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	<title>Agroblog - O Blog do Agronegócio &#187; Etanol</title>
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	<description>Um time de grandes Agroblogueiros disponibilizam semanalmente análises e informações privilegiadas sobre o agronegócio.</description>
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		<title>ETANOL &#8211; Paulo Costa</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Dec 2011 12:02:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Etanol]]></category>

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		<description><![CDATA[Até qualquer hora! Faz quatro dias que estou tentando escrever este artigo de despedida temporária, mas a emoção me fez adiar o momento para a entrada em recesso anual deste querido Agroblog. Quase dois anos e duas safras inteiras de cana-de-açúcar do Centro-Sul do Brasil foram acompanhadas semana a semana, fielmente, pela perspectiva da produção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Até qualquer hora!</strong></h2>
<p>Faz quatro dias que estou tentando escrever este artigo de despedida temporária, mas a emoção me fez adiar o momento para a entrada em recesso anual deste querido Agroblog. Quase dois anos e duas safras inteiras de cana-de-açúcar do Centro-Sul do Brasil foram acompanhadas semana a semana, fielmente, pela perspectiva da produção de etanol, através deste canal. Claro que fica uma ligação muito forte. O prazer de passar a semana acompanhando o mercado, lendo as notícias, pensando as perspectivas, tentando adivinhar as conseqüências dos fatos, fizeram com que minhas segundas-feiras à noite fossem sempre dedicadas a este momento gostoso de preparar o &#8220;post&#8221;.</p>
<p>Dia seguinte, feriado ou dia santo, não importava, correndo antes do café da manhã para abrir a internet e ver o texto produzido, como filho recém-nascido publicado por esta gente tão simpática e audaciosa que criou e mantém com tanto cuidado este veículo de comunicação do agronegócio. Estar ao lado de parceiros tão conhecedores de seus respectivos mercados foi outra coisa que me deu grande honra nestes dois gostosos anos. Meu cartão de visita tem honrosamente o endereço virtual do portal.</p>
<p>Infelizmente chegou a hora de interromper esta rotina tão dinâmica. A necessidade de uma &#8220;repaginada&#8221; na vida profissional, tendo que visitar o futuro aos sessenta anos de idade, me obriga a alterar a vida de forma que não posso mais atender a esta tão agradável &#8220;obrigação&#8221; semanal, este encontro mágico com leitores desconhecidos que vieram às nossas páginas, muitas vezes comentaram, outras tantas leram e enviaram mensagens pessoais. Nunca faltou uma resposta a eles, que tanto contribuíram para aprimorar o conteúdo de nossos textos.</p>
<p>Nestes dois anos o mercado de etanol passou por alterações tão radicais que &#8211; se formos buscar os primeiros artigos &#8211; parece até que estamos tratando de produtos diferentes. A estrutura do mercado é outra, a perspectiva política é totalmente diversa, os desafios que se apresentam ao setor são novos. Aí está o carisma deste outrora subproduto da moagem da cana-de-açúcar, hoje partícipe fundamental da matriz energética veicular brasileira, presente ainda em muitos outros usos sustentáveis.</p>
<p>Sei que não vou suportar a saudade. O Agroblog, com a gentileza de sempre, deixa-me as portas abertas para voltar. Logo que eu tenha definidos os limites deste novo mundo que planejo entrar (e que ainda não estão claramente situados) sei que vou retornar</p>
<p>Gostaria muito de escrever sobre a relação do mundo da política com o agronegócio, persuadido pelo gosto que tenho &#8211; desde o início dos anos 90, quando trabalhei em Brasília &#8211; em acompanhar a influência do Governo e seus Poderes no desenvolvimento (ou nos entraves) do setor agrícola, pecuário e da bioenergia como um todo. Quem sabe &#8220;Política Agrícola&#8221; não possa ser uma nova área a ser explorada por nós, em conjunto? Dependerá muito destes rumos que meu destino profissional vai indicar e que espero estarem definidos em poucos meses.</p>
<p>Até qualquer hora, portanto. Fica aqui meu agradecimento, fraterno, ao Rafael Zobaran, ultra-maratonista em vários sentidos, e a todos os idealizadores e colaboradores do Agroblog. Votos de continuidade de sucesso a este portal e um &#8220;muito obrigado&#8221; mais do que especial a todos que me acompanharam nesta jornada com sua leitura e paciência. Foi bom demais e deu-me além de tudo uma linha muito especial que agrego ao meu já tão longo currículo: &#8220;Fevereiro de 2010 a Dezembro de 2011 &#8211; escreveu semanalmente, e com muito orgulho &#8211; sobre etanol no portal www.agroblog.com.br”.</p>
<p>Muito obrigado a todos pelo prazer enorme.</p>
<p>Feliz Ano Novo!</p>
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		<title>ETANOL &#8211; Paulo Costa</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 05:36:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
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		<description><![CDATA[E a safra C/S 2011/12 chega ao fim! O comunicado emitido pela Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) não deixa dúvidas de que neste momento a safra 2011/12 do Centro Sul do Brasil já faz parte da história. Ao apresentar os números de moagem da segunda quinzena do mês de novembro e o acumulado desta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>E a safra C/S 2011/12 chega ao fim!</strong></h2>
<p><em>O comunicado emitido pela Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) não deixa dúvidas de que neste momento a safra 2011/12 do Centro Sul do Brasil já faz parte da história. Ao apresentar os números de moagem da segunda quinzena do mês de novembro e o acumulado desta safra, acrescentando que apenas 60 unidades produtoras ainda estavam em operação, ela confirma que os números finais vão pouco acrescentar ao anunciado. Interessante reproduzir o relativamente breve anúncio da entidade, para que fique gravado para uso em anos futuros (os sublinhados são nossos).</em> </p>
<p>&#8220;Até o final de novembro, a moagem de cana-de-açúcar pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do País atingiu 488,46 milhões de toneladas, queda de 10,23% em relação ao volume processado no mesmo período do ano anterior (544,12 milhões de toneladas). Na segunda quinzena de novembro, a moagem totalizou 9,11 milhões de toneladas, com queda superior a 50% em relação ao volume processado em igual período da safra 2010/2011.&#8221;</p>
<p>Segundo o diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Antonio de Padua Rodrigues, &#8220;a produção observada até o momento está em linha com a última revisão de safra divulgada pela UNICA&#8221;. Espera-se que os valores finais de safra fiquem ligeiramente superiores aos estimados pela entidade, já que o volume de cana processada em dezembro deverá ser residual, acrescentou o executivo.</p>
<p>Até o final de novembro, cerca de 60 unidades no Centro-Sul ainda não haviam encerrado a safra. A maior parte dessas empresas deverá finalizar o processamento de cana no início de dezembro.</p>
<p>Na segunda quinzena de novembro, a quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) atingiu 128,89 kg por tonelada de cana-de-açúcar, 2,05% inferior ao valor obtido no mesmo período do último ano.</p>
<p>No acumulado desde o início da safra, <u>a concentração de ATR apresenta queda de 2,32% em relação ao mesmo período de 2010, totalizando 137,68 kg por tonelada de matéria-prima</u>.</p>
<p>Do volume total de cana processado na segunda quinzena de novembro, 44,58% foi utilizado para a fabricação de açúcar, número praticamente idêntico aos 44,47% observados no último ano. </p>
<p>Nesse período, a produção de açúcar somou 498,60 mil toneladas, volume 51,68% menor que a produção observada no mesmo período da safra passada (1,03 milhão de toneladas). A produção de etanol, por sua vez, totalizou 383,80 milhões de litros, sendo 99,60 milhões de etanol anidro e 284,20 milhões de hidratado.</p>
<p><u>No acumulado desde o início da safra até o final de novembro, a produção de etanol atingiu 20,38 bilhões de litros, sendo 7,89 bilhões de litros de etanol anidro e 12,49 bilhões de litros de hidratado. Já a produção de açúcar alcançou 30,99 milhões de toneladas, queda de 6,19% em relação à safra 2010/2011</u>.</p>
<p>As vendas de etanol pelas unidades produtoras da região Centro-Sul, acumuladas de abril até 1º de dezembro, somaram 14,61 bilhões de litros, 17,95% abaixo do volume vendido no mesmo período do ano passado. Deste total, <u>13,08 bilhões de litros foram destinados ao mercado doméstico enquanto 1,53 bilhão de litros foram exportados</u>. Do montante direcionado ao abastecimento doméstico, 8,18 bilhões de litros referem-se ao etanol hidratado e 4,90 bilhão de litros ao anidro.</p>
<p>Nos últimos 15 dias de novembro, as vendas de etanol atingiram 912,64 milhões de litros, queda de 21,27% comparando-se com o valor observado em 2010 (1,16 bilhão de litros). Do total vendido na segunda metade do mês, 800,12 milhões de litros destinaram-se ao mercado interno e 112,52 milhões ao mercado externo. </p>
<p>No mercado doméstico, as vendas de etanol anidro atingiram 305,43 milhões de litros e as de hidratado 494,69 milhões nos últimos quinze dias de novembro.</p>
<p>Segundo o diretor da UNICA, &#8220;a demanda de etanol vem se ajustando ao longo da safra e, apesar da quebra agrícola, não observamos movimentos abruptos de preço e volume vendido.&#8221;</p>
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		<title>ETANOL &#8211; Paulo Costa</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 05:30:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Etanol]]></category>

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		<description><![CDATA[O que se antecipa para a próxima safra Para ficar em nossa memória, marcando este momento de final precoce da safra de cana-de-açúcar 2011/12 do Centro Sul do Brasil, selecionamos duas notas que mostram previsões de tamanho e preço para o ano safra vindouro, que merecem ficar gravadas. Daqui a um ano poderemos voltar no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>O que se antecipa para a próxima safra</strong></h2>
<p><em>Para ficar em nossa memória, marcando este momento de final precoce da safra de cana-de-açúcar 2011/12 do Centro Sul do Brasil, selecionamos duas notas que mostram previsões de tamanho e preço para o ano safra vindouro, que merecem ficar gravadas. Daqui a um ano poderemos voltar no tempo e identificar como foi de verdade a dinâmica deste importante setor do agronegócio e da economia brasileira.</em></p>
<p><strong>Rabobank prevê safra de cana 2012/13 em torno de 500 mi t:</strong><br />
Relatório do Rabobank aponta que a safra de cana-de-açúcar 2012/2013 no Centro-Sul do Brasil ficará levemente abaixo das 500 milhões de toneladas, com uma pequena elevação ante as 490 milhões de t previstas para safra atual. É uma das menores projeções as que já foram divulgadas para o próximo período. O mercado avalia uma produção entre 510 milhões e 540 milhões de t. Apenas a consultoria Datagro trouxe algo mais pessimista para 2012/2013, com previsão entre 460 milhões e 515 milhões de t, números divulgados no dia 21 de novembro.</p>
<p>Segundo o relatório, &#8220;o tamanho da colheita de cana em 2012 no Brasil é a mais importante variável na equação de quanto açúcar estará disponível para exportação, de quanto será utilizado em biocombustível&#8221; e ainda que &#8220;os preços dos derivados determinarão a parcela de produção de cana que será destinada a cada um&#8221;, informa.<br />
O banco estima que, em 2012, o preço do açúcar deve ficar abaixo do praticado em 2011, mas a queda não será tão acentuada. A cotação média deve ser de 22 centavos de dólar por libra-peso, com suporte em 18 cents e máxima abaixo de 25 cents. Na avaliação do Rabobank, o fator determinante para a cotação do açúcar em 2012 será a capacidade de o Brasil suprir o mercado mundial com a colheita da próxima safra.</p>
<p>Mesmo com possível estabilidade no Brasil, a safra global 2011/2012 gerará, segundo o Rabobank, 174,5 milhões de toneladas de açúcar, alta de 5% ante a temporada passada, puxada pela boa produção da Rússia e da União Europeia. A instituição financeira espera um excedente mundial de 6 milhões de toneladas de açúcar, o maior desde 2006/2007, o que, no entanto, não será suficiente para repor o déficit de 19,8 milhões de t das três safras anteriores.</p>
<p>O Rabobank aponta que a volatilidade permanecerá forte até metade do ano que vem, quando já será conhecido o tamanho dos volumes produzidos na atual safra 2011/2012 no Hemisfério Norte e 2012/2013 no Brasil. O aumento da demanda de importadores e a produção de etanol no Brasil darão suporte ao mercado, segundo o banco.</p>
<p>Já a demanda global de açúcar crescerá 1,6% em 2012, em função dos preços baixos, o dobro do crescimento porcentual de 0,8% da temporada anterior e bem maior que os 0,3% de aumento médio das safras 2008/2009 a 2010/2011. <strong><em>(Agência Estado, 2/12/11)</em></strong></p>
<p><strong>Previsão do açúcar em 2012 é de 22 centavos de dólar por libra-peso:</strong><br />
Aproximadamente 300 profissionais do setor sucroenergético prestigiaram o 10º Seminário sobre Produtividade e Redução de Custos na Agroindústria Canavieira, promovido pelo Grupo IDEA nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro em Ribeirão Preto, SP. Dib Nunes, presidente do IDEA abriu o evento destacando a demanda de cana para os próximos anos. Segundo Dib, projeções indicam que: em 2020, caso 50% da frota nacional utilize etanol, a produção necessária de cana saltará para 1,2 bilhão de toneladas, e com 80% dos carros usando o combustível verde, a produção teria de alcançar 1,43 bilhão de toneladas, aumento de 150% sobre a safra atual projetada em 550 milhões de toneladas.</p>
<p>A palestra que abriu o 10º Seminário foi Potencialidades e Possibilidades do Mercado Mundial de Açúcar para 2012, apresentada por Eduardo da Costa Carvalho, trader da Sucden, uma das empresas líderes no mercado de açúcar &#8211; comercializa aproximadamente cinco milhões de toneladas de açúcar por ano, o equivalente a 15% do mercado mundial. Carvalho destacou a queda da competitividade do setor sucroenergético brasileiro, disse que o custo de implantação da beterraba açucareira na Europa está em R$ 2.796,30 por hectare; do preparo de solo para o cultivo da cana na Índia está em R$ 3.225,28 por hectare, mesmo contando com irrigação; e, no Brasil, a implantação no primeiro ano de cana está em R$ 5.576,69 por hectare.</p>
<p>Segundo o trader o maior custo da produção brasileira em relação à Europa e Índia deve-se a fatores como alto custo trabalhista em nosso País, tributação e também em decorrência da logística, Carvalho observou que para os caminhões chegarem ao Porto de Santos precisam atravessar a cidade, mais um agravante ao fato de as usinas estarem longe do porto. &#8220;A multa diária no Porto de Santos por atraso no embarque do açúcar nos navios é de R$ 60 mil&#8221;, exemplificou Carvalho. O menor custo dos fertilizantes na Europa também foi destacado pelo palestrante. &#8220;A Rússia tem solo muito fértil, além disso, a Europa apresenta grandes reservas de potássio e outros nutrientes, reduzindo consideravelmente o preço dos fertilizantes.&#8221;</p>
<p>Em relação ao preço internacional do açúcar, Carvalho disse que em 2012, a expectativa é que se mantenha por volta de 22 centavos de dólar por libra-peso e, nesse valor, as projeções indicam que por volta de maio de 2012, produzir etanol deverá estar mais vantajoso do que produzir açúcar.</p>
<p>A entrada de mais açúcar no mercado, decorrente da maior produção de açúcar na Rússia, que passou de 3 milhões de toneladas em 2006, para 6 milhões na atual safra (um recorde), da maior produção na Tailândia e a permanência de grande quantidade de produtores indianos no cultivo da cana &#8211; pois está mais vantajoso do que a soja, por exemplo &#8211; deve ser compensada pela redução da produção brasileira e o aumento de consumo na China que está se tornando um grande importador.</p>
<p>Eduardo ressaltou a importância de o Brasil reduzir seus custos, disse que o açúcar brasileiro apresenta um granulo mais fino e melhor qualidade do que seus concorrentes, por isso, alguns consumidores preferem o nosso produto, mas a maioria dos compradores valoriza apenas o preço, a competitividade. E, hoje, colocar o açúcar indiano no Iêmen, o principal destino do produto brasileiro, sai 20% a menos que o produzido no Brasil.</p>
<p>Além de incentivar medidas para redução de custos, Carvalho também estimulou o setor a aumentar a produção, disse que o consumo de açúcar na China vem crescendo de forma consistente e se esse país dobrar seu consumo atual, que é de 14 milhões de toneladas, vai faltar açúcar no mundo. <strong><em>(Assessoria de Comunicação, 5/12/11)</em></strong></p>
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		<title>ETANOL &#8211; Paulo Costa</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 07:54:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Números da UNICA indicam final de safra no C/S Contrariando nosso hábito, mas pela importância de que se reveste este que é provavelmente o último relatório de safra C/S produzido pela UNICA, vamos reproduzi-lo na íntegra, uma vez que ele se auto explica e ainda serve como referencia para consultas futuras. Fica apenas nosso comentário [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Números da UNICA indicam final de safra no C/S</strong></h2>
<p><em>Contrariando nosso hábito, mas pela importância de que se reveste este que é provavelmente o último relatório de safra C/S produzido pela UNICA, vamos reproduzi-lo na íntegra, uma vez que ele se auto explica e ainda serve como referencia para consultas futuras. Fica apenas nosso comentário de que não só a entressafra vai ser longa como vamos entrar na próxima com estoques bastante baixos de açúcar e etanol e ainda sem nenhuma cana a restar desta safra que fique sem ser cortada.</em></p>
<p>&#8220;A quantidade de cana-de-açúcar processada pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do País desde o início da safra 2011/2012, até 15 de novembro, somou 479,35 milhões de toneladas. Esse total representa uma retração de 8,80% se comparado ao volume processado no mesmo período da safra anterior, que atingiu 525,62 milhões de toneladas.</p>
<p>Na primeira quinzena de novembro, o volume moído pelas usinas totalizou 18,62 milhões de toneladas, recuo de 19,59% em relação à quinzena anterior, quando foram processadas 23,15 milhões de toneladas, e de 23,65% no comparativo com a primeira quinzena de novembro de 2010, que registrou 24,38 milhões de toneladas de cana moída.</p>
<p>O diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Antonio de Padua Rodrigues, destaca que &#8216;o volume de cana processado até o momento já supera as estimativas de safra mais pessimistas&#8217;. Os números observados até o momento estão em linha com a última revisão de safra divulgada pela UNICA, acrescentou.<br />
Até o final da primeira quinzena de novembro, 151 unidades ainda estavam em operação na Região Centro-Sul, contudo, a grande maioria destas empresas prevê o encerramento da safra ao longo da segunda metade do mês. Segundo o executivo da UNICA, até o final de novembro a safra estará encerrada em praticamente todas as regiões: &#8216;A expectativa é que menos de 35 unidades estejam operando no final do mês. Deveremos, portanto, observar uma retração significativa na quantidade de cana moída nas próximas quinzenas,&#8217; concluiu Rodrigues. A quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de matéria-prima alcançou 139,99 kg na primeira metade de novembro, cifra 4,86% superior à observada no mesmo período da safra passada. No acumulado desde o início da safra, a concentração de açúcares na planta atingiu 137,83 kg de ATR por tonelada de cana, retração de 2,44% em relação ao valor observado na mesma data da safra 2010/2011.</p>
<p>Para o Diretor da UNICA, &#8216;o período chuvoso que se iniciou no final da primeira quinzena de novembro e se estendeu por alguns dias deve influenciar a concentração de sacarose na planta e reduzir a quantidade de ATR por tonelada de cana na segunda quinzena do mês&#8217;.</p>
<p>Do volume total de matéria-prima processada de abril até 15 de novembro, 51,57% destinou-se à produção de etanol. Na segunda quinzena de outubro, este percentual foi de 49,15%. A produção acumulada de açúcar atingiu 30,49 milhões de toneladas até 15 de novembro, queda de 4,73% em relação ao volume observado no mesmo período de 2010. A produção de etanol, por sua vez, somou 19,99 bilhões de litros, sendo 7,78 bilhões de etanol anidro e 12,20 bilhões de etanol hidratado. </p>
<p>É importante destacar a produção de etanol anidro, que no acumulado desde o início da safra até outubro apresentou um crescimento de 12,75%, apesar do recuo de 8,80% observado na moagem. A maior produção e a importação do produto realizada pelos produtores garantem um volume suficiente para atender a demanda prevista para o mercado doméstico.</p>
<p>Na primeira quinzena de novembro, a fabricação de açúcar totalizou 1,26 milhão de toneladas, enquanto a produção de etanol alcançou 751,20 milhões de litros, sendo 453,40 milhões de litros de etanol hidratado e 297,80 milhões de litros de etanol anidro.</p>
<p>As vendas de etanol pelas unidades produtoras da região Centro-Sul somaram 827,91 milhões de litros nos primeiros quinze dias de novembro, 17,70% abaixo do volume registrado no mesmo mês de 2010 (1,00 bilhão de litros). Deste total, 125,72 milhões de litros destinaram-se às exportações e 702,19 milhões ao mercado doméstico.<br />
No mercado interno, as vendas de etanol anidro atingiram 255,20 milhões de litros nos primeiros quinze dias de novembro. Já as vendas de hidratado totalizaram 447,00 milhões de litros.</p>
<p>No acumulado de abril até 15 de novembro, as vendas de etanol pelas unidades do Centro-Sul somaram 13,66 bilhões de litros, 17,93% abaixo do total verificado em igual período de 2010. Deste volume, 5,00 bilhões de litros correspondem ao etanol anidro (volume 10,88% maior quando comparado ao ano anterior), enquanto 8,66 bilhões de litros referem-se ao etanol hidratado.</p>
<p>De acordo com Rodrigues, &#8216;até o momento, a queda na produção de etanol é de quase 4 bilhões de litros,  mas o volume armazenado nas usinas apresenta uma redução de apenas 600 milhões de litros comparativamente ao ano anterior&#8217;.&#8221;</p>
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		<title>ETANOL &#8211; Paulo Costa</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 05:48:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Etanol]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.agroblog.com.br/?p=2573</guid>
		<description><![CDATA[Etanol &#8211; notas semifinais da safra Centro-Sul ▪ O CEPEA – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da ESALQ/USP, referencia em informações de qualidade quanto a preços médios e cálculos econômicos relativos ao negócio de processamento de cana-de-açúcar mostra que na semana passada as vendas de açúcar cristal foram 38 por cento mais rentáveis [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Etanol &#8211; notas semifinais da safra Centro-Sul</strong></h2>
<p>▪ O CEPEA – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da  ESALQ/USP, referencia em informações de qualidade quanto a preços médios e cálculos econômicos relativos ao negócio de processamento de cana-de-açúcar mostra que na semana passada as vendas de açúcar cristal foram 38 por cento mais rentáveis do que os negócios de etanol anidro (que se mistura à gasolina). Em relação ao álcool hidratado,utilizado diretamente nos motores dos veículos flex, o preço do açúcar foi 42% mais favorável. Não há, portanto, qualquer hipótese do governo tentar subverter esta ordem das coisas, onde a indústria favorece no limite das possibilidades técnicas, a produção de açúcar em detrimento ao etanol. Assim foi o ano todo e assim será na safra vindouro, com certeza absoluta.</p>
<p>▪ A quantidade de cana-de-açúcar moída pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do Brasil do início da atual safra, em abril, até 31 de outubro, somou 459,56 milhões de toneladas. No mesmo período da safra anterior, esse total chegou a 501,23 milhões de toneladas. Na segunda quinzena de outubro, o volume processado totalizou 23,04 milhões de toneladas, retração de 1,50% em relação à quinzena anterior. No acumulado mensal, o recuo foi de 17,60%, com uma moagem de 46,43 milhões de toneladas em outubro, contra 56,35 milhões de toneladas no mesmo mês de 2010. (UNICA &#8211; 11/11/2011)</p>
<p>▪ A safra de cana-de-açúcar do Nordeste do país, que agora inicia seu processamento, deve contar novamente com um número de moagem entre 60 a 62 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Mais uma vez Alagoas e Pernambuco lideram a capacidade industrial da região.</p>
<p>▪ As exportações de etanol originadas pelos Estados Unidos atingiram 105.8 milhões de galões (cerca de 410 milhões de litros) em Setembro, volume que representa o terceiro mês mais alto em exportações. Mais da metade deste volume teve como destino o Brasil. De acordo com o departamento de pesquisa e análise da Renewable Fuels Association (Associação dos Combustíveis Renováveis), os embarques de etanol para o exterior atingiram 746.5 milhões de galões durante os nove primeiros meses do ano, aproximadamente o dobro do exportado no mesmo período de 2010. (RFA Smartbrief &#8211; 11/11/2011)</p>
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		<title>ETANOL &#8211; Paulo Costa</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Nov 2011 05:13:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
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		<description><![CDATA[2011/12 &#8211; A última estimativa da Unica Confirmando a evolução mais que desastrosa desta safra que rapidamente se encaminha para o final de moagem, vamos recordar que no final de março a UNICA, União da Indústria de Cana-de-Açúcar publicou sua primeira estimativa de safra com uma previsão de processamento de 568,5 milhões de toneladas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>2011/12 &#8211; A última estimativa da Unica</strong></h2>
<p>Confirmando a evolução mais que desastrosa desta safra que rapidamente se encaminha para o final de moagem, vamos recordar que no final de março a UNICA, União da Indústria de Cana-de-Açúcar publicou sua primeira estimativa de safra com uma previsão de processamento de  568,5 milhões de toneladas de cana e 34,58 milhões de tons de produção de açúcar. Em 1º. de julho este número encolheu para 533,5 milhões de toneladas de cana. Em 1º. de agosto nova queda na projeção, então para 510,24 milhões e 31,57 milhões de toneladas de açúcar produzido.</p>
<p>Finalmente aparece a revisão final da estimativa de produção de cana-de-açúcar, etanol e de açúcar para a safra 2011/2012 na região Centro-Sul do País, dentro dos números que o mercado vem anunciando. A nova projeção aponta uma moagem de 488,50 milhões de toneladas, redução de 12,29% sobre o valor final da safra 2010/2011 (556,95 milhões de toneladas).</p>
<p>&#8220;A redução da estimativa de moagem decorre da menor produtividade agrícola do canavial. De acordo com dados apurados pelo CTC, o rendimento agrícola da área colhida até o final de setembro atingiu 70,60 toneladas de cana-de-açúcar por hectare, queda de 18,20% em relação ao valor observado no mesmo período de 2010. A produtividade esperada para a safra 2011/2012 no Centro-Sul é inferior a 70 toneladas por hectare, redução de quase 20% em relação à média histórica de 85 toneladas por hectare. </p>
<p>Os principais fatores responsáveis por essa queda da produtividade agrícola são a idade avançada do canavial e as condições climáticas desfavoráveis para o desenvolvimento da planta, que incluem a estiagem prolongada nos meses de inverno nas últimas duas safras e a ocorrência de geada e florescimento no início da atual safra.</p>
<p>Além desses fatores, também contribuíram para a menor produtividade: (i) a ampliação da mecanização do plantio e da colheita em áreas não sistematizadas; (ii) a incidência de novas doenças como a ferrugem laranja; (iii) o aumento do nível de infestação de algumas pragas; e, (iv) o crescimento da produção em regiões com menor potencial produtivo&#8221;, diz o relatório da UNICA.</p>
<p>Pior ainda: a expectativa de apenas quatro novas unidades produtoras iniciarem moagem no próximo ano, aliada ao problema recorrente de não renovação do canavial (sequer de grande expansão da área atual) deverão resultar em um crescimento tímido da produção na safra 2012/2013, repete a entidade.</p>
<p>&#8220;A UNICA estima que 51,81% da cana projetada para a safra 2011/2012 será utilizada para produção de etanol, e 48,19% terão como destino a produção de açúcar. Com isso, a produção de açúcar deverá atingir 30,80 milhões de toneladas, queda de 2,44% em relação à estimativa anterior, e de 8,06% em relação aos 33,50 milhões de toneladas produzidas na safra 2010/2011.</p>
<p>Já a produção de etanol deverá totalizar 20,39 bilhões de litros, queda de 2,93% em relação ao número projetado na última revisão e de 19,68% sobre os 25,38 bilhões de litros da safra anterior. Do total a ser produzido nesta safra, 7,83 bilhões de litros serão de etanol anidro e 12,56 bilhões de hidratado.&#8221;</p>
<p>A UNICA também coloca números na importação de etanol anidro, necessária para suprir a quebra da produção. Diz a entidade que desde o início de abril até o final de setembro, o País importou 567,77 milhões de litros de etanol e, até o final da safra, esse volume deverá atingir cerca de 1,20 bilhão de litros.  Por fim, as exportações de etanol devem apresentar uma retração de 6,62% em relação ao volume exportado no último ano, totalizando 1,65 bilhão de litros na safra 2011/2012.</p>
<p>Lembremos que o grande volume do álcool exportado trata-se de hidratado, em particular para outros fins que não etanol combustível. Estima-se hoje que o Brasil tenha um mercado cativo (e crescente) de ao menos 1,2 milhões de metros cúbicos, que pagam um significativo prêmio sobre o valor do álcool combustível. A UNICA assume que o País continuará sendo exportador líquido do produto. </p>
<p><em>Fonte: União da Indústria da Cana-de-Açúcar</em></p>
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		<title>ETANOL &#8211; Paulo Costa</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 04:37:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Etanol]]></category>

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		<description><![CDATA[Etanol &#8211; O que a safra nos ensinou! Este é, com certeza, o mais breve de todos os artigos que publico nestes quase dois agradáveis anos escrevendo semanalmente para este portal. Faço isto propositalmente para, de forma assertiva, colocar dois ensinamentos que temos que tirar desta difícil safra que vai se esvaindo precocemente: 1. o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Etanol &#8211; O que a safra nos ensinou!</strong></h2>
<p>Este é, com certeza, o mais breve de todos os artigos que publico nestes quase dois agradáveis anos escrevendo semanalmente para este portal. Faço isto propositalmente para, de forma assertiva, colocar dois ensinamentos que temos que tirar desta difícil safra que vai se esvaindo precocemente:</p>
<p><strong>1. o carro flex pode ser abastecido por gasolina ou etanol, não é carro a álcool!!!</strong><br />
Demorou para os consumidores entenderem que o etanol não consegue ser mais competitivo do que a gasolina durante os doze meses do ano. As agruras desta safra mostraram às pessoas, particularmente nos estados que são grandes produtores de cana (refiro-me particularmente a São Paulo), que podem ocorrer situações em que é mais interessante e inteligente abastecer seus veículos <em>flex</em> com gasolina. Este ano, em pleno mês de agosto, pico da safra, apenas quatro ou cinco estados consumiam etanol hidratado preferencialmente à gasolina. Pela primeira vez desde o surgimento dos veículos movidos a motores flexíveis a gritaria teve pouca duração e as pessoas perceberam esta verdade. Foi preciso esta safra desastrosa para que o ensinamento se consolidasse no espírito do consumidor.</p>
<p><strong>2. o etanol combustível é subproduto da moagem de cana-de-açúcar! O produto é o açúcar, a mais barata fonte de energia alimentar!!!</strong><br />
Isto vai acontecer até o dia em que os derivados de petróleo, em particular a gasolina, tenham seus preços administrados, ou seja, controlados pelo governo através da Petrobras. Estamos batendo nesta tecla desde a desproporcional dimensão que a produção de etanol tomou, nos anos 2006/7, quando se imaginava que da noite para o dia o combustível &#8220;verde&#8221; seria a solução para todos os problemas ambientais que o mundo enfrenta. Muito dinheiro foi investido em destilarias puras, sem as instalações para produção de açúcar. Temos que entender que na maior parte do tempo o retorno à moagem, as margens de lucro, o resultado positivo é trazido pelo negócio do açúcar. O mercado de etanol para outros fins (ao contrário do combustível, em particular o hidratado) se multiplica a cada ano e ele paga um premio que ajuda a remunerar a cadeia sucro-alcooleira. Mas o açúcar é <u>o produto</u> em um mercado amadurecido, uma <em>commodity</em> com todos os instrumentos de fixação de preço e proteção, um produto para consumo doméstico e o domínio do mercado internacional. Chegou finalmente o ano em que, a duras penas, isto ficou claramente perceptível pelos participantes do setor.</p>
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		<title>ETANOL &#8211; Paulo Costa</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Oct 2011 06:05:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Números de safra quase definitivos A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) anunciou que o volume de cana-de-açúcar processado pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do Brasil somou apenas 23,40 milhões de toneladas na primeira quinzena de outubro, queda de 10,76% comparativamente ao mesmo período da safra 2010/2011 e retração de 36,39% em relação à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Números de safra quase definitivos</strong></h2>
<p>A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) anunciou que o volume de cana-de-açúcar processado pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do Brasil somou apenas 23,40 milhões de toneladas na primeira quinzena de outubro, queda de 10,76% comparativamente ao mesmo período da safra 2010/2011 e retração de 36,39% em relação à última quinzena de setembro. No acumulado desde o início da safra até 16 de outubro, a moagem totalizou 436,54 milhões de toneladas. Estes números confirmam as últimas estimativas particulares que apontam para um número final de safra próximo de 490 milhões de toneladas de cana processada.</p>
<p>Conforme a UNICA, &#8220;o ritmo de produção está dentro do que esperávamos, as chuvas no início de outubro e o encerramento de safra por 46 usinas explicam esse menor volume de cana processada na primeira quinzena deste mês&#8221;. Essas unidades produtoras que encerraram a moagem da safra 2011/12 nos primeiros quinze dias de outubro foram responsáveis por 11,50% do volume de cana processado no Centro-Sul na safra passada.</p>
<p>Do volume total de cana processado na primeira quinzena de outubro, 50,62% foi utilizado para a fabricação de etanol. Nesse período, a produção de etanol somou 1,11 bilhão de litros, sendo 636,40 milhões de litros de etanol hidratado e 470,00 milhões de anidro. Já a produção de açúcar totalizou 1,75 milhão de toneladas nos primeiros quinze dias de outubro. &#8220;A produção de etanol anidro continua intensa, apesar da queda de 10,76% na moagem de cana, o volume produzido de anidro nesta quinzena ficou ligeiramente superior aquele observado no mesmo período de 2010&#8243;, diz a UNICA. </p>
<p>No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol atingiu 18,19 bilhões de litros, sendo 11,10 bilhões de litros de hidratado e 7,09 bilhões de litros de etanol anidro, crescimento de 18,15% em relação ao volume de anidro produzido na mesma data da safra passada.  Já a produção de açúcar alcançou 27,73 milhões de toneladas, queda de 3,08% em relação à safra 2010/2011. A expectativa é que o total de açúcar produzido na safra fique entre 30 a 30.5 milhões de toneladas.</p>
<p>As vendas de etanol pelas unidades produtoras da região Centro-Sul acumuladas de abril até 16 de outubro somaram 11,91 bilhões de litros, 17,92% abaixo do volume vendido no mesmo período do ano passado. Deste total, 10,71 bilhões de litros foram destinados ao mercado doméstico e apenas 1,20 bilhão à exportação. Do montante direcionado ao abastecimento doméstico, 4,10 bilhões de litros referem-se ao etanol anidro e 6,61 bilhões de litros ao hidratado. </p>
<p>Nos primeiros 15 dias de outubro, as vendas de etanol atingiram 825,58 milhões de litros, queda expressiva de 30,10% na comparação com o valor observado em 2010 (1,18 bilhão de litros). Do total vendido na primeira metade do mês, 147,51 milhões de litros destinaram-se ao mercado externo, e 678,07 milhões ao mercado doméstico.</p>
<p>No mercado doméstico, as vendas de etanol hidratado atingiram 440,57 milhões de litros e as de anidro 237,50 milhões na primeira quinzena de outubro, queda de 29,38% em relação à última quinzena de setembro devido à redução no nível de mistura do produto na gasolina, que passou de 25% para 20% no início do mês.</p>
<p>Aguarda-se para o próximo dia 1º. de novembro o anúncio da última previsão de safra 2011/12 a ser anunciada pela associação, que não deve ter maiores surpresas.</p>
<p>Fonte: União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA).</p>
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		<title>ETANOL &#8211; Paulo Costa</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Oct 2011 06:03:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Etanol]]></category>

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		<description><![CDATA[Números da Unica mostram início do fim da safra Os números publicados pela Única, União da Industria de Cana-de-Açúcar, dão uma ideia falsa de como está o andamento da safra. Uma produção bem mais alta que na mesma quinzena do ano passado fazem crer que a safra pode ser maior do que as últimas estimativas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Números da Unica mostram início do fim da safra</strong></h2>
<p>Os números publicados pela Única, União da Industria de Cana-de-Açúcar, dão uma ideia falsa de como está o andamento da safra. Uma produção bem mais alta que na mesma quinzena do ano passado fazem crer que a safra pode ser maior do que as últimas estimativas levam a crer. </p>
<p>Mas a leitura correta é de que as usinas e destilarias estão trabalhando a todo vapor pois tem contratos a cumprir e sabem que a matéria-prima é pouca. Quem está no dia-a-dia do mercado tem conhecimento de que muitos contratos de venda de açúcar e etanol estão sendo renegociados, particularmente no que toca à exportação de açúcar e de etanol hidratado.</p>
<p>De acordo com o informe da Unica, &#8220;o volume de cana-de-açúcar processado pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do País até 1º de outubro totalizou 411,99 milhões de toneladas. O número representa queda de 7,39% em relação ao total observado em igual período da safra passada.</p>
<p>Considerando-se apenas a segunda quinzena de setembro, a moagem no Centro-Sul cresceu, alcançando 36,67 milhões de toneladas contra 27,23 milhões para o mesmo período de 2010. No total acumulado no mês de setembro, também houve aumento: o volume de cana processada somou 73,74 milhões de toneladas, ante 64,73 milhões de toneladas registradas no mesmo período em 2010.</p>
<p>Até o momento, cerca de 20 unidades produtoras já encerraram a safra, a maior parte delas localizada em regiões tradicionais de São Paulo onde houve uma quebra agrícola significativa, sem que ocorresse uma contrapartida de expansão de área.</p>
<p>No acumulado desde o início da safra até 1º de outubro, o teor de ATR na cana totalizou 136,46 kg por tonelada, contra 141,41 kg registrados um ano atrás. As análises de campo indicam que nas próximas quinzenas, será retomado o padrão histórico de fim de safra, de queda na quantidade de ATR.</p>
<p>Do volume total de matéria-prima processado desde o início da safra até 1º. de outubro, 51,51% destinou-se à produção de etanol e os 48,49% restantes à produção de açúcar. A produção acumulada de etanol alcançou 16,99 bilhões de litros desde o início da safra, sendo 6,56 bilhões de etanol anidro e 10,43 bilhões de hidratado.</p>
<p>No acumulado de abril até o início de outubro, as vendas de etanol pelas unidades produtoras do Centro-Sul somaram 11,02 bilhões de litros, redução de 17,28% em relação ao mesmo período do último ano. Deste total, 4,09 bilhões de litros referem-se ao etanol anidro e 6,93 bilhões de litros ao etanol hidratado. </p>
<p>Dos 11,02 bilhões de litros vendidos desde o início da safra até 1º de outubro, 9,97 bilhões tiveram como destino o mercado doméstico, enquanto 1,06 bilhão foram exportados &#8211; queda de 10,09% em relação ao volume exportado no mesmo período de 2010, que foi de 1,18 bilhão de litros.”</p>
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		<title>ETANOL &#8211; Paulo Costa</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Oct 2011 07:01:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Etanol]]></category>

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		<description><![CDATA[Os estrangeiros no etanol. Uma solução! &#8220;Holandeses, franceses, americanos, indianos e agora também os britânicos começam a tomar o lugar dos brasileiros na produção do combustível. A nova recém chegada é a petroleira britânica BP&#8221;. Assim começa o artigo de uma revista mensal dedicada a negócios. Na verdade a reportagem não tem um sentido explícito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Os estrangeiros no etanol. Uma solução!</strong></h2>
<p>&#8220;Holandeses, franceses, americanos, indianos e agora também os britânicos começam a tomar o lugar dos brasileiros na produção do combustível. A nova recém chegada é a petroleira britânica BP&#8221;. Assim começa o artigo de uma revista mensal dedicada a negócios. Na verdade a reportagem não tem um sentido explícito de crítica mas muito mais de constatação de uma realidade que só tende a se propagar.</p>
<p>Aqui no Agroblog não vamos ficar &#8220;em cima do muro&#8221; mas vamos emitir nossa opinião sem meias-palavras. Esta mudança na estrutura do setor canavieiro, em particular no que toca ao etanol, representa uma alteração indiscutivelmente para melhor. Dois são os pontos fundamentais que sustentam nossa opinião:</p>
<p>1) Não existem empresas nacionais envolvidas no setor em número suficiente para ter a possibilidade de aportar fundos ao segmento e dar a ele o crescimento mais do que necessário para atender à crescente demanda por etanol (e açúcar também). Estima-se que haja hoje, apenas no Centro-Sul do Brasil, uma capacidade ociosa nas indústrias que ronda os 200 milhões de toneladas de cana. Aí está o grande déficit atual &#8211; a produção da matéria prima. As indústrias petrolíferas e as grandes tradings que estão assumindo posições de controle ou de importante participação societária no setor tem a condição de fazer os investimentos necessários e além de tudo, uma visão de longo prazo que faltava a uma grande parte do setor sucroalcooleiro. Além disto o segmento não necessita ficar à mercê dos financiamentos do BNDES ou do orçamento da Petrobras, que vai estar fortemente empenhado em voltar-se para o pré-sal nos anos próximos.</p>
<p>O que está ocorrendo na área canavieira já se passou há décadas no setor dos grãos e oleaginosas e os resultados estão escancarados na primeira página dos jornais. O Brasil é hoje o país com o maior superávit do agronegócio mundial, ultrapassando os EUA. Isto com um setor industrial e comercial altamente concentrado nas mãos de quatro empresas estrangeiras, multinacionais, o famoso ABCD dos cereais: ADM, Bunge, Cargill e Dreyfus.</p>
<p>Destas, três já tem investimentos fortes no setor sucroalcooleiro, aliando-se à indústria do petróleo, representada pela Shell e BP, além da Petrobras Biocombustível (sem contar a francesa Total que se associou à americana Amyris para a pesquisa e desenvolvimento de biotecnologia). Além delas temos a empresa indiana Shree Renuka, os espanhóis da Abengoa (única empresa a ter operações de etanol na Europa, EUA e Brasil), os franceses da Tereos e os argentinos da Adecoagro. Neste meio tempo ainda resta bastante espaço para empresas nacionais de porte como a Petrobras Biocombustível e a ETH, do grupo Odebrecht, ocuparem importante parcela do setor.</p>
<p>2) O segundo ponto que levantamos tem gerado grande debate quando o trazemos a discussão: o fato de que praticamente todos estes investidores/industriais/ comerciantes/tradings mencionados, sem exceção, não sabem e não gostam de ser produtores agrícolas. Esta atividade não faz parte de seus chamados &#8220;core businesses&#8221;. Isto é muito bom para o setor pois a produção da cana-de-açúcar vai continuar necessariamente em mãos de agricultores brasileiros. E ninguém sabe fazer isto melhor do que nós. O que os novos &#8220;donos&#8221; do mercado estão fazendo é associando-se a grupos brasileiros (casos típicos de Tereos/Guarani e Shell/Cosan, por exemplo) com o objetivo de ter a seu lado empresas que conhecem o campo. Além disto, estimamos que estes grupos vão procurar incentivar o desenvolvimento ainda maior do produtor independente, aquele que &#8220;planta por conta&#8221; como se diz no interior, tomando os riscos do negócio agrícola.</p>
<p>O setor sucroalcooleiro tem ainda a vantagem de contar com um formato já consolidado de constituição de preços, o Consecana, que é um referencial até mesmo para outros produtos agrícolas que geram disputa entre vendedores e compradores. Por este motivo supomos que ao longo do tempo vai diminuir sobremaneira a tradicional situação em que o industrial usineiro via-se obrigado a ter a propriedade ou a posse, através de contratos de arrendamento, da maior parte de sua necessidade de suprimento de matéria prima.</p>
<p>Fica assim reafirmada a nossa indicação de que as coisas caminham para seu lugar: as petroleiras vão cuidar do etanol, as tradings do açúcar e os antigos usineiros e produtores rurais do plantio da cana. Atividades que todas as partes sabem fazer muito bem.</p>
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