03/setembro/2010 - sexta-feira
Coluna Semanal
O que pensam formadores de opinião e tomadores de decisão do agro
Recentemente, fiz o trabalho de comunicação para uma nova feira e congresso internacional de tecnologia e negócios na área do agro. Lá estiveram presentes executivos de grandes empresas do setor, como, por exemplo, Monsanto, Syngenta, Basf, Dow Agrosciences, Arysta, Nufarm, bem como lideranças setoriais – Andef, Sindag e Aenda -, além de consultores, tais como, o professor José Luiz Tejon da ESPM, uma sumidade em se tratando de comunicação e marketing no agronegócio.
Especialmente destinado a novas tecnologias e mercado para defensivos e fertilizantes, o evento também abordou outros temas cruciais para o agro, como, por exemplo, comunicação e sustentabilidade, o mote desta coluna. Nesta semana trago ao caro leitor os destaques do que pensam alguns dos principais formadores de opinião e tomadores de decisão do agro, que participaram do evento.
O presidente da Syngenta Proteção de Cultivos para América Latina e da CropLife América Latina, Antônio Carlos Guimarães, ressaltou que a região terá papel preponderante na produção de alimentos e que é preciso observar o produtor rural como o protagonista de todo o desenvolvimento.
O diretor-executivo da Andef, Eduardo Daher, correlacionou os ganhos de produtividade da agricultura brasileira nos últimos anos ao uso de defensivos, lembrando que a indústria investe em educação para o manejo correto dos produtos na lavoura e em novas fórmulas com foco na segurança alimentar.
A ineficiência logística custa ao Brasil US$ 4 bilhões ao ano, disse a consultora Elizabeth Chagas da E.C. Consultoria e Assessoria em Comércio Internacional. Segundo ela, a infraestrutura está muito concentrada no Sul e Sudeste e é preciso criar alternativas de escoamento pelo Norte.
O vice-presidente da divisão de agro da Basf, Eduardo Leduc, afirmou que o produtor rural não pode ser tachado de vilão da sustentabilidade, essencialmente, pelo fato de que as lavouras e pastagens são protagonistas da produção de alimentos e do sequestro de carbono.
A gerente de sustentabilidade da Monsanto, Gabriela Burian, disse que avanços no tema passam pela construção de um discurso comum entre as diversas partes interessadas – os vários stakeholders – da sociedade. De produtores a empresas, passando pelo governo, mídia, chegando ao cidadão, ao consumidor.
O vice-presidente do Instituto Ethos, Paulo Itacarambi, defendeu uma nova lógica de consumo, na qual clientes e fornecedores privilegiem produtos que agreguem valor – qualidade, respeito social, ambiental, segurança – e não só a competição baseada no preço.
O professor José Luiz Tejon, diretor do centro de estudos do agronegócio da ESPM, salientou que o agro caminha para um processo de descomoditização. De acordo com ele, processo e origem da matéria-prima emergem como diferenciais competitivos.
O presidente para América Latina da Nufarm Indústria Química, Valdemar Fischer, assinalou que o Brasil caminha para se tornar o maior mercado mundial de agroquímicos em um prazo de no máximo dois anos.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do código penal. Conheça a Lei 9610.
















