18/agosto/2009 - terça-feira
Coluna Semanal
Agosto triste para o produtor
O mercado de feijão enfrenta um momento extremamente difícil. Mesmo com a redução total de 3,5% sobre a oferta do ano passado o mercado se mantém durante o mês de agosto em queda, com R$ 65 até R$ 70 em Minas, e na Bahia abaixo de R$ 60 por saco de 60 kgs. Estamos experimentando na verdade o excesso de oferta ocasionado pela oferta pequena do ano passado que pressionou os preços para cima além de R$ 250,00 em alguns momentos e principalmente pelo valor de R$ 80,00 para o preço mínimo.
Ocorre que em regiões como a de Ribeira do Pombal e Tucano na Bahia, Garanhuns em Pernambuco e Poço Verde em Sergipe, não existem armazéns autorizados a receber a mercadoria para AGF (Aquisição do Governo Federal) e nem mesmo estrutura para padronizar o produto para a CONAB. Produtores estão sendo prejudicados pelo excesso de estímulo preço e garantias, e os consumidores em algum momento no futuro irão novamente pagar mais caro pelo produto devido ao desestímulo que isto acarretará.
Não há o que fazer no momento. O supermercado compra o mínimo necessário evitando a formação de estoque, uma vez que sempre que vai repor seu estoque encontra ofertas ainda mais baixas.
Exigir um maior volume de verbas para AGF é um desafio. O governo afirma que está voltando a liberar verbas para AGF esta semana, cerca de R$ 20 milhões. Porém sabe-se que este valor não será suficiente para o total a ser ofertado durante este período. Agosto não será um período a ser lembrado com saudades.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do código penal. Conheça a Lei 9610.












