é que a bolsa de Nova Iorque ainda tem os malditos certificados servindo de âncora, o que não deixa os preços &#8220;livres&#8221; para refletir completamente a situação do físico.</p>
<p>Os altistas adoraram as revisões divulgadas na semana, claro. Já os baixistas dizem que da mesma forma que eram exageradas estatísticas para uma produção muito maior do que 60 milhões de sacas, agora se exagera dizendo ser próxima de 50 milhões. Os mais comedidos querem aguardar fevereiro e março de 2012 para emitirem sua opinião, e estes podem ser ajudados pela bolsa estar disfuncional no momento.</p>
<p>Talvez teimosamente dado o quadro de equilíbrio de oferta e demanda, e incertezas quanto a uma &#8220;bumper-crop&#8221; (super-safra) em 12/13, acho arriscado estar vendido neste mercado. Como o real recuperou, e o nível de vendas de origens não será nada assustador, a continuação da maré de otimismo no cenário macroeconômico pode dar uma força para que Nova Iorque volte acima de US$ 250 centavos.</p>
<p>Uma ótima semana e muito bons negócios para todos.</p>
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		<title>CAFÉ &#8211; Rodrigo Costa</title>
		<link>http://www.agroblog.com.br/cafe/risco-sistemico-e-diminuicao-de-contratos/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 04:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Café]]></category>

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		<description><![CDATA[Risco-sistêmico e diminuição de contratos Em primeiro lugar gostaria de agradecer aos e-mails e ligações de leitores desejando melhoras da pneumonia que tive. Muito obrigado! Desde meu último comentário, do dia 12 de novembro, experimentamos uma queda de ativos de risco e um fortalecimento do dólar americano. Os motivos por trás do movimento, que entre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Risco-sistêmico e diminuição de contratos</strong></h2>
<p>Em primeiro lugar gostaria de agradecer aos e-mails e ligações de leitores desejando melhoras da pneumonia que tive. Muito obrigado!</p>
<p>Desde meu último comentário, do dia 12 de novembro, experimentamos uma queda de ativos de risco e um fortalecimento do dólar americano.</p>
<p>Os motivos por trás do movimento, que entre os dias 1 e 22 de novembro varreu 3.3 trilhões de dólares nos mercados acionários ao redor do mundo, giraram em torno dos problemas das dívidas soberanas na Europa e nos Estados Unidos. Vale notar que até mesmo a Alemanha, economia mais forte do bloco europeu, teve dificuldades em vender seus &#8220;bonds&#8221; nesta semana (apenas 65% da oferta encontrou compradores).</p>
<p>Os problemas do sul da Europa continuam incomodando a todos, sendo que agora a Espanha está com uma taxa de risco maior do que da Grécia e de Portugal.</p>
<p>Para constar, os principais índices acionários caíram entre 7% e 10% em duas semanas, enquanto o CRB, DJUBS e SPGSCI cederam em torno de 4.5%.</p>
<p>O café em Nova Iorque ensaiou uma alta na semana do feriado brasileiro, mas não conseguiu sustentar e com isso tem se mantido dentro do mesmo intervalo de preço de algum tempo. Londres tem encontrado algum suporte nas quedas, e São Paulo sofreu um pouco mais a influência do enfraquecimento do Real.</p>
<p>No mercado físico a longa espera dos torradores por diferenciais mais baixos tem feito com que alguns se vejam forçados a pagar os preços atuais sob o risco de ficarem com uma cobertura menor do que o mínimo aceitável. Foram reportados negócios com volumes razoáveis para embarque de agora até o final de 2012. É verdade dizer que os diferenciais já estiveram mais caros, principalmente se olharmos para os cafés não-brasileiros, de forma que a estratégia não foi totalmente errada.</p>
<p>A procura um pouco melhor, que em teoria poderia puxar os preços, não está provocando um encarecimento do terminal e do físico em função do dólar estar subindo. </p>
<p>As exportações brasileiras do mês de novembro caminham para um total de 3 milhões de sacas, corroborando para a teoria de que a firmeza do mercado interno no Brasil também tinha uma relação com a necessidade de cobertura de quem estava vendido.</p>
<p>O relatório semianual do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) sobre o Brasil, divulgado recentemente, apontou que a safra 11/12 deve ser de 49.2 milhões de sacas, ou 5.3 milhões de sacas a menos do que a safra 10/11. As exportações do país para o ciclo corrente são estimadas em 29 milhões de sacas. Segundo o órgão os estoques de passagem em julho último estavam em 3.38 milhões de sacas, e o custo de produção em 2010 (apurado dia 30 de novembro) na região de Guaxupé foi de R$ 309.38 por saca (considerando uma produtividade de 30 sacas por hectare).</p>
<p>Novos relatórios sobre outras origens serão divulgados, mas enquanto isto fontes colombianas confirmam a expectativa do mercado de que Colômbia não produza mais de 8.5 milhões de sacas no ano-safra 11/12. Por outro lado um dos destaques de crescimento de produção é Honduras, que deve produzir um recorde de 4.6 milhões de sacas neste ano.</p>
<p>De volta ao mercado futuro, o número de contratos em aberto está no menor patamar desde o final de 2009, com um total de 98,272 lotes na última quinta-feira. </p>
<p>Creio que os motivos para isto são os seguintes (não necessariamente nesta ordem): a volatilidade alta da bolsa; o descolamento dos diferenciais de arábica; a composição do estoque certificado e as re-certificações observadas; e finalmente uma desconfiança no sistema depois da concordata da MF Global que tornou indisponível o dinheiro de vários participantes que supostamente deveriam estar protegidos. </p>
<p>Um dos maiores atrativos de se usar contratos em bolsa é não ter risco de contraparte tendo a garantia da segregação das margens depositadas. Infelizmente o episódio da bancarrota da MF provou que há uma falha séria do sistema, o que fez inclusive com que alguns participantes tenham sido obrigados a fechar as portas e não pagar fornecedores por terem visto desaparecer seu dinheiro usado para gerenciar suas posições de hedge. É lamentável.</p>
<p>Uma continuação da firmeza da moeda americana pode empurrar as cotações mais para baixo, sendo que continuo crendo em um suporte forte próximo dos US$ 220 centavos por libra na ICE.</p>
<p>Uma ótima semana e muito bons negócios para todos.</p>
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		<title>CAFÉ &#8211; Rodrigo Costa</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 04:58:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Café]]></category>

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		<description><![CDATA[Variações do mesmo tema O sobe e desce das bolsas permanece sendo influenciado por rumores ou notícias dos novos capítulos da infindável crise na Europa. Nesta semana a Itália ganhou destaque do noticiário depois que o primeiro-ministro Silvio Berlusconi ratificou que renunciaria tão logo o parlamento aprovasse medidas de reformas econômicas no país. E assim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Variações do mesmo tema</strong></h2>
<p>O sobe e desce das bolsas permanece sendo influenciado por rumores ou notícias dos novos capítulos da infindável crise na Europa.</p>
<p>Nesta semana a Itália ganhou destaque do noticiário depois que o primeiro-ministro Silvio Berlusconi ratificou que renunciaria tão logo o parlamento aprovasse medidas de reformas econômicas no país. </p>
<p>E assim o fez! </p>
<p>O plano aprovado tenta estimular a economia ao mesmo tempo em que tenta conter a dívida do país – que é maior do que a somatória das dividas de Grécia, Espanha, Portugal e Irlanda juntos (2.6 trilhões de dólares).</p>
<p>Vale mencionar que os títulos de 10 anos italianos negociaram acima de 7%, patamar que desencadeou pacotes de ajudas para Grécia, Irlanda e Portugal.</p>
<p>No fim os investidores se acalmaram, talvez por estarem cansados do lengalenga, e os principais índices de ações fecharam com uma leve alta.</p>
<p>Os índices das commodities também não encerraram os últimos cinco dias muito diferente, muito embora isoladamente tivemos altas nos mercados de energia, e queda dos grãos. </p>
<p>O café conseguiu subir US$ 4.96 por saca na ICE e US$ 2.34 por saca na LIFFE. BM&#038;F sofreu uma queda de US$ 3.10 por saca, enfraquecendo a arbitragem.</p>
<p>De novidade temos o velho certificado se tornando novo e fazendo com que os estoques da bolsa voltem a subir. A atividade no mercado “spot” foi um pouco melhor com torradores comprando os arábicas baratos que conseguem encontrar – que, diga-se de passagem, não são muitos (de safras recentes). </p>
<p>No Vietnã próximo de 20% da safra foi colhida, entretanto parece que os primeiros cafés que chegarão ao mercado serão entregues para alguns que estão esperando receber o produto há alguns meses&#8230;</p>
<p>Números de oferta e demanda foram divulgados por algumas fontes durante a semana, e podemos perceber que por ora a demanda não está se mostrando fraca (embora alguns digam que há uma recomposição dos estoques). Do lado da oferta muitos começam a revisar os números da próxima safra brasileira para baixo, em torno de 5% a menos do que originalmente imaginado. Enquanto isto na Indonésia e na Índia tudo indica que as safras serão maiores.</p>
<p>Em geral o &#8220;pipeline&#8221; está relativamente enxuto, principalmente de cafés de qualidade. Os torradores não devem mudar seu comportamento de comprar da mão-para-a-boca, principalmente com a chegada de cafés da América Central e Colômbia, e com os preços altos dos cafés brasileiros.</p>
<p>Uma queda forte do terminal parece que só acontecerá com uma firmeza grande do dólar americano. Já a alta parece ser menos difícil, muito embora sonhar com os US$ 300 centavos por libra novamente parece ser apenas isto, um sonho.</p>
<p>Uma ótima semana e muito bons negócios para todos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>CAFÉ &#8211; Rodrigo Costa</title>
		<link>http://www.agroblog.com.br/cafe/a-ilusao-da-queda-dos-certificados/</link>
		<comments>http://www.agroblog.com.br/cafe/a-ilusao-da-queda-dos-certificados/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 17:06:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Café]]></category>

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		<description><![CDATA[A ilusão da &#8220;queda&#8221; dos certificados O &#8220;Papandemonium&#8221; criado por uma quase-consulta aos eleitores gregos, surpreendeu os líderes da Europa e causou uma queda das bolsas de ações. A concordata de uma corretora internacional também inflamou os nervos, e gerou desconfiança de investidores sobre outras instituições financeiras. Os ganhos do índice S&#038;P em outubro que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>A ilusão da &#8220;queda&#8221; dos certificados</strong></h2>
<p>O &#8220;Papandemonium&#8221; criado por uma quase-consulta aos eleitores gregos, surpreendeu os líderes da Europa e causou uma queda das bolsas de ações.</p>
<p>A concordata de uma corretora internacional também inflamou os nervos, e gerou desconfiança de investidores sobre outras instituições financeiras.</p>
<p>Os ganhos do índice S&#038;P em outubro que foram os melhores (em um mês) desde 1974 logo perderam o brilho frente a novas turbulências.</p>
<p>A crise de confiança se espalha por outros setores, e a sensação de desproteção é enorme quando se ouve falar que fundos de clientes que pela lei teriam de ser segregados podem ter sido perdidos. Mais uma vez reguladores mostram o quão difícil é supervisionar o mercados. Imaginem então como devem ser os controles sobre os super-computadores que muitas vezes negociam até 70% do volume diário de alguns ativos&#8230;</p>
<p>Para piorar o cenário, os negociadores de commodities vêem falhas em alguns contratos que prejudicam a revelação apropriada dos preços, o que cria uma referência pobre para os hedgers em geral. Exemplo disto é o que tem acontecido com os certificados na ICE, que tiveram uma queda grande nas últimas semanas (dando a impressão de maior utilização de café), para recentemente provavelmente os mesmos cafés estarem se alinhando para serem (re)classificados. A aprovação de &#8220;novas&#8221; classificações rejuvenesce o café via a data que é aprovado. Na LIFFE quem tem recebido o contrato de novembro e tenta retirar cafés dos armazéns, tem passado a experiência da limitação do volume diário de carregamento dos armazéns, causando longa espera para receber o produto que precisa ser torrado (e enquanto isto obviamente os custos de armazenagem continuam sendo aplicados).</p>
<p>Ajustes em ambos os contratos precisam ser feitos para não privilegiar alguns em detrimento de tantos outros participantes – o problema da recertificação no &#8220;C&#8221; parece que vai ser resolvido com a mudança de algumas regras que entram em vigor a partir do contrato de março de 2013. Para o momento fica mais difícil a tarefa dos traders em descontar o fundamento de tecnicalidades.</p>
<p>O arábica em Nova Iorque fechou a semana com perda de US$ 6.55 por saca, enquanto em São Paulo ficou de lado, fazendo com que a arbitragem firmasse para US$ 17 centavos positivos &#8211; ou seja o café brasileiro entregável na BM&#038;F está US$ 22.49 por saca mais caro do que os suaves entregáveis na ICE. O robusta em Londres perdeu US$ 5.64 por saca, e a confusão da desova nos armazéns firmaram os diferenciais no spot.</p>
<p>No Brasil a movimentação do físico não foi de todo o ruim, em uma mistura de antecipação do fim do PIS/COFINS, cobertura de diferenciais por parte dos que estão vendidos, produtores equalizando vendas para não pagar tanto IR referente a 2011, e uma corrente de altistas que acreditam que o que está caro ficará ainda mais caro. </p>
<p>Eu tenho a impressão que o encarecimento dos diferenciais que todos esperam acontecer no primeiro trimestre do ano está sendo antecipado pelos fatores mencionados no parágrafo anterior, ou seja, creio que no começo do ano veremos o terminal subir e os diferenciais enfraquecer. Isto não significa dizer que os cafés finos voltem a negociar a níveis negativos como alguns desejam, mas acredito que não devem se manter nos atuais patamares.</p>
<p>Desta forma me parece que a bolsa continua dando uma boa oportunidade de compra, apesar das deficiências provocadas pelos certificados.</p>
<p>Uma ótima semana e muito bons negócios para todos.</p>
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		<title>CAFÉ &#8211; Rodrigo Costa</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Oct 2011 05:34:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Café]]></category>

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		<description><![CDATA[Café não aproveita o macro positivo Pronto, tudo resolvido na Europa: os detentores das dívidas gregas receberão apenas 50% do valor de face dos títulos que detém, e a pressão agora aumenta para que Itália e Espanha façam a lição de casa. Fácil, não é?! Yeah, right! Ainda que não exista uma resolução que resolva [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Café não aproveita o macro positivo</strong></h2>
<p>Pronto, tudo resolvido na Europa: os detentores das dívidas gregas receberão apenas 50% do valor de face dos títulos que detém, e a pressão agora aumenta para que Itália e Espanha façam a lição de casa. Fácil, não é?! Yeah, right!</p>
<p>Ainda que não exista uma resolução que resolva os problemas rapidamente, parece que os políticos da zona do Euro estão se esforçando para acertar ao menos o rumo, evitando (momentaneamente) o colapso da moeda comum e uma derrocada do setor financeiro.</p>
<p>Do outro lado do Atlântico os Estados Unidos colocam as esperanças em uma eventual ameaça de troca de partido (e presidente) na próxima eleição, já que esquerda e direita não conseguem convergir em pontos que possam ajudar a economia (e o cidadão). Os protestos locais, com o mais &#8220;famoso&#8221; chamado &#8220;Ocupem Wall Street&#8221;, nada mais é do que uma reunião de pessoas que (infelizmente) sem perspectivas comem &#8220;donuts&#8217; juntos duas vezes ao dia. Os manifestantes não tem uma agenda com propostas, e também não tem apoio político para promover algo mais. Com a chegada do frio este pessoal deve voltar para casa logo.</p>
<p>As bolsas de ações subiram forte nos últimos cinco dias com as notícias da Europa e com a divulgação do crescimento de 2.5% do PIB americano no terceiro trimestre do ano, melhor do que os 1.3% do trimestre anterior.</p>
<p>Os índices de commodities também tiveram um forte desempenho, liderados pelos metais e energia. O patinho feio foi justamente o café, que perdeu US$ 12,83 por saca em Nova Iorque. A BM&#038;F perdeu apenas US$ 3.70 por saca, trazendo a arbitragem para US$ 12.20 positivos (São Paulo mais caro do que os &#8220;suaves&#8221; na ICE).</p>
<p>Os participantes têm se assustado com a volatilidade do mercado, sofrendo oscilações diárias entre US$ 4 e quase US$ 20 centavos por libra-peso. Os fundos bem que tentaram dar uma ajuda aos altistas recomprando boa parte da sua posição vendida, mas segundo o COT (relatório de posicionamento dos traders) os comerciais aproveitaram para vender, o que parcialmente se explica pela movimentação do físico.</p>
<p>O mercado local brasileiro viu um pouco mais de café fluindo, mas não a diferenciais que sejam compatíveis com o mercado FOB (este último nominal). Isto nos faz crer que a atividade tem mais a ver com uma dolorosa cobertura de diferenciai (em maior parte) e de coragem de alguns agentes em comprar o físico apostando em uma recuperação dos terminais.</p>
<p>Um torrador italiano disse durante a semana que a bolsa deve cair para baixo de US$ 200.00 centavos por libra, apontando para uma safra brasileira mais baixa do que a maioria &#8211; 55 milhões de sacas &#8211; não entendi muito bem. Um influente &#8220;dealer&#8221; comentou em seu relatório sobre uma retração da demanda na Europa, um dado preocupante, mas que precisa de mais detalhes para uma melhor análise.</p>
<p>Como nosso caro leitor pode perceber, não há muitas coisas novas para falarmos. O mercado internacional neste momento parece estar descontando a perspectiva de uma safra grande brasileira, assim como aguarda a chegada de café de outras origens. A percepção de muitos é de que a cobertura do torrador nos principais mercados consumidores está longe de confortável, o que logo pode se traduzir em uma onda de compra dos mesmos.</p>
<p>Por ora parece que o intervalo de negociação do &#8220;C&#8221; ficará entre 230 e 270, sendo que provavelmente a visita ao ponto mais alto deva apenas ocorrer no primeiro trimestre de 2012.</p>
<p>Uma ótima semana e muito bons negócios para todos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>CAFÉ &#8211; Rodrigo Costa</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Oct 2011 05:27:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Café]]></category>

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		<description><![CDATA[Há café, &#8220;pero no mucho&#8221;&#8230; O jogo do quente-e-frio continua na zona do Euro, trazendo reflexo imediato aos mercados de risco ao redor do mundo. A semana começou com a Alemanha dizendo que uma solução para a crise de débito soberano da União Europeia está longe de ser resolvida &#8211; nada de novo até aqui [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Há café, &#8220;pero no mucho&#8221;&#8230;</strong></h2>
<p>O jogo do quente-e-frio continua na zona do Euro, trazendo reflexo imediato aos mercados de risco ao redor do mundo.</p>
<p>A semana começou com a Alemanha dizendo que uma solução para a crise de débito soberano da União Europeia está longe de ser resolvida &#8211; nada de novo até aqui &#8211; entretanto como os otimistas têm comprado os mercados apostando em uma recuperação, a reação foi negativa com um recuo das bolsas. </p>
<p>Dizem que um otimista nada mais é do que um pessimista mal informado&#8230;</p>
<p>A agência de risco Moody’s alertou a França sobre uma eventual diminuição na nota da dívida do país, que neste instante está no topo. Os bancos franceses, principais financiadores dos mercados de commodities no mundo, são os que estão mais expostos à crise do sul da Europa, e com um possível aumento de reserva de capital (entre outros motivos), muitos estão colocando à venda parte dos seus ativos, incluindo aí o departamento de commodities &#8211; o que não ajuda em nada o Brasil e prejudica muito a África e Oriente Médio.</p>
<p>Medidas inócuas foram aprovadas pelo CFTC (órgão que regula os mercados futuros americanos) para imposição de limites aos fundos de investimento. A pressão é mais política do que técnica, dada a falta de prova do efeito perverso sugerido pelos democratas, e da incapacidade de supervisão do órgão no mercado de balcão, que pode voar para fora do território americano.</p>
<p>Por fim uma nova onda de ânimo fechou a semana com o início da reunião de seis dias dos principais líderes da Europa, e rumores circulando sobre um novo mecanismo de 500 bilhões de Euros que pode ser acrescido ao atual plano de estabilização (EFSF) que tem 440 bilhões de Euros.</p>
<p>As bolsas de ações subiram pela terceira semana consecutiva nos Estados Unidos, enquanto na Europa as performances foram mistas e na Ásia negativas com um crescimento menor anunciado pela China.</p>
<p>Os principais índices de commodities cederam nos últimos cinco dias, entretanto o café em Nova Iorque conseguiu fechar com ganhos depois da forte alta na sexta-feira.</p>
<p>Chuvas fortes, e praticamente ininterruptas na região produtora de cafés-suaves da América Latina parecem não apenas terem afetado a questão de infraestrutura como também estarem provocando perdas (que alguns estimam poder atingir até 1 milhão de sacas de 60 quilos). Para causar ainda mais ansiedade aos que precisam colocar compras nos livros, no Vietnã o tempo úmido tem causado transtornos e demora no fluxo de café, ainda que não se fale em perdas por ora.</p>
<p>Com o atraso na entrada da safra-nova dos produtores das regiões mencionadas acima, e com a manutenção dos diferenciais do café brasileiro em níveis historicamente altos, os certificados da ICE voltam a atrair mais interesse e com isso caíram quase 80 mil sacas desde o nosso último comentário. Em tempo o estoque está no menor patamar desde 15 de março de 2000. Os estoques da LIFFE também caíram 293 mil sacas entre os dias 3 e 17 de outubro, mas ainda há 5.84 milhões de sacas disponíveis.</p>
<p>Agências de notícias têm divulgado opiniões de cooperativas brasileiras e analistas que apontam uma florada espetacular, e algumas estimativas de que a produção para a safra 12/13 possa ser entre 57 e 65 milhões de sacas. Enquanto isso na Ásia a expectativa é que o Vietnã produza mais de 22 milhões de sacas do grão. Do outro lado da equação a demanda parece estar se recuperando, algo esperado com a chegada do frio no hemisfério Norte. </p>
<p>Ainda que safras grandes se confirmem para as duas principais origens produtoras, não há um sentimento de tranquilidade em termos de abastecimento. Prova disto é o maior torrador do mundo dizer que os preços do café devem continuar altos, e preocupados com o abastecimento no longo-prazo prometem distribuir mudas de café conillon no Espírito Santo &#8211; algo que já é feito em outros países produtores.</p>
<p>Em resumo, continuaremos vendo o café ser influenciado pelo movimento macroeconômico, e uma alteração forte do dólar pode sem dúvida evitar uma continuação da alta. Porém o quadro fundamental está em equilíbrio, e embora as perspectivas de safras tenham aumentado, não há uma folga confortável para acreditarmos em quedas abaixo de US$ 220 centavos por libra em Nova Iorque.</p>
<p>Uma ótima semana e muito bons negócios para todos.</p>
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		<title>CAFÉ &#8211; Rodrigo Costa</title>
		<link>http://www.agroblog.com.br/cafe/voltando-para-dentro-do-intervalo-de-240270/</link>
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		<pubDate>Mon, 17 Oct 2011 04:31:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Café]]></category>

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		<description><![CDATA[Voltando para dentro do intervalo de 240/270 As bolsas de ações tiveram um desempenho robusto na semana, com ganhos entre 2% e 8% nos principais pregões do mundo. O motivo para a recuperação veio mais uma vez da Europa, com os seus líderes desenhando estratégias para demonstrar ao mercado que os bancos da região serão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Voltando para dentro do intervalo de 240/270</strong></h2>
<p>As bolsas de ações tiveram um desempenho robusto na semana, com ganhos entre 2% e 8% nos principais pregões do mundo. </p>
<p>O motivo para a recuperação veio mais uma vez da Europa, com os seus líderes desenhando estratégias para demonstrar ao mercado que os bancos da região serão de alguma forma ajudados.</p>
<p>O inevitável calote da Grécia está prestes a acontecer de fato, não com este nome horroroso, é claro, mas através de um desconto dos títulos do país que pode chegar a até 60%. A idéia por trás do plano é evitar que os seguros (CDS) sejam acionados, o que sangraria ainda mais o sistema financeiro.</p>
<p>Com a diminuição do medo do investidor o dólar perdeu força e o índice CRB das commodities subiu 4.50% nos últimos cinco dias.</p>
<p>O café depois de apanhar feio na semana retrasada conseguiu sair das mínimas recentes, dando a impressão que o nível de US$ 220.00 centavos por libra em Nova Iorque será um suporte forte e improvável de ser rompido &#8211; a não ser que o câmbio desvalorize para R$ 2.00.</p>
<p>A subida de US$ 20.11 por saca em Nova Iorque foi parcialmente seguida por São Paulo, que teve uma alta de US$ 14.80, enquanto Londres firmou apenas US$ 3.18 por saca. Acredito que a arbitragem vai continuar enfraquecendo com a subida do &#8220;C&#8221; na mesma proporção que vimos, algo em torno de um terço &#8211; ou seja para cada US$ 15 centavos de ganho na ICE a BM&#038;F vai subir US$ 10 centavos , diminuindo assim o diferencial positivo para o café do Brasil. Por outro lado acho improvável a arbitragem voltar à território negativo até o fim do ano, isto porquê também não creio que NY tenha força para ir muito acima de US$ 280 centavos.</p>
<p>O encarecimento do café do Brasil praticamente tira o país do mercado, que se volta para a safra nova de Colômbia, Vietnã e de outros países da América Central. No mercado &#8220;spot&#8221; falta café fino brasileiro, e mesmo que a contragosto os torradores acabam tendo de comprar alguns suaves que não trazem boas lembranças a eles.</p>
<p>A organização internacional do café, OIC, divulgou na semana sua estimativa da produção de 2010/2011, 133.6 milhões de sacas. Com um consumo estimado em 135 milhões de sacas para o ano de 2010, e uma safra brasileira menor, o déficit deve estar por volta de 5 milhões de sacas no atual ano-safra 2011/2012. Lembrando que a estatística da entidade é alimentada por números fornecidos por seus associados.</p>
<p>Os volumes negociados na bolsa melhoraram com a subida dos preços, e os fundos que estavam vendidos em 10,895 contratos na terça-feira dia 11 de outubro, devem ter liquidado apenas uns 1,500 lotes até a sexta-feira, o que é pouco e dá munição para a continuação do rally.</p>
<p>Sendo assim podemos esperar mais altas, e caso os investidores não voltem a ter medo do fim do mundo, creio que ficaremos dentro do intervalo de negociação entre 240 e 270 centavos por algum tempo &#8211; níveis que sugeri nas minhas apresentações em alguns seminários desde março último.</p>
<p>Uma ótima semana e muito bons negócios para todos.</p>
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		<title>CAFÉ &#8211; Rodrigo Costa</title>
		<link>http://www.agroblog.com.br/cafe/florada-com-percepcao-distinta-entre-participantes/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Oct 2011 06:04:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Café]]></category>

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		<description><![CDATA[Florada com percepção distinta entre participantes Os bancos centrais das principais economias declararam durante a semana que tomarão medidas para estimular o crescimento (EUA) e também para garantir recursos necessários para recapitalizar os bancos que estão frágeis (zona do Euro). As notícias foram recebidas com alívio pelo mercado financeiro e as bolsas fecharam com alta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Florada com percepção distinta entre participantes</strong></h2>
<p>Os bancos centrais das principais economias declararam durante a semana que tomarão medidas para estimular o crescimento (EUA) e também para garantir recursos necessários para recapitalizar os bancos que estão frágeis (zona do Euro).</p>
<p>As notícias foram recebidas com alívio pelo mercado financeiro e as bolsas fecharam com alta entre 2% e 4%, com exceção de alguns emergentes e do Japão.</p>
<p>O corte na nota da dívida de Itália e Espanha por duas agências de risco não conseguiu atrapalhar a recuperação provocada pela &#8220;rede&#8221; de proteção que se desenha mais uma vez à custa dos principais governos. A solução, embora criticada por muitos pela falta de cuidado que alguns bancos tiveram em financiar papéis que deveriam ter custado mais barato, parece ser menos dolorosa do que deixar quebrar alguma grande instituição financeira &#8211; ainda que esta opinião não seja compartilhada por todos.</p>
<p>Os índices das commodities conseguiram subir também nos últimos cinco dias liderados pelos ganhos de metais, e energia (menos o gás natural), e entre os poucos produtos que caíram o café foi um deles.</p>
<p>O movimento negativo do nosso mercado aconteceu basicamente na sexta-feira, um dia depois de Nova Iorque subir respondendo também à valorização da moeda brasileira. A queda no último dia da semana foi preocupante para os altistas não apenas pela sua magnitude, mas pelo baixo volume negociado, e pela divulgação do relatório de posicionamento dos &#8220;traders&#8221; (COT) que mostrou o quão pouco a indústria tem comprado o arábica.</p>
<p>As agências de notícias culpam a chuva e a florada no Brasil pela baixa, e talvez possamos complementar dizendo que há um pouco mais de oferta de negócios de cafés suaves aparecendo. Ratificações de incremento de área plantada em alguns países da África, assim como um crescimento de produção de Honduras e uma potencial safra grande brasileira, pode também ter contribuído para que fundos continuem não querendo comprar o terminal. Em função da redução da posição comprada dos &#8220;non-commercials&#8221;, o volume bruto-comprado deles está há menos de mil lotes do menor nível que se tem em registro para o relatório do CFTC. Entretanto o que de fato vai dar uma alavanca de recuperação para este mercado é o aumento da posição vendida destes participantes, misturado com uma estabilização da figura técnica (gráfico), para que então possamos ver os diferenciais ficarem mais próximos do &#8220;normal&#8221;.</p>
<p>Como assim normal? De uma semana para outra enquanto o &#8220;C&#8221; caiu US$ 6.02 por saca, a BM&#038;F subiu US$ 8.25 por saca, fazendo com que a arbitragem entre os dois mercados encerrasse o período com US$ 14.31 centavos por libra positivo, ou em outras palavras o natural brasileiro entregue na bolsa de São Paulo vale mais do que qualquer outro café-lavado entregue na bolsa de Nova Iorque (incluindo é claro o colombiano). Ou seja, enquanto o mundo acha negativa a notícia da florada no Brasil, os produtores brasileiros não acham, pois neste momento não precisam vender o café que tem, e tão pouco têm a certeza de que a próxima safra já está garantida.</p>
<p>Para o café do tipo robusta rumores de atraso da safra de Vietnã ajudaram a manter o nível do terminal praticamente inalterado, ainda que os estoques certificados representem 44% do número de contratos em aberto, o maior nível desde novembro de 2009.</p>
<p>O gráfico semanal nos dá a impressão de podermos ver uma nova queda do contrato da ICE, algo que deixa poucas novas explicações para serem usadas caso isto de fato aconteça. Uma continuação da firmeza do Real pode eventualmente reverter o quadro. </p>
<p>Uma ótima semana e muito bons negócios para todos.</p>
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