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30/outubro/2009 - sexta-feira

Coluna Semanal

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COMUNICAÇÃO RURAL – Ronaldo Luiz

Para grande mídia, produtor é desmatador

Esta semana marcou o recrudescimento do debate ambiental. E no noticiário ficou latente que grande imprensa e setor rural não falam a mesma língua, ao menos, no tocante a este tema. E a iniciativa de aproximação para melhor esclarecer o leitor e a Opinião Pública é responsabilidade de ambos.

Para o agro, há o desafio de informar os jornalistas de uma maneira mais clara, completa, sistemática, por meio de iniciativas pró-ativas, sem o viés de agir na defensiva, com um certo pé atrás. Para tornar sua realidade melhor compreendida, o setor precisa entender que isso acontecerá pela transparência do seu cotidiano, de suas práticas, de seus valores.

Para a mídia cabe manter o papel vigilante e crítico, mas um pouco menos ‘mancheteiro’. Este estilo chama atenção, mas nem sempre é estritamente fiel aos fatos. Por que digo isso?

Porque soa ao menos estranho ler em praticamente todas as matérias que trataram da proposta de mudança do Código Florestal o termo “desmatador” para quem, incentivado por governos passados, ou seja, de acordo com a lei, foi a Amazônia implementar alguma atividade agrícola.

De fato, estas pessoas promoveram retirada da floresta para iniciar uma lavoura ou criação de gado. Mas fizeram isso dentro da legislação vigente na época. Foi um desmatamento legal, conforme a lei. Todavia, ao estampar frases como “anistia a desmatadores” vende-se a ideia que pretende-se deixar impune, quem está lá desmatando agora, recentemente, infringindo a lei. E não é isso. Porém, o estrago para a imagem do produtor como um todo é feito, jogando na mesma cesta quem agiu e age conforme as regras e quem atua à revelia delas.

Além disso, alimenta no imaginário da Opinião Pública, a mensagem que aquele produtor lá do Rio Grande do Sul (exemplo), totalmente regularizado ambientalmente, com Reserva Legal averbada, joga no mesmo time de quem está lá derrubando a floresta. Alçar o detalhe da informação ao destaque da notícia pode dar ao leitor uma visão mais completa do assunto, ajudando-o a formar um juízo de valor mais idôneo, com base em dados técnicos.

A imagem de uma empresa, um segmento, uma pessoa é a soma das imagens que todos têm desta empresa, deste segmento, desta pessoa. O agro precisa entender isso, a fim de melhorar sua comunicação, com quem tem o poder de influenciar sua imagem, no caso, a imprensa. Este é o recado desta semana amigos. Até sexta que vem.

É PROIBIDA A REPRODUÇÃO DESTE ARTIGO EM QUALQUER MEIO DE COMUNICAÇÃO, ELETRÔNICO OU IMPRESSO, SEM A CITAÇÃO DAS DEVIDAS FONTES (www.agroblog.com.br + Autor).
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do código penal. Conheça a Lei 9610.
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