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01/setembro/2011 - quinta-feira

Coluna Semanal

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MILHO – Márcio Genciano

Milho: Redução de safra e forte demanda

Após uma trégua nas turbulências do mercado financeiro as commodities agrícolas registraram na última semana uma forte recuperação, o milho buscou as máximas após romper a linha de suporte no vencimento dezembro na CBOT, principal referência para o vencimentos dos meses subseqüentes.

Com uma safra cada vez mais comprometida devido à falta de chuvas regulares no Corn Belt, os preços do cereal no mercado Internacional sinalizam novas altas. No Brasil a disparidade de preços é por conta do custo logístico e também qualidade onde parte foi comprometida por geadas e excessos de chuvas, como é o caso do Paraná e mesmo assim foi registrada uma valorização do produto chegando a 6,3% preço de balcão.

Nesta safra, os EUA corre o risco de ficar abaixo dos números de 2010/11 onde foram colhidos 316,17 milhões de tons do cereal, mas ainda é cedo para se falar em números reais, porém, fica a observação: o plantio se deu de forma irregular, ou seja, fora da janela ideal, o mesmo que aconteceu com a safrinha brasileira plantado em meados de março.

Muitos produtores na região Oeste do Paraná já iniciaram o plantio de milho verão safra 2011/12, também de forma irregular, já que desde as últimas chuvas a região tem apresentado temperaturas baixas durante a noite, próximo de 7 C°.

No atual cenário os fundamentos de fato são positivos, principalmente pela forte demanda. O gráfico abaixo mostra porque a China tem sinalizado importar milho, nesta safra 2011/12 o gigante Asiático deve produzir 178 milhões de tons tudo para consumo interno, sendo a maior parte para ração animal.

Um comparativo nos consumos entre os anos de 1992 e 2011 o crescimento simplesmente dobrou, de 2006 a 2011 são apenas cinco anos e o aumento foi de mais de 20 milhões de tons, num ano onde a quebra Americana é estimada em mais de 20 milhões de tons, Brasil e Argentina ficam com responsabilidade de safra cheia, porém em ano de La Nina ficam as apostas.

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