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	<title>Agroblog - O Blog do Agronegócio &#187; Milho</title>
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	<description>Um time de grandes Agroblogueiros disponibilizam semanalmente análises e informações privilegiadas sobre o agronegócio.</description>
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		<title>MILHO &#8211; Marcio Genciano</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 20:07:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Milho]]></category>

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		<description><![CDATA[Milho: Baixos estoques pressiona mercado A colheita de milho nos EUA já começou e a expectativa com relação ao rendimento é muito grande já que os estoques de passagens estão bastante apertado. Relatório após relatório o USDA &#8211; Departamento Agrícola dos Estados Unidos vem diminuindo o rendimento do cereal que sofreu uma das maiores adversidades [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Milho: Baixos estoques pressiona mercado</strong></h2>
<p>A colheita de milho nos EUA já começou e a expectativa com relação ao rendimento é muito grande já que os estoques de passagens estão bastante apertado. Relatório após relatório o USDA &#8211; Departamento Agrícola dos Estados Unidos vem diminuindo o rendimento do cereal que sofreu uma das maiores adversidades climáticas dos últimos anos.</p>
<p>Num período sazonal as cotações podem sofrer uma pressão no curto prazo, nada que venha a assustar o produtor tendo em vista que a demanda tende a aumentar nesta reta final de 2011. Com certeza veremos o mercado interno e externo brigando pelo pouco milho que ainda temos, a pressão deve aumentar à medida que o dólar se valorize frente ao real, dando assim, mais competitividade nos produtos nacionais.</p>
<p>O gigante asiático tem sinalizado que pode buscar milho no Brasil e qualquer movimento direcionado numa determinada commodity significa uma forte demanda, não é de hoje que a China deixou de ser Exportador de milho para se tornar um importante Importador.</p>
<p>Diante de um cenário que pouco mudou nos últimos dias a macroeconomia tem sido o principal fundamento de grandes volatilidades e que deve continuar dando o direcionamento do mercado nas próximas semanas.<br />
Os fundamentos para milho são positivos, tanto no mercado físico como no mercado futuro, o importante é avaliar bem os custos de produção, praça, área de plantio da próxima safra Brasil e Argentina.</p>
<p>Vejo muitos produtores que se esqueceram de olhar os custos de plantio para próxima safrinha 12/12, grande parte da matéria prima para mistura de fertilizantes é importado. Bom, se é importado então os custos também subiram, pois o dólar hoje já esta cotado acima R$=1,700 e, com uma economia europeia e americana cada vez mais próximo de uma recessão o refugio dos fundos de investimentos já está bem definido.</p>
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		<title>MILHO &#8211; Márcio Genciano</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Sep 2011 07:52:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Milho]]></category>

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		<description><![CDATA[Milho: Redução de safra e forte demanda Após uma trégua nas turbulências do mercado financeiro as commodities agrícolas registraram na última semana uma forte recuperação, o milho buscou as máximas após romper a linha de suporte no vencimento dezembro na CBOT, principal referência para o vencimentos dos meses subseqüentes. Com uma safra cada vez mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Milho: Redução de safra e forte demanda</strong></h2>
<p>Após uma trégua nas turbulências do mercado financeiro as commodities agrícolas registraram na última semana uma forte recuperação, o milho buscou as máximas após romper a linha de suporte no vencimento dezembro na CBOT, principal referência para o vencimentos dos meses subseqüentes.</p>
<p>Com uma safra cada vez mais comprometida devido à falta de chuvas regulares no Corn Belt, os preços do cereal no mercado Internacional sinalizam novas altas. No Brasil a disparidade de preços é por conta do custo logístico e também qualidade onde parte foi comprometida por geadas e excessos de chuvas, como é o caso do Paraná e mesmo assim foi registrada uma valorização do produto chegando a 6,3% preço de balcão.</p>
<p>Nesta safra, os EUA corre o risco de ficar abaixo dos números de 2010/11 onde foram colhidos 316,17 milhões de tons do cereal, mas ainda é cedo para se falar em números reais, porém, fica a observação: o plantio se deu de forma irregular, ou seja, fora da janela ideal, o mesmo que aconteceu com a safrinha brasileira plantado em meados de março.</p>
<p>Muitos produtores na região Oeste do Paraná já iniciaram o plantio de milho verão safra 2011/12, também de forma irregular, já que desde as últimas chuvas a região tem apresentado temperaturas baixas durante a noite, próximo de 7 C°.</p>
<p>No atual cenário os fundamentos de fato são positivos, principalmente pela forte demanda. O gráfico abaixo mostra porque a China tem sinalizado importar milho, nesta safra 2011/12 o gigante Asiático deve produzir 178 milhões de tons tudo para consumo interno, sendo a maior parte para ração animal.</p>
<div id="attachment_2482" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/09/milho010911.jpg" alt="" title="" width="462" height="275" class="size-full wp-image-2482" /><p class="wp-caption-text"> </p></div>
<p>Um comparativo nos consumos entre os anos de 1992 e 2011 o crescimento simplesmente dobrou, de 2006 a 2011 são apenas cinco anos e o aumento foi de mais de 20 milhões de tons, num ano onde a quebra Americana é estimada em mais de 20 milhões de tons, Brasil e Argentina ficam com responsabilidade de safra cheia, porém em ano de La Nina ficam as apostas.</p>
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		<title>MILHO &#8211; Márcio Genciano</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 09:51:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Milho]]></category>

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		<description><![CDATA[MILHO: Rumo a cotação de patamares históricos Nas últimas semanas temos nos deparado com notícias vindas dos EUA de que as lavouras tanto de soja quanto de milho já dão sinais de que a quebra é inevitável, nem mesmo o pessimismo da macroeconomia tem afastado os fundos de buscar sua posição nas commodities agrícolas, as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>MILHO: Rumo a cotação de patamares históricos</strong></h2>
<p>Nas últimas semanas temos nos deparado com notícias vindas dos EUA de que as lavouras tanto de soja quanto de milho já dão sinais de que a quebra é inevitável, nem mesmo o pessimismo da macroeconomia tem afastado os fundos de buscar sua posição nas commodities agrícolas, as perguntas são frequentes como avaliar o atual cenário, o que fazer?</p>
<p>As exportações de milho por parte do Brasil contabilizaram até o final do mês de julho um total de 3,05 milhões de toneladas, ou seja, alta de 30,4% sobre o volume acumulado no mesmo período de 2010, quando haviam sido exportados 2,34 milhões de tons do cereal, até o final do ano esse número tende a aumentar e muito. </p>
<p>No dia 22/08 o (USDA) Departamento Agrícola dos Estados Unidos divulgou dados das condições das lavouras de milho norte americanas, reduzindo em 3% as áreas entre boas e excelentes condições. </p>
<p>A cotação na CBOT (Chicago Board of Trade) rompeu a linha de U$$=722,50/bushell com vencimento em dezembro registrando neste dia 23/08 U$$=743,50 devido à incerteza climática nos EUA que a cada dia compromete mais a produtividade.</p>
<p>As cotações no mercado interno também já registram certa reação principalmente no centro oeste onde as lavouras não foram afetadas pelas geadas esses milhos são padrão exportação, por isso uma valorização maior. </p>
<p>No estado do Paraná onde as geadas o excesso de chuva castigaram as lavouras de milho a baixa qualidade compromete uma valorização nas cotações num curto prazo, neste final de semana deve reiniciar as colheitas de safrinha após 5 dias de chuvas aonde as precipitações chegaram 200 mm, comprometendo ainda mais a qualidade do milho.</p>
<p>De fato os fundamentos mostram firmeza na oferta e demanda do milho, porém fica uma observação aos produtores que tem milho para negociar, avalie o custo de produção e para próxima safra veja a viabilidade de contratos futuros e vendas antecipadas são modalidades que vem crescendo muito nos últimos anos. </p>
<p>Nesta sexta feira (26) Bem Bernanke o presidente do Federal Reserv (Fed, o Banco Central Americano) deve anunciar uma nova rodada de estímulos econômico, esse anuncio com certeza será também um estimulo para as commodities, no caso do milho bater a casa dos U$$=8,00 por bushell.     mil</p>
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		<title>MILHO &#8211; Márcio Genciano</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Aug 2011 05:39:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Milho]]></category>

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		<description><![CDATA[Milho: O cenário aponta lucratividade em alta No último dia 11 de agosto o USDA divulgou seu relatório de oferta e demanda e o corte na produção de milho chegou a 14,00 milhões de tons, mesmo com um quadro macroeconômico pouco atrativo para as commodities devido a uma possível recessão financeira Americana e Europeia fica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Milho: O cenário aponta lucratividade em alta</strong></h2>
<p>No último dia 11 de agosto o USDA divulgou seu relatório de oferta e demanda e o corte na produção de milho chegou a 14,00 milhões de tons, mesmo com um quadro macroeconômico pouco atrativo para as commodities devido a uma possível recessão financeira Americana e Europeia fica evidente que o fator climático se atenue cada vez mais como forte referência nas cotações, o Departamento Agrícola Americano foi obrigado a reduzir 10 milhões de tons de seu consumo potencial, tudo isso para manter &#8220;equilibrado&#8221; seu estoque final em 2012, o corte também veio para as exportações em 4 milhões de tons.</p>
<p>Esse ajuste que USDA foi obrigado a fazer é na tentativa de que o mercado se retraia com relação à demanda pelo cereal, no entanto tudo isso pode ser um estopim, se a retração necessária não vier de encontro com as expectativas.</p>
<p>Nos últimos relatórios o USDA tem sido bastante conservador já que havia espaço para um determinado ajuste, agora com uma produção cada vez mais comprometida fica evidente que novas reduções nos números não estão descartadas, isso porque a meteorologia aponta que as chuvas serão abaixo das necessidades nos próximos dias, o consolo é que as temperaturas tendem a ser amenas.</p>
<p>Diante de um quadro de estoque bastante apertado o Brasil se destaca ainda mais e ganha importância no cenário mundial já que pode colocar no mercado mais de 60 milhões de tons de milho na temporada 2011/2012, com uma área no verão podendo chegar a 8,00 milhões de há e 5,5 milhões de há na safrinha, essa grande produção pode dar ao Brasil a oportunidade de buscar novos mercados, o que já uma realidade nos portos, pois o mês de agosto pode bater um recorde nos embarques e chegar a 2 milhões de tons. </p>
<p>Quanto às cotações na CBOT podemos dizer que a linha de suporte para chegar aos U$$= 8,00 por bushell é uma questão de tempo e o rompimento parece ser inevitável, isso devido aos fundamentos altistas que se firmam cada vez mais, estoque mundial baixo, demanda bastante aquecida e pra finalizar a produção de etanol nos EUA foi maior nesta última semana comparado as últimas nove, ou seja, indo em direção contrária as perspectivas do USDA. </p>
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		<title>MILHO &#8211; Márcio Genciano</title>
		<link>http://www.agroblog.com.br/milho/fundamentos-sao-positivos-para-o-milho/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Aug 2011 06:42:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Milho]]></category>

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		<description><![CDATA[Fundamentos são positivos para o Milho As commodities agrícolas sentiram o forte impacto do mercado financeiro nos últimos dias, tudo isso devido a uma possível recessão nos Estados Unidos e Europa. Não bastasse o fator macroeconômico pesando negativamente, as altas temperaturas no meio oeste devem ser mais amenas, chuvas em algumas regiões diminuem as temperaturas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Fundamentos são positivos para o Milho</strong></h2>
<p>As commodities agrícolas sentiram o forte impacto do mercado financeiro nos últimos dias, tudo isso devido a uma possível recessão nos Estados Unidos e Europa. Não bastasse o fator macroeconômico pesando negativamente, as altas temperaturas no meio oeste devem ser mais amenas, chuvas em algumas regiões diminuem as temperaturas favorecendo o desenvolvimento da soja e agindo como fator baixista nas cotações da oleaginosa.</p>
<p>Já o milho passou seu momento mais critico, no entanto o calor excessivo dos últimos dias fez o percentual de áreas irregulares subir de 14% para 16% essa informação do (USDA) Departamento Agrícola dos Estados Unidos trouxe de volta os investidores acreditando numa possível quebra de safra.</p>
<p>O milho apresenta um quadro mais positivo para as cotações, alguns fundamentos ainda são bastante consistentes.<br />
- O estoque mundial é baixo e depende muito dessa safra americana para recompor os estoques.<br />
- A demanda interna e externa deve continuar aquecida ao longo desse segundo semestre<br />
- Quebra na safrinha brasileira a oferta será menor<br />
- 40% do milho americano vão para fabricação do Etanol<br />
- Possível quebra na produção americana já que grande parte do plantio ocorreu fora da janela ideal, tendo sua polinização em pleno verão </p>
<p>Neste dia 11 de agosto o (USDA) divulga seu relatório de oferta e demanda e uma possível revisão de área plantada com milho não esta descartada, já que no último relatório foi informado um aumento de área o que foi uma surpresa para o mercado que esperava uma redução devido às condições de plantio. </p>
<p>Para o produtor o momento é de muita cautela.</p>
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		<title>MILHO &#8211; João Carlos Kopp</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jun 2011 20:08:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Milho]]></category>
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		<description><![CDATA[A beira de uma nova crise, e o estopim serão as commodities, será? O pessimismo toma conta do mercado em geral, não só aqui no Brasil mas também ao redor do mundo. Há um bom tempo venho alertando aos leitores todos os fatores negativos que vinham rondando não só o Milho mas o mercado em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>A beira de uma nova crise, e o estopim serão as commodities, será?</strong></h2>
<p>O pessimismo toma conta do mercado em geral, não só aqui no Brasil mas também ao redor do mundo. Há um bom tempo venho alertando aos leitores todos os fatores negativos que vinham rondando não só o Milho mas o mercado em geral; pois bem, o milho amarga uma queda de 8% na BM&#038;F, 8,6% no vencimento Setembro na CBOT,  7,5% Dezembro e 11% no Julho. O principal fator determinante dessas quedas é a liquidação dos fundos, tendo em vista a proximidade do vencimento do contrato de Julho na CBOT, forçando os investidores não comerciais a saírem de suas posições de compras e com isso derrubando os preços; e nesse ínterim o senado americano aprovou a queda do Subsídio ao Etanol (ainda precisa ser aprovado em outras instâncias para entrar em vigor, e se entrar em vigor será somente no final do ano).</p>
<p>Gostaria de relembrar os leitores do ano de 2008, quando vimos os preços de TODAS as commodities em geral atingindo cotações históricas e logo quando a crise se instaurou amargaram quedas enormes. No ano de 2008 quem foi culpado pela crise foi a bolha imobiliária Norte Americana, será? O grande culpado das crises historicamente é a alavancagem, ou seja poder &#8220;operar&#8221; com uma parte do dinheiro montantes maior; por um lado ela é ótima, possibilita a entrada de mais player&#8217;s no mercado, porém se for utilizada de uma forma exagerada, sem consciência da exposição ao risco e a tomada de medidas que &#8220;protejam&#8221; suas posições ela se torna algo muito perigoso.</p>
<p>Bem, vamos fazer algumas reflexões sobre a atual situação do sistema financeiro ao redor do mundo. A inflação vem castigando o crescimento projetado dos países emergentes e também do tão poderosos EUA, o presidente do Banco central Americano Ben Bernanke, em vários discursos disse que a inflação ao redor do mundo iria diminuir quando o preço das commodities caissem, pois bem, os preços estão caindo, inclusive o petróleo perdeu os níveis de U$ 100,00/barril e continua nos apontando que pode cair ainda mais.</p>
<p>O grande problema agora é que o buraco é mais embaixo, a crise da Grécia agravou-se de tal maneira que o FMI e a União Europeia estão com os dois pés atrás em liberar a ajuda, e adiaram para Julho o pagamento do quinto lance de ajuda ao país. O Moody (agência de risco dos EUA), sexta feira passada (17/06/2011) colocou a Itália na mira; provavelmente terá seu grau de investimento rebaixado; também não podemos esquecer de Espanha e Portugal. Mas o que essas economias podem influenciar no preço do grão que um produtor está plantando com tanto esforço em qualquer parte do território brasileiro?</p>
<p>O problema caros leitores é que caso se agrave os problemas na Europa, presenciaremos um efeito dominó em todas as economias europeias, em especial e possivelmente um efeito generalizado ao redor do Globo; pois quem detêm a maior parte da dívida e títulos europeus são os países do bloco Europeu, e os tão falados fundos de investimento possuem uma boa parcela investida por lá. Confirmando-se a crise na Europa, para tapar alguns buracos, quem tem o dinheiro aplicado lá precisam retirar de algum investimento, o meu palpite é que será das commodities. Um fato notório que alertei os leitores e quem acompanha o mercado pode observar na semana passada, é que quando temos um nível especulativo muito grande, e Grau de Alavancagem está muito alto (isto acaba distorcendo muito o preço de qualquer ativo, e geralmente leva a uma euforia exacerbada, que será &#8220;descontada&#8221; logo em frente), o mercado fica extremamente sensível a qualquer notícia e fato novo. Tanto o Milho como o petróleo apresentaram recuos significativos em suas cotações.</p>
<p>Depois desse breve panorama das economias Mundiais venho alertar sobre uma nova preocupação. Após termos observado a saída avassaladora dos fundos de investimento na semana passada do mercado de milho. Agora trago a minha nova e maior preocupação.</p>
<p>O Brasil teve seu grau de investimento elevado, aliado a isso foi aumentada a nossa taxa de Juros, combinação que atrai muito os investidores estrangeiros (que estão optando em investir mais em títulos de renda fixa do que qualquer outro investimento), quando esse capital entra em nossa economia acabam por derrubar as cotações do Dólar, que por sua vez prejudica as nossas exportações.</p>
<p>O problema é o seguinte, caso venhamos a enfrentar turbulências no mercado financeiro, penso que é inevitável que os preços das commodities caiam e com a queda do dólar não teremos muito estimulo a exportação de milho. E esse pensamento é simples, com o mundo sem dinheiro, de onde sairá o dinheiro para comprar comida?</p>
<p>Depois de passarmos por esses aspectos negativos que podem comprometer o avanço do preço das commodities, vamos observar agora de perto os aspectos do mercado agrícola.</p>
<p>Na semana passada os EUA anunciou a retirada de medidas restritivas a importação do Suco de Laranja Brasileiro, e aprovação do senado americano a retirada do subsídio do Etanol, mas em contrapartida os Norte Americanos querem dar um calote no algodão. Não vamos nos iludir, os EUA não darão ponto sem nó.</p>
<p>Caso a queda do subsídio venha a se confirmar ele entrará em vigor no final deste ano corrente (2011) e poderá ter um impacto muito negativo nas cotações do milho, pois possivelmente diminuirá a produção do Etanol e consequentemente haverá uma &#8220;sobra&#8221; de milho.</p>
<p>A única certeza que temos é a seguinte: ontem, dia 20/06/2011 foi divulgado relatório do USDA sobre as condições das lavouras dos EUA; o relatório nos reporta que os Norte Americanos conseguiram plantar a sua safra recorde, porém a questão ficará na qualidade das lavouras, já ouvimos alguns produtores relatando que as condições estão muito ruins, o que tráz sustentação aos preços.</p>
<p>Os preços altos que estamos vivenciando nesse momento têm  influência em boa parte dos leilões de PEP (Prêmio para Exportação) que o governo brasileiro fez no início do ano passado com finalidade de diminuir os estoques. Pois bem, conseguiram. Mas não podemos esquecer do outro lado da cadeia, a ponta compradora, que precisa de milho para fazer ração; no final do ano o governo foi obrigado a fazer leilões de venda para o mercado interno justamente para poder disponibilizar grãos aos compradores.</p>
<p>Será muito difícil presenciarmos leilões de PEP nesse ano. A cadeia está estrangulando e &#8220;matando&#8221; aos poucos os compradores, pois o custo de produção aumentou (Aves e Suínos) e o preço de venda da carne diminuiu, destruindo com a margem de lucro.</p>
<p>Estava observando alguns dados de produção e estoques mundiais de milho e me chamou a atenção um simples fato, os estoques de passagem do ano passado foram de 18%, que na safra passada e para a Safra 2011/12 é de mais uma queda em torno de 6%. Fazendo uma conta simples e adicionando as quedas da safra 2008/2009, temos uma queda no período de quase 30%, e o aumento nos preços no mesmo período foi de 40% considerando o preço próximo de U$ 5,00/buschel no final do ano de 2008 e os níveis de U$7,00/buschel praticados nesse momento na CBOT.</p>
<p>Sei que a conta é simples, sem nenhuma análise gráfica, mas pode ser um bom parâmetro para o cálculo de um preço para o final do ano. Então pegamos o preço do final do ano passado em Chicago de U$ 6,25/buschel somando 5% da previsão de queda dos estoques americanos nos remetem a U$ 6,56 o que seria próximo de R$ 24,00.</p>
<p>O pensamento é simples, caso as economias mundiais não se recuperem e os EUA não encontrem uma saída para os seus problemas financeiros, podemos esquecer os fundamentos.</p>
<p>Agora, pensando positivamente, os EUA achando uma saída, a China conseguindo crescer e puxar as economias Asiáticas, o mundo demandando alimento como nunca visto antes, ai sim podemos ver todas as commodities em geral buscarem os seus topos históricos.</p>
<p>Realmente são muitos fatores que temos que levar em consideração, mas a recomendação sempre será a mesma, se tivermos uma margem de lucro garantida, o ideal é ir fixando os preços, seja no mercado da BM&#038;F, com tranding&#8217;s, Cooperativas, enfim.</p>
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		<title>MILHO &#8211; João Carlos Kopp</title>
		<link>http://www.agroblog.com.br/milho/o-colapso-da-alavancagem/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Jun 2011 05:43:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Milho]]></category>

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		<description><![CDATA[O Colapso da Alavancagem Há um pouco mais de um mês venho escrevendo no Agroblog, em todos os textos enfatizei o que poderia acontecer no mercado de uma forma generalizada e específico ao milho. Pois bem, agora os mercados parecem estar entrando em colapso, e estamos vivenciando as FORÇAS OCULTAS assolando o mercado. No texto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>O Colapso da Alavancagem</strong></h2>
<p>Há um pouco mais de um mês venho escrevendo no Agroblog, em todos os textos enfatizei o que poderia acontecer no mercado de uma forma generalizada e específico<br />
ao milho. Pois bem, agora os mercados parecem estar entrando em colapso, e estamos vivenciando as FORÇAS OCULTAS assolando o mercado.</p>
<p>No texto das Forças Ocultas, ressaltei a força destrutiva que uma saída das posições compradas dos Fundos de Investimento em especial do Milho e Petróleo poderiam ser avassaladoras, estamos vivenciando isto nesse exato momento e agora de uma forma mais acentuada.</p>
<p>Me valho de um ditado americano nesse momento: &#8220;Sobe no Boato e cai no Fato&#8221;, o milho atingiu os patamares históricos nos EUA de U$ 7,996/buschel convertendo em<br />
reais/saco o preço seria próximo de R$ 29,00, com as dificuldades no escoamento da produção nos EUA os prêmios estão bem altos podendo remeter a um preço no porto<br />
próximo a R$ 31,50, preço este igual a máxima mais próxima atingida dia 9/06/2011.</p>
<p>Historicamente não há uma correlação muito grande entre o nosso mercado e o dos Norte Americanos; muito disso pela nossa sazonalidade ser diferente. Porém nesse<br />
momento o contrato de milho Setembro, vem &#8220;tentando&#8221; referenciar-se pelo milho da CBOT.</p>
<p>O boato que na realidade é um fato é de que os estoques americanos estão nos menores níveis da história, os fundamentos são os melhores dos últimos 20 anos, pois bem o mercado e os gestores de muitos fundos em busca de ganhos, como qualquer outra pessoa, começaram a comprar commmodities, então os preços de todas as commodities subiram vertiginosamente. Constantemente venho alertando que a maior posição comprada dos investidores não comerciais estão no Milho e no Petróleo.<br />
Hoje 15/06/2011 contra todos os fundamentos do mercado, o milho trabalhou no seu limite de baixa praticamente todo o pregão. Alguns tentam explicar as quedas porque o clima melhorou nos EUA, e o plantio está quase completo, mas um fato muito importante a ser considero nesse momento em diante é as condições de<br />
desenvolvimento das lavouras, que ainda está em níveis baixos quando comparados a média dos últimos 5 anos.</p>
<p>Mas o que está acontecendo com o mercado para cair tanto assim, com os fundamentos tão fortes? É simples, os investidores não comerciais não querem e não vão receber milho, e o vencimento Julho está no período de aviso de entrega, ou seja quem está comprado tem duas alternativas, receber o milho ou simplesmente zerar as suas posições, e é isso que está acontecendo, derrubando as cotações em 9,25% desde o seu topo, os vencimentos mais longos estão indo na esteira.<br />
No último texto comentei o quanto era difícil definirmos e se é que existe um preço justo, tentando fazer uma comparação como fiz acima nos preços do topo, podemos<br />
pensar da seguinte forma o vencimento Março nos EUA está em torno de R$ 24,00/saco; que convenhamos é um baita preço.</p>
<p>As preocupações com os aspectos Macro-econômicos continuam e tendem a acentuarse, com o rebaixamento do grau de investimento da Grécia para o pior nível do mundo, não vamos esquecer que Portugal e Espanha não estão completamente a salvo. Para colaborar com o quadro negativo, o petróleo atingiu hoje a pior cotação desde Fevereiro batendo os U$ 94,03, voltam os rumores que o Senado Americano pode derrubar os subsídios ao Etanol (acho mais fácil o petróleo ir a U$ 85,00); o déficit fiscal americano preocupa não só os americanos como o mundo, a inflação ainda segue pressionando e freando o crescimento das principais economias globais.<br />
Esses aspectos negativos vão gerar reações, no meu ponto de vista acho que podemos ver um &#8220;rodízio&#8221; nas commodities, infelizmente o mundo não consegue absorver todas as commodities em alta ao mesmo tempo, uma saída talvez seja o &#8220;rodízio&#8221; assim que a safra de milho nos EUA se consolidar, a América Latina aumentando a área de plantio de milho e assim o Mundo começa a reconstruir seus estoques e podemos ver os preços voltarem a patamares menores; nesse momento a Soja que muito provável vá perder espaço para a Soja, volta a atrair as atenções e começa a subir, ou até mesmo o Trigo; mas isso sim é pura especulação minha.</p>
<p>Esses dias ouvi um produtor Norte Americano falando que plantar milho era a mesma coisa que imprimir dinheiro, nesses níveis de preço é mais que natural que os produtores aumentem suas lavouras, mas se forem fazer tomem as devidas precauções. Seja vendendo Milho Safra nova, ou travando parte na Bolsa. O preço médio é a melhor forma de trabalharmos, é muito difícil acertarmos no olho da mosca, mas o preço médio nos ajuda em muito a acertar ela ao menos.</p>
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		<title>MILHO &#8211; João Carlos Kopp</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jun 2011 12:09:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Milho]]></category>

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		<description><![CDATA[O remédio é amargo! A natureza é algo magnífico, seja pela manifestação de seus ciclos, como as estações, as sazonalidades das culturas, e as regulações de alguma distorção, por exemplo quando temos uma população muito grande de um determinado microorganismo no solo, ela acaba exaurindo as suas fontes, com isto ocorrendo a morte e o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>O remédio é amargo!</strong></h2>
<p>A natureza é algo magnífico, seja pela manifestação de seus ciclos, como as estações, as sazonalidades das culturas, e as regulações de alguma distorção, por exemplo quando temos uma população muito grande de um determinado microorganismo no solo, ela acaba exaurindo as suas fontes, com isto ocorrendo a morte e o crescimento populacional de outros, que alimentam-se dos mortos, e esse processo se dá de forma cíclica. </p>
<p>Começo com essa analogia remetendo a movimentação dos maiores player&#8217;s de mercado, os países produtores de commodities.</p>
<p>Não vamos nos enganar o fantasma da inflação está ai, apesar de algumas casas de investimentos e o próprio governo dizerem que a inflação está sendo bem controlada, o poder de compra do dinheiro não aumentou e o preço dos alimentos ainda não começaram a ceder significativamente.</p>
<p>O remédio para conter a inflação é amargo, pois as medidas que os governos tem que tomar acabando freando o crescimento projetado do país, com essa desaceleração não temos novos investimentos na indústria, que já está prejudicada pela depreciação do dólar frente ao real o que vem prejudicando nossas exportações.</p>
<p>Não pretendo entrar na discussão da inflação, mas o ponto que gostaria de frisar é que ela vem dando dor de cabeça nos países emergentes, e algumas medidas estão sendo tomadas, as principais são cortes de custos, mas agora vamos discutir uma outra questão, o preço das commodities.</p>
<p>Muito já falamos que os fundamentos não só do milho, mas das outras commodities, são os melhores dos últimos 20 anos, a demanda aumentou consideravelmente a oferta não acompanhou e os estoques não estão em níveis satisfatórios.</p>
<p>São os fundamentos que impulsionaram os preços, talvez o mercado futuro puxando o mercado físico no meio do ano de 2010 até agora? Muitos questionamentos surgem e o principal deles é uma pergunta que me faço todos os dias: quanto será o preço justo seja do milho, do trigo ou da soja? Para um produtor ele sempre vai querer mais, se a saca de milho for a R$30,00 ele vai achar que agora vai a R$40,00 e assim por diante, mas nós não podemos nos esquecer que esse mesmo milho serve tanto para alimentação humana, animal e nos EUA para a produção de etanol (talvez o menos nobre dos usos pois temos perfeitas condições de produção de etanol a base de cana-de-açúcar e com isso incentivando os países produtores; apenas uma ideia utópica, que somente será discutida daqui uns 30 anos) e que a ponta compradora da cadeia vem sendo pressionada sem conseguir repassar o aumento dos seus custos.</p>
<p>Retomando a história da cadeia trófica dos microorganismos do solo, agora vou fazer a analogia ao mercado e ela é bem simples, claramente visível e com informações disponíveis a qualquer um em qualquer veiculo de comunicação.</p>
<p>Bem, na semana passada a Rússia anunciou o fim do embargo as suas exportações de trigo, abrindo a porta do seu celeiro e com isto aumentando o trigo disponível no mercado internacional, outro anúncio foi o embargo a importação de carnes brasileiras as duas medidas tem um único intuíto, a diminuição da cotação dos produtos e com isto mais uma tentativa de frear a inflação e quem sabe manter o seu ritmo acelerado de crescimento.</p>
<p>Outro movimento parecido verificamos em meados de abril, quando a China anunciou a venda de parte dos seus estoques de Soja e a diminuição dos níveis de esmagamento.</p>
<p>Continuo a enfatizar que quem detém o poder financeiro ao redor do globo já vem dizendo que a inflação vai diminuir quando os preços das commodities caírem, na próxima reunião do Banco Central europeu será discutido a possível criação de medidas restritórias para as commodities.</p>
<p>Infelizmente não temos como saber se os preços continuarão a subir impulsionados pelos fundamentos, ou tendem a começar a cair pressionados pelos fatores macroeconômicos.</p>
<p>O que podemos fazer é nos valer de todas as informações que os mercados nos dão, como por exemplo, que a maior posição comprada dos fundos de investimentos é no milho, então a recomendação continua, vamos começar a fazer HEDGE DE INFLAÇÃO, pois se a inflação recuar, muito provavelmente veremos os preços caírem.</p>
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		<title>MILHO &#8211; João Carlos Kopp</title>
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		<pubDate>Tue, 31 May 2011 14:32:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Milho]]></category>

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		<description><![CDATA[Entre a Cruz e a Espada Os fundamentos do milho e do mercado agrícola em geral está nos melhores níveis dos últimos 20 anos, o preço do milho em algumas regiões do MT subiu mais de 130% no último ano, os estoques americanos estão nos menores níveis da história, mesmo que eles consigam plantar a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Entre a Cruz e a Espada</strong></h2>
<p>Os fundamentos do milho e do mercado agrícola em geral está nos melhores níveis dos últimos 20 anos, o preço do milho em algumas regiões do MT subiu mais de 130% no último ano, os estoques americanos estão nos menores níveis da história, mesmo que eles consigam plantar a sua safra recorde de 92 milhões de Acres e com uma produtividade recorde, os estoques continuaram apertados. O Brasil está enfrentando sérios problemas para o plantio do milho safrinha, o milho no mercado futuro subiu 13 dias seguidos (considerando o fechamento de ontem 30/05/11 cotado a 30,60), acumulando uma alta nesses dias de 7,7%.</p>
<p>Bem atrativo os argumentos acima, você concorda comigo? Se eu que estivesse lendo algum texto com essa referência e não entendesse nada de mercado, iria fazer de tudo para comprar o milho na bolsa, ou segurar as minhas vendas no mercado físico até o grão atingir patamares mais altos; estaria errado em fazer isso?</p>
<p>Com os argumentos acima não estaria errado não, seria até insensato em não fazê-lo.</p>
<p>Quem vem acompanhando os últimos textos deve estar pensando agora, será que o mundo virou de cabeça para baixo e todos os problemas e receios sumiram em um passe de mágica, ele só vinha alertando sobre os aspectos negativos. Os fundamentos mudaram em uma semana?</p>
<p>Em resposta a minha própria pergunta: Não os fundamentos não mudam da noite para o dia, continuam muito positivos; e sim eu continuarei a alertar sobre os aspectos macroeconômicos.</p>
<p>Estamos entre a cruz e a espada, aonde de um lado temos os aspectos fundamentais muito positivos, com estoques americanos nos menores níveis dos últimos 20 anos, aumento da demanda mundial de alimentos. E de outro observamos o fluxo especulativo crescendo para o mercado de milho.</p>
<p>Mais uma vez eu repito, é bom que tenhamos especuladores no mercado, eles dão liquidez aos produtores para travarem o preço das suas safras em bolsa.</p>
<p>Mas o que leva à esse fluxo especulativo para o mercado de milho? Um motivo simples é que o mercado hoje vive muitas incertezas, com isso ele tende a ser mais volátil e pode ser fácil acontecer oscilações grandes em um curto período de tempo possibilitando ganhos altos.</p>
<p>Pois bem, se os fundamentos são positivos, os fundos estão comprando, no LONGO prazo a tendência é de valorização do grão? É o que tudo indica, mas como comentado nos textos anteriores, existem alguns fatores externos, que acabam impactando muito sobre o mercado. </p>
<p>Então vamos dar uma olhada em dois gráficos, eles nos mostram as curvas futuras de preços, no Brasil e nos EUA.</p>
<div id="attachment_2341" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/05/milho310511a.jpg" alt="" title="" width="462" height="281" class="size-full wp-image-2341" /><p class="wp-caption-text"> </p></div>
<div id="attachment_2342" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/05/milho310511b.jpg" alt="" title="" width="462" height="278" class="size-full wp-image-2342" /><p class="wp-caption-text"> </p></div>
<p>A curva futura do mercado Brasileiro, condiz com tudo de positivo que viemos falando até agora, mas a curva futura americana, nos mostra que no longo prazo a tendência é de baixa.</p>
<p>&#8220;Mas esses Americanos não sabem que se os fundamentos do milho são para cima, a tendência é que os preços no futuro estejam mais altos que no presente”</p>
<p>Este é um conceito básico de mercado futuro, que a formação de preços se dá pelo preço do mercado físico mais uma &#8220;taxa de juros&#8221; que nada mais é que a incerteza inerente ao mercado, expectativas de safras e que pelo o que parece é que o mercado brasileiro está precificando esses problemas, enquanto os Norte Americanos ainda não.</p>
<p>Temos algumas explicações para isso, a primeira, investidores não comerciais buscam liquidez, e os contratos com maior liquidez são os de curto prazo, isto leva as maiores posições nesses vencimentos. Segundo ponto: as incertezas no mercado internacional são muito grandes, problemas financeiros agravando-se no bloco Europeu, inflação aumentando ao redor do mundo, especialmente nos países emergentes, que enfrentam grande valorização de suas moedas, ocasionadas pela política Norte Americana do <em>quantative easin</em>.</p>
<p>Observemos alguns movimentos por parte dos países do Brick que estão sofrendo com a inflação.</p>
<p>A china já havia vendido parte dos seus estoques de Soja, diminuído a margem de processamento das suas esmagadoras. Agora a Rússia cancela o embargo que tinha sobre as suas exportações de Trigo, com isto pressionando o mercado, pois o mundo tem mais um celeiro para comprar grãos. Estas duas medidas tem somente um objetivo, frear as cotações das commodities, que no último ano e meio subiram vertiginosamente.</p>
<p>E já surtem efeitos. Hoje (31/05/11) estamos observando uma queda de 5% no trigo levando na esteira o milho com queda de mais 1,5%.</p>
<p>O meu objetivo ao longo desses textos é somente alertar ao leitor, sobre o cenário e a partir daí espero colaborar que cada um busque a melhor tomada de decisão.</p>
<p>É muito difícil sabermos até onde os preços vão, se vão subir para os R$ 34,00/saca ou vão cair a R$ 17,00.</p>
<p>O único receio que tenho é que quando os fundos decidirem sair de suas posições, pois acharam algum investimento mais interessante ou o mercado se consolidou, quem sofrerá será o produtor, que não buscou ou não teve acesso a mecanismos de proteção.</p>
<p>O Milho Fevereiro está cotado na BM&#038;F Bovespa hoje em torno de R$ 31,50, uma opção de venda à R$ 32,00 custa em torno de R$ 2,07/saca, que nos dá um preço líquido de R$ 29,93. Importante calcularmos o diferencial de base da região do produtor. Os custos de corretagem é de 0,15% sobre o volume financeiro negociado.</p>
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		<title>MILHO &#8211; João Carlos Kopp</title>
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		<pubDate>Tue, 24 May 2011 06:48:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Milho]]></category>
		<category><![CDATA[Ben Bernanke]]></category>
		<category><![CDATA[call]]></category>
		<category><![CDATA[commodities]]></category>
		<category><![CDATA[FED]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[mercado físico]]></category>
		<category><![CDATA[produtor]]></category>

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		<description><![CDATA[Forças Ocultas Primeiramente gostaria de pedir desculpas aos leitores, por não ter postado o artigo na semana passada, mas estava um pouco atarefado e sem inspiração para escrever algo que pudesse contribuir ao leitor. A cada artigo que passa eu venho falando de uma possível pressão, que o cenário macroeconômico não está favorável. Será que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Forças Ocultas</strong></h2>
<p>Primeiramente gostaria de pedir desculpas aos leitores, por não ter postado o artigo na semana passada, mas estava um pouco atarefado e sem inspiração para escrever algo que pudesse contribuir ao leitor.</p>
<p>A cada artigo que passa eu venho falando de uma possível pressão, que o cenário macroeconômico não está favorável. </p>
<p>Será que sou o único que não vê que os fundamentos do milho são para cima?</p>
<p>Vou confessar a vocês, nem eu gosto de estar falando sempre de aspectos baixistas; mas prometo que quando o cenário voltar a ficar favorável, ao menos em parte, serei o maior entusiasta de um mercado altista.</p>
<p>Sempre gosto de falar um pouco do mercado em geral, pois isto auxilia em muito a nossa tomada de decisões, seja ela em qual commoditie for. Vou convidá-los a uma breve passagem ocorrida no dia 28/04 que foi emblemático para mim. Reunião do FED (Banco Central Americano) e após a reunião o presidente o Sr Ben Bernanke fez um discurso, fato inédito. Muitas pessoas e analistas de mercado disseram que ele não falou nada, concordo, explicitamente não disse nada de novo. Porém nas entrelinhas ele falou algo que me chamou muito atenção: &#8220;A inflação ao redor do mundo vai diminuir no momento que os preços das commodities caírem.&#8221; Mas os estoques mundiais de milho, trigo e soja, não estão em níveis baixíssimos próximos as mínimas históricas, a demanda mundial é crescente, em especial a demanda chinesa. Isso é a mais pura verdade, e de fato os números e dados confirmam todas essas informações. Será que o Presidente do FED não está vendo isso? Vamos ver o que aconteceu de lá para cá, na tabela abaixo:</p>
<div id="attachment_2329" class="wp-caption alignleft" style="width: 280px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/05/milho240511.jpg" alt="" title="" width="270" height="380" class="size-full wp-image-2329" /><p class="wp-caption-text"> </p></div>
<p>Não quero dizer que estas quedas ocorreram única e exclusivamente pelo discurso, mas penso que se o &#8220;responsável&#8221; pela maior economia do mundo tem esse ponto de vista, e vendo o fluxo de saída de fundos de investimentos desses mercados não vou ser eu quem vou ficar comprado.</p>
<p>O objetivo desta tabela é mostrar rapidamente o quanto que as principais commodities e mercados de referencia caíram. A única alta é do Dolar índex, que possui correlação inversa ao preço das commodities, ou seja se ele sobe pressiona para baixo a cotação das demais commodities.</p>
<p>Mais uma vez repito, as posições de Fundos de Investimentos estão muito compradas no mercado Norte Americano de commodities, qualquer notícia ou fato, que traga pressão aos preços pode tomar uma dimensão muito grande. Da mesma forma que podemos ver altas explosivas, as forças ocultas podem gerar quedas catastróficas mesmo com o cenários fundamentais positivo.</p>
<p>O cenário macroeconômico não melhorou desde os últimos textos, pelo contrário piorou, com o rebaixamento do Grau de Investimento da Grécia, e rumores quanto aos problemas na saúde financeira na Itália e Espanha e a já confirmada crise em Portugal, prejudicam o canário macro.</p>
<p>Bem, mais um artigo trazendo dados e informações que não nos remetem a um cenário positivo. Na minha humilde opinião acho que as quedas em geral não chegaram a seu fim; o maior problema continua sendo o cenário Macro econômico, pois os fundamentos são muitos positivos.</p>
<p>A recomendação é simples e continua a mesma. Utilizarmos as ferramentas disponíveis no mercado financeiro para travarmos nossas posições Físicas e com isto ficar com a nossa margem de lucro garantida para iniciar o planejamento da próxima safra.</p>
<p>Como não tem como sabermos a que momento o movimento cessa o ideal é sempre trabalharmos com preço médio. </p>
<p>Para não tomar muito o tempo, neste artigo vou exemplificar uma operação de caixa, Liquidação Física e compra o &#8220;grão no papel&#8221;.</p>
<p><strong>Utilizando o mercado:</strong><br />
Digamos que hoje no mercado físico o produtor vende o saco de milho a R$28,00, na bolsa o contrato setembro está sendo negociado a 29,50. Diferencial de base de R$ 1,50. </p>
<p>Mas todos os noticiários dizem que não tem milho no mercado, que os estoques são baixíssimos e que o preço muito provavelmente vá subir bastante. O produtor que precisa honrar seus compromissos, pode fazer uma operação simples, que é adquirir um &#8220;direito de compra&#8221; (CALL) para setembro, e se o mercado confirmar e seguir os fundamentos e subir, ele não estará de fora de uma alta nos preços.</p>
<p>Ex: Compramos a Call para setembro a R$ 29,50 por R$ 1,50. Ou seja temos o direito de comprar o milho a R$ 29,50 até o vencimento do contrato.</p>
<p>Supondo que em agosto o preço do milho estiver R$ 35,00 na bolsa e R$ 33,50 no mercado físico; exercemos o direito e o produtor recebe R$ 5,50/saca na bolsa, tirando o custo ele recebe R$ 4,00; Acrescendo ao preço de venda do grão físico o produtor vendeu a saca de milho por R$ 32,00; menos que o mercado físico no momento.</p>
<p>Agora se o mercado não reagir e até o vencimento cair para R$ 24,00 na bolsa e R$ 22,50 no físico, o produtor terá vendido muito bem o grão, tirando os custos da operação ele recebeu R$ 26,50/saca; mais do que o mercado físico no momento  e não ficou de fora de uma possível alta.</p>
<p><em>O custo de corretagem é de 0,15% para abertura de posição no mercado de opções agrícolas.</em></p>
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