03/setembro/2010 - sexta-feira
Coluna Semanal
Petrobras retorna como “queridinha” do mercado
O mercado andava desprezando as ações da Petrobras já há algum tempo, em função das indefinições quanto ao plano de capitalização da companhia, considerada fundamental para que a empresa possa explorar os campos do pré-sal, o grande tesouro da empresa e dos brasileiros. As indefinições quanto a capitalização ocorreram por que o governo quer manter uma participação importante na empresa e a aprovação do formato precisa passar pelos órgãos governamentais que tradicionalmente não são conhecidos por serem ágeis e coerentes em suas decisões. Afinal, todo mundo quer interferir no assunto e puxar “a brasa para a sua sardinha”. A disputa pelos royalties do pré-sal já causaram grandes desconfortos entre os governantes, tendo em vista que o Rio de Janeiro e São Paulo queriam ficar com todos os royalties que os campos de produção de petróleo irão gerar.
A Petrobras também teve suas ações pressionadas negativamente pelos vendedores após o acidente da plataforma da BP no Golfo do México. Essa pressão sobre a empresa ocorreu porque o sistema de exploração em águas profundas utilizado pela BP é o mesmo utilizado pela Petrobras, sendo que as duas empresas dispõem de conceituada tecnologia para grandes profundidades. Porém, os investidores preferiram não correr o risco de ficar com os papéis da empresa na carteira, quando uma empresa que segue as leis americanas tem problemas de vazamento de petróleo, quem dirá uma empresa brasileira.
Assim, com o receio de que a manutenção das nossas plataformas não estivesse sendo feita como é o necessário, os fundos de investimentos decidiram se desfazer dos seus papéis, inclusive o mega investidor George Soros, que anunciou que estava se desfazendo das ações porque não acreditava que a empresa pudesse voltar a ter alta. E ele aparentemente estava errado! Apesar dos analistas não terem gostado muito do formato que será feita a capitalização e o preço do barril de petróleo que será concedido a União em troca da capitalização, os investidores gostaram e o papel vem subindo a três dias com bastante força. A informação é de que para participar da oferta o investidor terá que ter ações da Petrobras em carteira, o que vem provocando uma forte corrida pelos papéis da empresa. Até os aluguéis de ações estão sendo coibidos pelas corretoras, pois há a possibilidade de quem tenha papel alugado não possa exercer o direito de participar da oferta publica. As compras de ações da Petrobras na oferta com o uso do FGTS só deverão ser permitidas para os acionistas que compraram papéis da empresa no ano de 2000. Por enquanto, estas são as determinações para a capitalização da empresa, que deve ser sem dúvida a maior do mundo por um longo tempo. Vamos ver se as regras não mudam nos próximos dias.
Bons negócios a todos.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do código penal. Conheça a Lei 9610.
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