Pasturas Beef

30/julho/2010 - sexta-feira

Coluna Semanal

Banner

COMUNICAÇÃO RURAL – Ronaldo Luiz

O produtor tem o que comemorar?

Nesta semana foi comemorado o dia do agricultor, mais especificamente no dia 28. A data também marcou os 150 anos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O dia festivo foi marcado por diversos anúncios de empresas em homenagem ao produtor rural nos meios de comunicação. Muitas delas, diga-se de passagem, que arrocham o produtor no dia a dia. Mas, (…)

Discursos de autoridades exaltando a pujança do agro não faltaram. Isso sem falar no verniz de sustentabilidade que procurou ser passado. É claro que o agro não é o destruidor de florestas que muitos imaginam ser. Tampouco é um modelo com bases ainda escravocratas como outros tantos também insistem em dizer.

Mas, é fato também que o setor precisa caminhar, e muito, em direção a algo que possa ser chamado de sustentabilidade. Usos e costumes de décadas precisam ser modificados.

Mas cá entre nós, o agro leva muita paulada, mas outros segmentos, como, por exemplo, a indústria, também patinam na questão sustentável. Só que os industriais sabem comunicar melhor o que realmente fazem de bom. E a proximidade deles com a sociedade urbana ajuda a formar percepções favoráveis.

Pois bem, mas será que o produtor rural tem o que comemorar? Algumas coisas sim, outras não. O avanço do agro se reverte em mais negócios para o produtor. Isso sem dúvida ocorreu. Entretanto, cada vez mais isolado, ele [o produtor] se vê pressionado pelos grandes grupos empresariais que se formam.

Vive espremido entre conglomerados de fornecedores de insumos e gigantes que compram sua produção. A relação é dura. Além disso, sofre com políticas públicas fragmentadas, que em nada estimulam o empreendedorismo. E por fim, o produtor ainda carrega o estigma ideológico de vilão social, ambiental e econômico.

A revolução do agronegócio brasileiro nos últimos 30, 40 anos mudou o Brasil. Todavia, com o crescimento do setor, outros agentes foram se apoderando do resultado econômico que o agro gerou. E mais que isso, o setor jamais conseguiu respeito político em pé de igualdade com os benefícios sociais e econômicos que traz para o Brasil.

Não há como negar também que existem figuras no setor que em nada ajudam o agro a costurar alianças. É gente ainda sectária, que atua na defensiva, que não consegue enxergar ou não quer, que somente dialogando e comunicando o agro será mais bem reconhecido, respeitado e valorizado pela Opinião Pública. O produtor precisa ser crítico e separar o joio do trigo.

É PROIBIDA A REPRODUÇÃO DESTE ARTIGO EM QUALQUER MEIO DE COMUNICAÇÃO, ELETRÔNICO OU IMPRESSO, SEM A CITAÇÃO DAS DEVIDAS FONTES (www.agroblog.com.br + Autor).
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do código penal. Conheça a Lei 9610.
Faça um comentário para "COMUNICAÇÃO RURAL – Ronaldo Luiz"

Seja o primeiro a comentar!

Deixe um Comentário!
Nome:  *obrigatório
E-mail:  *obrigatório (não publicado)
Mensagem: