12/maio/2008 - segunda-feira
Coluna Semanal
Cenário atual torna o Brasil principal exportador
O aumento da demanda de milho para produção de Ethanol nos USA é acompanhada por uma expectativa de menor consumo para ração e exportação. Reduzindo os números de exportação deste ano comercial em 10 milhões de toneladas, chega-se ao estoque de passagem norte-americano de 20 milhões de toneladas, contra os 35 milhões atuais. Estes números ainda podem ser atualizados pelo USDA, que acompanha de perto o forte atraso no plantio norte-americano.
Este cenário posiciona novamente o Brasil como principal exportador, estimulado pelas barreiras protecionistas impostas pelo governo argentino, que devem bloquear o fluxo exportador depois que for atingido o volume de 11 milhões de toneladas exportadas. O petróleo vem estabelecendo novos recordes de preços no mercado internacional, atingindo US$ 125.00/barril. Os preços elevados do petróleo aquecem a demanda por ethanol e assim mantém o perfil altista do milho no mercado internacional.
A safra de verão brasileira se aproxima do fim e mantém inabalável a retração dos vendedores. Este comportamento adotado pelo setor produtivo está baseado no fundamentalismo do mercado, que permite expectativas de preços maiores ao longo do ano. Do ponto de vista gráfico, a linha de suporte de preços domésticos ao longo da safra se eleva em 2008, criando uma resistência para setembro próximo dos R$ 35,00 base Campinas.
Os principais agentes que devem ser monitorados são clima e exportação. Petróleo, demanda interna e clima ao redor do mundo também devem influenciar o comportamento de preços neste ano em que a safra brasileira baterá um novo recorde – 55 milhões de toneladas.
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do código penal. Conheça a Lei 9610.













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