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	<title>Agroblog - O Blog do Agronegócio</title>
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	<description>Um time de grandes Agroblogueiros disponibilizam semanalmente análises e informações privilegiadas sobre o agronegócio.</description>
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		<title>BOI GORDO &#8211; Lygia Pimentel</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 15:12:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boi Gordo]]></category>

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		<description><![CDATA[Boi no primeiro semestre, boi no segundo semestre Tem muita gente me perguntando o que será do boi no segundo semestre de 2012. Olha, sinceramente eu não sei. É difícil responder assim, tão pontualmente. Mais difícil (pra não dizer impossível) dar valor exato para o boi no período. Na verdade, se eu soubesse, a vida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><h2><strong>Boi no primeiro semestre, boi no segundo semestre</strong></h2>
<p>Tem muita gente me perguntando o que será do boi no segundo semestre de 2012. Olha, sinceramente eu não sei. É difícil responder assim, tão pontualmente. Mais difícil (pra não dizer impossível) dar valor exato para o boi no período. Na verdade, se eu soubesse, a vida seria muito fácil, não é verdade? </p>
<p>Bom, vamos voltar um pouquinho no tempo para entendermos o que acontece hoje e, então, entendermos o que poderá ser do segundo semestre.</p>
<p>Já falmos neste espaço em diversas ocasiões, foram 4 anos de retenção de fêmeas, de 2006 a 2010. O preço do bezerro estava subindo e a atividade de cria estava atrativa. Então a gente pensa em produzÍ-los e para isso seguramos as fêmeas. Depois de um tempo, essa retenção mostra seus reflexos através da oferta maior de animais na praça. A prova disso é um gráfico que coloquei aqui há algumas semanas, mas como não gosto de falar sem provar a afirmação através de números, vou repetí-lo.</p>
<p><strong>Gráfico 1.</strong><br />
Evolução das escalas de abate em Barretos &#8211; SP e média dos primeiros quadrimestres (dias).<br />
<div id="attachment_2792" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2012/05/boi180512.jpg" alt="" title="" width="462" height="274" class="size-full wp-image-2792" /><p class="wp-caption-text">ds</p></div></p>
<p>Acho que a oferta maior nos pegou junto com uma seca brava, que prejudicou demais as pastagens e reduziu o poder de manutenção por parte do pecuarista.<br />
Junto com isso, temos uma probabilidade de aumento do volume de  animais confinados elevada, o que me deixa bastante apreensiva em relação à margem da atividade para aqueles que tencionam especular e nem estão olhando para as oportunidades que a Bolsa nos dá.</p>
<p>Quero dizer que não teremos entressafra? Não. Mas o cuidado com a negociação deve ser redobrado.</p>
<p>Em anos de incerteza e expectativa de aumento de oferta, como tem sido 2012, eu não gosto de contar com a sorte e com o fato de precisar que a demanda seja forte o suficiente pra me salvar. Prefiro me garantir.</p>
<p>O que costumo fazer é que logo que a Bolsa me dá oportunidade, recomendo trava com futuros ou trabalhamos com a compra de opções. A compra do seguro de preços tem que estar no cardápio para que se sente mal em chupar o dedo se o mercado vai além. </p>
<p>Em algumas oportunidades, quem me dá essa chance de margem é o frigorifico. Pode-se pensar em trava com ele também, apesar de não ser minha primeira opção por não gostar de abrir a estratégia para o comprador. Mas tem anos em que essa é a melhor alternativa por eu não estar pronta para aguentar o ajuste ou não ter caixa suficiente para comprar opções. Com o frigorífico, não tenho ajuste ou combino apenas desembolso na entrega dos animais.</p>
<p>Em resumo, precisamos aprender a esquecer aquela ideia de esperar eternamente pelo pico dos preços ou então pagar pra ver. A oferta está grande e existe a expectativa de que o volume de animais de confinamento aumente mais uma vez em 2012. </p>
<p>Então, o negócio é partir logo para o abraço quando surge uma boa oportunidade. Seja da forma que for: futuros, opções, frigorífico, termo, seguro de preços, etc. A cada ano temos m mercado diferente, portanto, uma decisão diferente a tomar e devemos conhecer a ferramenta que melhor se encaixe a ela. Ao longo dos anos, essa ideia dá resultados melhores e mais consistentes.</p>
<p>Bom, no curto-prazo, temos uma oferta que não para de aumentar. </p>
<p>Será?</p>
<p>Olhem só, os últimos dias têm sido um pouquinho mais duros com os frigoríficos. Quando eu digo &#8220;um pouquinho&#8221;, é um pouquinho MESMO, coisa leve. As escalas de abate permanecem longas e a carne está muito, mas muito fraca! Largada, praticamente. O consumo não está segurando as pontas, afinal de contas, estamos na segunda quinzena. Normal. Mas quando colocamos junto disso uma boa oferta, não tem muito jeito de segurar o cabresto.</p>
<p>Mas pessoal, tem muita gente desesperada, achando que isso não vai mais passar. Não é verdade. Como eu disse também há algumas semanas, safra e entressafra ainda existem pois tem um período do ano em que chove menos e outro em que chove mais. Boi é paso. Ponto!</p>
<p>Com o frio e com a oferta sistemicamente maior, o pessoal abriu mesmo a porteira e não teve como os preços não caírem, mas vejam bem, uma hora isso melhora. E já está começando a dar ligeiros sinais de que pode melhorar dentro de algumas semanas. Depois dessa forte desova que vemos agora, ainda não teremos boi de cocho em quantidade suficiente para fazer com que o mercado continue em queda. É o que me parece. Não tem sido tão fácil comprar nos últimos dias. </p>
<p>Não posso atestar com toda a certeza do mundo, obviamente, mas se a oferta já dá alguns sinais de que quer enfraquecer, basta o consumo responder pra gente ver algum tipo de reação. No começo de junho existe potencial pra enxugar um pouquinho a oferta de carne. Então pensem comigo: oferta menor e demanda um pouquinho melhor, pode ser que os preços também melhorem. E sabem o que mais? É o que costuma acontecer nesse período ao longo dos anos, ou seja, atingimos o fundo da safra entre abril e maio e em seguida os preços começam a reagir novamente, assim que terminamos de colocar no gancho os animais que perderão peso sem pasto em uma situação decente. Vamos torcer! Um abração e até a semana que vem.</p>
</div>]]></content:encoded>
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		<title>AÇÚCAR &#8211; Arnaldo Corrêa</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 05:33:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Açúcar]]></category>

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		<description><![CDATA[Um pouco mais do mesmo A última vez que o mercado de açúcar em NY fechou a semana em alta foi no final de março. De lá para cá, tem sido queda livre. Essa sexta-feira não foi exceção embora o mercado tenha trabalhado praticamente inalterado toda a sessão. Mas acabou fechando a semana com queda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><h2><strong>Um pouco mais do mesmo</strong></h2>
<p>A última vez que o mercado de açúcar em NY fechou a semana em alta foi no final de março. De lá para cá, tem sido queda livre. Essa sexta-feira não foi exceção embora o mercado tenha trabalhado praticamente inalterado toda a sessão. Mas acabou fechando a semana com queda de 13 dólares por tonelada no vencimento maio, que encerrou o pregão cotado a 20,22 centavos de dólar por libra-peso, muito próximo da baixa de 20,13 centavos de dólar por libra-peso ocorrida na semana. Os demais meses de vencimento também fecharam com baixa entre 11 e 56 pontos de baixa. Com a desvalorização do real, que chegou a bater 1,9650, o valor médio de liquidação para as usinas baseando-se no dólar futuro negociado via NDF equivale a R$ 41,75 e R$ 46,32 por saca posto usina respectivamente para as safras 2012/2013 e 2013/2014, ou seja, em reais ainda há gordura, se considerarmos o custo de produção estando ao redor de R$ 36,0000.</p>
<p>O cenário macro piora os fundamentos do açúcar que parecem não ter nenhuma importância nessa altura do campeonato. Nada do que venha da parte dos fundamentos parece fazer qualquer diferença, o que vai durar por algum tempo até que se tenha uma ideia mais concreta do que pode ocorrer no Centro Sul do Brasil. O que pode fazer a diferença é como o clima se comporta no Centro Sul e seus eventuais efeitos na safra de cana.</p>
<p>A observação dos fenômenos meteorológicos e seus efeitos na produção de commodities ocorrem desde os tempos de Tales de Mileto, que foi praticamente o primeiro grande filósofo grego conhecido. Tales percebera, 600 anos antes de Cristo, que as condições específicas do tempo &#8211; e não os pedidos aos Deuses – contribuíam para uma boa colheita. Foi assim, com o aprimoramento da observação, que ele previu uma grande safra de olivas na região de Mileto e alugou todas as moendas de azeitonas da região, ganhando muito dinheiro depois permitindo a utilização das mesmas devido à crescente demanda. Ou seja, Tales foi o pioneiro na utilização de derivativos há 2.600 anos. E foi pioneiro também em olhar os fenômenos meteorológicos como causa, e não à vontade Divina, das alterações de safra. Hoje, 2600 anos depois, tem gente no mercado que ainda acredita na vontade divina para os preços se recuperarem.</p>
<p>O cenário macro tem dado o tom às commodities enquanto os fundamentos são varridos para debaixo do tapete. Dissemos aqui que 50% da queda do mercado, do final de fevereiro para cá, pode ser atribuída à desvalorização do real, enquanto que 50% são consequências dos fundamentos mais fracos do açúcar. Excedente de açúcar no estoque de passagem brasileiro, menor demanda por parte do mercado internacional, grande entrega na bolsa cuja nomeação de navio está ainda pendente, a Índia exportando mais açúcar, as notícias que os canaviais naqueles pais passam por renovação para o próximo ano apesar do preço da soja ser melhor remunerador, safra maior na Tailândia, ausência da Rússia nas compras, China desacelerando, etecetera. </p>
<p>Para piorar, no cenário macro, só notícias ruins: um grande banco de investimento nos EUA anuncia um prejuízo de US$ 2 bilhões depois de admitir que as posições que possua no mercado de derivativos de crédito eram mais arriscadas do que pensavam. Com isso, os ativos de riscos sofrem pressão pela liquidação de suas posições, entre eles as commodities. A Europa está em xeque, com a eleição de Hollande que, segundo um analista, é uma espécie de Lula com sotaque francês, e o mercado espera que ele discurse com a esquerda e governe com a direita. Enquanto isso haja pessimismo. Sabe-se lá qual será o tom das conversas na semana do açúcar que se inicia na segunda-feira aqui em NY.</p>
<p>Neste ano, até agora, das commodities agrícolas, o farelo de soja foi a que teve melhor desempenho, valorizando ao longo deste ano 30,5%. Seguem a soja 16,4% e o cacau 9,4%. No lado negativo temos trigo, milho, açúcar, algodão, café e suco de laranja, com quedas que vão de 8.5% para o trigo, 13% para o açúcar até 27,3% para o suco de laranja. Um ano, até aqui, desencorajador para os fundos de commodities.</p>
<p>As apostas são grandes de que teremos não apenas um aumento no preço da gasolina, mas também um aumento no mix de anidro de 20% para 25%.</p>
<p>Fico muito triste ao saber que Jeff Bauml, corretor que está no mercado de açúcar há algumas décadas resolveu estabelecer que dia 31 de maio será seu último dia no mercado de açúcar. Jeff é um dos caras que sempre respeitei desde que estreei no mercado de açúcar em 1994. Faz parte da uma geração de profissionais que sempre colocou a integridade, o respeito, a honestidade e a ética em primeiro lugar. Essas são commodities escassas nos dias de hoje.</p>
<p>O Modelo desenvolvido pela Archer Consulting estima que pelo menos 17,33 milhões de toneladas estejam fixadas para a safra 2012/2013 ao preço médio de 24,34 centavos de dólar por libra-peso. Isso mostra que as fixações nos últimos 30 dias foram pouco mais de 1,14 milhão de toneladas.</p>
<p>Na semana que vem grande parte dos tomadores de decisão estará aqui em NY para o Jantar Anual do Açúcar. Boa viagem para aqueles que estão a caminho e boa semana para todos, com bons negócios.</p>
</div>]]></content:encoded>
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		<title>MERCADO FINANCEIRO &#8211; Edgar de Sá</title>
		<link>http://www.agroblog.com.br/mercado-financeiro/mercados-externos-em-foco/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 05:31:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Mercados externos em foco As incertezas em relação à economia europeia estiveram em foco na semana passada, com os bancos espanhóis sinalizando fraqueza, enquanto a vitória do socialista François Hollande, na França, trouxe dúvidas a respeito da situação fiscal do país já que, em vez de redução, os gastos possam ser elevados pelo novo governo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><h2><strong>Mercados externos em foco</strong></h2>
<p>As incertezas em relação à economia europeia estiveram em foco na semana passada, com os bancos espanhóis sinalizando fraqueza, enquanto a vitória do socialista François Hollande, na França, trouxe dúvidas a respeito da situação fiscal do país já que, em vez de redução, os gastos possam ser elevados pelo novo governo francês. Além disso, a provável saída da Grécia da União Europeia mostra que a região já não é tão sólida como antes.</p>
<p>A semana anterior também foi marcada pelos dados fracos da economia chinesa. O país enfrenta sua pior desaceleração desde 2009, e isso afeta a economia de países como o Brasil, que dependem de exportações para o país asiático. </p>
<p>A terceira semana de maio inicia sem a divulgação de indicadores relevantes nos EUA. No Brasil, o Banco Central revela o relatório semanal Focus, que compila a opinião de consultorias e instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos. Além disso, o Ministério de Comércio Exterior reporta a Balança Comercial referente à última semana, que mede a diferença entre exportações e importações contabilizadas durante o período.</p>
<p>Nesta segunda, além da repercussão da desaceleração da economia chinesa e da crise na Europa, os investidores devem ficar atentos ao vencimento de opções sobre ações negociadas na BM&#038;F Bovespa, que costuma trazer volatilidade ao mercado.</p>
<p>Ao longo desta semana, os investidores também acompanharão atentos à ata da última reunião do Federal Reserve, bem como aos indicadores dos setores industrial e imobiliário norte-americano e para os índices de preço do país.</p>
<p>No Brasil, os olhares dos investidores estarão voltados para a divulgação de índices de inflação, além de o Banco Central apresentar o IBC-BR (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) de março. O indicador incorpora a trajetória das variáveis consideradas essenciais para o desempenho de três setores da economia: agropecuária, indústria e serviços. </p>
<p>O destaque na Europa será a divulgação das primeiras estimativas de PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre de 2012 para a Zona do Euro, Alemanha e França, as expectativas são positivas para a economia alemã. O mesmo não se pode dizer sobre a França. </p>
<p>Outros dados importantes da agenda europeia, como a produção industrial e a balança comercial de março e o CPI de abril, além da pesquisa de sentimento econômico, também realizada para a Alemanha, serão divulgados ao longo desta semana.</p>
<p>Já na Ásia, o único indicador relevante na semana é a produção industrial no Japão.</p>
<p>Após forte realização na semana anterior quando acumulou desvalorização de 2,26%, o Ibovespa pode ter momentos de repiques de alta esta semana. Isto por que os investidores estarão atentos à agenda de indicadores citada acima, que pode trazer números animadores para o mercado.</p>
<p>Se tomarmos por base a Análise Técnica (AT), o fato de o índice Bovespa ter respeitado o suporte técnico em 59.300 pontos, pode fazer com que a força compradora mova a bolsa em direção a resistência em 59.700, depois 60.000 / 60.420 / 60.800 pontos. No entanto, é necessário que o IBOV rompa a importante resistência em 61.300 pontos para que retome a trajetória de alta no curtíssimo prazo. Abaixo do suporte em 59.300, o índice abrirá espaço para maiores quedas, dentro de um cenário baixista maior.</p>
<p>Boa semana e ótimos negócios!</p>
</div>]]></content:encoded>
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		<title>CAFÉ &#8211; Rodrigo Costa</title>
		<link>http://www.agroblog.com.br/cafe/cafe-segura-mesmo-com-cambio-mais-forte/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 05:29:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Café]]></category>

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		<description><![CDATA[Café segura mesmo com câmbio mais forte A eleição da oposição socialista na França foi relativamente bem absorvida pelos mercados, talvez por já esperar o resultado ou então pelas declarações amenas dos líderes das duas maiores economias na Europa. No decorrer da semana a diminuição das notas das dívidas de Portugal e Irlanda pela agência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><h2><strong>Café segura mesmo com câmbio mais forte</strong></h2>
<p>A eleição da oposição socialista na França foi relativamente bem absorvida pelos mercados, talvez por já esperar o resultado ou então pelas declarações amenas dos líderes das duas maiores economias na Europa.</p>
<p>No decorrer da semana a diminuição das notas das dívidas de Portugal e Irlanda pela agência Moody&#8217;s, assim como um receio de um ainda menor crescimento da China, deram um tom mais negativo aos mercados, que fecharam mais fracos. </p>
<p>O cenário favoreceu o dólar americano em geral, com destaque para a valorização contra o euro de 1.34% e contra o real brasileiro de 2.43%.</p>
<p>O café em Nova Iorque se comportou bem frente as turbulências, encerrando os últimos cinco dias com ganhos de US$ 3.37 por saca. O robusta na LIFFE subiu mais, US$ 6.48 por saca &#8211; atingindo o maior nível desde setembro do ano passado.</p>
<p>Grande parte da comunidade cafeeira se encontrou no Seminário Internacional de Santos durante dois dias, e as conversas nos corredores mostraram um mercado divido. Os baixistas dizem que os preços têm que cair mais (para níveis abaixo do custo de produção) para que desestimulem o incremento de produção mundial (??). Os altistas usaram como argumentos os estoques mundiais pequenos e o consumo crescente.</p>
<p>Curiosa a observação de aumento de produção, que em números absolutos não é significativo. Eu estou no time dos altistas, principalmente para o último quarto deste ano quando então já começaremos a descontar um novo ano de déficit que será o do ciclo 13/14.</p>
<p>A CONAB divulgou sua estimativa de safra para 12/13 no Brasil, com um total de produção de 50.45 milhões de sacas, sendo 38,1 milhões de arábica e 12.3 milhões de sacas de conillon. A maior divergência entre os números das principais trading-houses está no conillon que acreditam será de 15 milhões a 19 milhões de sacas.</p>
<p>No mercado físico parece que os que vieram ao Brasil colocar compras nos livros não encontraram vendedores interessados em oferecer diferenciais de descontos históricos, mesmo com a moeda brasileira dando um empurrãozinho via arbitragem.</p>
<p>Exportadores e dealers cautelosamente sugerem a indústria que não esperem tanto para cobrir diferenciais pois os mesmos não devem enfraquecer muito mais. O problema é que os torrefadores já tinham ouvido isto e antes, e mesmo com a queda do terminal o que viram foi o contrário, portanto não estão com pressa.</p>
<p>Os fundos voltaram a vender um pouco o mercado, que por ora tem se mantido acima de 170 centavos e deve continuar entre o intervalo de 170 e 190 centavos (a não ser que o real mantenha o mesmo ritmo de queda).</p>
<p>Uma excelente semana a todos e muito bons negócios.</p>
</div>]]></content:encoded>
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		<title>COMUNICAÇÃO RURAL &#8211; Romualdo Venâncio</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 10:04:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação Rural]]></category>

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		<description><![CDATA[A angulação da notícia pode valorizar (ou não) a informação Quando defini o tema desta semana, logo me lembrei de uma história engraçada envolvendo manchetes de jornais sobre futebol. Não me recordo bem quem me contou e nem de que clube se tratava. Sem problemas, o que vale mesmo é a própria história. Certo time [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><h2><strong>A angulação da notícia pode valorizar (ou não) a informação</strong></h2>
<p>Quando defini o tema desta semana, logo me lembrei de uma história engraçada envolvendo manchetes de jornais sobre futebol. Não me recordo bem quem me contou e nem de que clube se tratava. Sem problemas, o que vale mesmo é a própria história. Certo time de futebol liderava o campeonato que disputava quando foi derrotado e levou uma grande goleada (algo pra mais de cinco gols de diferença). A vantagem de tentos do adversário foi a principal chamada da maior parte dos periódicos, mas um deles trouxe como manchete apenas o fato de o time goleado continuar na liderança daquela competição.</p>
<p>Apesar do tom um tanto quanto cômico, a lembrança vale para dizer que a imprensa pode abordar um mesmo assunto de maneiras bem diferentes. Isso acontece porque cada veículo &#8211; jornal, revista, emissora de rádio e de TV ou sites e portais &#8211; tem públicos e objetivos específicos. Daí vem a &#8220;angulação&#8221; da notícia, ou seja, o direcionamento da abordagem. Para os profissionais de comunicação, conhecer bem as características do público e do veículo em que trabalha é decisivo no trabalho. Já para as fontes, ter segurança do que fala, é essencial conhecer bem seu setor e também o veículo que está atendendo.</p>
<p>Por conta dessa angulação, muitas vezes pode acontecer de uma longa entrevista se transformar em uma matéria de proporção bem inferior à conversa e com destaque para um tema que o entrevistado acabou citando, mas sem a menor pretensão de oferecer uma manchete. Tal situação pode gerar diversas reações, desde frustração e arrependimento, até repulsa e uma bronca danada. Basta entender que tudo isso não passa de uma questão de prioridades para evitar qualquer confusão. O veículo sempre vai buscar o que mais interessa a seu público, pois sua longevidade depende disso. E nada impede que o entrevistado também atenda à imprensa destacando as informações que mais valoriza.</p>
<p>Esse entendimento pode favorecer os dois lados, tanto quem entrevista quanto quem é entrevistado. Se ambos estiverem bem preparados (o que, por inúmeros motivos, nem sempre acontece), melhor ainda, pois a conversa vai render muito mais. Quando isso acontece, o maior beneficiado é o público. Também é imprescindível lembrar que, por maior que seja a proximidade entre as duas partes, uma entrevista é sempre uma conversa de cunho profissional.</p>
<p>Foi exatamente assim que surgiu o tema desta coluna. Em meio a um papo informal entre amigos, puxei a conversa que virou um debate sério e interessante. Foi durante a ExpoZebu, em Uberaba (MG), no estande da Fazenda Sant’Anna. Estava em companhia de mais dois jornalistas do setor &#8211; Luís Eduardo Bonna (Página Rural) e Adilson Rodrigues (Revista AG) &#8211; e da anfitriã naquele momento, a zootecnista Maria de Lamare. Admiro e respeito bastante os três e certamente ficaria por horas ali conversando. Valeu muito o bate-papo.</p>
</div>]]></content:encoded>
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		<title>BOI GORDO &#8211; Lygia Pimentel</title>
		<link>http://www.agroblog.com.br/boi-gordo/jogo-rapido/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 07:04:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boi Gordo]]></category>

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		<description><![CDATA[Jogo rápido Pessoal, hoje é jogo rápido! Não tem muito o que dizer do mercado, só que a oferta continua abundante e dá espaço para novos recuos. A expectativa de começo de mês mais firme não se confirmou, mas na verdade, maio não segue muito essa regra. O que quero dizer é que nos meses [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><h2><strong>Jogo rápido</strong></h2>
<p>Pessoal, hoje é jogo rápido! Não tem muito o que dizer do mercado, só que a oferta continua abundante e dá espaço para novos recuos.</p>
<p>A expectativa de começo de mês mais firme não se confirmou, mas na verdade, maio não segue muito essa regra. O que quero dizer é que nos meses de maio, a oferta costuma pesar mais na balança do que o consumo devido exatamente ao período de safra, mais especificamente seu fundo, que costuma ocorrer nesta época do ano.</p>
<p>Vou provar através de números, vejam:</p>
<p><strong>Gráfico 1.</strong><br />
Variação do preço da carne no atacado nas primeiras quinzenas de abril e maio.<br />
<img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2012/05/boi110512a.jpg" alt="" title="" width="462" height="308" class="size-full wp-image-2785" /></p>
<p>O que ficou claro aqui é que maio não costuma ser um mês muito camarada em termos de sustentação ao mercado atacadista de carne, ao contrário de abil. Nos últimos anos, com exceção de 2011, houve boa valorização para a carne no período. Mas como pode, se em maio temos feriado do dia do trabalho e Dia das Mães?</p>
<p>Pode porque, como comentei anteriormente, a oferta consegue falar mais alto que a demanda neste período específico. Normalmente, nesta época, o frio já chegou, mas ainda é safra. Como as pastagens começam a perder qualidade, a saída do pecuarista e vender o que tem em estoque ou mandar para o confinamento, quando ele considera essa alternativa. Mas como 90% de nossa produção é extensiva, esses animais entram na linha de abate e mexem com a sustentação do mercado no período.</p>
<p>Em 2012, especificamente, a situação é ainda mais complicada. Considerando-se o Brasil pecuário, tivemos 25% menos chuvas neste primeiro trimestre se comparado ao mesmo período do ano passado. Nem deu para as pastagens começarem a se recuperar direito e já entrou o clima frio de maio pra estragar tudo! Certo, mas vamos tentar ver o lado bom da coisa. A questão é que estamos quase chegando à segunda quinzena de maio. Passou como um raio! Junho está quase aí!</p>
<p>O que quero dizer é que não há fase ruim que dure pra sempre. Acredito que após esse momento de desova inicial e também de encaminhamento de uma parcela dos animais para o confinamento (que, neste ano, parecem um pouco apressados), poderemos nos deparar com um vácuo entre a oferta de animais de pasto e a oferta de animais de cocho. Já aconteceu antes, inclusive, neste período. Depois disso&#8230; bom, depois não sei. A oferta de animais está aí, aumentada após 4-5 anos de retenção de fêmeas, as pastagens estão degradadas, a expectativa é de aumento do volume de animais confinados para este ano. Algo em torno de 13% a 20%. </p>
<p>Nesta semana recebi a pergunta de um leitor: &#8220;O que é que esse pessoal está vendo pra se arriscar a aumentar o volume de animais confinados?&#8221;</p>
<p>Não sei exatamente, acho que existem diferentes motivos para a tomada desse tipo de decisão. Mas tenho um palpite: mesmo em queda, o mercado futuro nos permite fechar a conta. Quase na rapa, em alguns casos, mas fecha. É claro que está longe de pagar o que seria interessante para o pecuarista, mas pra quem trabalha com tecnologia, um bom fluxo de caixa e com o custo na ponta do lápis, até que dá pra encarar. Sem falar que considerando a média de sentimento para o mercado futuro, não estamos tão mal historicamente, olhem só:</p>
<p><strong>Tabela 1.</strong><br />
Otimismo/pessimismo do mercado futuro em maio.<br />
<div id="attachment_2786" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2012/05/boi110512b1.jpg" alt="" title="" width="462" height="213" class="size-full wp-image-2786" /><p class="wp-caption-text"> </p></div><br />
Em breve conversaremos mais sobre isso. Abraços a todos e até a semana que vem.</p>
</div>]]></content:encoded>
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		<title>DIREITO RURAL &#8211; Nathalie Côrtes</title>
		<link>http://www.agroblog.com.br/direito-rural/dinheiro-no-banco-e-nao-no-campo/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2012 06:32:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direito Rural]]></category>

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		<description><![CDATA[Dinheiro no banco e não no campo! Antes de iniciar a coluna de hoje, apenas um complemento sobre a coluna passada: até 25 de maio teremos o retorno da Presidente sobre o texto do Código Florestal aprovado pela Câmara dos Deputados. Aguardando ansiosamente! Agora, voltando ao tema desta coluna, sobre as medidas de favorecimento ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><h2><strong>Dinheiro no banco e não no campo!</strong></h2>
<p>Antes de iniciar a coluna de hoje, apenas um complemento sobre a coluna passada: até 25 de maio teremos o retorno da Presidente sobre o texto do Código Florestal aprovado pela Câmara dos Deputados. Aguardando ansiosamente!</p>
<p>Agora, voltando ao tema desta coluna, sobre as medidas de favorecimento ao setor sucroalcooleiro, tenho visto algumas notícias dizendo que os produtores ainda não conseguiram acessar os recursos provenientes do Programa Prorenova do BNDES, anunciado em janeiro como umas das soluções para a renovação dos canaviais brasileiros e a retomada da produção de etanol. </p>
<p>De acordo com as notícias, o acesso dos produtores aos recursos tem sido impedido pela exigência feita pelo BNDES de apresentação de documentação que comprove que todos os fornecedores de cana da usina contratante operam de acordo com as normas ambientais. </p>
<p>Confesso que verifiquei as regras aplicáveis a esse programa, incluindo a Circular nº 17/2012 e o roteiro para elaboração de proposta (ambos disponíveis na página do BNDES na internet) e não encontrei essa específica exigência de apresentação de documentação, mas sim de apresentação de declaração do produtor de que o plantio e a renovação da cana ocorrem e ocorrerão integralmente em área permitida em legislação vigente. Sem dúvida alguma, a entrega de documentos de fornecedores inviabiliza a concessão do financiamento e, em outros financiamentos concedidos pelo BNDES, mencionada exigência não é feita. </p>
<p>Ao que parece, o BNDES teria ficado de rever as exigências a fim de encontrar uma solução. Deixo o espaço aberto a quem tem acompanhado a solicitação de financiamentos por esse programa para fazer os adendos / comentários que entender necessários. Não adianta criar medidas de favorecimento na teoria que na prática não funcionam! O dinheiro tem que estar no campo e não no banco!</p>
<p>Finalmente, na coluna de 1 de março falei que estava acompanhando as discussões em torno da Farm Bill, lei agrícola dos Estados Unidos, e no final de abril foi divulgado pelo Senado o primeiro projeto dessa lei (<a href="http://www.iatp.org/documents/farm-bill-committee-print-april-20-2012" target="_blank">http://www.iatp.org/documents/farm-bill-committee-print-april-20-2012</a>). Lembrando, a Farm Bill foi promulgada em 2008, tem vigência até 30 de setembro de 2012 e estabelece as regras para os subsídios e seguros na agricultura de commodities, além de conter programas para alimentos e conservação em menor escala.</p>
<p>Espera-se que a nova Farm Bill traga uma solução para o conflito do algodão com o Brasil, onde atualmente, o Brasil recebe compensação paga pelos americanos por causa da manutenção de programas de subsídios para produtores de algodão, pagamento esse que não se sabe se será mantido após setembro.</p>
<p>Ainda preciso analisar com mais cautela o texto publicado, mas de acordo com os comentários que tenho acompanhado, há alterações no texto que trazem preços móveis e potencial de estimular a produção para que os agricultores recebam mais subsídios, o que exige cautela do nosso Governo. Vale acompanhar o tema de perto e aos que tem interesse (apesar da lei ser extensa&#8230; 900 páginas&#8230;) vale a leitura dos Títulos I &#8211; <em>Commodity Programs</em> e III &#8211; <em>Trade</em>.</p>
<p>Até a próxima coluna e uma excelente quinzena a todos!</p>
</div>]]></content:encoded>
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		<title>BORRACHA NATURAL &#8211; Fernando Bortolin</title>
		<link>http://www.agroblog.com.br/borracha-natural/o-mundo-corre-atraves-de-alternativas-a-borracha-natural/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2012 06:08:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Borracha Natural]]></category>

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		<description><![CDATA[O mundo corre através de alternativas à borracha natural Em todos os balanços trimestrais divulgados por grandes empresas do setor de pneus nas últimas semanas, dentre eles os da Goodyear, Titan, Cooper e Michelin, dois contextos estiveram presentes em todos eles: a crise na Zona do Euro &#8211; mais o baixo desempenho da economia dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><h2><strong>O mundo corre através de alternativas à borracha natural</strong></h2>
<p>Em todos os balanços trimestrais divulgados por grandes empresas do setor de pneus nas últimas semanas, dentre eles os da Goodyear, Titan, Cooper e Michelin, dois contextos estiveram presentes em todos eles: a crise na Zona do Euro &#8211; mais o baixo desempenho da economia dos Estados Unidos &#8211; e o impacto dos preços da borracha (natural e sintética) na composição dos resultados financeiros ao longo do primeiro trimestre.</p>
<p>De uma maneira mais explícita, a Goodyear reportou que tais custos &#8216;adicionais&#8217; impactaram os números da empresa em US$ 420 milhões entre janeiro e março de 2012. A Cooper destacou que o peso dos preços mais altos de matérias-primas foi de US$ 34 milhões, sendo a Michelin estimou um impacto geral entre 300 milhões de euros a 350 milhões de euros até o final do ano.</p>
<p>Goodyear e Cooper foram mais além: preconizam que já neste segundo trimestre de 2012 os preços das matérias-primas chegarão 12% mais altos, no caso da Goodyear, e, entre 5% e 7% para a Cooper.</p>
<p>Para um bom entendedor, isso quer dizer que há uma séria probabilidade dessas empresas elevarem os preços de seus produtos nesses patamares, entre maio, junho e julho.</p>
<p>A Titan relatou com todas as letras que os impactos dos preços de metais, petróleo, gás e borrachas sintética e natural foram mais do que compensados pela abrupta demanda que a companhia teve em seus mercados de atuação, dentre eles o de mineração, agricultura e terraplanagem.</p>
<p>Esse pequeno resumo acima demonstra que a política de preços das empresas produtoras de pneus passa com um olhar muito mais intenso sobre o mercado global de borracha natural e sintética como há muito não se via.</p>
<p>Se de um lado a Goodyear destacou com total transparência ter tido um impacto de US$ 420 milhões devido às matérias-primas mais caras, de outro também mostrou ao mercado investidor que se viu obrigada a adotar uma política de preços e de produtos (mix) diferenciado e nisso obteve receitas de US$ 525 milhões, ou US$ 105 milhões a mais que o impacto negativo de custos relativos às matérias-primas.</p>
<p>Por força desse mesmo mix de produtos e serviços, a Cooper gerou US$ 64 milhões, US$ 30 milhões a mais que os custos relativos às matérias-primas, que foi de US$ 34 milhões no primeiro trimestre. E para finalizar, a Michelin vendeu 9,6% menos pneus, mas através de sua politica de preços e produtos diferenciados, elevou suas receitas em 13,5%. Vendeu menos unidades, mas ganhou mais unitariamente.</p>
<p>Ou seja, ninguém teve prejuízo. Pelo contrário, todas as empresas tiveram bons lucros &#8211; porque repassaram o impacto maior das matérias-primas aos preços finais de seus pneus e serviços -, mesmo assim os relatórios deixam antever que o fantasma do preço mais caro da borracha natural e da borracha sintética continua vivo.</p>
<p><strong>A Borracha</strong><br />
Os balanços provenientes do Sudesta da Ásia também apontam nessa direção, começando pela Associação dos Países Produtores de Borracha Natural (ANRPC), responsáveis por 90% da produção global do insumo. Esses países vão cortar a produção em 2012, de 10.420 milhões de toneladas estimadas no início do ano para 10.297 milhões de toneladas até dezembro.</p>
<p>Motivo: recompor o baixo preço do insumo, que caiu 30% entre janeiro e março deste ano, com as exportações cedendo 6,6% no período, comparativamente ao mesmo período do ano passado.</p>
<p>Um sinal desse recuo das importações pode ser visto nos números da China e do Japão. A China importou 6,5% a menos (foram 360.000 toneladas) e o Japão cortou as compras em 3%, para 195.702 toneladas (sendo 77% de borracha TSR e 20% de borracha RSS), no período.</p>
<p>Na China e na Índia há muita chiadeira neste momento. A China Rubber Industries Association (CRIA) &#8211; a Fiesp da índústria de pneus e borracha daquele país &#8211; fez uma conta em que mostra que a borracha natural já pesa 40% no preço dos pneus que a indústria local produz.</p>
<p>A China precisa de 3,4 milhões de toneladas métricas do insumo neste ano, só produz 720.000 toneladas &#8211; o que representa um déficit de 2,68 milhões de toneladas métricas de borracha natural -, e os chineses quebram a cabeça para obter insumos mais em conta, a fim de manter a lógica de seus produtos mais baratos ao redor do mundo.</p>
<p>A coisa está tão séria por lá que a CRIA aponta duas linhas de ação no momento para as indústrias de pneus e de produtos de borracha do país: construir estoques de borracha natural para equilibrar os preços ou simplesmente partir para a aquisição de plantações junto aos Países Produtores de Borracha Natural ancorados na ANRPC.</p>
<p>Na índia, o quadro não é menos ruim: os produtores de pneus e artigos de borracha já acenam com alta de 16% nos custos de seus produtos, devido ao preço mais alto de matérias-primas, e tão alarmante quanto a China, vai faltar borracha para a indústria local.</p>
<p>Os indianos apontam um déficit de 100.000 toneladas de borracha natural no biênio 2012/2013 e de 511.000 toneladas no biênio 2014/2015.<br />
Para ajudar, informe da Bridgestone destaca que a empresa vai precisar elevar a compra de borracha natural e sintética em 5,3% neste ano, para 1,99 milhão de toneladas métricas.</p>
<p>Como se vê, a ponta da demanda é forte, enquanto os donos das seringueiras freiam a produção, num condicionante que induz a uma relação de pressão de preços que tende a ser manter complicada nos horizontes de médio e longo prazo.</p>
<p><strong>Fontes alternativas</strong><br />
Em que pese a queda de braço entre os grandes jogadores globais, a Europa acena com uma segunda via, o projeto EU-Pérolas. Através de um grupo muldisciplinar constituído por universidades e centros de desenvolvimento das indústrias de pneus e borracha, o projeto busca duas fontes alternativas à borracha natural baseada na Hevea Brasiliensis.</p>
<p>O EU-Pérolas fundamenta estudos sob o chapéu &#8216;Plantas do Futuro&#8217; sobre a borracha feita a partir do Guaiúle &#8211; um arbusto nativo do deserto de Chihuahua (México) e sudoeste dos Estados Unidos, &#8211; e o Dente de Leão &#8211; da Rússia, ambas com condicionantes poliméricos equivalentes à borracha extraída a partir da Hevea Brasiliensis.</p>
<p>Segundo os artífices do EU-Pérolas, o dente de leão russo mostrou seu potencial durante a segunda guerra mundial, quando veículos do exército russo foram equipados com pneus produzidos a partir dessa planta.</p>
<p>Esse projeto tem em si uma sorte enorme de leituras. A da pesquisa pura e simples, que busca uma alternativa a plantas mais resistentes a pragas e doenças &#8211; a estratégica, que visa retirar das zonas tropicais o status quo da produção global do insumo &#8211; e a econômica, que busca quebrar a força dos produtores baseados em Hevea Brasiliensis, sem contar o fato de que no planejamento estratégico de crescimento do mercado global de veículos e pneus versus a capacidade de oferta de insumos, os números não fecham: vai faltar matéria-prima.</p>
<p>O trabalho desenvolvido pela EU-Pérolas tem dia, hora e local para ser apresentado ao mundo: dias 24 e 25 de setembro, das 9h00 às 17h00, em Wageningen, na Holanda.</p>
<p>Leia mais em EU-Pérolas (<a href="http://www.eu-pearls.eu/UK/" target="_blank">http://www.eu-pearls.eu/UK/</a>)</p>
<p><strong>Em tempo</strong><br />
A Bridgestone Corporation já está realizando pesquisas dedicadas ao desenvolvimento comercial do Guaiúle nos Estados Unidos.</p>
<p>A iniciativa está sendo levada adiante pela filial dos Estados Unidos, a BATO, e passa pela construção de um centro de pesquisas que deve estar totalmente operacional em 2014, com produção prevista de borracha Guaiúle, a partir de 2015.</p>
<p>A companhia já tem meio caminho andado em termos de pesquisa e desenvolvimento, através de estudo sobre Guaiúle, já realizado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, entre os anos de 1988 e 1991.</p>
<p>A empresa destaca que o sucesso no desenvolvimento comercial do Guaiúle irá diversificar as fontes de borracha natural para a indústria de pneus e reduzir a pesada dependência sobre a borracha extraída da &#8220;Hevea Brasiliensis&#8221;, que tem uma área limitada de crescimento, restrita a climas tropicais próximas ao Equador.</p>
<p>Além desse fato, o objetivo é sair do circuito fechado dos 11 maiores produtores globais de borracha natural, ancorados na Associação dos Países Produtores de Borracha Natural (ANRPC), e que vêm definindo pesados aumentos a borracha natural na série dos últimos anos.</p>
</div>]]></content:encoded>
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		<title>MERCADO FINANCEIRO &#8211; Edgar de Sá</title>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2012 05:57:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Aprenda a Investir na Bolsa (6) &#8211; Análise Técnica: Operando com Suporte e Resistência A análise técnica é uma forma diferente de se analisar o mercado por meio da observação dos gráficos e de indicadores derivados dos preços, acredita-se que com base no passado podemos analisar o futuro através dos gráficos. É uma ferramenta poderosa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><h2><strong>Aprenda a Investir na Bolsa (6) &#8211; Análise Técnica: Operando com Suporte e Resistência</strong></h2>
<p>A análise técnica é uma forma diferente de se analisar o mercado por meio da observação dos gráficos e de indicadores derivados dos preços, acredita-se que com base no passado podemos analisar o futuro através dos gráficos.</p>
<p>É uma ferramenta poderosa e está baseada em alguns princípios, que formam a base conceitual para o desenvolvimento de uma grande variedade de técnicas ou estudos. É preciso entender e acreditar na validade destes princípios, para haver coerência na interpretação técnica dos gráficos.</p>
<p>Portanto, sugiro que antes de você prosseguir com a leitura deste texto:</p>
<p><a href="http://www.agroblog.com.br/mercado-financeiro/aprenda-a-investir-na-bolsa-3-nocoes-basicas-de-analise-tecnica-at/" target="_blank">http://www.agroblog.com.br/mercado-financeiro/aprenda-a-investir-na-bolsa-3-nocoes-basicas-de-analise-tecnica-at/</a></p>
<p>Se você acompanha o blog, com certeza já leu as expressões &#8220;suporte técnico&#8221; ou &#8220;resistência técnica&#8221;. Estes suportes e resistências podem ser definidos como &#8220;os preços máximos ou mínimos que um determinado ativo atingiu num dado período, podendo ser esse período horas, para quem opera no intraday ou até anos, para quem opera no longo prazo&#8221;.</p>
<p>A tendência de alta pode terminar e até reverter quando os vendedores se tornam mais fortes que os compradores; esta situação caracteriza o conceito de Resistência. Na baixa, o conceito de Suporte, identifica a situação onde os compradores se igualam ou predominam sobre os vendedores.</p>
<p>Resumindo:</p>
<p>Suporte &#8211; representa o nível de preço no qual a pressão compradora supera a vendedora e interrompe um movimento de baixa. Pode ser identificada por uma linha horizontal traçada a partir de fundos formados anteriormente.</p>
<p>Resistência &#8211; representa o nível de preço no qual a pressão vendedora supera a compradora e interrompe um movimento de alta. Pode ser identificada por uma linha horizontal traçada a partir de topos formados anteriormente.</p>
<p>Para traçar os suportes e resistências faz-se um traço na horizontal para ligar topos (presença dos vendedores) e fundos (presença dos compradores). A ferramenta de suporte e resistência é imprescindível para quem usa a Análise Técnica (AT). Na verdade, acredito que todas as demais ferramentas ou estudos, dependam de suportes e resistências para fazer algum sentido.</p>
<div><div id="attachment_2779" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2012/05/mfinan070512a.jpg" alt="" title="" width="462" height="174" class="size-full wp-image-2779" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></div>
<div style="clear:both"></div>
<div style="border:1px solid #666666; padding:5px; margin-top:5px;">Topo é o nível de preço mais alto atingido por uma sucessão de duas ou mais barras de preço antes da ocorrência de um ponto de retorno.<br />Fundo é o nível de preço mais baixo atingido por uma sucessão de duas ou mais barras de preço antes da ocorrência de um ponto de retorno.</div>
<p>O que justifica os níveis de suporte e resistência, por que elas se formam? A resposta é simples: memória.</p>
<p>A memória do mercado, dos investidores, explica esta ferramenta. Se os investidores se lembram de que, a partir de um determinado nível de preços, a tendência de baixa de um ativo muda de direção, acreditam que tal evento se repetirá e, portanto, serão induzidos a comprar.</p>
<p>Da mesma maneira, quando os investidores se recordam que um determinado ativo em alta reverte sua tendência ao atingir um determinado nível de preço, começam a vender suas posições, fazendo com que os preços caiam.</p>
<p>Sempre que os preços chegam aos suportes ou resistências, dizemos que o ponto de suporte ou resistência está sendo testado, pois, ao bater em uma dessas barreiras, os preços tendem há recuar um pouco. Quando os preços superam estas barreiras, dizemos que houve um rompimento.</p>
<div style="border:1px solid #666666; padding:5px">Importante: A resistência rompida se torna um suporte, e um suporte quebrado, se torna uma resistência.</div>
<p>A estratégia de operar com suporte e resistência é muito utilizada por ser considerada simples e segura. Simples, por que compramos no suporte e vendemos na resistência. Segura, por que você não precisa, e nem deve, agir como um torcedor, pois a estratégia te mostrará a hora entrar ou sair da ação.</p>
<div id="attachment_2778" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2012/05/mfinan070512b.jpg" alt="" title="" width="462" height="174" class="size-full wp-image-2778" /><p class="wp-caption-text"> </p></div>
<p>Existem outros fatores que tornam esta estratégia um sucesso:</p>
<p>Tempo &#8211; quanto mais tempo o preço da ação ficar próximo de um suporte/resistência, maio a sua importância;</p>
<p>Volume &#8211; quanto maior o volume perto de um suporte/resistência, maior a sua importância;</p>
<p>Amplitude &#8211; quanto maior sua amplitude (distância) entre os suportes e resistências, menor a sua importância. </p>
<p>Esta estratégia sem sofisticação, mas simples, segura e objetiva, pode fazer de você um investidor de sucesso. Basta ter conhecimento e disciplina para usar corretamente os pontos de suporte e resistência.</p>
<p>Agora que você já sabe mais sobre a mais utilizada das estratégias da AT, é hora de começar a praticar.</p>
<p>Bons estudos e ótimos negócios!</p>
</div>]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>AÇÚCAR &#8211; Arnaldo Corrêa</title>
		<link>http://www.agroblog.com.br/acucar/o-fundo-do-poco-ou-o-fim-do-mundo/</link>
		<comments>http://www.agroblog.com.br/acucar/o-fundo-do-poco-ou-o-fim-do-mundo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 07 May 2012 05:41:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Açúcar]]></category>

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		<description><![CDATA[O fundo do poço ou o fim do mundo? O volume de entrega de açúcar na bolsa de NY de quase 700.000 toneladas, por ocasião da expiração do vencimento maio/2012, denota que o mercado à vista está largado, sem demanda e o último recurso usado pelo vendedor foi entregar sua mercadoria contra a venda de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><h2><strong>O fundo do poço ou o fim do mundo?</strong></h2>
<p>O volume de entrega de açúcar na bolsa de NY de quase 700.000 toneladas, por ocasião da expiração do vencimento maio/2012, denota que o mercado à vista está largado, sem demanda e o último recurso usado pelo vendedor foi entregar sua mercadoria contra a venda de contratos futuros que fizera, porque ninguém pagava melhor preço por ela no mercado spot. Simples assim. Agora, pior do que isso é quando o comprador (que vai receber o açúcar a ser entregue via bolsa) não nomeia os navios imediatamente. Normalmente, após a expiração do contrato e o período de entrega, o comprador indica os navios ao vendedor até mesmo para dar uma demonstração ao mercado de que ele &#8211; comprador &#8211; tem sim destino para aquele açúcar que está recebendo. Com isso, os spreads se valorizam e o mercado começa a se reerguer abrindo espaço para um ganho na posição recebida pelo comprador. Quando a nomeação de navios demora, o mercado assume que o comprador não tem destino para o açúcar que vai receber e a reação é a queda imediata dos preços. Não dá para saber a estratégia do recebedor, mas dá pra sentir na pele o que ocorre quando ele empurra a nomeação para mais adiante. É mais queda.</p>
<p>E assim, o mercado de açúcar em NY encerrou a semana com mais uma queda, desta vez um pouco menor, embora tenha negociado novas mínimas durante a semana que passou. O julho/2012 encerrou o pregão de sexta-feira a 20,81 centavos de dólar por libra-peso com queda de 40 pontos na semana, ou quase 9 dólares por tonelada. Os demais meses de vencimento também sofreram pressão, principalmente os mais curtos. Outubro, março e maio fecharam com quedas beirando os 11 dólares por tonelada na semana.</p>
<p>Desde 27 de fevereiro, quando o mercado alcançou a alta de 26,50, até o fechamento de sexta-feira, a 20,81 centavos de dólar por libra-peso, o mercado derreteu 21,47%. No mesmo período o dólar se valorizou de 1,7088 para 1,9200; ou seja, dessa queda de 569 pontos, 292 pontos estão ligados ao câmbio e 277 pontos ligados ao fundamento. Grosso modo, meio-a-meio.</p>
<p>Agora alguns traders começam a apontar os lápis e introduzir na equação a variável que não haviam dado o devido peso que tem hoje. A Archer Consulting usou seu modelo de preço para apurar onde o mercado de açúcar poderia se situar com o dólar caminhando para 1,9500 e 2,000 dados os quadros de produção estimada e demanda de açúcar e etanol. Esse valor é de 22,05 centavos de dólar por libra-peso na média dos vencimentos. O risco de queda abaixo dos 20 centavos de dólar por libra-peso pode até ocorrer, mas deve ter vida curta (levando-se em conta o dólar num patamar de 2 reais).</p>
<p>Por outro lado, dólar nas alturas e petróleo acima de 110 dólares por barril, força o aumento de anidro na mistura (imaginando que o governo use a lógica) com impacto na diminuição de cana destinada ao açúcar. Com isso, NY na média se eleva para 22,82 centavos de dólar por libra-peso. Caso o dólar volte para 1,8500 NY retorna a 24,67.</p>
<p>Os otimistas acham que o fundo do poço já chegou, os pessimistas acreditam que o mundo está próximo do fim. O relatório divulgado pela bolsa nesta sexta indica que os fundos, que estão comprados, possuem a posição mais vulnerável do mercado. A questão que se faz é: qual nível de preço em NY faria com que os fundos dissessem: &#8220;Chega, vamos sair da posição?&#8221;. Pode ser abaixo dos 20 centavos de dólar por libra-peso? E contra essa enxurrada de 5.5 milhões de toneladas equivalentes compradas, não há muito que se fazer. O mercado ainda vai sofrer muito até depois da semana do açúcar em NY, que começa em 16 de maio, e até que haja noticias mais consistentes do tamanho da moagem no Centro Sul. Até lá consulte seu cardiologista.</p>
<p>Algumas fontes do mercado indicam que as principais usinas do país trabalham com um acréscimo no volume de cana a ser moída nesta safra. Não é o que se ouve do portão para dentro.</p>
<p>O contrato de etanol na BM&#038;F Bovespa está com uma posição em aberto de 5.614 lotes em futuros mais 725 lotes em opções. Ligeiro acréscimo de volume e posição em aberto após três meses de queda consecutiva.</p>
<p>A volatilidade do mercado nos últimos 20 dias retornou para 22,51%, uma queda em relação ao mês passado; volatilidade de 50 dias subiu para exatos 25,00% (há um mês era 24,07%) e a de 100 e 200 dias 26,29% e 31,77% (há um mês 27,51% e 33,73%), respectivamente. </p>
<p>Tenham todos uma excelente semana com muitos negócios.</p>
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