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	<title>Agroblog - O Blog do Agronegócio &#187; Soja</title>
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	<description>Um time de grandes Agroblogueiros disponibilizam semanalmente análises e informações privilegiadas sobre o agronegócio.</description>
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		<title>SOJA &#8211; Ricardo Lorenzet</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Apr 2011 14:02:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nas entrelinhas Bom, senhores, nesta semana tentarei ser breve. De fato não há muitas novidades sobre as quais discorrer neste momento. Os preços da oleaginosa seguiram pressionados nas últimas sessões, com o mercado assimilando uma menor demanda de importação asiática juntamente à entrada da safra sul-americana no mercado. Também contribui com a percepção mais negativa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Nas entrelinhas</strong></h2>
<p>Bom, senhores, nesta semana tentarei ser breve. De fato não há muitas novidades sobre as quais discorrer neste momento. Os preços da oleaginosa seguiram pressionados nas últimas sessões, com o mercado assimilando uma menor demanda de importação asiática juntamente à entrada da safra sul-americana no mercado. Também contribui com a percepção mais negativa recente o quadro externo com a intensificação das incertezas fiscais, não apenas na Europa, mas também nos EUA, combinado à postura mais cautelosa de grandes agentes não-comerciais frente ao mercado de commodities.</p>
<p>Conforme discutido na semana anterior, a disparidade recente entre a movimentação dos preços do milho e soja em Chicago elevou sensivelmente a relação soja/milho com a diferença de rentabilidade projetada entre as duas culturas em U$ 230-250/acre em favor do cereal neste momento. É coerente assimilar que o produtor americano fará o possível para cultivar o milho em detrimento da soja. Mesmo assim, o mercado segue &#8220;desconfiado&#8221; com a interpretação econômica do quadro, já que o cenário climático tende a retardar os trabalhos de plantio na maior parte do cinturão nos próximos dias. Com isso, o risco de migração de áreas de soja para o milho ficaria limitada e a recuperação dos estoques finais na próxima temporada mais factível, especialmente se a demanda externa perder ritmo. Da mesma forma, alguns argumentam que a manutenção de um quadro ajustado nos EUA seria assimilada pela expansão da área de cultivo sul-americana na próxima temporada (embora cedo, o IMEA já espera expansão de 2,5% na área de cultivo no MT na temporada 2011/12). Este é o quadro que resulta em menor interesse especulativo neste mercado no momento.</p>
<p>Mesmo assim, alguns pontos interessantes denotam atenção. O que o mercado esta vendo de fato? Se de um lado o apetite não comercial fatalmente esta perdendo fôlego no mercado da soja (na última semana, o saldo comprado de fundos tradicionais era o menor desde o final de julho de 2010), agentes comerciais sinalizam uma percepção de certo desconforto. No primeiro gráfico, observa-se a curva dos futuros CBOT, a qual, embora ainda sinalizando leve inversão do mercado, referencia um spread mínimo entre os vencimentos safra velha (notadamente o julho) e os vencimentos safra nova EUA (novembro). Na semana passada este spread chegou a ficar negativo (indicando carrego entre estes vencimentos), fato realmente raro no mercado da soja. </p>
<div id="attachment_2266" class="wp-caption aligncenter" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/04/soja190411a.jpg" alt="" title="" width="462" height="240" class="size-full wp-image-2266" /><p class="wp-caption-text"> </p></div>
<p>Mas o que isso quer dizer? Que apesar do quadro de curto prazo, de fato mais negativo sob a análise fundamental/comercial, o cenário de médio-longo prazo ainda sinaliza riscos. Observe agora o gráfico abaixo. Notadamente, em períodos de liquidação de agentes não comerciais (especuladores) e, consequente, recuo dos preços, os players comerciais tendem a assimilar este movimento reduzindo o saldo vendido (posição comum a estes agentes). Nas últimas semanas esta movimentação mais uma vez foi observada, porém com uma agressividade relativamente intensa no posicionamento na compra de players comerciais. O aspecto que mais chama atenção é que o porcentual comprado de players comerciais em relação à posição total destes é de 33%, posição rara e, desde 2008 jamais registrada em patamares de preços próximas aos atuais. Não há dúvida que o desconforto ainda persiste sob a ótica destes agentes.</p>
<div id="attachment_2267" class="wp-caption aligncenter" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/04/soja190411b.jpg" alt="" title="" width="462" height="267" class="size-full wp-image-2267" /><p class="wp-caption-text"> </p></div>
<p>Diante deste quadro, até a definição da safra norte-americana, o mercado tende a manter um suporte fundamental e sazonal sobre os referenciais em Chicago, com a precificação do risco climático tendendo a gerar boas doses de volatilidade. Ao produtor, esta expectativa merece atenção não apenas para o restante a comercializar da safra 2010/11, mas especialmente ao quadro 2011/12.</p>
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		<title>SOJA &#8211; Ricardo Lorenzet</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Apr 2011 12:46:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O mundo dá voltas Lembro-me de artigos escritos a alguns meses atrás em que o fator de suporte principal ao mercado de soja, resumia-se a demanda. Demanda esta que, embora subdivisível em suas faces real e especulativa, concentrava-se notadamente no insaciável ritmo de compras por parte do da China, nada menos que o maior importador [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>O mundo dá voltas</strong></h2>
<p>Lembro-me de artigos escritos a alguns meses atrás em que o fator de suporte principal ao mercado de soja, resumia-se a demanda. Demanda esta que, embora subdivisível em suas faces real e especulativa, concentrava-se notadamente no insaciável ritmo de compras por parte do da China, nada menos que o maior importador mundial, responsável por 58% do trade mundial da oleaginosa. Passado algum tempo é justamente o mesmo país das incríveis muralhas que gera desconforto ao mercado de soja neste momento.</p>
<p>A primeira resposta que vem a mente dos agentes: políticas contracionistas adotadas até então e, passíveis de intensificação nos próximos meses, podem retrair o ritmo de expansão geral da economia e, com isso a demanda por commodities. De fato este ponto deve ser considerado no momento porém, já abordamos extensivamente o fato de que, o impacto destas sobre a demanda alimentar tenderia a ser limitado, dada a alteração das características de consumo das populações emergentes nos últimos anos. No entanto, embora o consumo em si tenda a permanecer sólido, configura-se um quadro interno problemático na China, combinando dois aspectos cruciais: estoques e intervenção oficial. Em primeira instância, processadores do país detêm &#8220;volumes significativos de estoques&#8221; (não necessariamente internalizados) adquiridos especialmente dos EUA nos últimos meses como forma de proteção frente a choques de oferta na safra sul-americana. Em segunda instância, o mercado encontra dificuldade para o repasse de preços, com o governo trabalhando através da venda de estoques oficiais de soja e derivados juntamente ao controle dos reajustes de preços na tentativa de conter a inflação. O quadro culmina em margens negativas no país e a subutilização da capacidade de processamento. Com uma grande safra confirmando-se na América do Sul, nada mais coerente que uma postura mais cautelosa forçando a acomodação da euforia no mercado da soja. O USDA já reduzira a projeção de demanda norte-americana na última semana e, embora até o momento a estimativa de estoque tenha se mantido, é coerente antecipar estoques finais superiores as estimativas atuais.</p>
<p>Com a demanda fraca a uma grande safra na América do Sul, é razoável a dificuldade de suporte aos futuros safra velha em Chicago. Digo safra velha, pois o mercado da soja realmente convive com um dilema no momento: enquanto os vencimentos safra velha são pressionados pelo quadro acima exposto, os futuros referentes à safra nova norte-americana trabalham na tentativa de sustentar os atuais patamares. O quadro intensificara-se nos últimos dias, com os mesmos trabalhando com spread (diferença) mínima, fato raro ao mercado da soja.</p>
<p>O suporte intrínseco aos contratos safra nova origina-se no gráfico abaixo.<br />
<div id="attachment_2258" class="wp-caption aligncenter" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/04/soja120411.jpg" alt="" title="" width="462" height="255" class="size-full wp-image-2258" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Na análise da relação soja/milho, observa-se que o milho esta literalmente nocauteando a soja na briga por área de cultivo nos EUA nas últimas semanas, sinalizando que, diante da demanda robusta, o aumento de 5% na área de cultivo não soluciona o problema do cereal na próxima temporada. De fato, os produtores norte-americanos farão o possível para plantar milho e beneficiar-se de um dos maiores diferenciais da história entre receita bruta milho e soja nos campos do cinturão produtor do país. Neste caso, emerge um fator natural de suporte, ou seja, a área de cultivo com a oleaginosa tenderia a reduzir-se de forma mais significativa ao reportado pelo USDA no último dia 31 e, com isso, dificultando a reposição dos estoques norte-americanos na próxima temporada. Inclusive, na análise histórica, em seis dos últimos sete anos a área de cultivo com a oleaginosa fora inferior no dado final de junho em relação a estimativa inicial em março. Há apenas um detalhe neste quadro: o tempo. Os níveis de umidade presentes nos solos da região norte dos EUA, combinado a temperaturas inferiores a média, geram a expectativa de que a expansão da área de cultivo com o cereal economicamente previsível possa não ocorrer. Espero que você tenha algum amigo meteorologista, ele será útil nas próximas semanas/meses. Bom, de fato a incerteza persistirá à frente, mas até o momento a cautela comercial é evidente quanto ao risco de oferta na próxima temporada, basta a simples análise dos spreads entre os contratos safra nova 2011/12 na CBOT, referenciando carrego mínimo.</p>
<p>Bom senhores, em meio ao quadro acima é coerente assumir que, altas expressivas nos futuros CBOT à frente dependerão de um fator de suporte aos vencimentos safra nova norte-americana. No momento, diante de um quadro aversivo referenciado pelos mercados financeiros em geral, o risco intrínseco à oferta futura não esta sendo suficiente para alimentar o fluxo especulativo bem como atrair o posicionamento comercial.</p>
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		<title>SOJA &#8211; Ricardo Lorenzet</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Apr 2011 07:45:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Verde, amarelo, vermelho! Após grandes emoções no mercado agrícola, reflexo do relatório do USDA da última quinta-feira (31/03), o mercado da soja literalmente &#8220;ficou para trás&#8221; frente aos vizinhos milho e trigo. A postura mais cautelosa dos agentes neste momento decorre de uma série de pontos interessantes que merecem atenção na análise, especialmente, de curto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Verde, amarelo, vermelho!</strong></h2>
<p>Após grandes emoções no mercado agrícola, reflexo do relatório do USDA da última quinta-feira (31/03), o mercado da soja literalmente &#8220;ficou para trás&#8221; frente aos vizinhos milho e trigo. </p>
<p>A postura mais cautelosa dos agentes neste momento decorre de uma série de pontos interessantes que merecem atenção na análise, especialmente, de curto prazo.</p>
<p>Para a soja, o USDA não trouxe surpresas nos dados de estoques trimestrais e intenção de plantio, que embora abaixo das expectativas do mercado foram insuficientes para uma interpretação bombástica como o observado no mercado de milho (sim, muitos temiam queda expressiva na intenção de plantio em função da rentabilidade relativa soja X milho). É fato que, com a baixa disponibilidade no momento e uma queda na área a ser cultivada em 2011, existe uma perceptível dificuldade em reposicionar os estoques norte-americanos em patamares confortáveis, mesmo com condições climáticas normais. A questão que paira no ar após o relatório é: qual a novidade deste quadro para a soja?</p>
<p>De fato, a cautela dos agentes assimila, além da ausência de surpresas nos dados do USDA, uma percepção de demanda mais fraca juntamente à pressão sazonal da oferta sul-americana. Com isso, especialmente os agentes não comerciais, direcionam suas atenções ao milho no momento, temendo precipitar-se diante do cenário fundamental da soja.</p>
<p>Na semana passada, comentamos o enfraquecimento da demanda, porém, o quadro intensificou-se nos últimos dias, reflexo de margens negativas na China, resultando em cancelamentos de embarques nos EUA e a rolagem dos mesmos para a América do Sul ou para a safra 2011/12. Da mesma forma, nos EUA, as margens recuaram expressivamente, refletindo principalmente a dificuldade de alocação de farelo. Não é por menos que o farelo segue perdendo terreno para o óleo em Chicago e a soja perdendo fôlego diante dos derivados, especialmente pós USDA. </p>
<p><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/04/soja060411.jpg" alt="" title="" width="462" height="295" class="aligncenter size-full wp-image-2243" /></p>
<p>A problemática é que, diante deste quadro, mesmo com estoques trimestrais inferiores ao registrado no mesmo período de 2010, especula-se que os estoques finais norte-americanos da temporada 2010/11 possam ser revistos para cima nos próximos relatórios do USDA (lembre-se que inclusive elevamos as estimativas de estoques iniciais na semana anterior ao projetar o quadro de oferta e demanda 2011/12), refletindo um menor consumo interno e menor fluxo de exportações pela concorrência com a soja sul-americana que trabalha a prêmios depreciados no momento.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a expectativa de um quadro climático mais úmido e frio nas próximas semanas, especialmente sobre o norte e leste do cinturão produtor norte-americano, resultam em especulações de que o plantio de milho será penalizado e, com isso, parte da área a ser cultivada com o cereal migraria para a soja, facilitando a recuperação dos estoques no próximo ano-safra. </p>
<p>Mudança de cenário de uma semana para outra? Pouca coisa mudou no mercado da soja, mas pontos de suporte importante não são suficientes para manter a intensidade do fluxo especulativo e comercial no momento. O fato é que, seja de alta ou queda, uma tendência depende de &#8220;alimento constante&#8221;, ou seja, fatos novos, especialmente com uma &#8220;íngreme caminhada&#8221; até então. A demanda referencia um período complicado e isso merece muita atenção especialmente com o fluxo especulativo sendo atraído por outros mercados em tese fundamentalmente mais interessantes. Mesmo assim, seria extremamente precipitado trabalhar com a percepção de que isto será definitivo ao mercado da soja. Vivenciamos alterações importantes na elasticidade da demanda a preço nos últimos anos e, mesmo com estoques norte-americanos possivelmente um pouco mais confortáveis, o mercado da soja terá um trabalho árduo pela frente assimilando riscos a produtividade das lavouras norte-americanas 2011/12 e, a necessidade de incentivo ao plantio na safra nova na América do Sul, diante de custos mais altos e um milho fatalmente atrativo.</p>
<p>O ponto importante no momento, que justificou este artigo mais LUZ AMARELA/ATENÇÃO é que, mais importante do que contaminar-se pela euforia é manter os pés no chão e avaliar pontos importantes sinalizados pelo mercado de soja neste momento, que demandam atenção extra ao produtor, especialmente aos mais atrasados na comercialização: as relações de troca, com margens já desenhando o estreitamento clássico de anos após rally de preços e as rentabilidades, historicamente atrativas reflexo especialmente das produtividades reportadas pelo interior do país. Esteja atento.</p>
<p>Bons negócios e até a próxima semana.</p>
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		<title>SOJA &#8211; Ricardo Lorenzet</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Mar 2011 09:03:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pré USDA. E agora? O mercado de soja manteve uma postura mais retraída nas últimas sessões, com elevada volatilidade, baixo volume e uma clara tônica de cautela por parte dos agentes. Bom, não é para menos, a poucos dias de relatórios importantes a serem reportados pelo USDA e um mercado externo bastante conturbado. No quadro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Pré USDA. E agora?</strong></h2>
<p>O mercado de soja manteve uma postura mais retraída nas últimas sessões, com elevada volatilidade, baixo volume e uma clara tônica de cautela por parte dos agentes. Bom, não é para menos, a poucos dias de relatórios importantes a serem reportados pelo USDA e um mercado externo bastante conturbado.</p>
<p>No quadro macro (confesso, é aonde as maiores preocupações residem) o ambiente é de certo nervosismo. Embora não seja novidade, a incerteza quanto ao impacto das catástrofes naturais sobre a economia japonesa, combinado às instabilidades políticas na África e Oriente Médio e o &#8220;retorno&#8221; da crise fiscal na periferia da zona do euro, configuram um cenário distante do que possa se considerado confortável a grandes players não comerciais. Além da aversão ao risco, que preocupa pelo elevado saldo comprado ainda presente na mão destes agentes, a própria configuração macro do mercado, com políticas contracionistas ganhando terreno, títulos soberanos melhorando atratividade relativa, moedas fortalecendo-se e setores relativamente &#8220;atrasados&#8221;, reduzem o ímpeto especulativo ao mercado de commodities agrícolas, ao menos temporariamente, até que não se tenha um novo fator direcionador ligado a choques de oferta ou uma maior aceleração da demanda.</p>
<p>Se não bastasse a menor exuberância especulativa, a soja amargura alguns fatores fundamentais que merecem atenção. Dentre eles, destaca-se a percepção de demanda mais fraca. Além da sazonal migração da demanda global para a América do Sul reflexo da atratividade dos prêmios (embora perdas, a região confirma uma grande safra na temporada 10/11), observa-se queda nas margens de processamento nos EUA, com forte retração da demanda especialmente por farelo. Como resultado, o mercado especula que os estoques finais norte-americanos da temporada 2010/11, embora em níveis ajustados, possam superar as expectativas iniciais. Em função disso, os players estarão atentos aos dados de estoques trimestrais (referentes a 1º de março) a serem reportados na próxima quinta (31/03), para os quais, a expectativa média do mercado é de um posicionamento levemente superior ao registrado no mesmo período do ano passado (de 34,56 para 35,24 mi. tons). </p>
<p>Juntamente aos estoques trimestrais, o USDA publicará o relatório de intenção de plantio para a temporada 2011/12. De fato um dos dados mais aguardados do ano. Para a soja, a expectativa média dos participantes do mercado aponta para leve redução da área a ser cultivada com a oleaginosa em 2011, que passaria de 77,4 para 76,97 mi. acres., uma queda de 0,56%. Mesmo assim, nas últimas semanas, como é característica a previsibilidade limitada do relatório de intenção de plantio, a amplitude das estimativas tem sido bastante expressivas, o que abre espaço para surpresas na próxima quinta-feira, tanto para os ursos quanto para os touros.</p>
<p>Utilizando as estimativas médias do mercado, algumas conclusões são interessantes, veja tabela abaixo:<br />
<div id="attachment_2224" class="wp-caption aligncenter" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/03/soja290311.jpg" alt="" title="" width="462" height="270" class="size-full wp-image-2224" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Vejam que mantive a demanda estagnada em relação ao estimado pelo USDA para a safra 2010/11 atualmente e, mesmo assim, apenas com uma produtividade 1 bu./acre acima do recorde de 2009/10 (44,0 bu./acre) os estoques finais superariam a casa de 200 mi. bushels, um patamar um pouco mais confortável. Mas e a demanda? Estável? Em nossa visão embora o consumo possa sinalizar certa estagnação no curto prazo por fatores pontuais, estes não serão suficientes para ofuscar o efeito de aspectos macro que sustentaram o incrível crescimento da demanda alimentar global nos últimos anos. Aos mais céticos, direciono o simples fato de que os EUA já comercializara 6,281 mi. t. de soja safra 2011/12 ante apenas 1,5 mi. t comercializados no mesmo período do ano passado e, incrivelmente superior a qualquer ano-safra anterior. Não fica difícil imaginar o impacto mercadológico de duas semanas de tempo seco no final de julho sobre o cinturão produtor norte-americano?!</p>
<p>Nos vemos após o relatório.</p>
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		<title>SOJA &#8211; Ricardo Lorenzet</title>
		<link>http://www.agroblog.com.br/soja/um-pouco-sobre-o-mercado-da-soja-e-o-produtor-brasileiro/</link>
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		<pubDate>Tue, 22 Mar 2011 13:23:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um pouco sobre o mercado da soja e o produtor brasileiro Prezados senhores. Depois de um tempo ausente, retorno a este espaço para expor um pouco, semanalmente, sobre um dos mercados mais apaixonantes que existe e, certamente um dos mais relevantes para a economia agrícola mundial e brasileira. Peço desculpas pelo tempo ausente e mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Um pouco sobre o mercado da soja e o produtor brasileiro</strong></h2>
<p>Prezados senhores. Depois de um tempo ausente, retorno a este espaço para expor um pouco, semanalmente, sobre um dos mercados mais apaixonantes que existe e, certamente um dos mais relevantes para a economia agrícola mundial e brasileira. Peço desculpas pelo tempo ausente e mais uma vez agradeço pela oportunidade e pelo tempo dos leitores.</p>
<p>Saindo dos rodeios, emergimos no mundo de volatilidade presente no mercado da soja nas últimas semanas/meses. </p>
<p>De fato iniciamos o ano cautelosos com a oferta sul-americana e uma demanda sólida nos EUA, o que manteve o fluxo especulativo ativo ao complexo soja na esteira de outras commodities. Mesmo assim, já nas primeiras sessões, observou-se um sentimento evidente de apreensão no mercado, tudo resumindo-se ao temor frente ao elevado saldo comprado de fundos que tornaria o mercado vulnerável a qualquer sinalização externa mais conturbada ou até mesmo a deterioração do cenário fundamental. Bom, não demorou muito para que os fatores sazonais intrínsecos e a incerteza externa resultassem em forte pressão de liquidação da posição comprada recorde de agentes não comerciais. O resultado todos conhecem: a soja testou 1270 no vencimento mais curto na semana passada, após trabalhar acima de 1460 em meados de fevereiro. </p>
<p>De fato o movimento de realização culminara com o final de ciclos técnicos (sim o nosso saudoso Elliot aqui novamente), além da movimentação de outras commodities, refletindo também aspectos específicos que ganharam importância no mercado: a expectativa de que políticas contracionistas nos emergentes reduziria o ritmo de expansão da demanda e a expectativa de uma boa safra na América do Sul, limitando a pressão sobre os estoques norte-americanos. Na última terça-feira, os fundos tradicionais haviam reduzido 50% de sua posição comprada no mercado.</p>
<p>Neste ínterim, a soja perdeu fôlego, especialmente frente ao mercado de milho e algodão e, como resultado, a redução da atratividade econômica da oleaginosa frente a estas culturas, gerando a expectativa de uma safra menor nos EUA na temporada 2011/12. Em meio às incertezas políticas recorrentes na Argentina e os eternos entraves logísiticos brasileiros, os EUA consolida-se como origem preferencial aos importadores mundiais e, com estoques baixos, uma safra menor realmente demanda atenção. A questão é que, inicialmente a expectativa do mercado era de uma leve queda na área de cultivo com a oleaginosa em 2011 nos EUA (ou até mesmo manutenção), mas nos últimos dias, o mercado tem sido literalmente &#8220;atingidos&#8221; por estimativas indicando a possibilidade de queda da ordem de 3% em relação a 2010, bem abaixo do que o próprio USDA estimara no Fórum Agrícola. </p>
<p>Assim sendo, a solidez fundamental do mercado torna-se plausível, o que justificaria preços sustentados, mesmo em patamares historicamente elevados como os atuais. Porém nem só de fundamentos vive o mercado e, com as incertezas políticas presentes, fundos ainda com elevado saldo comprado em várias commodities agrícolas, a volatilidade não apenas deve intensificar-se, mas dominar o mercado. Esteja preparado.</p>
<p>Com praticamente 60% da soja comercializada no momento, portanto bem posicionado nos atuais patamares de preços (embora grandes volumes tenham sido comercializado a níveis inferiores), este cenário de volatilidade tende a referenciar boas oportunidades ao produtor brasileiro à frente. Desta forma, gostaria de fazer referência a um aspecto extremamente relevante a cadeia produtiva da soja brasileira. Embora isso não seja novidade, como produtor, a indignação aumenta a cada safra. Além da extrema dificuldade em colher nas regiões do centro-oeste do país devido ao excesso de chuvas, uma das grandes preocupações da classe produtora permanece sendo o quadro logístico que, magnifica outro aspecto preocupante, até mais sério, a perda de competitividade pela moeda valorizada.</p>
<p>Nos detendo ao quadro logístico no momento, vamos dispor algumas comparações na tabela abaixo:</p>
<div id="attachment_2215" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/03/soja220311.jpg" alt="" title="" width="300" height="105" class="size-full wp-image-2215" /><p class="wp-caption-text"> </p></div>
<p>Pois é, enquanto o produtor brasileiro gasta U$ 135,00 para embarcar uma tonelada de soja, nos EUA, isto equivale a menos de U$ 23,00 para um produtor norte-americano. Com o preço de venda similar, o custo mais elevado fica exatamente no bolso do produtor. Comparativamente, o vizinho Argentino também evidencia perda de competitividade na análise relativa aos EUA, mas encontra-se em condição claramente mais favorável sob esta análise (o maior problema dos hermanos esta sim nas retenciones). </p>
<p>Além do maior custo, a capacidade dos portos deixa a desejar, resultando em atrasos nos embarques e mais custos aos exportadores (demurrages, que estão distantes de algo considerado barato, além de prêmios relativamente mais fracos pelos &#8220;custos&#8221; embutidos na negociação) o que mais uma vez repercute no bolso do produtor. A revolta fica maior quando compara-se os custos de logística interna brasileira com os custos de fretes marítimos para transportar por exemplo soja de Paranaguá para a China que atualmente ficam ao redor de U$ 71,00/t. e da Argentina U$ 66,00 ton. Haja competitividade no campo para compensar tudo isso. Me pergunto neste momento, até quanto isso continuará acontecendo, questão que vem em mente simplesmente pelo seguinte: o USDA estima que o Brasil irá exportar 49,5 mi. t de soja em 2020 ante os atuais 32 mi. t. estimados pela CONAB?</p>
<p>Até a próxima semana!</p>
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		<title>SOJA &#8211; Ricardo Lorenzet</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Feb 2011 11:25:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Demanda, fundos, clima. Isto me parece familiar&#8230; Segue a instabilidade no mercado da soja. Na semana anterior, os preços ensaiaram movimento mais forte de realização no início do período, reflexo principalmente da melhora das condições das lavouras sul-americanas (especialmente Argentina e sul do Brasil), mas voltaram a encontrar suporte comercial e especulativo no decorrer do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Demanda, fundos, clima. Isto me parece familiar&#8230;</strong></h2>
<p>Segue a instabilidade no mercado da soja. Na semana anterior, os preços ensaiaram movimento mais forte de realização no início do período, reflexo principalmente da melhora das condições das lavouras sul-americanas (especialmente Argentina e sul do Brasil), mas voltaram a encontrar suporte comercial e especulativo no decorrer do período, com a sinalização positiva da demanda nos EUA trazendo o temor de que o atraso da colheita na América do Sul ajustaria ainda mais o já complicado quadro de oferta e demanda norte-americano. Como resultado, o mercado intensificou a inversão dos futuros pela percepção de que, se os preços atuais referenciados nos vencimentos safra nova não são suficientes para garantir ao menos uma área estável de plantio nos EUA, dada a firmeza das agrícolas concorrentes por área com a oleaginosa, preços elevados são necessários na tentativa de retrair a demanda de curto prazo.</p>
<p>Embora, o feriado prolongado na China (devido às comemorações do ano-novo lunar) não seja o melhor momento para referenciar este cenário, afinal de contas a demanda do gigante asiático tende a retrair pontualmente, é factível que a principal preocupação dos agentes em qualquer parte do globo, permanece sendo a solidez da demanda por commodities agrícolas. Com a estabilização das expectativas de colheita na América do Sul, após a regularização da umidade sobre as lavouras da região (ao menos temporária), o mercado questiona-se sobre qual será o ritmo de expansão da demanda das economias emergentes (principalmente China quando fala-se em soja) em 2011 e, com isso qual seria a área de plantio necessária nos EUA, de forma que o quadro fundamental do país possa ao menos estabilizar. </p>
<p>Definitivamente, se 2010 fora o ano em que a preocupação com a inflação alimentar esteve no foco dos agentes, 2011 será o ano marcado pela atuação dos governos através de políticas contracionistas de forma a reduzir o ritmo de expansão das economias emergentes. Realmente este aspecto é relevante na análise macro porém, cabe ressaltar que o impacto deste processo sobre a demanda por commodities alimentares naturalmente tende a ser mais limitado. Esta expectativa reflete na prática, o processo de proporções muito mais amplas que alicerça o aumento do poder de compra de populações emergentes e, com isso a alteração no padrão de dieta destes povos. Neste processo, um dos principais aspectos decorrentes é que, a elasticidade da demanda alimentar reduz-se sensivelmente. Assim sendo, embora o ritmo de expansão do PIB de economias como a China possa refrear de 10% para 9%, a Índia de 9,5% para 8% e o Brasil de 7,5% para 4,5%, dificilmente a expansão da demanda alimentar tende a sofrer maiores percalços. Frente a este quadro, a necessidade de incentivo à produção parece clara e, a suscetibilidade a riscos climáticos extrema. </p>
<p>Em função disso, o mercado referencia um dilema neste momento. O menor risco de oferta na América do Sul, combinado a possibilidade de retração sazonal na demanda externa norte-americana e uma maior incerteza macroeconômica, poderiam resultar em uma liquidação sazonal por parte de fundos para um posterior ajuste de carteiras ao que promete ser um intenso período de &#8220;weather market&#8221;? Ou a percepção macro favorável atrelado a demanda, decorrendo na necessidade primordial de incentivo ao plantio nos EUA continuará ofuscando qualquer movimento mais forte de realização como temos observado até então?</p>
<p>Sem dúvida a primeira hipótese não pode ser descartada, afinal de contas o saldo comprado de fundos é próximo do recorde histórico, assimilando posições com grandes rentabilidades e, um quadro macro-econômico relativamente mais conturbado (vejam o que o Egito causou nos mercados recentemente). Por outro lado, embora esta expectativa já tenha sido esgotada neste espaço, mantém-se a percepção de que, maiores perdas tendem a permanecer com grande suporte seja pela atuação comercial, seja pelo interesse especulativo. Preços mais baixos manteriam agressivo o ritmo de expansão da demanda, ao mesmo tempo em que reduziriam o incentivo econômico ao cultivo da oleaginosa. Em qualquer análise simples, este quadro parece um tanto distante da real problemática do mercado da soja neste momento (ao menos até que o realismo, apenas uma das muitas faces do mercado, permanecer direcionando os agentes).&#8221;</p>
<p>Por fim, segue o gráfico comparativo do movimento do mercado em um dos períodos mais memoráveis da história, o ano de 2008, um exemplo clássico de mercado direcionado pela demanda (real e especulativa), posto em cheque com a crise do subprime. Sem maiores declarações necessárias.</p>
<div id="attachment_2152" class="wp-caption aligncenter" style="width: 468px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/02/soja010211.jpg" alt="" title="" width="458" height="301" class="size-full wp-image-2152" /><p class="wp-caption-text"> </p></div>
<p>Boa semana e bons negócios.</p>
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		<title>SOJA &#8211; Ricardo Lorenzet</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Jan 2011 06:11:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A festa acabou? Fraqueza para o mercado da soja nas últimas sessões. Com a melhora das condições climáticas na Argentina, incerteza com relação a demanda no curto prazo e ausência de suporte macro, a oleaginosa vem trabalhando em tônica de realização de lucros. Na semana anterior este quadro fora evidente, especialmente sobre os vencimentos mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>A festa acabou?</strong></h2>
<p>Fraqueza para o mercado da soja nas últimas sessões. Com a melhora das condições climáticas na Argentina, incerteza com relação a demanda no curto prazo e ausência de suporte macro, a oleaginosa vem trabalhando em tônica de realização de lucros. Na semana anterior este quadro fora evidente, especialmente sobre os vencimentos mais curtos, cenário que permanece no início desta semana. Em meio aos questionamentos que surgem em um mercado que parecia não cessar a escalada de alta, uma série de considerações são importantes. </p>
<p>Em primeira instância, o mercado da soja referencia uma condição técnica extremamente sobre-comprada (esticada na linguagem do dia-a-dia) neste momento após os ganhos expressivos registrados nos últimos meses, com o mercado no segundo pico mais alto de sua história mercadológica. Em tese, este quadro não é novidade e, apenas evidenciava o potencial eminente de realizações. Ao mesmo tempo, o saldo comprado de fundos, embora abaixo do recorde do início de novembro, mantém-se em patamares extremos já com certa divergência por parte dos fundos índex. Finalizando o quadro, boas condições de desenvolvimento das lavouras brasileiras, consolidando uma expectativa de safra próximo a casa de 69 mi. tons e a melhora do quadro de umidade do solo sobre a Pampa Úmida argentina. Em meio a este quadro as realizações de lucro dominaram o fluxo de ordens em Chicago nas últimas sessões. Afinal de contas demorou? Ah, como é fácil encontrar explicações para o já ocorrido!</p>
<p>Pois é caros leitores, o mercado de soja realiza os ganhos recentes, mas segue ainda sem força de convencimento aos &#8220;ursos&#8221; (players baixistas) de que a escalada finalizou. Pelo menos neste momento, a intensidade das quedas, considerando os ganhos acumuladores e todo o quadro acima, podem ser consideradas brandas. </p>
<p>Aspecto relevante na análise é a atenção do mercado à movimentação dos spreads nas últimas sessões. Na semana passada especialmente, enquanto os vencimentos curtos pesaram, os vencimentos safra nova mantiveram-se firmes acompanhando os ganhos registrados no mercado de milho, algodão e trigo. Na prática, o mercado evidencia que não basta preços altos de forma a retrair a demanda neste momento (inversão), sendo imprescindível também a busca pela manutenção da competitividade da oleaginosa perante as culturas concorrentes por área de forma a garantir ao menos a manutenção dos já extremamente ajustados estoques norte-americanos na próxima temporada. O problema é que, embora os atuais patamares de preço, esta permanece encontrando certa dificuldade na disputa por área nos EUA. De acordo com estimativas privadas norte-americanas, até então é factível esperar uma queda, na melhor das hipóteses a manutenção, da área de cultivo com soja nos EUA em 2011. </p>
<p>Em uma análise simplista, ou seja, em um mercado com os estoques relativos mais baixos da histórica no principal produtor da commodity, combinado a expectativa de que os preços não subiram suficientemente de forma a garantir a migração de áreas de outras culturas para a oleaginosa e uma demanda asiática mais propensa a surpreender positivamente, é naturalmente prematuro considerar que preços em baixa caracterização o mercado a frente. Vejam que, basta algumas semanas de tempo seco no decorrer do período de definição da safra norte-americana e o país assombraria o risco de estoques em patamares intoleráveis no próximo ano-safra. </p>
<p>Embora o quadro fundamental permaneça referenciando uma expectativa altista para o mercado, seria incoerente antever que, boa parte do potencial de alta, se não a maior parte, já ocorrera, fato claro pela própria análise de Elliot. O mercado é composto de ciclos e o respectivo movimento de alta estaria mais para a velhice do que a juventude. Ao mesmo tempo modelos econométricos sinalizam que os vencimentos safra velha poderiam estar sobre-precificados considerando condições históricas de mercado. Assim sendo, jamais subestime o potencial de realização sazonal inerente a este mercado, bem como o impacto de fatores externos (jamais desprezíveis). Dito isso, permaneça atento a comercialização. De qualquer forma, considerando que quase 50% da safra brasileira já esta comercializada, a tônica do momento aponta para uma postura mais cautelosa às vendas, ou seja, mesmo que 1400/bushel não seja corriqueiro ao mercado (muito pelo contrário), ao menos em parte da produção, uma postura mais retraída pode ser perfeitamente considerada neste momento. Estratégias flexíveis com a utilização de opções podem encaixar-se perfeitamente ao cenário.</p>
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		<title>SOJA &#8211; Ricardo Lorenzet</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Jan 2011 05:42:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cenário desafiador? 2010 foi. 2011 inicia e o mercado de soja permanece com grandes questionamentos. Qual será o fim deste quadro? A poucos dias o USDA reportou o tão &#8220;imaculado&#8221; relatório mensal de oferta e demanda do mês de janeiro. Diferentemente dos relatórios anteriores (exceto em dezembro), o USDA não trouxera surpresas bombásticas, porém confirmara [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Cenário desafiador?</strong></h2>
<p>2010 foi. 2011 inicia e o mercado de soja permanece com grandes questionamentos. Qual será o fim deste quadro?</p>
<p>A poucos dias o USDA reportou o tão &#8220;imaculado&#8221; relatório mensal de oferta e demanda do mês de janeiro. Diferentemente dos relatórios anteriores (exceto em dezembro), o USDA não trouxera surpresas bombásticas, porém confirmara veementemente um quadro de oferta e demanda extremamente ajustado para a oleaginosa nos EUA e uma deterioração, embora ainda gradual, do quadro de oferta e demanda global. Em tese, nada de novo a um mercado que já encontra-se em patamares historicamente elevados. Referencialmente, os estoques norte-americanos de soja apresentam-se no patamar mais baixo da história, suficientes para apenas 15 dias de consumo, sim apenas duas semanas. Na prática o cenário resultara de uma demanda externa extremamente aquecida associada a uma antecipação do fluxo de compras especialmente por parte da China buscando &#8220;cobertura&#8221; frente ao maior risco climático para com a safra sul-americana combinado a produtividade aquém do esperado no EUA.</p>
<p>Com preços elevados, projeta-se a melhora das margens de produção e, naturalmente um aumento na área de cultivo tendendo a um re-equilíbrio do quadro na próxima temporada. A problemática porém, demonstra-se mais séria do que inicialmente possa-se inferir pelo fato de que similarmente ao mercado de soja, culturas diretamente concorrentes por área como o milho e algodão configuram cenários de oferta e demanda extremamente ajustados. Ou seja, não há espaço para a perda de área de cultivo, pelo contrário é necessário expandi-las o máximo de forma que o cenário ao menos estabilize na próxima temporada. Efetivamente, as rentabilidades auferidas neste momento tendem a realocar áreas marginais (afinal de contas a área de cultivo das 20 principais culturas nos EUA recuaram 8 mi. acres ante o pico em 2008 e 2010), porém mesmo que isso confirme-se estas tendem a demonstrar-se insuficientes para solucionar o problema de todas as culturas em consonância, ou seja, não será fácil fechar a conta. Além da já conhecida e venerada briga por área nos EUA origina-se, às sombras deste cenário fatalmente ajustado, a pressão climática para um bom desenvolvimento das lavouras nos EUA. O &#8220;weather market&#8221; promete (ao menos boas vendas aos serviços de meteorologia).</p>
<p>Evidentemente uma colheita menor na América do Sul, apenas magnífica a preocupação pela expectativa de que o comportamento da demanda tenderia a uma agressividade ainda maior nos EUA. Neste momento as incertezas concentram-se na Argentina em que áreas não foram semeadas e as implantadas sofrem com a escassez de umidade resultando em um stand inicial aquém do desejável em pelo menos 1/4 das lavouras do Pampa Úmido. Modelos indicam a possibilidade de chuvas nos próximos dias, porém com a manutenção da irregularidade no volume e distribuição, algumas áreas continuarão referenciando umidade abaixo do ideal. No Brasil, por sua vez, as condições podem ser consideradas favoráveis neste momento sobre a maior parte das regiões produtoras, confirmando a expectativa de uma grande safra com a colheita já iniciada no MT. No que tange a colheita, as atenções voltam-se aos modelos sinalizando a continuidade das precipitações em volumes significativos nas próximas semanas, o que tenderia a prejudicar os trabalhos, além de dificultar o escoamento pelo precário sistema logístico brasileiro.</p>
<p>Enquanto isso, além do quadro fundamental intrínseco ao mercado da soja, 2011 inicia com a intensificação da percepção inflacionária, já que mesmo com a adoção de políticas contracionistas em emergentes o consumo alimentar evidencia continua solidez nestas nações (este processo demonstra características estruturais amplas, já referenciadas neste espaço), além de pressões também no mundo desenvolvido decorrente do excesso de liquidez/baixas taxas de juros. Embora um pouco tarde para referenciar inflação no meu ver (afinal de contas o que foi 2010 então?), este quadro mantém a presença do fluxo especulativo para o mercado de commodities como forma de proteção.</p>
<p>Em meio a esta configuração o mais coerente é permanecer altista?!?! Neste momento não há grandes dificuldades em trabalhar, na ausência de choques extremos associados a fatores externos (macroeconômicos), com a expectativa de preços sustentados a frente com picos de volatilidade sazonais referenciando preços naturalmente superiores aos atuais. </p>
<p>Para finalizar, apenas uma metáfora: canoa em que todo mundo esta do mesmo lado, quando vira traz problemas a muitos. Esteja atento aos riscos e a vulnerabilidade associada aos mercados de commodities dada a elevada posição comprada de fundos e instabilidades econômicas especialmente na Europa. Fatalmente este aspecto não pode ser menosprezado. Mesmo assim, eventuais realizações tendem a continuar essencialmente limitas principalmente até o &#8220;encaminhamento&#8221; da safra norte-americana.</p>
<p>Boa semana e bons negócios.</p>
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		<title>SOJA &#8211; Ricardo Lorenzet</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Dec 2010 09:14:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
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		<description><![CDATA[2010, nada mal! Sendo este o último artigo do ano, optei por discorrer sobre o memorável ano de 2010 para o mercado de commodities, especialmente para a nossa oleaginosa dourada. Após um final de 2009 positivo, a soja iniciou 2010 sobre pressão de venda atrelada a confirmação de uma safra-recorde na América do Sul, movimento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>2010, nada mal!</strong></h2>
<p>Sendo este o último artigo do ano, optei por discorrer sobre o memorável ano de 2010 para o mercado de commodities, especialmente para a nossa oleaginosa dourada. </p>
<p>Após um final de 2009 positivo, a soja iniciou 2010 sobre pressão de venda atrelada a confirmação de uma safra-recorde na América do Sul, movimento que resultara em preços, relativamente baixos para os produtores brasileiros durante a colheita do ano-safra 2009-10, ofuscando, juntamente aos custos de produção relativamente elevados, parte da expectativa de boa rentabilidade atrelada aos elevados patamares de produtividade registrados nas principais regiões de produção do país. Na Argentina, após safra frustrada no ano anterior associado a problemas com a escassez da umidade, mesmo em meio a protestos, greves e 35% de retenciones a safra confirmara-se como a maior da história do país. </p>
<p>Posteriormente, em meio a grandes doses de volatilidade, decorrentes especialmente da dificuldade de recuperação da atividade econômica nos EUA e a crise fiscal Europeia (sim, Grécia e companhia) o maior produtor global sinalizara leve redução na área de cultivo com a cultura. Mesmo assim, com condições extremamente favoráveis ao desenvolvimento, confirmou-se um volume recorde de colheita também no Tio Sam. Com isso, o mercado passou por mais um período negativo até o final de junho assimilando a expectativa de uma oferta global confortável reflexo de grandes safras nos principais produtores, recuperando os estoques principalmente norte-americanos que referenciaram anos seguidos abaixo dos 200 mi/bushels.</p>
<p>O que parecia ser um ano complicado ao mercado de soja, escondia dois pontos extremamente importantes que viriam a reverter o mercado no segundo semestre, impulsionando as cotações para os maiores patamares desde o pico histórico de meados de 2008. Em tese, podemos resumir estes fatores em um único denominador: DEMANDA em suas variadas faces. Em primeira instância, no que tange a demanda real, a rápida recuperação da atividade econômica nas economias emergentes decorrente da atuação efetiva dos governos destes países no incentivo a retomada do consumo local, juntamente a migração de recursos &#8220;injetados&#8221; pelos bancos centrais de países desenvolvidos, aceleraram o processo de elevação do poder de compra-alteração do padrão de dieta desta grande massa. Sem sombra de dúvida, o destaque ficara por conta da Ásia, principalmente a China com sua necessidade de compra semanal superior a 1 mi. tons, enlouquecendo os ânimos do mercado. Em meio a este quadro, o que parecia ser um ano de oferta confortável, provou ser mais uma vez, uma temporada de estoques ajustados, especialmente no que tange a análise do mercado norte-americano (em termos globais, no &#8220;papel&#8221; referencia-se níveis mais confortáveis de estoques, mesmo assim a análise prática prova-se claramente distinta).</p>
<p>Em segunda instância, a demanda especulativa, acelerou o processo de recuperação das cotações em um dos fluxos monetários mais intensos já registrados pelo mercado de commodities agrícolas (superando inclusive o memorável ano de 2008). No caso da soja especificamente em pouco mais de 30 dias (a partir do início de julho) os fundos compraram volumes superiores a 130 mil contratos (17,7 mi. tons) na CBOT, poucas semanas depois atingindo o maior saldo comprado já referenciado para estes agentes. Na prática, o movimento refletira, além da percepção positiva atrelada a demanda, o excesso de liquidez global combinando taxas reais negativas nas economias desenvolvidas, alimentando o apetite ao risco dos grandes agentes. Juntamente a este quadro, a forte desvalorização do dólar referenciando percepções inflacionárias futuras, favoreceu o fluxo para os chamados ativos tangíveis, que estendeu-se para praticamente todos os segmentos de commodities.</p>
<p>Finalizando 2010 nas nuvens, o que esperar para 2011? Em primeira instância, os ajustados patamares de estoques, demandarão mais uma temporada de grande oferta em termos globais a fim de evitar um quadro ainda mais complicado à frente. Com isso, o mercado iniciará o novo ano atento ao quadro climático na América do Sul e, posteriormente, mesmo que confirme-se uma boa safra por aqui, a necessidade de incentivo ao plantio nos EUA, continuará atuando como fator de suporte as cotações logo a frente. No que tange a demanda, a provável adoção de políticas contracionistas em países emergentes tende a reduzir o ritmo da atividade destas nações, mesmo assim, o impacto sobre a demanda por commodities alimentares tende a demonstrar-se limitado. Assim sendo, embora os fortes ganhos registrados em 2010 e o elevado saldo comprado de fundos, os primeiros meses de 2011 tendem a continuar referenciando boas oportunidades de comercialização ao produtor brasileiro. Mesmo assim, tenha uma certeza em mente: prepare os nervos, a volatilidade veio para ficar.</p>
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		<title>SOJA &#8211; Ricardo Lorenzet</title>
		<link>http://www.agroblog.com.br/soja/o-caminho-de-menor-resistencia/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Dec 2010 06:48:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>O caminho de menor resistência&#8230;</strong></h2>
<p>Mais uma semana de ganhos para a soja em Chicago. O mercado encontrou suporte em fatores externos (basicamente a fraqueza do dólar), mas também permanece sendo sustentado por fatores fundamentais já bem conhecidos que, embora possam não atuar de forma a justificar altas expressivas acima dos atuais patamares (afinal de contas dos U$ 9,00 aos U$ 13,00 já fora um percurso e tanto), estes são suficientes para limitar qualquer pressão de venda, especialmente pela cobertura comercial. Com isso, como um rio que percorre as montanhas, o mercado da soja segue pelo caminho de menor resistência.</p>
<p>Com referência ao movimento da última semana podemos certamente associar a intensidade dos ganhos aos fatores externos. Em primeira instância, a atuação mais pronunciada por parte do BCE comprando títulos de países Europeus, juntamente aos esforços para garantir a ampliação do fundo emergencial da zona do euro (e com isso a busca por mitigar eventuais impactos associados a uma contaminação mais ampla do sistema financeiro europeu), trouxeram suporte natural ao euro. Com o início de mês e, em meio a dados positivos atrelados a economia norte-americana, o sentimento especulativo ganhou fôlego, apetite ao risco este que, contribui como fator depreciativo a moeda norte-americana. Na sexta-feira, um aspecto interessante, até trazendo certas surpresas aos agentes: o mercado de trabalho norte-americano permanece deteriorando-se. Como reflexo, já especula-se que a injeção de liquidez na economia norte-americana pelo FED, tende a intensificar-se. Dólar em queda, replica-se em firmeza as commodities e, com os fundos presentes, isto não foi diferente na semana passada.</p>
<p>Bom, mas e este dólar em queda? Este é um fator primordial na análise do mercado de commodities para 2011 e, posso lhes assegurar que a confusão esta instalada neste aspecto: em primeira instância, embora as idas e vindas, entendo que há ainda &#8220;muito sangue para escorrer no velho continente&#8221;. Bom, mas então, euro em queda, commodities em queda. Opa, mas ai vem a relatividade da coisa: mas e, se os EUA continuará injetando liquidez (quem sabe um QE3) e os juros em elevação nos emergentes? Em meio a este dilema, podemos trabalhar, em um primeiro momento, com a expectativa de que o dólar poderá manter-se pressionado. Porém, esteja atento, pois isto pode não ser a realidade por muito tempo, ao menos no que tange a intensidade da desvalorização da moeda norte-americana, já que, juntamente a sinalização positiva do setor privado EUA, qualquer rumor atrelado a economia europeia terá forte impacto sobre o saldo comprado recorde de fundos nas commodities agrícolas, especialmente em um período em que, embora os choques de oferta, espera-se uma atuação mais severa dos bancos centrais no hemisfério sul buscando restringir o ritmo de crescimento de suas economias e, com isso o ritmo de expansão na demanda por commodities já em elevados patamares de preços. Sem sombra de dúvida, isto constituirá um aspecto evidente de volatilidade.</p>
<p>No entanto, embora o quadro externo prometa grandes oscilações a frente, o cenário fundamental permanece e, a que tudo indica, permanecerá atuando como fator de suporte ao mercado de soja e demais agrícolas. A demanda firme, referenciada pelo contínuo fluxo de vendas externas norte-americanas (os EUA já comercializara/embarcara 76.7% do total a ser exportado no ano safra 10-11), magnífica as preocupações com relação a oferta sul-americana em 2011, cujas lavouras encontram-se em boas condições no Brasil (exceto o sul e oeste do RS), mas continuam trazendo preocupações aos produtores da Argentina, um quadro nada confortável neste momento ao mercado. Soma-se a isso, as preocupações com a oferta global de trigo de qualidade e, a ciranda esta formada. É factível a percepção de que o suporte fundamental tende a permanecer atuando até que não se tenha uma percepção mais clara a cerca da safra sul-americana. Na próxima sexta-feira, o USDA reporta ao mercado o relatório mensal de oferta e demanda, o qual tende a confirmar um novo aperto nos estoques finais norte-americanos. Assim sendo, mesmo que a colheita sul-americana confirme volumes razoáveis, a pressão de venda permanecerá limitada na tentativa de garantir área de cultivo nos EUA em 2011. </p>
<p>Em meio a este cenário intrínseco (sem maiores fatos novos), a oleaginosa permanece seguindo o caminho de menor resistência. À frente, não podemos descartar boas doses de volatilidade decorrente do ajuste de posições de fundos, cenário externo e fatores indiretos que possam atuar sobre o mercado de soja (subsídio etanol EUA e o provável ajuste da regulamentação para posições especulativas no mercado de commodities). Mesmo assim, permanece a expectativa de que, grande suporte tende a ser encontrado em qualquer queda mais significativa.</p>
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