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25/agosto/2009 - terça-feira

Coluna Semanal

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FEIJÃO – Marcelo Lüders

IBRAFE e Câmara Setorial – Evolução para o Feijão

Durante muitos anos a cadeia produtiva do feijão esteve a mercê de sua própria sorte. Produtores de um lado com suas dificuldades e impossibilitados de levar seus pleitos as autoridades com poder de decisão. O restante da cadeia produtiva também com suas dificuldades o excesso de impostos fazia com que bem mais de 50% do feijão que chegava as gôndolas sofresse em algum momento a ação nefasta da sonegação. Sem dúvida esta era uma razão que mantinham muitos em silêncio sem se sentir no direito de pleitear algo ou mesmo sugerir políticas adequadas ao setor. Foi neste ambiente que um grupo de produtores empacotadores e corretores decidiram mudar esta situação e levaram a efeito o I Fórum Brasileiro de Feijão em 2006. A partir deste fórum começou um movimento propiciado pelo Ministério da Agricultura que resultou na Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Feijão no âmbito do Conselho do Agronegócio (Consagro) com a primeira reunião no dia 26 de Abril de 2007. Desde então todos através do IBRAFE tem oportunidade de manifestar e ser escutado por aqueles que tem competência para buscar soluções para os desafios do crescente mercado de feijão no Brasil. Tem sido assim desde então. Defende-se o mercado de feijão, seja na busca de um preço mínimo justo ou na implementação no momento adequado das ferramentas disponíveis através de PEP OU PEPRO ou leilões de venda, em sugestões no momento de decisões sobre revisão de normas de classificação ou das normas que organizam as empresas empacotadoras.

Há muito para ser feito. Mas o fato de existir uma entidade sem fins lucrativos que busca de maneira altruísta o bem comum já foi uma passo gigante. Desafios não faltam e agora trabalha-se na formação de preço no Brasil. Não podemos continuar a ter a referência sendo ditada por meia dúzia de comerciantes que se reúnem no atacado paulista e com critérios duvidosos decide o preço de perto de 4 milhões de toneladas produzidas no Brasil.

Trabalha-se também no PNF Padrão Nacional de Feijão. Hoje quem decide o preço baseado na cor do feijão carioca faz isto de maneira totalmente empírica. Não há um padrão como em outros produtos em que a cor faz diferença no preço.

Temos ainda uma produção de 70% de feijão carioca, e logicamente é mais consumido, porém quando falta, não existe algo parecido no mundo para ser importado, e, quando sobra não existe para ser exportado. Para vencer este desafio precisamos incentivar a pesquisa e desenvolver variedades exportáveis que tenham a simpatia de nosso consumidor, em um trabalho que levará muitos anos e irá desenvolver-se com o hábito do consumidor de consumir outras variedades.

Assim, relacionei um pouco dos desafios e vitórias que temos obtido nesta cadeia produtiva, em meio a tantas outras. Se você leu até aqui, neste momento explico que devido ao desafio enorme que temos pela frente, deixarei de ocupar este espaço e estarei dedicando toda energia aos desafios do IBRAFE, bem como de seguir em frente com nosso dia a dia na Correpar. Pretendemos no próximo ano organizar 4 seminários voltados a comercialização de feijão e o primeiro congresso brasileiro de comercialização de feijão, assim, certamente os meses a frente serão de muito trabalho e concentração nestes aspectos tão importantes quanto levar através do Agroblog os comentários sobre o mercado. Agradeço a oportunidade e acolhida que recebi neste espaço e desejo à todos sucesso em suas empreitadas a favor da agricultura brasileira. Se desejar mais informações sobre o IBRAFE faça contato pelo marcelo@ibrafe.org.

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