18/janeiro/2012 - quarta-feira
Coluna Semanal
Perspectivas 2012
Ano novo só no calendário. Assim deve ser 2012. O calendário muda, mas os desafios econômicos que enfrentamos em 2011, também serão enfrentados em 2012.
Acredito que os países europeus não definirão o rumo dos acontecimentos em 2012, Estados Unidos e China é que ficarão constantemente no foco. No entanto, a crise europeia vai continuar alterando o humor dos investidores e consequentemente refletindo nas bolsas ao redor do mundo.
Ainda em 2011, o mundo constatou que os governos de países importantes na economia mundial teriam dificuldade para rolar suas dívidas. Além disso, é perceptível a dificuldade que estes países têm encontrado para aprovar medidas que ajudem na retomada da atividade econômica e na restauração da confiança no pagamento das dívidas públicas.
Nos EUA, o notório o impasse no Congresso entre os situacionistas Democratas e os opositores Republicanos, que dominam o Senado. Na Europa, França e Alemanha não têm conseguido tomar decisões com a efetividade e agilidade que a crise demanda. Soma-se a isso um ano de eleições presidenciais e pronto. Temos um forte cenário de incertezas. As chances de estas economias saírem da recessão num curto prazo de tempo parecem absolutamente improváveis.
No país da Copa e das Olimpíadas, a volatilidade presente nos mercados em 2011, será presença constante por aqui este ano. O cenário atual aponta para um crescimento fraco, abaixo de 3,5%. A inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que em 2011 ficou levemente acima do teto da meta, que é de 6,5%, deverá encerrar 2012 entre 4,5% (centro da meta para o ano) e 5,35%. O BC nivelará a taxa de juros (SELIC) para conseguir atingir o centro da meta. A SELIC deve sofrer o primeiro recuo já nesta quarta-feira (18/01), na primeira reunião de 2012, recuando 0,50 ponto percentual, passando de 11 para 10,50%. Segundo estimativa do mercado, a SELIC deve encerrar o ano em 9%. Já no câmbio, a projeção do mercado financeiro para a taxa cambial no fim de 2012 é de R$ 1,75 por dólar.
Diante do cenário acima, de baixo crescimento mundial, de muitas incertezas políticas, já que haverá eleição presidencial nos EUA e outros países importantes, é bem provável que vejamos as coisas piorarem um pouco mais antes de melhorarem. A tendência é que a volatilidade seja grande na bolsa brasileira. Ainda assim, é provável que o IBOV encerre 2012 próximo dos 63 mil pontos.
Ao investidor, muita cautela. Operar com estratégias bem definidas, fazer uso das operações de hedge, não esquecer de usar os pontos de “stop”, são recomendações simples, mas que podem evitar enormes dissabores em cenários como o descrito acima.
Um ótimo ano, bons negócios e até a próxima!
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do código penal. Conheça a Lei 9610.












