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	<title>Agroblog - O Blog do Agronegócio</title>
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	<description>Um time de grandes Agroblogueiros disponibilizam semanalmente análises e informações privilegiadas sobre o agronegócio.</description>
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		<title>MILHO &#8211; Rodrigo Zobaran</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Sep 2010 08:00:30 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Mercado Emocional O otimismo que os produtores de proteína animal vivem neste momento tem sido fundamental para as fortes altas do milho. O índice Esalq em 13/07/10 era R$18,17/saco e no último 06/09/10 alcançou R$ 23,02/saco, uma alta de 27% em menos de 2 meses. A alta da arroba do boi, do frango e do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Mercado Emocional</strong></h2>
<p>O otimismo que os produtores de proteína animal vivem neste momento tem sido fundamental para as fortes altas do milho. O índice Esalq em 13/07/10 era R$18,17/saco e no último 06/09/10 alcançou R$ 23,02/saco, uma alta de 27% em menos de 2 meses.</p>
<p>A alta da arroba do boi, do frango e do suíno, é a esteira que o milho precisava para deslizar para cima sem muita restrição, fomentado pelo apetite do consumidor que precisa garantir o abastecimento de seus estoques a qualquer tempo e a qualquer preço.</p>
<p>O governo ainda não oficializou a sua entrada no mercado para vender os estoques reguladores e essa começa a ser a principal solicitação dos consumidores. Lembrando que em 2007 o governo estabeleceu uma agenda de leilões de milho para amenizar a forte alta nos preços e mesmo assim o milho persistiu em sua escalada altista, mostrando que nem sempre uma oferta extra é capaz de interromper altas no momento em que o mercado está emocionalmente altista.</p>
<p>Volto a salientar que para a cadeia produtiva do milho esta alta é muito providencial, pois além de remunerar o setor produtivo, ainda deve estimular o plantio da próxima safra e assim garantir o abastecimento com esta que é a principal fonte de energia das rações animais em nosso país.</p>
<p>Para os produtores rurais de todo o país, o momento agora oferece uma oportunidade ímpar para travar suas posições na BM&#038;F, com o objetivo de aproveitar o bom humor do mercado e garantir preços para a próxima safra. O fechamento para março/11 na BM&#038;F nesta segunda-feira (06/09/10) foi de R$ 26,05/saco de 60kg, equivalente a cerca de R$ 20,00/saco no Chapadão do Sul-MS, R$ 17,50/saco em Alto Taquari-MT e R$ 16,00/saco em Rondonópolis-MT.</p>
<p>Uma boa semana a todos.</p>
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		<title>ETANOL &#8211; Paulo Costa</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Sep 2010 07:41:47 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Etanol &#8211; &#8220;The Economist&#8221; &#8211; Um artigo A prestigiosa revista semanal britânica The Economist traz um interessante artigo sobre uma questão conceitual que envolve o futuro do etanol brasileiro. Vamos fugir aqui do padrão de nossos textos para fazer uma tradução editada, parcial e resumida do artigo. A ideia é mostrarmos a nossos leitores o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Etanol &#8211; &#8220;The Economist&#8221; &#8211; Um artigo</strong></h2>
<p>A prestigiosa revista semanal britânica The Economist traz um interessante artigo sobre uma questão conceitual que envolve o futuro do etanol brasileiro. Vamos fugir aqui do padrão de nossos textos para fazer uma tradução editada, parcial e resumida do artigo. A ideia é mostrarmos a nossos leitores o que se escreve e se lê no exterior a respeito de nosso etanol. Obviamente a matéria foi escrita aqui no Brasil, inclusive com entrevistas, algumas que a imprensa local não publica. É fácil notar, para aqueles que acompanham o assunto, que muitas incorreções são publicadas. Mas o fato é que as conclusões a que as pessoas chegam são formadas pela informação, muito dela, incorreta. Aqui vai parte do texto, entre aspas, para proteger o direito do autor, sempre lembrando que é uma tradução livre:</p>
<p>&#8220;O açúcar tem sido produzido no Brasil por mais de 500 anos e hoje é de longe o país maior exportador do mesmo. Mas açúcar também forma o núcleo de um novo complexo agro-industrial e de energia renovável. Biocombustíveis, majoritariamente derivados de açúcar, são a mais importante fonte de energia depois do petróleo. Para uma unidade de energia, a produção e uso de etanol a partir do açúcar gera apenas dois quintos das emissões de carbono quando comparada aos derivados do petróleo, e metade da gerada pelo etanol derivado do milho, de acordo com as conclusões da Agencia de Proteção do Meio-Ambiente dos Estados Unidos. E os plásticos verdes estão prontos para se mudar dos laboratórios de pesquisas para as lojas com o lançamento de garrafas pet para refrigerantes.</p>
<div id="attachment_1963" class="wp-caption alignleft" style="width: 220px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2010/09/etanol070910.jpg" alt="" title="" width="190" height="94" class="size-full wp-image-1963" /><p class="wp-caption-text">Revista semanal britânica</p></div>
<p>Ainda assim as indústrias estão lutando para transformar todos estes benefícios econômicos e ambientais em receitas confiáveis. Por conta disto culpa o governo e argumenta que deve se beneficiar de um regime regulatório mais favorável. Mas este segmento industrial deveria prestar mais atenção. O governo, por sua vez, acusa os produtores de quererem ter o melhor dos dois mundos: da agricultura e da energia. Ele pode fazer a vida da indústria ainda mais difícil do que ela já é!</p>
<p>Desde que o Brasil abandonou os controles nos preços e produção de cana-de-açúcar, duas décadas atrás, a safra aumentou duas vezes e meia. Quase toda a produção vem de extensas e mecanizadas fazendas na região Centro-Sul &#8211; centenas de milhas distantes da Floresta Amazônica. A produção de etanol mais do que dobrou desde 2002, graças ao desenvolvimento dos motores flex para os automóveis, capazes de rodar com gasolina ou etanol, sem distinção. Mais da metade da frota rodante do país hoje é movida por carros flex-fuel. Além disto, o governo determina que a gasolina deva conter uma mistura de três ou quatro partes para um de etanol <em>(nota do Agroblogueiro – informação imprecisa: a variação pode ser de 20 a 25% de etanol na gasolina)</em>.</p>
<p>Por conta de seus benefícios ambientais, o etanol a partir da cana-de-açúcar tem o potencial de ser uma indústria global. Por isto que a Royal Dutch Shell criou uma joint venture de 12 bilhões de dólares com a Cosan, o maior produtor brasileiro de açúcar e etanol. A nova associação, assinada em 25 de agosto, reúne os postos de combustíveis das duas empresas no Brasil, em um total de 4.500 unidades. A Shell também está contribuindo com US$ 1.6 bilhões em cash e sua participação em empresas de pesquisas de biocombustíveis, enquanto a Cosan entra com suas 23 usinas incluindo a Costa Pinto.</p>
<p>No entanto, enquanto o Brasil exporta 70% de sua produção de açúcar, 75% do etanol ainda são vendidos no mercado doméstico <em>(nota do Agroblogueiro – outra informação errônea: os percentuais referidos são de aproximadamente 65% para açúcar e 93% para etanol)</em>. Isto ocorre principalmente porque os Estados Unidos e a Europa olham para o etanol como um produto agrícola e protegem seus próprios agricultores (principalmente de etanol de milho).</p>
<p>Para transformar este potencial em realidade é necessário grande investimento de capital. Exportações em larga escala dependem de alcooldutos e de um porto. Três de cada quatro unidades de produção não estão conectadas às linhas de transmissão de eletricidade. E muitas empresas tomaram largos empréstimos para expansão justamente às vésperas da recessão que temporariamente derrubou os preços em 2008-09. O resultado foi uma suave onde de consolidação: 87 das 438 usinas do Centro-Sul do Brasil mudaram de mãos no último ano, diz a Unica. Ainda assim, os cinco maiores produtores respondem por meramente um quinto da produção total.</p>
<p>Até que um mercado global de etanol se forme os produtores brasileiros estarão desconfortavelmente dependentes das vendas do mercado doméstico e da Petrobras, o gigante nacional do petróleo. A empresa é ao mesmo tempo seu principal cliente (pois compra etanol anidro para misturar com a gasolina) e seu principal concorrente (porque os produtos do petróleo competem com os biocombustíveis da cana). Além disto, é – ao mesmo tempo – o maior produtor de etanol.</p>
<p>A gente ligada ao açúcar reclama que, embora o preço de etanol aumente ou diminua com a demanda mundial por açúcar, os preços dos derivados de petróleo não se ajustam tão rapidamente às mudanças dos preços do petróleo. Ela também pensa que na área do meio-ambiente o etanol deveria ter imposição tarifária menor que o óleo diesel, como ocorre em São Paulo mas não em outros Estados. Também lamentam que a falta de regulação impede sua expansão.</p>
<p>Estas reclamações encontram poucos amigos em Brasília. Autoridades rebatem dizendo que quando os preços de açúcar estão altos, como ocorre neste momento, as usinas desviam a cana da produção de etanol. Para assegurar fornecimento estável, o etanol deveria ser regulamentado como um combustível pela Agência Nacional do Petróleo, diz uma representante do staff do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela acusa a indústria de querer obter todas as vantagens de ser tratada como uma produtora de energia, mas nenhuma de suas dificuldades.</p>
<p>Dois pontos se sobrepõem a este debate. O primeiro é que as novas descobertas do pré-sal colocam o Brasil como um grande exportador de petróleo. A indústria da cana alega que isto vai fazer a Petrobras ainda mais poderosa e fez com que o Presidente Lula esquecesse seu entusiasmo anterior por biocombustíveis. Esta acusação parece injusta: o governo insiste que os biocombustíveis devem reter sua participação atual no contexto da matriz energética brasileira. Em segundo lugar, se as pesquisas estiverem corretas, as eleições presidenciais de outubro serão vencidas por Dilma Rousseff, antiga Ministra da Casa Civil e de Minas e Energia de Lula. Ela acredita ainda mais fortemente do que ele em planejamento estatal e controle da indústria de energia. Em contraste, a indústria de açúcar prefere seguir os sinais do mercado e decidir por si se a cana deve ser cristalizada ou destilada. Afinal, argumenta a indústria, foi apenas quando o Estado afrouxou seu controle que a indústria de etanol tornou-se uma realidade global.&#8221;</p>
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		<title>SOJA &#8211; Ricardo Lorenzet</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Sep 2010 07:18:55 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Fluxo! Mercado de soja volátil na última semana. Após um início pressionado ainda pela questão sazonal e a ausência chinesa no mercado norte-americano (chineses protelam compras na expectativa de prêmios ainda melhores nas próximas semanas e também pelo fato de que a capacidade de embarque nos EUA esta tomada até o final de novembro), a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Fluxo!</strong></h2>
<p>Mercado de soja volátil na última semana. </p>
<p>Após um início pressionado ainda pela questão sazonal e a ausência chinesa no mercado norte-americano (chineses protelam compras na expectativa de prêmios ainda melhores nas próximas semanas e também pelo fato de que a capacidade de embarque nos EUA esta tomada até o final de novembro), a soja voltou a encontrar sustentação na segunda metade do período refletindo essencialmente a movimentação do mercado de grãos.</p>
<p>Com a evolução da colheita do milho, os reportes de produtividade das áreas ao centro-sul e leste da região produtora norte-americana estão, de uma forma geral, ficando abaixo das expectativas dos produtores. Na prática, este cenário reflete a escassez de umidade em algumas áreas, mas também (se não principalmente) as temperaturas noturnas elevadas registradas no decorrer do desenvolvimento do milho nos EUA, que naturalmente estão associadas a um menor potencial produtivo à cultura. Com isso, estimativas privadas norte-americanas sinalizam potenciais de produtividade significativamente inferiores ao estimado pelo USDA até o momento.</p>
<p>Se não bastasse a incerteza com relação a oferta, a quebra da safra de grãos na região do mar negro vem resultando, como já amplamente noticiado, em forte valorização do mercado de trigo e, com isso o deslocamento de parte da demanda para alimentação animal deste para o milho e, como resultado um maior fluxo de exportações nos EUA.</p>
<p>Mas e ai? O que há a soja com isso? Rapidamente poderíamos pensar que o farelo de soja, também é substituto como fonte protéica ao trigo na produção de rações, ou que, se houve quebra na safra de grãos na Europa/Mar Negro, isto invariavelmente também teria ocorrido com as safras de oleaginosas na região, como girassol e canola e, com isso um maior potencial de demanda para a soja. Efetivamente a análise procede. O aspecto, porém, que age como pano de fundo a este cenário todo resume-se ao fluxo especulativo.</p>
<p>O mercado volta a comentar sobre o risco de uma nova onda de&#8221;AgInflation&#8221;. Efetivamente é cedo para qualquer conclusão a respeito disso em meio a um mercado dominado por emoções e por grandes agentes com um bom dinheiro na mão. De qualquer forma, é cada vez mais redundante o quão tênue constitui-se o equilíbrio de oferta e demanda nos mercados agrícolas, mesmo naqueles que, em primeira instância sinalizem um cenário mais confortável como fora o caso do trigo a alguns meses atrás.</p>
<p>Com isso, retornando a soja, cautela é preciso com a percepção de que os estoques de soja norte-americanos registrarão uma recuperação superior a 100%, ou que os estoques globais estão em patamares confortáveis. Isto é fato, sem dúvida. Porém, quando associa-se o potencial de uma safra nos EUA levemente inferior ao estimado até então pelo USDA, o risco climático à safra sul-americana (La Niña), a expectativa de uma demanda global aquecida (provavelmente a ser revista a frente) e a briga por área nos EUA 2011/12, conclui-se que a cautela em pressionar as cotações tende a persistir a frente. É isso que sinalizam os grandes gestores de fundos, ao menos neste momento. Até que o fluxo especulativo permanecer inundando o mercado de commodities agrícolas, melhor não nadar contra a maré. </p>
<p>Abraço a todos, boa sorte e bons negócios!</p>
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		<title>AÇÚCAR &#8211; Arnaldo Corrêa</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Sep 2010 06:56:34 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Os touros se divertem O mercado de açúcar em NY fechou mais uma semana em alta. O vencimento outubro/2010 cravou 69 pontos de variação positiva na semana (15 dólares por tonelada), mas o destaque fica para os futuros com vencimentos para a próxima safra (maio/2011 até março/2012) com variações positivas de quase 25 dólares por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Os touros se divertem</strong></h2>
<p>O mercado de açúcar em NY fechou mais uma semana em alta. O vencimento outubro/2010 cravou 69 pontos de variação positiva na semana (15 dólares por tonelada), mas o destaque fica para os futuros com vencimentos para a próxima safra (maio/2011 até março/2012) com variações positivas de quase 25 dólares por tonelada e muito próximos de bater a máxima histórica de preços. Fala-se cada vez mais de quebra de safra no Brasil. Muita gente trabalhando com uma moagem abaixo de 570 milhões de toneladas (a estimativa da Archer Consulting no início de agosto era de 578,81). Os touros se divertem.</p>
<p>Para refrescar, ventos altistas sopraram vindos da Índia, onde vários executivos do setor atendiam a um seminário. Esses encontros às vezes acabam tendo um efeito de manada, com todos olhando numa só direção e quando percebem&#8230;..ooops, são derrubados pelos ursos. Enfim, de qualquer forma, não há como contestar que o quadro macro é construtivo e eventuais quedas expressivas representam muito mais uma oportunidade de compra dados os cenários de médio e longo prazos.</p>
<p>O açúcar no mercado interno, para corroborar, bateu a casa dos R$ 50,00 por saca, para desespero dos consumidores industriais que não fizeram nenhuma proteção contra a subida dos preços. Tava na cara do gol e chutaram pra fora. Não dá para adivinhar, claro. Mas, por isso mesmo que a proteção deve ser feita: porque não dá para adivinhar!</p>
<p>Estamos nos aproximando do vencimento das opções sobre futuros. A posição em aberto das opções de compra com preço de exercício de 20 centavos de dólar por libra-peso é de mais de 22.000 lotes e de certa forma já está – digamos – absorvida pelo mercado. Daí até 22 são mais 23.000 lotes e nunca se sabe o quanto disso é delta hedging nem o quanto o coração de cada um aguenta o tranco. Pelo sim, pelo não, não gosto muito de ficar exposto quando estou short gamma (uma maneira pomposa e impressionável de dizer que se está vendido opções correndo o risco de correções na posição, que acabam custando dinheiro), preferindo rolar para o vencimento seguinte. Fique ligado.</p>
<p>Os preços negociados no mercado internacional para o próximo ano começam a ficar extremamente atrativos para as usinas. Vale a pena começar a apontar os lápis e fazer fixações ou pelo menos proteções via fence – compra de uma put (opção de venda) e venda de uma call (opção de compra) ambas fora-do-dinheiro. Mesmo sem contar com nenhum prêmio, baseando-se nos fechamentos do mercado e do câmbio, a liquidação para as usinas apresenta uma média de R$ 31,54 por saca posto usina comparada com um custo médio de produção de R$ 27,20 por saca.</p>
<p>O contrato futuro de etanol na BM&#038;F Bovespa continua crescendo, chegando aos 3.500 lotes em aberto. É pouco. Equivale ao consumo de hidratado no Brasil de apenas 54 horas. O vencimento janeiro/2011, que possui maior posição em aberto, fechou a semana liquidando o equivalente hoje a R$ 0,9389 por litro na usina, com um retorno estimado de 10,30%.</p>
<p>A discussão sobre possiveis cenários para o etanol para os próximos anos continua acirradíssima. Um experiente trader diz que trabalha com um número de produção brasileira de cana para a safra 2014/2015 de 815 milhões de toneladas, comparativamente à necessidade estimada, pela Archer Consulting, de 897 milhões de toneladas. Para chegar a produção que atenda à demanda, que conta com a expansão do consumo do hidratado via carros flex, do aumento dos alcóois para outros fins em 2,2 bilhões de litros e, entre outras coisas, da manutenção da fatia de participação no mercado internacional de açúcar, o Brasil teria que crescer 10,72% ao ano, demandando um investimento médio próximo de 8 bilhões de dólares ao ano. Para um setor que fatura US$ 30 bilhões por ano, 8 bilhões representam mais de ¼ desse montante. Todos parecem concordar que não atingiremos esse objetivo. Então, aparecem algumas alternativas que podem ser aplicadas em todo ou em parte, combinadas. São elas: a) a queda do consumo via aumento de preço do combustível; b) a importação de etanol; c) a implantação imediata de estoques reguladores. Anos interessantes nos aguardam.</p>
<p>Boa semana e bom feriado para todos.</p>
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		<title>CAFÉ &#8211; Rodrigo Costa</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Sep 2010 06:44:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Clima e diferentes diferenciais As bolsas de ações voltaram a ter uma performance positiva nesta semana com a leve recuperação dos índices de produção de manufaturados chineses e americanos, e com a queda menor do que esperada de postos de trabalhos nos Estados Unidos. Na carona de uma nova rodada de alocações de recursos, as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Clima e diferentes diferenciais</strong></h2>
<p>As bolsas de ações voltaram a ter uma performance positiva nesta semana com a leve recuperação dos índices de produção de manufaturados chineses e americanos, e com a queda menor do que esperada de postos de trabalhos nos Estados Unidos.</p>
<p>Na carona de uma nova rodada de alocações de recursos, as commodities se valorizaram bem, com destaque para os grãos, café e gás natural, o último bastante em função dos riscos de furacão.</p>
<p>O café encerrou o período com ganhos de US$ 10.71 por saca em Nova York, subindo US$ 7.50 por saca em São Paulo, e com alta de apenas US$ 0.42 por saca em Londres.</p>
<p>Por mais prematuro que possa parecer para alguns, o mercado de café começa a negociar um prêmio em função do clima seco no Brasil e das chuvas contínuas na Colômbia e América Central.</p>
<p>No caso brasileiro a seca por enquanto é benéfica para o cafezal, dado que este estresse-hídrico ajuda a planta a guardar energia e depois florar tão logo as chuvas cheguem, mas mesmo assim os produtores ficam menos inclinados a oferecerem seus cafés a qualquer preço. Com relação as chuvas na Guatemala o receio é de doenças para as árvores em função da alta umidade, e na Colômbia o risco de redução do potencial de produção para a safrinha deles (conhecida como &#8220;mitaca&#8221;).</p>
<p>Com as novas altas dos mercados futuros, o Brasil aproveita para ir comercializando a sua safra, porém o custo de reposição para os exportadores se distancia significativamente do interesse de compra externo. Como referência podemos usar a arbitragem de dezembro BM&#038;F contra ICE, que negocia a US$ 20 centavos/libra abaixo, e alguns negócios de FOB que saíram próximos de 30 abaixo, ou seja a conta não fecha. Os fazendeiros estão vendendo bem os seus cafés, cada vez a níveis mais altos, e como a necessidade de caixa não é grande, eles só vendem se o comprador pagar o que querem. Para quem tem café de qualidade a situação é ainda mais confortável. É aquele negócio, como faltou café suave, ou se preferir café-lavado, no mundo, a alternativa da indústria foi correr atrás de semi-lavados brasileiros, porém a maturação irregular no Brasil acabou decepcionando quem imaginava que o país produziria mais de 6 milhões de sacas entre semi e lavado, então o próximo substituto é o café natural finíssimo, e quem vai receber BM&#038;F está considerando o contrato como tal.</p>
<p>Claro que que vendeu muito semi-lavado e não tinha cobertura está sofrendo, assim como sofrem aqueles que tem café grupo II e o baixo (consumo) fixado contra a bolsa, os quais os diferenciais só alargam dado que não acompanham a subida dos futuros. É um mercado difícil, que dá uma lição dura principalmente para os que não atentaram para esta mudança de comportamento dos diferenciais dos tipos distintos de cafés que carregam nos seus estoques. Eu lembro desta situação em 1997 quando eu ainda estava no Brasil trabalhando na exportação, a sintonia tinha que ser fina, e seguida de muito perto.</p>
<p>É bom salientar que o que estamos vivendo em termos de descolamento de diferenciais e subida de bolsa, ainda não tem dimensões de perda de produção em função climática, o que acontecendo poderá provocar uma subida ainda mais descontrolada dos mercados futuros. Como comentei no artigo da semana passada, o Brasil é o único país que pode abastecer a crescente demanda e a queda da produção de Colômbia e América Central. Há dez anos atrás Colômbia produzia em torno de 11 milhões de sacas por ano, enquanto México e os países da América Central (AC) tinham produção ao redor de 21 milhões de sacas. Hoje o primeiro não deve produzir 8 milhões de sacas neste ano, e um dos maiores dealers do mundo diz que a safra 10/11 não será acima de 8.5 milhões de sacas. A produção atual de México e AC está atualmente na casa de 16 milhões de sacas, ou seja, o mundo precisa de safras brasileiras grandes, e este é um dos motivos que fez com que os mercados futuros conseguissem subir em plena safra recorde brasileira. Claro que a alta também foi ajudada pelas compras dos fundos que acabaram tirando o fôlego dos vendedores, e do incremento da margem inicial que saiu de US$ 1,800.00 para US$ 5,500.00 por contrato. Aliás como o incremento da margem na queda da semana retrasada não trouxe estragos maiores para os comprados, e desde então os preços voltaram às máximas, agora o efeito acaba sendo ainda mais altista, pois &#8220;aperta&#8221; quem segura os hedges de venda.</p>
<p>Todo cuidado é pouco, e uma estratégia de defesa para o clima deve ser considerada tanto para quem pode ter seu fluxo de caixa exaurido, como para quem está long-basis (diferenciais). Como Londres não tem reagido, a arbitragem está em US$ 112 centavos por libra-peso, extremamente larga, e dado que diferente do arábica não haverá um superávit de café robusta/conillon nem este ano e nem no próximo, creio que seja interessante considerar vender puts (opções de venda) em Londres, e usar o prêmio para comprar calls (opções de compra) em Nova York, mesmo que seja bem fora do dinheiro (com preços de exercícios mais altos), pois caso tenhamos perda com uma seca no Brasil, os preços podem subir MUITO mais.</p>
<p>Segunda-feira dia 6 é feriado nos Estados Unidos, dia do trabalho, e terça-feira o dia da independência do Brasil, uma semana curta mas que pode continuar provocando novas altas no café caso não se confirme a quebra do padrão climático seco no Brasil. Nova York está com todo o jeito que quer testar US$ 200.00 centavos por libra para ver quem consegue continuar na mesa, veremos.</p>
<p>Não haverá artigo de café na próxima semana pois por política da empresa que trabalho não terei acesso aos meus e-mails ou à clientes por 5 dias úteis consecutivos (acontece uma vez por ano com todos aqui, é o tal do &#8220;sensitive leaving&#8221;).</p>
<p>Uma ótima semana e muito bons negócios para todos.</p>
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		<title>MERCADO FINANCEIRO &#8211; Fernando Penteado</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 15:13:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Petrobras retorna como &#8220;queridinha&#8221; do mercado O mercado andava desprezando as ações da Petrobras já há algum tempo, em função das indefinições quanto ao plano de capitalização da companhia, considerada fundamental para que a empresa possa explorar os campos do pré-sal, o grande tesouro da empresa e dos brasileiros. As indefinições quanto a capitalização ocorreram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Petrobras retorna como &#8220;queridinha&#8221; do mercado</strong></h2>
<p>O mercado andava desprezando as ações da Petrobras já há algum tempo, em função das indefinições quanto ao plano de capitalização da companhia, considerada fundamental para que a empresa possa explorar os campos do pré-sal, o grande tesouro da empresa e dos brasileiros. As indefinições quanto a capitalização ocorreram por que o governo quer manter uma participação importante na empresa e a aprovação do formato precisa passar pelos órgãos governamentais que tradicionalmente não são conhecidos por serem ágeis e coerentes em suas decisões. Afinal, todo mundo quer interferir no assunto e puxar &#8220;a brasa para a sua sardinha&#8221;. A disputa pelos royalties do pré-sal já causaram grandes desconfortos entre os governantes, tendo em vista que o Rio de Janeiro e São Paulo queriam ficar com todos os royalties que os campos de produção de petróleo irão gerar.</p>
<p>A Petrobras também teve suas ações pressionadas negativamente pelos vendedores após o acidente da plataforma da BP no Golfo do México. Essa pressão sobre a empresa ocorreu porque o sistema de exploração em águas profundas utilizado pela BP é o mesmo utilizado pela Petrobras, sendo que as duas empresas dispõem de conceituada tecnologia para grandes profundidades. Porém, os investidores preferiram não correr o risco de ficar com os papéis da empresa na carteira, quando uma empresa que segue as leis americanas tem problemas de vazamento de petróleo, quem dirá uma empresa brasileira.</p>
<p>Assim, com o receio de que a manutenção das nossas plataformas não estivesse sendo feita como é o necessário, os fundos de investimentos decidiram se desfazer dos seus papéis, inclusive o mega investidor George Soros, que anunciou que estava se desfazendo das ações porque não acreditava que a empresa pudesse voltar a ter alta. E ele aparentemente estava errado! Apesar dos analistas não terem gostado muito do formato que será feita a capitalização e o preço do barril de petróleo que será concedido a União em troca da capitalização, os investidores gostaram e o papel vem subindo a três dias com bastante força. A informação é de que para participar da oferta o investidor terá que ter ações da Petrobras em carteira, o que vem provocando uma forte corrida pelos papéis da empresa. Até os aluguéis de ações estão sendo coibidos pelas corretoras, pois há a possibilidade de quem tenha papel alugado não possa exercer o direito de participar da oferta publica. As compras de ações da Petrobras na oferta com o uso do FGTS só deverão ser permitidas para os acionistas que compraram papéis da empresa no ano de 2000. Por enquanto, estas são as determinações para a capitalização da empresa, que deve ser sem dúvida a maior do mundo por um longo tempo. Vamos ver se as regras não mudam nos próximos dias.</p>
<p>Bons negócios a todos.</p>
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		<title>COMUNICAÇÃO RURAL &#8211; Ronaldo Luiz</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 06:20:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>O que pensam formadores de opinião e tomadores de decisão do agro</strong></h2>
<p>Recentemente, fiz o trabalho de comunicação para uma nova feira e congresso internacional de tecnologia e negócios na área do agro. Lá estiveram presentes executivos de grandes empresas do setor, como, por exemplo, Monsanto, Syngenta, Basf, Dow Agrosciences, Arysta, Nufarm, bem como lideranças setoriais – Andef, Sindag e Aenda -, além de consultores, tais como, o professor José Luiz Tejon da ESPM, uma sumidade em se tratando de comunicação e marketing no agronegócio.</p>
<p>Especialmente destinado a novas tecnologias e mercado para defensivos e fertilizantes, o evento também abordou outros temas cruciais para o agro, como, por exemplo, comunicação e sustentabilidade, o mote desta coluna. Nesta semana trago ao caro leitor os destaques do que pensam alguns dos principais formadores de opinião e tomadores de decisão do agro, que participaram do evento.</p>
<p>O presidente da Syngenta Proteção de Cultivos para América Latina e da CropLife América Latina, Antônio Carlos Guimarães, ressaltou que a região terá papel preponderante na produção de alimentos e que é preciso observar o produtor rural como o protagonista de todo o desenvolvimento. </p>
<p>O diretor-executivo da Andef, Eduardo Daher, correlacionou os ganhos de produtividade da agricultura brasileira nos últimos anos ao uso de defensivos, lembrando que a indústria investe em educação para o manejo correto dos produtos na lavoura e em novas fórmulas com foco na segurança alimentar. </p>
<p>A ineficiência logística custa ao Brasil US$ 4 bilhões ao ano, disse a consultora Elizabeth Chagas da E.C. Consultoria e Assessoria em Comércio Internacional. Segundo ela, a infraestrutura está muito concentrada no Sul e Sudeste e é preciso criar alternativas de escoamento pelo Norte. </p>
<p>O vice-presidente da divisão de agro da Basf, Eduardo Leduc, afirmou que o produtor rural não pode ser tachado de vilão da sustentabilidade, essencialmente, pelo fato de que as lavouras e pastagens são protagonistas da produção de alimentos e do sequestro de carbono. </p>
<p>A gerente de sustentabilidade da Monsanto, Gabriela Burian, disse que avanços no tema passam pela construção de um discurso comum entre as diversas partes interessadas – os vários stakeholders &#8211; da sociedade. De produtores a empresas, passando pelo governo, mídia, chegando ao cidadão, ao consumidor. </p>
<p>O vice-presidente do Instituto Ethos, Paulo Itacarambi, defendeu uma nova lógica de consumo, na qual clientes e fornecedores privilegiem produtos que agreguem valor – qualidade, respeito social, ambiental, segurança &#8211; e não só a competição baseada no preço.  </p>
<p>O professor José Luiz Tejon, diretor do centro de estudos do agronegócio da ESPM, salientou que o agro caminha para um processo de descomoditização. De acordo com ele, processo e origem da matéria-prima emergem como diferenciais competitivos. </p>
<p>O presidente para América Latina da Nufarm Indústria Química, Valdemar Fischer, assinalou que o Brasil caminha para se tornar o maior mercado mundial de agroquímicos em um prazo de no máximo dois anos.</p>
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		<title>CITROS &#8211; Paulo Sader</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 06:01:23 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Insha’Allah! A estiagem prolongada, o vento constante, as altas temperaturas, têm sido responsabilizados por pomares murchando, queda de frutos, enormes filas na porta das indústrias. Recebi vários relatos de perda. Alguns mais dramáticos, cuja queda de frutos beira 1/3 da produção. Ainda que se imaginem preços melhores no futuro, por conta de mais uma quebra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Insha’Allah!</strong></h2>
<p>A estiagem prolongada, o vento constante, as altas temperaturas, têm sido responsabilizados por pomares murchando, queda de frutos, enormes filas na porta das indústrias. Recebi vários relatos de perda. Alguns mais dramáticos, cuja queda de frutos beira 1/3 da produção. Ainda que se imaginem preços melhores no futuro, por conta de mais uma quebra de safra, eu e mais alguns, nesta época especialmente, nos roemos de inveja dos citricultores irrigantes. Acreditamos que o novo Código Florestal nos daria a esmola de averbar a Reserva Legal computando o que temos de APP, &#8220;apenas&#8221; completando os 20% da área total da propriedade. Estaríamos aptos, então, a planejar, financiar e implantar nossas necessárias estruturas de irrigação. Mas o projeto Aldo Rebelo custa a caminhar no Congresso, e o Ministério do Meio Ambiente já prepara a apresentação de um projeto substitutivo de Código Ambiental.</p>
<p>Está aberta a bolsa de apostas para escolher quem se concluirá primeiro: o Código Florestal, o Consecitrus ou as filas nas indústrias. Não queira saber quem escolho, porque, filho de quem sou, &#8220;teimo, mas não abosto&#8221;.</p>
<p>Na matéria Consecitrus, há notícias de produtores que fazem a lição de casa e continuam debatendo entre si, procurando esclarecer-se e formulando demandas sobre ele. Mostrando desdobramentos da proposta inicial. E isso é bom, se não perdermos o foco!</p>
<p>Produtores que não renegociaram seus contratos e tem preços fixos vivem momentos amargurados. Aqueles que contavam com &#8220;participação&#8221; pós fechamento de safra, recebem relatórios que resultam em &#8220;participação&#8221; zero e preços finais que comprometem a viabilidade do negócio. Eles sentem falta de transparência nas negociações realizadas e na elaboração de tais relatórios.</p>
<p>Informação e transparência são demandas básicas para os produtores. Decisões de ficar ou sair da atividade, adubar pomar ou não, renovar ou esperar, são graves demais para continuar sendo tomadas na base do achismo ou fundadas em dados fornecidos por quem não tem sua confiança. </p>
<p>Desta forma, há quem entenda que, havendo representação única dos produtores no Consecitrus, sem batismo definido, por ora, Unicitrus, Producitrus, ou que nome se lhe dê, ela precisará incumbir-se das tarefas, entre outras, de pesquisa, de criar a base estatística que produzirá informações relevantes para seus membros e toda a cadeia produtiva. Dados confiáveis vindos também do produtor, não para mera colisão, mas para que, na multiplicidade de fontes, caminhemos para a convergência de informações. Para tanto, afirmam o imperativo de esta representação ser dotada de verbas suficientes para concretizar tais objetivos. E que as verbas devem vir diretamente, junto com o recolhimento do Fundecitrus, para a Uni/Produ-citrus que se encarregará de distribuí-las entre fitossanidade, pesquisa estatística ou biotecnológica (por cuja participação se garante acesso aos resultados), e outras áreas predeterminadas. Ainda que o Estado esteja se movimentando para oferecer estatísticas em convênio com o USDA, outros produtores sentem-se mais confortáveis com um menor envolvimento do poder público. São opiniões a considerar.<br />
Verifica-se que o debate tem chão a percorrer, arestas a aparar, temas espinhosos como angariar fundos e dar-lhes destino, organização da representação e sua legitimação, ajuste de foco, até chegar a um consenso. E isso só do lado do produtor.</p>
<p>As questões do Consecitrus relativas à remuneração da caixa de laranja são importantíssimas, mas há quem veja, neste movimento de mais ampla coordenação dos produtores, o ponto fundamental e o maior lucro para equilibrar o setor.</p>
<p>Neste ínterim, eu e meu &#8220;baitrão teima no laranja&#8221;. Minha mãe, que não é &#8220;batrícia&#8221; e teima no Santana Azul, &#8220;abosta&#8221; na MegaSena de sábado, pra ganhar R$85 milhões. Insha’Allah*!</p>
<p>E você? Faz fé em quem?</p>
<p>*&#8221;Se Deus quiser&#8221;.</p>
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		<title>BOI GORDO &#8211; Leonardo Alencar</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 13:02:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Boi e carne sobem, mas consumo segue positivo</strong></h2>
<p>A recuperação do mercado do boi gordo, com sucessivas altas em todos os elos da cadeia, já virou destaque na mídia. Desde o início do ano a alta acumulada foi de 17,6% para o boi gordo e 18,2% para a carne no atacado. Até o bezerro &#8211; cuja queda era esperada com o crescente investimento em cria nos últimos anos &#8211; acumula alta de 11,1% no ano, com queda de apenas 1,8% em agosto.</p>
<p>O movimento de alta teve início em dezembro de 2009 e já em março deste ano as cotações superavam as registradas em 2008 e 2009. Vale lembrar que a força de alta observada em 2008 teve início a partir de maio, registrando o preço máximo histórico de R$ 94,41/@ em junho e entre junho e agosto era o patamar mais alto do período analisado (2008 a 2010).</p>
<p>O preço do boi gordo no último dia do mês passado, entretanto, foi de R$ 92,23/@, quase R$ 2,00/@ acima do registrado nos últimos anos. O que isso quer dizer? Que atingimos o patamar pré-crise, confirmando boa recuperação da demanda por carne bovina e a baixa oferta de gado para abate, que tem sido o principal driver do ano. A comparação com 2008 é interessante, porque até o início da crise era possível observar certa euforia no mercado, semelhante ao que acontece hoje. Não será uma luz amarela no mercado?</p>
<p>Por outro lado, essa condição de baixa oferta deu espaço para as altas observadas. O ritmo foi maior para o boi e para a carcaça no atacado, enquanto o repasse ocorreu de maneira mais lenta para a carne sem osso no atacado e varejo. Os dados preliminares do varejo indicam alta acumulada no ano de 11,5% (Dieese), bem abaixo do registrado para os outros elos.</p>
<p>Um dos motivos é o receio quanto à capacidade de absorção das altas pela população, além da possibilidade de deslocamento do consumo para outras proteínas mais baratas. A carne de frango, que reagiu 1,8% no último mês no atacado, está estável em relação ao início do ano no varejo. A carne suína, por sua vez, já acumula alta de 7,9% no atacado desde o início do ano, mas no varejo recuou 2,5%.</p>
<p>A alta no preço do boi foi repassada em escala menor para o varejo, que reduziu sua margem de rentabilidade, entretanto, essa condição não deve durar no longo prazo e a alta no varejo pode limitar o consumo.</p>
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		<title>MILHO &#8211; Rodrigo Zobaran</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 10:15:40 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Tradição com sofisticação Aqui estou, escrevendo diretamente da Expointer no Rio Grande do Sul, uma das maiores feiras de agropecuária da América Latina. Pelo menos é o que dizem por aqui. Bastaram apenas dois dias de feira para deixar me contagiar com o mais autêntico &#8220;orgulho de ser gaúcho&#8221;, expressado a todo momento e de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Tradição com sofisticação</strong></h2>
<p>Aqui estou, escrevendo diretamente da Expointer no Rio Grande do Sul, uma das maiores feiras de agropecuária da América Latina. Pelo menos é o que dizem por aqui. Bastaram apenas dois dias de feira para deixar me contagiar com o mais autêntico &#8220;orgulho de ser gaúcho&#8221;, expressado a todo momento e de diversas maneiras pelo povo daqui, a ponto de eu passar mesmo a acreditar que por aqui é tudo maior (sem duplo sentido).</p>
<p>Ao sair do Parque Assis Brasil em Esteio, onde acontece a feira, contei 44 bandeiras do RS e apenas 1 do Brasil. No trajeto de 25 km até Porto Alegre, sintonizei a rádio Gaúcha AM 600 mhz, que segundo alguns amigos meus &#8220;pega no Brasil inteiro&#8221;. Mas bah! </p>
<div id="attachment_1938" class="wp-caption alignleft" style="width: 280px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2010/09/milho010910.jpg" alt="" title="" width="250" height="163" class="size-full wp-image-1938" /><p class="wp-caption-text">Expointer no Parque Assis Brasil em Esteio/RS</p></div>
<p>Impossível negar a importância do RS para a agricultura brasileira. Basta citar Klepler Weber, Massey Ferguson, John Deere, Semeato, Pionner e tantos outras empresas responsáveis por tornar o Brasil celeiro do mundo.</p>
<p>Eu, gaúcho natural de Porto Alegre, moro há oito anos em São José do Rio Preto/SP, cidade que adotei como meu &#8220;pago querido&#8221; (tradução=doce lar). Mas tenho que reconhecer que aqui na Expointer acontece o maior encontro entre a tradição e a sofisticação da América Latina, do chimarrão com a melhor e mais avançada genética bovina, e da bombacha com a agricultura de precisão. É imperdível.</p>
<p>E o milho? Este segue firme, com alguns negócios no porto a R$22,50/saca. A quebra na safra russa de trigo e os leilões de PEP montaram um novo ambiente de preços, que pode ser neutralizado nos próximos dias pela alta produtividade da safra norte-americana somada a oferta inesperada do governo para desovar o seu estoque de 5,5 milhões de toneladas. </p>
<p>Uma boa semana a todos.</p>
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