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05/fevereiro/2010 - sexta-feira

Coluna Semanal

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COMUNICAÇÃO RURAL – Ronaldo Luiz

Perdendo os jovens

Continuando no tema “o jovem e o agronegócio”, onde tratamos de redes sociais na coluna anterior, falaremos nesta semana sobre a ligação – aliás, extremamente forte – dos jovens com públicos antagonistas ao agro.

Sem entrar no mérito de quem está certo ou não – este não é nosso propósito, que é, na verdade, discutir como melhorar a comunicação do agronegócio – o fato é que os jovens não se sentem atraídos, tampouco simpáticos pelo setor.

Se para um jovem nascido no meio rural o mundo fora das fazendas soa muito mais convidativo em termos de futuro, o que dizer do garoto ou garota das cidades. Já está aí o primeiro deslize de comunicação do agro, que é justamente expor que o segmento não se restringe ao dia-a-dia da lavoura ou da criação. Como sabemos, é muito mais.

Por outro lado, ONGs ambientalistas têm milhares de jovens como seguidores, como fãs. Jovens estes que – como dito na coluna anterior – já são formadores de opinião e tomadores de decisão. O processo de comunicação das ONGS é extremamente profissional, articulado, eficiente. E isso acontece porque há investimentos. E os investimentos surgem porque há compreensão que comunicar é estabelecer vínculos de interesses mútuos, é criar sinergia, é sentir-se semelhante.

Quantas ações de comunicação o agro faz nas grandes metrópoles, que são as responsáveis por amplificar qualquer mensagem que se queira compartilhar? Em contrapartida, vira e mexe grupos que “demonizam’ o agronegócio estão presentes no cotidiano urbano, no dia-a-dia dos jovens.

No Fórum Social Mundial – notadamente um evento antiagro -, realizado no final de janeiro em Porto Alegre (RS), a maioria dos participantes era formada por jovens, com elevado grau de escolaridade, revelou reportagem do “O Estado de S. Paulo”. A matéria ressaltava que 64% dos presentes tinham menos de 34 anos e que 81% possuíam diploma de curso superior ou estavam na faculdade. Que mensagens este público altamente capaz de influenciar o seu entorno levara para casa?

Para encerrar, deixo uma sugestão de palestra do doutor em ciência da computação pela University of Kent, Inglaterra, e consultor do Programa da ONU para desenvolvimento científico e tecnológico, Silvio Meira.

Entre estas e outras coisas, Meira é o cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR), que é um instituto privado de inovação que cria produtos, processos, serviços e empresas usando Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Assistam e depois comentem em nosso mural. Abraços, até semana que vem.

Link para palestra: http://www.grupocdn.com.br/lang/pt/noticias/cdn-noticias/cdn-nova-marca-novo-posicionamento

É PROIBIDA A REPRODUÇÃO DESTE ARTIGO EM QUALQUER MEIO DE COMUNICAÇÃO, ELETRÔNICO OU IMPRESSO, SEM A CITAÇÃO DAS DEVIDAS FONTES (www.agroblog.com.br + Autor).
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do código penal. Conheça a Lei 9610.
3 Comentários para "COMUNICAÇÃO RURAL – Ronaldo Luiz"
antonio rodrigues disse:
07/02/2010

prezado ronaldo luiz,
sou frequentador do agronegocio e do forum social mundial. relembrando a farsul, de que propriedade rural nao tem tamanho, gostaria de opinar que temos de encontrar um minimo denominador comum entre o agronegocio e a agricultura familiar. penso que de qualquer maneira o agronegocio brasileiro leva vantagem comparativa se souber encontrar este MMC. vejo esta possibilidade no açucar e no eucalipto. tanto no mercado atual quanto no futuro.
antonio rodrigues

Mariana Perez Vilela disse:
08/02/2010

No meu entender, antes de ensinarmos aos jovens “urbanos” o que é agronegócio, é necessário ensinar aos “antigos” representantes do agronegócio, que ainda comandam o setor, o que é comunicação, pois a veem de forma muito “pequena”. Acredito que falar de comunicação com jovens é muito mais fácil e, por isso, aposto nas atuais e futuras gerações do agro.

evaristo c. machado netto disse:
09/02/2010

Caro Ronaldo
A Mariana tem razão, nossos “velhos” representantes só dialogam com seus pares. Não procuram utilizar novas midias e continuam a trabalhar com os mesmos e antigos assessores de imprensa que estão distantes da comunicação com os jovens urbanos. É preciso investir nos novos jornalistas, nas universidades, mostrando a face progressiva da agropecuária, das conquistas tecnologicas, do sucesso dos jovens empresários e também da qualidade de vida nas pequenas e prósperas cidades do interior do Brasil.

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