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17/dezembro/2010 - sexta-feira

Coluna Semanal

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COMUNICAÇÃO RURAL – Ronaldo Luiz

O ano em revista

Amigos, neste nosso último encontro de 2010, prometo ser breve. Final de ano é hora de balanço, análises e projeções na vida pessoal e profissional. Vamos fazer tudo isso sim, de peito aberto, com sabedoria, coragem, bom-humor e otimismo. Temos que encarar as coisas sim, mas com sorriso, não de cara amarrada. E como diz o ditado, mais importante que o destino é a viagem.

Então vamos lá. Nosso papo aqui é comunicação e sustentabilidade no agro. Na seara da comunicação, vimos em 2010 a explosão das redes sociais como canal de relacionamento entre o universo dos negócios e a sociedade (clientes, stakeholders). Como ressaltamos em colunas anteriores, a arena da comunicação ganhou novo terreno. Não que a mídia tradicional vai deixar de ter relevância. Ainda não vejo ninguém querendo emplacar artigo exclusivo no Facebook. Queremos nos jornalões. Eles repercutem nos centros de decisões econômicos e políticos. Jornais, revistas, rádio e tevê são a diplomacia da comunicação. A internet, em especial, as redes sociais são o tête-à-tête, a conversa ao pé-de-ouvido.

O peso das redes sociais é nítido e não para de aumentar. A edição de dezembro da revista “Dinheiro Rural” traz uma matéria que aborda o uso do twitter como processo de comunicação de entidades do agro. Muito bom. Aproximar-se dos jovens e da sociedade urbana é imperativo para o setor.

A proposta de mudança do Código Florestal é um exemplo disso. O projeto de revisão do deputado Aldo Rebelo, que conta com apoio do setor, tem grandes chances de ser aprovado na Câmara. No campo político será uma vitória para o setor. Todavia, a percepção das ruas, querendo ou não, é que este projeto é danoso ao meio ambiente. Neste aspecto, o agro está perdendo a guerra, a guerra da comunicação.

No tocante à sustentabilidade, as questões ambientais e sociais entraram na agenda para não mais sair. Empresas e setores espertos já descobriram isso e tratam do tema de maneira pró-ativa. As empresas existem para dar lucro, ganhar dinheiro, obter receita. Ninguém é santinho, em qualquer setor. A novidade é que as empresas entenderam que se não atenderem às exigências ligadas à sustentabilidade, além de perderem dinheiro, em razão do prejuízo à imagem e reputação, também deixarão de ganhar, por meio da negação à redução de custos e à inovação.

Se a sustentabilidade chegou para ficar – aliás, de modo legítimo -, o que as empresas precisam fazer é incluí-la em suas respectivas estratégias de negócios. Para conseguir o quê? Ganhar dinheiro, oras, e simultaneamente, adotarem práticas que contribuam para o desenvolvimento social e a proteção dos recursos naturais. É esse o último recado do ano amigos. Um Feliz Natal, um 2011 de muita luz. Ano que vem, estaremos de volta. Se Deus quiser ;) Abraços.

É PROIBIDA A REPRODUÇÃO DESTE ARTIGO EM QUALQUER MEIO DE COMUNICAÇÃO, ELETRÔNICO OU IMPRESSO, SEM A CITAÇÃO DAS DEVIDAS FONTES (www.agroblog.com.br + Autor).
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do código penal. Conheça a Lei 9610.
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