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	<title>Agroblog - O Blog do Agronegócio</title>
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	<description>Um time de grandes Agroblogueiros disponibilizam semanalmente análises e informações privilegiadas sobre o agronegócio.</description>
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		<title>BOI GORDO &#8211; Lygia Pimentel</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 09:06:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boi Gordo]]></category>

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		<description><![CDATA[Viabilidade do Confinamento em 2012 Nesta semana, teremos um texto diferente. Recebi o convite do amigo Rogério Coan para escrevermos um texto em &#8220;4 patas&#8221; sobre a viabilidade do confinamento em 2012 de acordo com o momento atual e com o potencial para este ano. Nunca é cedo demais para começarmos os preparativos para o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Viabilidade do Confinamento em 2012</strong></h2>
<p><em>Nesta semana, teremos um texto diferente. Recebi o convite do amigo Rogério Coan para escrevermos um texto em &#8220;4 patas&#8221; sobre a viabilidade do confinamento em 2012 de acordo com o momento atual e com o potencial para este ano. Nunca é cedo demais para começarmos os preparativos para o segundo semestre, menos ainda para enxergarmos se a rentabilidade estará ou não interessante. Para isso, demos uma olhada nos custos e no que nos indica o mercado futuro. Afinal de contas, sem isso não existe planejamento.</p>
<p>Espero que gostem!</em></p>
<hr />
<p>Se for para arriscar um palpite objetivo para explicar a diferença entre o sucesso ou fracasso no confinamento, o mais evidente seria a capacidade decisória. É a antecipação tanto dos problemas quanto das oportunidades que o negócio apresenta diante das variações do mercado. E olha que durante o ano são muitas as variações. É só acompanhar o mercado pecuário para ver.</p>
<p>Nesse sentido, para se elaborar uma decisão adequada, coerente, é preciso estabelecer critérios de planejamento, que envolvem uma séria de variáveis. Entre elas podemos citar algumas, como: número de animais a serem confinados, peso de entrada e saída, período de confinamento, ganho de peso almejado, alimentos disponíveis e preços, tipo de dieta (baixo concentrado ou alto) e, logicamente, a remuneração da arroba de boi gordo na época de venda. Essas são, portanto, informações básicas para que o pecuarista possa avaliar os custos e resultados do confinamento e decidir, sobre a utilização da tecnologia em menor ou maior escala naquele ano.</p>
<p>Quando falamos em menor ou maior escala é porque, nessa situação, estamos analisando o confinamento como uma estratégia para a entressafra, onde no período seco do ano &#8211; e estes têm sido drásticos &#8211; parte dos animais é terminada no confinamento, como forma de preservar as pastagens de uma taxa de lotação excessiva, o que resultaria em degradação das mesmas, caso isso acontecesse.</p>
<p>Bom, 2012 promete ser um ano pleno de incertezas e boa volatilidade. A começar pela oferta de animais, exportações, consumo interno, cenário macroeconômico e também variações do preço dos grãos, boi magro e remuneração do boi gordo, a dúvida que fica é: como fica a viabilidade do confinamento em 2012 nos principais estados confinadores? Para responder a essa pergunta temos que realmente simular os custos e resultados do confinamento. Para tanto, vamos analisar (Tabela 1) os preços dos principais insumos nos estados de São Paulo (SP), Minas Gerais (MG), Mato Grosso do Sul (MS), Goiás (GO) e Mato Grosso (MT).</p>
<p>Para o boi magro (12@), a cotação da Bigma Consultoria indicou para hoje em SP o valor de R$1.218,36, para MG R$1.1.31,36, para MS R$1.128,00, para GO R$1.094,52 e para MT R$1.104,60.</p>
<p>Em relação ao custo operacional, este foi estimado em R$0,85/cabeça/dia para todos os Estados.</p>
<p><strong>Tabela 1.</strong><br />
Preços dos insumos por estado.<br />
<div id="attachment_2645" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2012/02/boi030212a.jpg" alt="" title="" width="462" height="119" class="size-full wp-image-2645" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Diante das opções e preços dos insumos para cada estado, procurou-se desenvolver as dietas de mínimo custo e lucro máximo com o programa RLM 3.2. Os animais considerados no cálculo são da raça Nelore, com peso inicial de 360 kg (12@) e final de 515 kg (18,03 @ -RC: 52,5%), tamanho corporal médio, machos não castrados e com desempenho da ordem de 1,60 a 1,68 kg/dia. Com essas informações, realizamos o cálculo do custo da arroba produzida e da arroba engordada no confinamento, conforme podemos visualizar no gráfico 1.</p>
<p><strong>Gráfico 1.</strong><br />
Custo da arroba engordada e da arroba produzida no confinamento, por Estado.<br />
<div id="attachment_2646" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2012/02/boi030212b.jpg" alt="" title="" width="462" height="292" class="size-full wp-image-2646" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p><em>Obs.: É importante lembrar que os custos variam mesmo dentro do mesmo Estado. Portanto, o gráfico acima representa apenas um norte a ser seguido de acordo com uma situação padrão. Há de se considerar o tipo de alimentação, a eficiência no momento da compra do boi magro, o volume de animais, a diluição de custos fixos, juros, etc.</em></p>
<p>Ao analisarmos o gráfico 1, é possível avaliar que diante de uma maior precificação dos alimentos e também do boi magro para o estado de SP, maiores foram os custos da arroba produzida e também da arroba engordada. Situação contrária foi observada no estado do MT, onde tivemos os menores custos para estas variáveis, respectivamente. Em relação à composição dos custos operacionais totais no confinamento, no gráfico 2 podemos observar a representação dos mesmos, por estado.</p>
<p><strong>Gráfico 2.</strong><br />
Representação dos custos de produção no confinamento, por Estado.<br />
<img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2012/02/boi030212c.jpg" alt="" title="" width="462" height="437" class="size-full wp-image-2647" /></p>
<p>Ao analisarmos o gráfico 2, pode-se observar que quanto maior o preço do boi magro e dos alimentos, maiores foram as participações desses componentes no custo de produção total. Em SP, estado com maior precificação do boi magro e da nutrição, os alimentos representaram 24,22% e o boi magro 68,70% dos custos totais de produção. Observa-se que, de maneira geral, os alimentos representaram de 22,73% (MT) a 24,71% (GO) dos custos e o boi magro de 67,67% (GO) a 67,90% (MG).</p>
<p>Para o cálculo do lucro operacional (R$/cabeça) consideramos os preços dos alimentos e do boi magro, cotados em 30 de janeiro 2012. Para a remuneração da arroba, consideramos diferentes cenários, partindo de uma remuneração mínima de R$90,00/@ e máxima de R$110,00, com variação de $5,00/@. No gráfico 3 poderemos avaliar a estimativa do lucro operacional diante dessas variáveis.</p>
<p><strong>Gráfico 3.</strong><br />
Lucro operacional (R$/cabeça) do confinamento, diante de diferentes cenários.<br />
<div id="attachment_2648" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2012/02/boi030212d.jpg" alt="" title="" width="462" height="259" class="size-full wp-image-2648" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>No gráfico 3, podemos avaliar que com a remuneração mínima de R$90,00/@, em praticamente todos os Estados, com exceção do MT, a operação de confinamento implicou em prejuízo operacional. Com uma remuneração de R$95,00/@, somente no Estado de SP não foi possível viabilizar o confinamento, que para se tornar viável demandaria de uma remuneração mínima de R$100,00/@. Já com o mercado do boi gordo em R$105,00/@, em todos os Estados avaliados o confinamento se tornaria uma atividade interessante do ponto de vista econômico.</p>
<p>É importante lembrar que na entressafra conta-se com uma oferta mais restrita de bois magros. Com isso, é natural que os custos do confinamento aumentem no período, independentemente do Estado em que se localiza o confinamento. Além disso, conforme citado no inicio desse texto, para o pecuarista que usa o cocho como estratégia, dificilmente teremos os animais de 12 @ chegando ao confinamento tão precificados, ou seja, é natural que nos sistemas de recria/engorda ou ciclo completo o boi magro tenha um custo menor de produção, aliás é exatamente essa a vantagens desses sistemas, quando comparado com o confinamento negócio, que parte do principio de comprar os bois e os alimentos no mercado.</p>
<p>Vale a pena olhar para o mercado futuro e ficar &#8220;antenado&#8221; quanto aos preços dos alimentos, do boi magro e a remuneração do boi gordo, pois são eles que ditam as regras do jogo, independentemente do estado.</p>
<p>Aliás, o mercado futuro tem trabalhado com expectativas relativamente pessimistas neste início de ano, quando se considera o preço a ser pago na próxima entressafra. Ao longo da história, já fomos mais otimistas, mas os últimos anos têm mostrado pessimismo em relação ao período seco do ano. Observe:</p>
<p><strong>Tabela 2.</strong><br />
Mercado em janeiro: físico futuro em períodos passados.<br />
<div id="attachment_2644" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2012/02/boi030212e.jpg" alt="" title="" width="462" height="263" class="size-full wp-image-2644" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Um detalhe interessante a se observar: o ágio médio que o futuro desenha para o contrato de outubro nos meses de janeiro é de 6,64%, ou seja, a expectativa &#8220;normal&#8221; do mercado futuro no início do ano é de que a sazonalidade se faça valer e que o boi gordo se valorize na entressafra.</p>
<p>Outra observação importante é que desde o início da série, os anos mais pessimistas acabaram surpreendendo com valorizações fortes, exceto 2009 e 2011. O contrário também é verdadeiro e basta conferir observando o resultado de 2004, em que o mercado futuro esperava valorização de 14% para a entressafra, que decepcionou e subiu apenas 0,9%. Quem usou o futuro naquele ano certamente ficou satisfeito.</p>
<p>No caso de mercados pessimistas em que a queda se concretizou, temos algumas justificativas. Em 2009, o motivo foi o período pós-crise, que trouxe muita turbulência também ao mercado pecuário. Aliás, foi em 2009 que assistimos mais de 50 plantas frigoríficas entrarem em paralização ou pedido de recuperação judicial. Já em 2011, o reflexo da explosão de preços vista em 2010 trouxe um crescimento de 30% ao volume de animais confinados. A crise internacional e o dólar frouxo também tiraram a atratividade da nossa carne exportada diante dos clientes internacionais e a demanda interna viu dificuldades em expandir diante da inflação forte registrada entre 2010 e 2011.</p>
<p>Dito isso, fica claro que o mercado futuro normalmente aponta algumas oportunidades fabulosas à frente e que podem fazer toda a diferença no planejamento do confinamento.</p>
<p>Hoje, o contrato de boi gordo com vencimento em outubro tem um ágio de apenas 1,75% em relação ao físico. É a quarta menor remuneração desde o início da série histórica, o que pode desestimular quem pensa em confinar e trazer um reflexo de pouca oferta à frente. Sem falar que o ano passado não apresentou boa remuneração, com exceção da segunda semana de novembro. Isso também pesa no momento da decisão. O ponto é que neste momento fica difícil pensar em travar a produção com o mercado futuro. A melhor alternativa indubitavelmente seria o mercado de opções, que além de barrar a queda, permite aproveitar uma possível alta, mas tem um custo maior.</p>
<p><strong>Tabela 3.</strong><br />
Ágio do mercado futuro para outubro em relação ao mercado físico em diferentes períodos.<br />
<div id="attachment_2649" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2012/02/boi030212f.jpg" alt="" title="" width="462" height="293" class="size-full wp-image-2649" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Na tabela acima dá pra enxergar que o início do ano normalmente é menos otimista do que os meses à frente, mas deixa claro também que o planejamento começa agora.<br />
No caso da alimentação, as perdas devido à estiagem trouxeram alta volatilidade e nova preocupação a quem não fez estoque nem travou via bolsa (sem falar em quem ainda não conta com pastagens em boas condições e suplementa com energéticos no cocho). Afinal de contas, ainda estamos em janeiro. Assim sendo, mesmo com uma produção maior os preços continuam altos e interferem negativamente no resultado. Mesmo assim, o milho e a soja precificados na BM&#038;FBovespa já refletem a expectativa de aumento de área plantada para a safra de verão e a safrinha e algumas oportunidades começam a surgir.</p>
<p>Portanto, além do planejamento técnico, é fundamental que se faça o planejamento estratégico a fim de otimizar os ganhos com uma boa negociação, tanto por parte da produção como por parte dos insumos a serem comprados.</p>
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		<title>BOI GORDO &#8211; Lygia Pimentel</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 06:27:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boi Gordo]]></category>

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		<description><![CDATA[Troca melhor, preço pior Chegamos à segunda semana de janeiro, que é considerada o pior período do ano para a compra de carnes nos supermercados. Já comentamos sobre isso, o consumidor sem caixa e ainda tentando pagar as festas de fim de ano, as diversas contas do período, materiais escolares, presentes e viagens. De toda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Troca melhor, preço pior</strong></h2>
<p>Chegamos à segunda semana de janeiro, que é considerada o pior período do ano para a compra de carnes nos supermercados. Já comentamos sobre isso, o consumidor sem caixa e ainda tentando pagar as festas de fim de ano, as diversas contas do período, materiais escolares, presentes e viagens.</p>
<p>De toda forma, isso não dura pra sempre. Historicamente o consumo costuma mostrar ânimo na primeira quinzena de fevereiro, resultado do início do mês (quando o consumidor recebe seu salário), da volta às aulas, que aquece o consumo de proteínas e lácteos, e por causa do carnaval, que tira dias úteis e acaba dificultando um pouco a compra de gado.</p>
<p>Fora isso, temos algo mais pontual chamando a atenção. As escalas de abate. Há quanto tempo não chegavam aos patamares atuais?</p>
<p><strong>Gráfico 1.</strong><br />
Evolução das escalas de abate em Barretos – SP.<br />
<div id="attachment_2640" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/boi260112a.jpg" alt="" title="" width="462" height="306" class="size-full wp-image-2640" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Há mais de um ano não víamos situação semelhante. Sei que tem frigorífico grande que consegue comprar melhor, mas os pequenos estão com escalas ainda para dentro deste mês. Será que com a oferta nesses níveis e com o consumo melhor não teremos boas surpresas na próxima semana? É provável.</p>
<p>Olhando um pouco mais adiante para o longo-prazo, a relação de troca tem nos mostrado que está mais fácil comprar bezerro hoje. Aliás, o bezerro está sendo cotado em patamares que não se via desde a metade do ano passado, mostrando que a categoria perdeu um pouco da firmeza neste momento.</p>
<p>Em contrapartida, o boi gordo não tem acompanhado o mesmo movimento. Como comentamos anteriormente, o mercado segue firme neste momento.</p>
<p><strong>Gráfico 2.</strong><br />
Evolução da relação de troca entre o boi gordo e o bezerro de 12 meses.<br />
<div id="attachment_2641" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/boi260112b.jpg" alt="" title="" width="462" height="290" class="size-full wp-image-2641" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Quanto mais distante o bezerro estiver da arroba do boi gordo, pior estará a relação, ou seja, menos bezerros é possível comprar com a venda de uma arroba de boi gordo.</p>
<p>O gráfico acima nos traz várias informações interessantes. Em primeiro lugar, estabelecemos uma média histórica mais recente para a relação de troca em 2,17. Ocorre que esse indicador oscila dependendo da fase do ciclo pecuário em vigor.</p>
<p>Portanto, é interessante inserir uma média móvel para avaliar, ou seja, a média leva em consideração não o período todo, mas um período mais curto de tempo. Nesta análise, consideramos a média dos últimos seis meses. Conforme um novo valor se faz conhecido, movemos o período amostrado, fazendo com que a média se &#8220;movimente&#8221; e considere um período mais recente.</p>
<p>Assim traçamos essas linhas que acompanham o gráfico e nos indicam onde a relação de troca está dentro da normalidade da média recente e onde ela está alta ou baixa demais.</p>
<p>Certo, chega de &#8220;conversê&#8221;. Historicamente, temos um ágio médio do bezerro em relação ao boi de 9%. Hoje, este ágio está em 2%. O pior momento do ano passado foi maio, quando o boi caiu e o bezerro continuou firme. A relação ficou em 28% de ágio para o bezerro em relação ao boi gordo.</p>
<p>Como podemos observar, os atuais 2,3 de relação não indicam que este seja um mau momento para quem precisa realizar a troca.</p>
<p>O problema é que certamente não sou a única a reparar nessa informação, o que poderá aumentar a oferta de animais gordos nos próximos anos, conforme avança o ciclo pecuário atual &#8211; e conforme temos conversado nas últimas colunas.</p>
<p>Afinal de contas, já são seis anos desde o fundo do poço registrado no ciclo anterior.</p>
<p>Gráfico 3. Duração das fases dos ciclos pecuários e média geral, em anos.<br />
<div id="attachment_2639" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/boi260112c.jpg" alt="" title="" width="462" height="286" class="size-full wp-image-2639" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Ninguém sabe dizer ao certo quando será a virada do ciclo. Não dá pra adivinhar essas coisas. Além dos preços pecuários, dos investimentos na atividade e do descarte de fêmeas, ele depende também da demanda e da economia. De toda forma, já dá pra enxergar que estamos acima da média dos ciclos anteriores.</p>
<p>Um abração a todos e até a semana que vem!</p>
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		<title>MERCADO FINANCEIRO &#8211; Edgar de Sá</title>
		<link>http://www.agroblog.com.br/mercado-financeiro/ibov-muita-calma-com-as-previsoes-de-comeco-de-ano/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 18:13:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[IBOV: muita calma com as previsões de começo de ano Bastou o IBOV iniciar 2012 recuperando parte das perdas do ano anterior, para começar a temporada de especulações sobre a cotação do índice para o final deste ano. Os 10% de valorização do principal índice de referência do mercado acionário brasileiro, fizeram com que analistas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>IBOV: muita calma com as previsões de começo de ano</strong></h2>
<p>Bastou o IBOV iniciar 2012 recuperando parte das perdas do ano anterior, para começar a temporada de especulações sobre a cotação do índice para o final deste ano. Os 10% de valorização do principal índice de referência do mercado acionário brasileiro, fizeram com que analistas, assessores de investimentos, jornalistas e investidores, tirassem de suas gavetas suas projeções &#8211; ou seriam previsões &#8211; mais otimistas.</p>
<p>Vejo como exagerado o otimismo de alguns. Já é possível encontrar participantes do mercado &#8220;prevendo&#8221; o IBOV em mais de 70 mil pontos ao final deste ano. Mas também não concordo com os &#8220;profetas do apocalipse&#8221;, que &#8220;apostam&#8221; no Índice Bovespa caindo aos níveis da crise de 2008. Enxergo exageros dos dois lados. Não, não estou em cima do muro. Apenas prefiro analisar as coisas com mais calma, sem se deixar influenciar pelo otimismo desenfreado das primeiras semanas do ano, ou pelo pessimismo daqueles que vêem na crise europeia, o início do fim.</p>
<p>Na última semana escrevi sobre as perspectivas para o mercado em 2012. E é me baseando nela que acredito que, entre altas e baixas, o IBOVESPA encerre o ano próximo aos 63 e 65 mil pontos. No cenário atual, temos, no exterior, ano de eleições e crise nas principais economias do mundo. No Brasil, baixo crescimento (ou alguém acha que um país deste porte crescer 3,5% é bom?), inflação em alta (o IBGE acabou de divulgar: prévia da inflação acelera para 0,65% em janeiro. Em 12 meses, acumula alta de 6,44%) e juros altos.</p>
<p>Está longe de ser um cenário apocalíptico, mas apontar o IBOVESPA acima dos 70 mil pontos ao fim deste ano me parece aposta e/ou previsão. E na Economia e no Mercado Financeiro, estes me parecem ser termos inapropriados. Afinal, quem aposta não tem certeza e quem prevê, não conhece. Podemos usar as perspectivas mencionadas no texto da semana anterior para projetar o que pode acontecer em 2012. Quando projetamos, também não temos plena certeza de que as coisas ocorrerão como acreditamos. Mas a verdade é que, quando temos um plano, conseguimos nos prevenir melhor até nas situações adversas.</p>
<p>Diante do cenário exposto, fica difícil, em minha opinião, projetar o IBOV próximo ou acima dos 70 mil pontos ao final de 2012. E você, como projeta o IBOV para o fim deste ano?</p>
<p>Uma ótima semana!</p>
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		<title>BOI GORDO &#8211; Lygia Pimentel</title>
		<link>http://www.agroblog.com.br/boi-gordo/firme-por-enquanto/</link>
		<comments>http://www.agroblog.com.br/boi-gordo/firme-por-enquanto/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 18:09:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boi Gordo]]></category>

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		<description><![CDATA[Firme por enquanto As coisas melhoraram um pouco, ao menos para o produtor. Na última semana, os preços do boi gordo perderam aquela flacidez com a qual trabalhavam desde o começo do ano e a falta de animais terminados tem dado o tom ao mercado. O Mato Grosso do Sul ainda conta com várias regiões [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Firme por enquanto</strong></h2>
<p>As coisas melhoraram um pouco, ao menos para o produtor. Na última semana, os preços do boi gordo perderam aquela flacidez com a qual trabalhavam desde o começo do ano e a falta de animais terminados tem dado o tom ao mercado.</p>
<p>O Mato Grosso do Sul ainda conta com várias regiões onde não choveu satisfatoriamente, o que dificulta a engorda. Assim sendo, ainda há demanda por suplementação e até mesmo alocação em boitel na tentativa de fazer caixa num prazo mais curto. Afinal de contas, é começo de ano e as contas têm que ser pagas. Pra quem não tem tanta pressa, resta esperar que um bom volume de chuvas favoreça a pastagem que ainda não conseguiu atingir seu verdadeiro potencial.</p>
<p>Estou falando do Mato Grosso do Sul porque essa é uma das praças de maior importância para o fornecimento de animais para São Paulo. Juntamente com Minas Gerais e Goiás, os animais sul mato-grossenses ajudam a preencher as escalas aqui, ou seja, influenciam o indicador que baliza os preços.</p>
<p>Essa semana fiz uma visita a um grande frigorífico do Mato Grosso do Sul. O pessoal lá foi muito receptivo e me levou pra visitar o curral de embarque. Tinha muito animal escorrido por lá, o que me surpreendeu, mas na verdade faz sentido, pois as escalas estão encurtando. Observe o gráfico:</p>
<p><strong>Gráfico 1.</strong><br />
Evolução da arroba do boi gordo em São Paulo (R$/@) e escalas de abate em Barretos (dias).<br />
<div id="attachment_2634" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/boi190112a.jpg" alt="" title="" width="462" height="329" class="size-full wp-image-2634" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Vejam só, este parece um texto que escrevi no ano passado, nesta mesma época. As escalas estão, por sinal, no exato patamar de janeiro de 2011 e atendem cinco dias, em média. A diferença, como comentei na semana passada, é que o boi está mais barato hoje (e os custos mais altos). Mas não vou repetir o que disse na semana passada. Peço que observe o último movimento das programações de abate juntamente com o último movimento dos preços do boi gordo. É um pra cima e o outro pra baixo.</p>
<p>De toda forma, o boi gordo subiu apenas R$1,00/@ por enquanto. Encontrou um piso.</p>
<p>Vocês têm notado que o mercado consumidor está de ressaca? Sim, ressaca das festas de fim de ano, das viagens, dos presentes e de toda a festança. O pessoal gastou bem no fim do ano e agora não tem mais o 13º salário pra aliviar a situação. Resultado: o frango registrou recuo de &#8211; pasmem -20%, o suíno de 9% e o boi casado, 4%.</p>
<p>E é aí que aquela minha parte chata vem alertar o amigo que lê esta coluna. Isso não é saudável. Esse movimento atual está estragando a margem dos frigoríficos, ou seja, boi em alta e carne em baixa. Tem gente que fica feliz com isso, mas eu vejo um impedimento para o boi ir muito além se a carne não reagir logo, ou então um recuo se aparecer boi em maior volume.</p>
<p><strong>Gráfico 2.</strong><br />
Evolução da diferença entre o valor apurado pela arroba do boi gordo e o equivalente físico.<br />
<div id="attachment_2635" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/boi190112b.jpg" alt="" title="" width="462" height="324" class="size-full wp-image-2635" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Na verdade, essa relação trabalha com uma média histórica de -5%, ou seja, historicamente, o equivalente físico está em bons patamares, já que hoje trabalha em -1% e chegou a registrar valores positivos, como podemos observar no gráfico acima. De toda forma, essa relação está longe de avaliar lucro ou prejuízo para o frigorífico. Em primeiro lugar porque não considera custos e em segundo porque também deveríamos levar em conta outras informações como as exportações, o dólar, o consumo, ICMS e outros fatores que ferem ou alavancam os resultados da indústria.</p>
<p>De toda forma, acredito que algo melhore no curto-prazo. Fevereiro é mês de volta às aulas e daqui duas semanas o início do mês provavelmente dará um alívio ao bolso do pessoal. É hora de ir às compras do mês. Historicamente, existe um bom movimento nesse período. Sem falar no carnaval, que reduz as escalas de abate pela baixa movimentação.</p>
<p><strong>Gráfico 3.</strong><br />
Variação dos preços do boi gordo e do equivalente físico entre a última quinzena de janeiro e a primeira quinzena de fevereiro.<br />
<div id="attachment_2636" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/boi190112c.jpg" alt="" title="" width="462" height="308" class="size-full wp-image-2636" /><p class="wp-caption-text">sa</p></div></p>
<p>E é aí que está a nossa chance de essa alta sair de um ambiente possivelmente tóxico para tornar-se mais saudável. A ideia é que quanto melhor for a margem para o frigorífico, mais teremos chances de ver esse benefício respingar sobre a arroba do boi gordo, ou seja, tirar a casquinha dessa margem aí.</p>
<p>Este ano está com muita cara de que será morno, sem grandes emoções, parecido com 2011. Ainda depende muito do clima também. Posso afirmar categoricamente que é cedo para tomarmos conclusões, mas ainda tem muito pepino pra ser resolvido antes de o consumo resolver disparar novamente ou então a oferta aparecer no segundo semestre (tenho visto muito boi magro sendo ofertado por aí).</p>
<p>Por isso reservo um espaço para avaliarmos o que o mercado futuro tem nos oferecido até o momento. É importante olharmos as chances que temos de fazer um bom negócio. Pode não ser o melhor negócio do mundo, mas cobrindo os custos e dando chances de lucro, já está de bom tamanho. O lema aqui é devagar e sempre.</p>
<p>Observe.<br />
<strong>Gráfico 4.</strong><br />
Curva dos contratos futuros negociados na BM&#038;FBOVESPA.<br />
<div id="attachment_2633" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2012/01/boi190112d.jpg" alt="" title="" width="462" height="265" class="size-full wp-image-2633" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Como é que estão os seus custos hoje? A bolsa consegue pagar o suficiente para cobri-los? Não sabe? Então corra fazer as contas e levantar esses dados, só assim é possível tomar decisões acertadas. E não se esqueça de que existem diversas modalidades de proteção disponíveis no mercado, tanto por parte das corretoras como por parte dos frigoríficos.</p>
<p>Até a semana que vem!</p>
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		<title>MERCADO FINANCEIRO &#8211; Edgar de Sá</title>
		<link>http://www.agroblog.com.br/mercado-financeiro/perspectivas-2012/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 06:32:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mercado Financeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Perspectivas 2012 Ano novo só no calendário. Assim deve ser 2012. O calendário muda, mas os desafios econômicos que enfrentamos em 2011, também serão enfrentados em 2012. Acredito que os países europeus não definirão o rumo dos acontecimentos em 2012, Estados Unidos e China é que ficarão constantemente no foco. No entanto, a crise europeia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Perspectivas 2012</strong></h2>
<p>Ano novo só no calendário. Assim deve ser 2012. O calendário muda, mas os desafios econômicos que enfrentamos em 2011, também serão enfrentados em 2012.</p>
<p>Acredito que os países europeus não definirão o rumo dos acontecimentos em 2012, Estados Unidos e China é que ficarão constantemente no foco. No entanto, a crise europeia vai continuar alterando o humor dos investidores e consequentemente refletindo nas bolsas ao redor do mundo.</p>
<p>Ainda em 2011, o mundo constatou que os governos de países importantes na economia mundial teriam dificuldade para rolar suas dívidas. Além disso, é perceptível a dificuldade que estes países têm encontrado para aprovar medidas que ajudem na retomada da atividade econômica e na restauração da confiança no pagamento das dívidas públicas.</p>
<p>Nos EUA, o notório o impasse no Congresso entre os situacionistas Democratas e os opositores Republicanos, que dominam o Senado. Na Europa, França e Alemanha não têm conseguido tomar decisões com a efetividade e agilidade que a crise demanda. Soma-se a isso um ano de eleições presidenciais e pronto. Temos um forte cenário de incertezas. As chances de estas economias saírem da recessão num curto prazo de tempo parecem absolutamente improváveis.</p>
<p>No país da Copa e das Olimpíadas, a volatilidade presente nos mercados em 2011, será presença constante por aqui este ano. O cenário atual aponta para um crescimento fraco, abaixo de 3,5%. A inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que em 2011 ficou levemente acima do teto da meta, que é de 6,5%, deverá encerrar 2012 entre 4,5% (centro da meta para o ano) e 5,35%. O BC nivelará a taxa de juros (SELIC) para conseguir atingir o centro da meta. A SELIC deve sofrer o primeiro recuo já nesta quarta-feira (18/01), na primeira reunião de 2012, recuando 0,50 ponto percentual, passando de 11 para 10,50%. Segundo estimativa do mercado, a SELIC deve encerrar o ano em 9%. Já no câmbio, a projeção do mercado financeiro para a taxa cambial no fim de 2012 é de R$ 1,75 por dólar.</p>
<p>Diante do cenário acima, de baixo crescimento mundial, de muitas incertezas políticas, já que haverá eleição presidencial nos EUA e outros países importantes, é bem provável que vejamos as coisas piorarem um pouco mais antes de melhorarem. A tendência é que a volatilidade seja grande na bolsa brasileira. Ainda assim, é provável que o IBOV encerre 2012 próximo dos 63 mil pontos.</p>
<p>Ao investidor, muita cautela. Operar com estratégias bem definidas, fazer uso das operações de hedge, não esquecer de usar os pontos de “stop”, são recomendações simples, mas que podem evitar enormes dissabores em cenários como o descrito acima.</p>
<p>Um ótimo ano, bons negócios e até a próxima!</p>
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		<title>ETANOL &#8211; Paulo Costa</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Dec 2011 12:02:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Etanol]]></category>

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		<description><![CDATA[Até qualquer hora! Faz quatro dias que estou tentando escrever este artigo de despedida temporária, mas a emoção me fez adiar o momento para a entrada em recesso anual deste querido Agroblog. Quase dois anos e duas safras inteiras de cana-de-açúcar do Centro-Sul do Brasil foram acompanhadas semana a semana, fielmente, pela perspectiva da produção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Até qualquer hora!</strong></h2>
<p>Faz quatro dias que estou tentando escrever este artigo de despedida temporária, mas a emoção me fez adiar o momento para a entrada em recesso anual deste querido Agroblog. Quase dois anos e duas safras inteiras de cana-de-açúcar do Centro-Sul do Brasil foram acompanhadas semana a semana, fielmente, pela perspectiva da produção de etanol, através deste canal. Claro que fica uma ligação muito forte. O prazer de passar a semana acompanhando o mercado, lendo as notícias, pensando as perspectivas, tentando adivinhar as conseqüências dos fatos, fizeram com que minhas segundas-feiras à noite fossem sempre dedicadas a este momento gostoso de preparar o &#8220;post&#8221;.</p>
<p>Dia seguinte, feriado ou dia santo, não importava, correndo antes do café da manhã para abrir a internet e ver o texto produzido, como filho recém-nascido publicado por esta gente tão simpática e audaciosa que criou e mantém com tanto cuidado este veículo de comunicação do agronegócio. Estar ao lado de parceiros tão conhecedores de seus respectivos mercados foi outra coisa que me deu grande honra nestes dois gostosos anos. Meu cartão de visita tem honrosamente o endereço virtual do portal.</p>
<p>Infelizmente chegou a hora de interromper esta rotina tão dinâmica. A necessidade de uma &#8220;repaginada&#8221; na vida profissional, tendo que visitar o futuro aos sessenta anos de idade, me obriga a alterar a vida de forma que não posso mais atender a esta tão agradável &#8220;obrigação&#8221; semanal, este encontro mágico com leitores desconhecidos que vieram às nossas páginas, muitas vezes comentaram, outras tantas leram e enviaram mensagens pessoais. Nunca faltou uma resposta a eles, que tanto contribuíram para aprimorar o conteúdo de nossos textos.</p>
<p>Nestes dois anos o mercado de etanol passou por alterações tão radicais que &#8211; se formos buscar os primeiros artigos &#8211; parece até que estamos tratando de produtos diferentes. A estrutura do mercado é outra, a perspectiva política é totalmente diversa, os desafios que se apresentam ao setor são novos. Aí está o carisma deste outrora subproduto da moagem da cana-de-açúcar, hoje partícipe fundamental da matriz energética veicular brasileira, presente ainda em muitos outros usos sustentáveis.</p>
<p>Sei que não vou suportar a saudade. O Agroblog, com a gentileza de sempre, deixa-me as portas abertas para voltar. Logo que eu tenha definidos os limites deste novo mundo que planejo entrar (e que ainda não estão claramente situados) sei que vou retornar</p>
<p>Gostaria muito de escrever sobre a relação do mundo da política com o agronegócio, persuadido pelo gosto que tenho &#8211; desde o início dos anos 90, quando trabalhei em Brasília &#8211; em acompanhar a influência do Governo e seus Poderes no desenvolvimento (ou nos entraves) do setor agrícola, pecuário e da bioenergia como um todo. Quem sabe &#8220;Política Agrícola&#8221; não possa ser uma nova área a ser explorada por nós, em conjunto? Dependerá muito destes rumos que meu destino profissional vai indicar e que espero estarem definidos em poucos meses.</p>
<p>Até qualquer hora, portanto. Fica aqui meu agradecimento, fraterno, ao Rafael Zobaran, ultra-maratonista em vários sentidos, e a todos os idealizadores e colaboradores do Agroblog. Votos de continuidade de sucesso a este portal e um &#8220;muito obrigado&#8221; mais do que especial a todos que me acompanharam nesta jornada com sua leitura e paciência. Foi bom demais e deu-me além de tudo uma linha muito especial que agrego ao meu já tão longo currículo: &#8220;Fevereiro de 2010 a Dezembro de 2011 &#8211; escreveu semanalmente, e com muito orgulho &#8211; sobre etanol no portal www.agroblog.com.br”.</p>
<p>Muito obrigado a todos pelo prazer enorme.</p>
<p>Feliz Ano Novo!</p>
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		<title>BOI GORDO &#8211; Lygia Pimentel</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 17:36:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boi Gordo]]></category>

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		<description><![CDATA[Fim de ano Chegou, pessoal! Mais um ano próximo do fim. Não foi um ano fácil, é o que temos comentado nas últimas análises. Agora o boi gordo parece ter encontrado um piso, o que significa um patamar próximo do qual o pecuarista não aceita vender o resultado da luta o do suor diário. Afinal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Fim de ano</strong></h2>
<p>Chegou, pessoal! Mais um ano próximo do fim. Não foi um ano fácil, é o que temos comentado nas últimas análises.</p>
<p>Agora o boi gordo parece ter encontrado um piso, o que significa um patamar próximo do qual o pecuarista não aceita vender o resultado da luta o do suor diário. Afinal de contas, chegou a um ponto em que não se consegue mais cobrir os custos. Ruim demais pra gente!</p>
<p>Mas quem faz o preço não é o custo de produção, mas o equilíbrio oferta vs. demanda. Hoje, há oferta na praça, resultado das chuvas e das crias das vacas retidas entre2007 e 2010. Sei que ainda tem regiões em que a situação das pastagens está complicada, mas mais cedo ou mais tarde as chuvas chegam e já começam a mostrar seu efeito benéfico. Daqui a pouco vai ter boi de pasto pronto. Não há como fugir da sazonalidade.</p>
<p>O que poderia equilibrar o cenário é uma demanda aquecida. Na verdade, ela está boa. O brasileiro continua gastando uma boa parcela de seu salário com as carnes, mas não está tão forte como no ano passado. De acordo com a CNC (Confederação Nacional do Comércio), o consumo neste Natal será mais fraco em reflexo ao cenário macroeconômico. Espera-se um incremento de 5,8% ante 10% vistos em 2010.</p>
<p>E aí vem o reflexo disso sobre a carne, observe o gráfico.</p>
<p><strong>Gráfico 1.</strong><br />
Evolução dos preços reais do boi casado no mercado atacadista de São Paulo – R$/kg.<br />
<div id="attachment_2627" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/12/boi221211.jpg" alt="" title="" width="462" height="306" class="size-full wp-image-2627" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Na verdade, hoje a carne está só 2% mais cara se comparada ao mesmo período do ano passado, como pode-se observar na linha pontilhada que representa dez/10. Mas a inflação castigou a gente neste ano e no ano passado, e no momento em que os preços baixaram no atacado, como ocorreu entre junho e julho, o varejo não repassou ao consumidor na mesma intensidade. Na cesta básica, a carne permaneceu cara. Com praticamente tudo mais alto e com um cenário macroeconômico complicado, a gente acaba colocando o pé no freio mesmo.</p>
<p>Quero dizer, a expectativa de crescimento para o PIB brasileiro ainda é motivo de inveja para muitos países em recessão, mas a situação está claramente mais difícil, com menos crédito na praça, mais inflação aqui dentro (apesar de começar a desenhar uma linha descendente) e menor participação da indústria entre os empregadores. Sinal clássico de desaceleração da economia.</p>
<p>Mas nem tudo é negativismo. A expectativa é de que não haja mais altas fortes para as commodities em 2012, o que pode ajudar no custo de produção, já que a área plantada com milho e soja foi maior neste ano e, tirando dezembro, as condições para o desenvolvimento das lavouras têm sido boas, o que trouxe expectativa de uma super safra para a próxima temporada. De acordo com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a previsão de cultivo para o milho primeira safra deve ser de 8.772,2 mil hectares, 10,8% maior que a safra anterior (7.916,3 mil). Já para a soja, a área cultivada com a oleaginosa em 2011/12, estimada em 24,35 milhões de hectares, corresponde a um crescimento de 0,7% ou 169,2 mil hectares sobre a área semeada na safra passada.</p>
<p>No mais, um de nossos mais importantes concorrentes, os Estados Unidos, liquidaram fortemente seu plantel devido à seca e altas temperaturas registradas neste ano. Resultado: provavelmente 2012 contará com uma recuperação de competitividade por parte das exportações brasileiras de carne bovina in natura, já que o produto será escasso nos EUA.</p>
<p>Mas não nos enganemos. Quanto antes assumirmos que 2012 poderá ser outro ano difícil, morno, mais tempo teremos para poder manobrar esse grande transatlântico que pilotamos. Precisamos de antecipação para tomar decisões que serão importantes para continuarmos no rumo certo. Aprender a aproveitar bons negócios quando batem à porta, mesmo que não sejam os melhores, é uma virtude que poucos têm e muitos precisam desenvolver.</p>
<p>E é isso. Na próxima semana estarei novamente por aqui. Nada de férias por enquanto.</p>
<p><strong>Desejo a todos os amigos boas festas junto da família, amigos e com muita fartura à mesa. Fartura de comida, sim, mas também de paz, saúde, amor, ética e amizade.</strong></p>
<p>Abraços!</p>
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		<title>AÇÚCAR &#8211; Arnaldo Corrêa</title>
		<link>http://www.agroblog.com.br/acucar/maos-estranhas/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 06:59:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Açúcar]]></category>

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		<description><![CDATA[Mãos estranhas O mercado de açúcar em NY fechou a semana cotado a 23,12 centavos de dólar por libra-peso no vencimento março/2012, com pequena baixa de 6 dólares por tonelada. Os vencimentos maio e julho de 2012 também mostraram queda pequena. Para os vencimentos de outubro de 2012 em diante, todos os meses fecharam em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Mãos estranhas</strong></h2>
<p>O mercado de açúcar em NY fechou a semana cotado a 23,12 centavos de dólar por libra-peso no vencimento março/2012, com pequena baixa de 6 dólares por tonelada. Os vencimentos maio e julho de 2012 também mostraram queda pequena. Para os vencimentos de outubro de 2012 em diante, todos os meses fecharam em alta entre 2 e 6 dólares por tonelada. Em 31/12 passado, o março de 2012 fechou a 23,76 (a queda no ano foi de 2,7%).</p>
<p>O mercado de açúcar continua em mãos estranhas, ou seja, hoje temos que ficar muito mais atentos ao desenrolar das questões macroeconômicas mundiais que afetam as commodities e potencializam a reação de preços do que propriamente aos fundamentos. Estes só vão dar as caras depois que a poeira assentar. O duro é saber quando. Para piorar o clima, esta semana, uma importante instituição financeira francesa com profundas raízes no agronegócio informou que decidiu parar a comercialização e o financiamento de commodities, numa atitude de reavaliação de riscos imposta pela crise europeia. Em novembro passado, outra instituição também anunciara sua saída do mercado de commodities. E parece que a coisa não vai parar aí. A falta de participantes de tal magnitude além de deixar o crédito escasso vai torná-lo seletivo. No mercado de açúcar, usinas com histórico de crédito ruim terão dificuldade ainda maior de negociar ou renegociar contratos, bem como dificilmente terão um prazo muito extenso para a fixação de preços do que ainda tem para embarcar. Se hoje as tradings reduziram para 45-90 dias de fixação antes da data do embarque, com fortes restrições no horizonte, a tendência desse prazo e estreitar ainda mais.</p>
<p>Dezembro tem sido, até agora, um péssimo mês para as commodities: o algodão caiu quase 16%, o milho derrete 10%, o café 8%, o açúcar 7% e a soja 6%. No acumulado do ano, o açúcar está em um &#8220;honroso&#8221; terceiro lugar com perdas de 28,6% logo atrás do cacau, com 28,9% e do algodão com quase 40%. Annus horribilis para as commodities.</p>
<p>Muito alinhada com nossa opinião externada no último comentário semanal, a UNICA também acredita que o mercado internacional de açúcar tem importante suporte ao redor de 22 centavos de dólar por libra-peso equivalente FOB, pois abaixo desse valor &#8220;haveria uma migração para a produção de etanol&#8221;.</p>
<p>Na contramão, enquanto o governo trabalha com uma perspectiva de estoque de passagem zero para o hidratado na entressafra &#8211; ou até mesmo de falta do produto &#8211; muitos traders acreditam que teremos estoque suficiente para mais de um mês na entressafra, colocando pressão nas cotações.</p>
<p>O presidente da UNICA, Marcos Jank, fez uma recapitulação do que ocorreu com o setor nos últimos anos. Uma desaceleração da produção de cana de 2008/2009 para cá, em função da crise financeira mundial, dos problemas climáticos enfrentados nas últimas 3 safras e da perda de competitividade do etanol em relação à gasolina. O que impressiona nos números apresentados por ele, é que nos últimos seis anos, em menos de 20% do período analisado o preço do etanol para o consumidor esteve acima da paridade de 70% do preço da gasolina C, apesar da falta de regras claras por parte do governo para a formação de preço da gasolina.</p>
<p>O mais impressionante dos dados apresentados é que o preço do etanol para o produtor nesse mesmo período, em mais de 2/3 das ocasiões esteve abaixo do custo de produção. Ou seja, o produtor de cana é quem subsidia a gasolina e paga a conta da incapacidade do governo de fazer uma política de energia limpa que remunere o produtor adequadamente, não via subsidio ou esmola, mas dando transparência ao mercado, deixando que a lei da oferta e procura prevaleça. No entanto, a gasolina está com o preço congelado desde setembro de 2005.</p>
<p>A UNICA acredita que para atender ao consumo doméstico de açúcar, manter a fatia que o Brasil possui no mercado internacional e atender pelo menos 50% da frota de veículos leves e uma exportação de etanol prevista pelo mandato americano em 2020, o Brasil vai precisar moer 1,2 bilhão de toneladas de cana em 2020/2021, necessitando aproximadamente 120 novas unidades.</p>
<p>Para expansão sustentada do setor, segundo Marcos Jank, teríamos que programar a desoneração tributária para o etanol, a readequação da CIDE (imposto sobre combustíveis), o financiamento de plantio e estoques reguladores, incentivos à bioeletricidade e transparência na política de formação de preços da gasolina no longo prazo. Este, em nossa opinião, o mais importante de todos, pois sem transparência o etanol jamais vai ser uma commodity.</p>
<p>O contrato de etanol na BM&#038;F Bovespa está com uma posição em aberto de 9.061 lotes em futuros mais 2.295 lotes em opções. Muitos traders olham com atenção o crescimento desse mercado que possibilita a trava de margens e eventuais negócios referenciados na bolsa.</p>
<p>A volatilidade do mercado continua caindo, com exceção da de 20 dias cuja média há um mês era 23,78% e agora pulou para 33,66%. A de 50 dias, caiu para 31,53% (há um mês 37,50%) e a de 100 e 200, 35,64% e 39,73% (eram 38,29% e 43,11%), respectivamente. </p>
<p>Tenham todos uma excelente semana com muitos negócios.</p>
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		<title>CAFÉ &#8211; Rodrigo Costa</title>
		<link>http://www.agroblog.com.br/cafe/dolar-e-cafe-voltam-de-onde-vieram/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 06:54:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Café]]></category>

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		<description><![CDATA[Dólar e café voltam de onde vieram Os ânimos esfriaram novamente com relação à situação da União Europeia. As reações são similares a injeções de estimulantes (quando da divulgação de alguma medida paliativa), que com o fim do efeito da dose faz os investidores cair na real e ficarem deprimidos novamente. Os mercados voltaram ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Dólar e café voltam de onde vieram</strong></h2>
<p>Os ânimos esfriaram novamente com relação à situação da União Europeia. As reações são similares a injeções de estimulantes (quando da divulgação de alguma medida paliativa), que com o fim do efeito da dose faz os investidores cair na real e ficarem deprimidos novamente.</p>
<p>Os mercados voltaram ao limbo com outra agência de risco falando em revisões negativas das dívidas soberanas, e de técnicos questionando a legalidade dos ajustes que serão &#8220;impostos&#8221; aos países da zona do Euro.</p>
<p>Sorte para aqueles que há algum tempo estão apostando contra a moeda comum. A posição vendida dos fundos estava inclusive tão grande que muitos não dormiam preocupados com uma recuperação provocada por uma eventual cobertura das vendas.</p>
<p>A consequência da fuga ao risco fez com que o dólar americano subisse forte na semana negociando aos maiores patamares desde janeiro deste ano.</p>
<p>Com isso as principais bolsas de ações do mundo caíram entre 3% e 7%, e os índices das commodities escorregaram 4% em cinco dias.</p>
<p>O café não ficou de fora e finalmente trabalhou abaixo de US$ 220.00 centavos por libra, encerrando a semana em Nova Iorque com queda de US$ 16.73 por saca. São Paulo caiu praticamente o mesmo tanto, também sentindo o efeito da desvalorização do real. Já em Londres o tombo foi menor, US$ 4.38 por saca.</p>
<p>Os preços internos do café no Brasil entretanto têm se mantido &#8220;tabelados&#8221;, principalmente para as qualidades melhores que não baixam de R$ 500.00 reais a saca. O resultado é a firmeza do diferencial.</p>
<p>Nas outras origens problemas climáticos têm atrasado a chegada de mais café, e problemas de qualidade têm sido mencionados por alguns participantes.</p>
<p>Com os embarques vagarosos dos suaves, e a concentração dos estoques em mãos fortes, os países consumidores não terão outra alternativa além de torrar o que estiver por perto. Triste, mais uma vez, que isto não impacte os certificados da ICE, que diferentemente do que eu tinha imaginado vão fechar 2011 acima de 1.5 milhões de sacas.</p>
<p>Enquanto isto novas estatísticas para a produção brasileira da safra de 2012/2013 continuam sendo divulgadas e nenhuma delas acredita em um número muito acima de 55 milhões de sacas. </p>
<p>Pouco resolve falarmos de fundamentos quando o macro dita o tom da música. </p>
<p>O fortalecimento da moeda americana, junto com uma figura técnica negativa para o café, e com os fundos colocando uma posição vendida nos seus livros, em nada ajudam o mercado a recuperar por ora, e com isto o nível de preço do final de 2011 está igual ao do fim de 2010.</p>
<p>Mas falar que a situação de disponibilidade de café é confortável e por isso empurra o mercado mais para baixo é exagero dos baixistas.</p>
<p>No ano que vem tem mais caros leitores. </p>
<p>Aproveito este último relatório de 2011 para desejar a todos vocês um Natal harmonioso e um excelente 2012, repleto de saúde e sucesso.</p>
<p>Obrigado por nos acompanhar por mais um ano.</p>
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		<title>BOI GORDO &#8211; Lygia Pimentel</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 06:37:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agroblog.com.br</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boi Gordo]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Abate de fêmeas continua elevado</strong></h2>
<p>Hoje foram divulgados os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre os abates trimestrais de bovinos no Brasil. Um lembrete importante é que esses dados referem-se apenas aos abates inspecionados, então tem muito mais cabeça sendo abatida por aí, mas os números nos ajudam a ter uma ideia do rumo que a pecuária nacional tem tomado.</p>
<p>À primeira vista, já temos uma informação bastante relevante: considerando o abate total, incluindo bois, vacas, novilhos, novilhas e vitelos no período de janeiro a setembro, houve retração de 2,9% do volume abatido total. Entretanto, ao categorizarmos os dados, podemos observar informações ainda mais importantes.<br />
O abate de fêmeas aumentou no mesmo período na proporção de 10,9%. Enquanto isso, o abate de machos caiu 10,7%. Para os vitelos e vitelas, houve aumento de 28,3%. Para esta última categoria, o motivo é que o Egito, mercado característico para esse produto, aumentou seus pedidos em 2011. Observe o primeiro gráfico:</p>
<p><strong>Gráfico 1.</strong><br />
Variação da proporção de machos e fêmeas abatidos em relação ao total – período de janeiro a setembro.<br />
<div id="attachment_2622" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/12/boi151211a.jpg" alt="" title="" width="462" height="300" class="size-full wp-image-2622" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Por que será que o pessoal tem abatido fêmeas em 2011? Dado o comportamento do total abatido, vê-se que a oferta de machos terminados não esteve lá grande coisa e que as pastagens não têm sido favorecidas pelo clima neste ano. Isso levou a um aumento do abate de fêmeas. Mas não é só isso, acredite.</p>
<p>Como conversamos na semana passada, 2011 não foi um ano fácil, mas sim algo parecido com um purgatório. Um ano de longa espera pela alta que só veio em novembro, e foi rápida. Não deu pra fazer muita coisa com ela.</p>
<p>Apesar de o boi ter se mantido em patamares historicamente elevados, os custos de produção não deram trégua e a arroba ficou longe de acompanhar a trajetória deles, que foi de alta. Portanto, mesmo com o preço do bezerro em patamares altos, o que aparentemente indica que a oferta dessa categoria não é abundante, a margem da atividade tem estreitado. É o que conversei nesta semana com meu amigo Fabiano Tito Rosa, do Minerva.</p>
<p>Além disso, a seca castigou o Centro-Oeste e certamente tivemos índices de prenhez prejudicados por esses fatores, o que ajuda a forçar a eliminação dessas vacas, principalmente no primeiro semestre do ano.</p>
<p>Aliás, o abate de fêmeas no primeiro semestre de 2011 aumentou 10,9% em relação ao mesmo período de 2010, porém, o número ainda não indicava uma liquidação forçada de plantel dado que 2010 ainda foi um ano de preços em ascensão, bom para a remuneração do pecuarista, principalmente para aqueles que conseguiram efetuar suas vendas no segundo semestre.</p>
<p><strong>Gráfico 2.</strong><br />
Evolução da participação de fêmeas abatidas em relação ao total.<br />
<div id="attachment_2621" class="wp-caption alignleft" style="width: 472px"><img src="http://www.agroblog.com.br/wp-content/uploads/2011/12/boi151211b.jpg" alt="" title="" width="462" height="296" class="size-full wp-image-2621" /><p class="wp-caption-text"> </p></div></p>
<p>Entretanto, algo aqui que me chama a atenção.</p>
<p>Observe o gráfico 2. Nele, as fases de alta estão caracterizadas pelo fundo azul enquanto as fases de baixa são caracterizadas pelo fundo vermelho. Observamos que o abate continuou em patamares elevados nos meses seguintes, ou seja, o terceiro trimestre de 2011, comportamento que não é normal quando a atividade de cria remunera o pecuarista.</p>
<p>Levando em conta somente o período de julho a setembro, o abate de fêmeas sobre o total neste ano mostrou proporção de 38% contra 33% de média histórica, 35% de média para as fases de baixa do ciclo e 33% para as fases de alta. A máxima foi de 41% ocorrida em 2006, ano considerado o fundo do poço em termos de margem para a atividade.</p>
<p>Por que escolhi o terceiro trimestre do ano para fazer a comparação? Porque não é um período típico de descarte de fêmeas devido à repetição de cio ocasionada por condições ruins de pastagem. Esse período pode nos dar uma visão clara e imparcial de um padrão de início de abate forçado pela redução das margens da atividade.</p>
<p>Voltando à minha analogia dantesca, será que estamos às portas do inferno para o pecuarista, ou seja, a fase de baixa do ciclo? Infelizmente, a ideia faz sentido.</p>
<p>Algo importante que conseguimos observar no gráfico: historicamente, o movimento observado atualmente antecede a fase de baixa. O gráfico deixa isso bem claro.</p>
<p>Outra coisa interessante, repararam como a oferta de bois magros aumentou nos últimos tempos? Tem muita gente por aí falando que por causa desse índice elevado de fêmeas abatidas em 2010 vai faltar bezerro em 2011, mas fato é que a retenção entre 2007 e 2010 já gerou um número maior de bezerros que agora entram em cena como bois magros.</p>
<p>Sei que em algumas regiões as pastagens ainda estão ruins e que o boi com mais peso acaba pesando em lugares com menor capacidade de suporte, mas conversando com o pessoal pelo Brasil afora, percebi que o movimento é generalizado e o motivo cabível é que a oferta desse tipo de animal tenha crescido substancialmente como reflexo dessa retenção de fêmeas de anos anteriores. Uma hora ou outra o reflexo disso chega, não adianta tentarmos esconder.</p>
<p>Bom, resumidamente, esta foi uma semana de preços mornos, maior oferta de boi magro e publicação de dados importantes pra gente, que já nos ajudam a enxergar um pouquinho sobre o funcionamento do motor que move o mercado do boi gordo.</p>
<p>E por enquanto é isso, pessoal. A sugestão é sempre a mesma: ficar de olho nos custos e nas oportunidades que aparecem. Aparentemente, daqui para a frente manter a margem ou garantir algum lucro será cada vez mais difícil e, ao mesmo tempo, cada vez mais importante para segurarmos as pontas nos próximos anos. Pelo menos até a próxima fase de alta chegar.</p>
<p>Abraços a todos e até a próxima semana!</p>
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