20/abril/2012 - sexta-feira
Coluna Semanal
Comunicação também se faz com atitude
Em minha trajetória como repórter e editor de revistas segmentadas do agronegócio, por diversas vezes escrevi ou sugeri pautas que falassem sobre quão importante é a cadeia produtiva deste setor tomar a iniciativa de encarar seus desafios. Melhor dizendo, de se antecipar a qualquer situação que possa vir a ser um obstáculo. E no caso de muitas das possíveis barreiras, a comunicação desempenha papel fundamental, pois é ao mesmo tempo ferramenta é meio de captação e propagação de informações, além de uma plataforma para expor qualquer posicionamento que se queira.
Pois não é que neste exato momento está em curso uma movimentação que corresponde a tudo isso? Entre os dias 13 e 22 de junho acontece a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, um encontro mundial para se falar sobre sustentabilidade, tema que tem gerado uma série de debates positivos para a agropecuária e provocado também diversos questionamentos sobre as condições da produção primária no Brasil.
Aqui está o motivo de minha animação com o assunto: o agronegócio terá representantes significativos na Rio+20. Um deles é o próprio Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que contará com a companhia da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, a CNA. Também entra nessa grupo a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), representante dos pecuaristas que trabalham com as raças zebuínas. O melhor de tudo é que os dirigentes da entidade prometem não estar lá de passagem, querem marcar presença e mostrar aos participantes quais são os diferenciais da pecuária brasileira.
A ABCZ prepara um documento com informações sobre as dimensões da produção pecuária no Brasil, tanto de corte quanto de leite, e os procedimentos adotados nas fazendas para otimizar os índices produtivos sem a necessidade de expansão territorial para o setor. Ou seja, a entidade quer deixar muito claro para qualquer pessoa que a pecuária pode produzir muito mais com menos espaço. Aliás, a meta dos executivos da associação é que esse documento possa ser compreendido por qualquer pessoa.
Essa decisão de se comunicar com o mundo para esclarecer, de ‘peito aberto’, e não simplesmente para reagir a algum discurso infundado, demonstra que a pecuária nacional tem acelerado seu amadurecimento, não só do lado de dentro das fazendas, mas também nos campo político, econômico, social e ambiental. A segurança por trás dessa iniciativa é sustentada, entre outras coisas, pelo respaldo que vem das propriedades, da eficiência dessas fazendas. Com a argumentação ‘afiada’, crescem as chances de a ABCZ falar em volume mais alto durante a Rio+20.
Há tempos queria ver uma atitude como essa, que certamente pode incentivar outras. Ainda mais pelo fato de estar acompanhando tudo bem de perto. Estou diretamente envolvido, pois componho a equipe que faz a assessoria de imprensa para a entidade, mas minha empolgação vai além dessa participação e da torcida para que o trabalho seja exitoso. Quero muito ver a pecuária brasileira avançando em todas as direções, ganhando o mundo e derrubando mitos. Ainda que eu não tivesse uma forte ligação com a bovinocultura, se tomasse conhecimento da contribuição do setor para o desenvolvimento do País, com geração de empregos e divisas, produção de alimentos, difusão de tecnologia, valorização da imagem do Brasil no mercado global, contribuição para preservar o meio ambiente, entre tantos outros fatores, certamente torceria para que a atividade continuasse avançando.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do código penal. Conheça a Lei 9610.
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