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01/julho/2011 - sexta-feira

Coluna Semanal

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COMUNICAÇÃO RURAL – Ronaldo Luiz

Credibilidade das organizações de proteção ao meio ambiente é alta entre a população

 
Bombeiros (1º); carteiros e professores do ensino fundamental e médio (2º); médicos (3º); exército (4º) e organizações de proteção ao meio ambiente (5º). Estes são os profissionais e as entidades com mais credibilidade entre a população brasileira e em mais 14 países da Europa, além de Colômbia, EUA, Índia e Turquia. Foi o que apontou estudo realizado pela GfK, 4º maior grupo mundial de pesquisa de mercado, entre os meses de março e abril deste ano.
 
De acordo com a pesquisa, a categoria dos bombeiros apresenta um índice de credibilidade de 97% entre os brasileiros e de 94% na média geral de todos os países. O governador Sérgio Cabral não deve ter tido acesso a este levantamento antes de fazer o que fez. Bem, na 2ª posição, com 91% das menções, aparecem carteiros e professores do ensino fundamental e médio no Brasil. Na 3ª posição estão os médicos com um índice de credibilidade de 90%. O Exército, por sua vez, aparece na 4ª posição, com um índice de 88%.
 
Chama atenção o fato de que, excetuando-se, talvez os médicos, os outros três grupos de profissionais têm uma “aura ética de credibilidade” enorme, mas que não tem influência alguma na valorização financeira das respectivas categorias. As coisas estão invertidas mesmo.
 
Bem, outro ponto que salta aos olhos e que podemos estabelecer uma ligação direta com o agronegócio é que as organizações de proteção ao meio ambiente saltaram do 7º lugar na preferência das pessoas na pesquisa de 2010 para a 5ª posição no levantamento deste ano. As ONGs têm um índice de credibilidade de 82% no Brasil.
 
Infelizmente, o estudo não traz a categoria “produtor rural” ou o segmento “agronegócio”. Mas, acredito que o nível de confiança da população não seria tão alto quanto o dedicado às ONGs. Qual a mensagem que podemos extrair disso? Que o agronegócio precisa sim costurar uma aliança estratégica com as ONGs, a fim de melhorar sua credibilidade junto à população em geral.

Tarefa árdua. Diálogos de sucesso entre ambos são raros e nas tomadas de posicionamento e decisões prevalecem vaidade, emoção e ideologia em detrimento ao argumento técnico. Não se trata de polarizar a coisa, mas quem precisa “correr” atrás do prejuízo de imagem e reputação é o agro.
 
Os jornalistas ocupam a 7ª posição no ranking de credibilidade entre os brasileiros. Portanto, é outra categoria que merece atenção e tratamento especial do setor. Mãos à obra gente. Ah, antes que me esqueça. O leitor tem uma chance para apontar qual categoria ficou em último lugar, como a pior avaliada na média de todos os países pesquisados. Fácil, não é?!

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